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Roberto Carlos diz que vai lançar autobiografia: ‘Quero revelar tudo’

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Roberto Carlos durante entrevista coletiva na Cidade do México nesta quinta-feira (14); ele anunciou que está escrevendo autobiografia (Foto: Alfredo Estrella/AFP)

Roberto Carlos durante entrevista coletiva na Cidade do México nesta quinta-feira (14); ele anunciou que está escrevendo autobiografia (Foto: Alfredo Estrella/AFP)

No México, ele afirmou que serão dois livros e já escreveu 30% do primeiro.
Cantor falou de aposentadoria: ‘Esperança de que não vai acontecer nunca’.

Publicado no G1
Com a intenção de evitar mais especulações sobre sua vida, o cantor Roberto Carlos revelou nesta quinta-feira (14), no México, que está escrevendo sua autobiografia. Devem ser publicados, pelo menos, dois livros.

“Em breve vou lançar este disco, esta biografia”, disse o Rei sobre a história de sua vida, que revelará aos fãs suas recordações desde os quatro anos.

“Quero revelar tudo, falar tudo, mas coisas boas principalmente. Quero contar como aconteceu, como está acontecendo, como quero que continue acontecendo”, disse Roberto Carlos na entrevista coletiva convocada pela Sony Music para celebrar os 12 milhões de discos vendidos no México ao longo da carreira do Rei.

Sobre a data do lançamento do livro, Roberto Carlos revelou que será “quando estiver pronto”, mas adiantou que já escreveu 30% do “primeiro volume”.

“Quero dizer que não vai caber tudo em apenas um livro, acredito que serão dois volumes”, completou.

Aposentadoria
Durante a entrevista no México, Roberto Carlos também comentou a possibilidade aposentadoria. “Sei que há um momento em que você chega e diz: ‘É o momento de parar’. Mas não pensei nisto. Eu tenho a esperança que isto não vai acontecer nunca, e me vejo sempre cantando”, declarou o cantor.

De acordo com ele, a estratégia para se manter na ativa por tanto tempo é querer “sempre fazer uma canção de amor melhor que anterior”. Por outro lado, revelou preocupação com a saúde. “Me cuido, não posso negar, faço exercícios e sou adepto da medicina ultramolecular’, lembrou.

No México, ele lança o disco “Este tipo soy yo”. “Eu faço canções de amor, acho que o amor é eterno e está sempre presente ao longo do tempo”, afirmou.

'O réu e o rei' e o autor da obra, Paulo Cesar de Araújo (Foto: Divulgação e Bel Pedrosa/Divulgação)

‘O réu e o rei’ e o autor da obra, Paulo Cesar de
Araújo (Foto: Divulgação e Bel Pedrosa/Divulgação)

‘O réu e o rei’
Em 2007, uma biografia não autorizada chamada “Roberto Carlos em detalhes” (Planeta), do escritor brasileiro Paulo César de Araújo, foi tirada de circulação após disputa judicial. Em maio deste ano, o autor lançou uma nova obra, “O réu e o rei: Minha história com Roberto Carlos, em detalhes” (Companhia das Letras), que fala sobre a proibição do trabalho anterior.

(Leia a introdução de ‘O réu e o rei’)

“O réu e o rei” saiu duas semanas depois de a Câmara dos Deputados ter aprovado o projeto de lei que libera a venda de biografias não autorizadas pelos biografados ou por suas famílias, em caso de morte. O texto ainda precisa passar pelo Senado antes de ir à sanção presidencial.

O Supremo Tribunal Federal também deve analisar a ação que pede a liberação da publicação. O caso será decidido pelo Supremo durante o julgamento de ação proposta pela Associação Nacional dos Editores de Livros (Anel).

No processo, a associação afirma que a atual restrição imposta aos editores é incompatível com a liberdade de expressão e de informação. Os autores da ação pedem que o Supremo declare que não é necessário o consentimento do biografado para que o livro seja publicado.

O texto de apresentação de “O réu e o rei” descreve o conteúdo citando a controvérsia de “Roberto Carlos em detalhes”. “Objeto de verdadeira polêmica pública, a batalha em torno da proibição de ‘Roberto Carlos em detalhes’ é o cerne de ‘O réu e o rei’”, informa o material promocional.

No mesmo dia em que “O réu e o rei” chegou às livrarias, o editor da Companhia das Letras, Luiz Schwarcz, fez no blog da editora um post a favor da liberdade da publicação de biografias não autorizadas.

“Serve como testemunho das dificuldades para escrever biografias independentes no Brasil. Com ele [‘O réu e o rei’] a Companhia das Letras procura contribuir ativamente para a consolidação do direito do cidadão brasileiro ao conhecimento de fatos relevantes da vida das suas figuras públicas.”

Procure saber
A liberdade de publicação de biografias ganhou mais destaque a partir do início de 2013, quando o grupo Procure Saber – então integrado por Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Roberto Carlos, Djavan, entre outros artistas, e presidido pela ex-mulher de Caetano Paula Lavigne – passou a defender a proibição de obras não autorizadas.

Os artistas diziam defender o direito à privacidade e destacavam as dificuldades em conseguir reparar, através de ações judiciais, os danos posteriores à publicação.
Os biógrafos, contudo, avaliam que a necessidade de autorização é censura prévia e fere a liberdade de expressão. Dizem que a necessidade de autorização defendida pelos artistas impediria a publicação de obras sobre personagens históricos, citando como exemplo a impossibilidade de se escrever sem interferências um texto sobre generais da ditadura ou sobre políticos.

O Código Civil brasileiro, em vigor desde 2003, diz que “a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais”.

Foi justamente essa regra permitiu que Roberto Carlos banisse, em abril de 2007, a biografia escrita por Paulo César de Araújo. “Roberto Carlos em detalhes” havia sido publicado pela Planeta em dezembro de 2006. A obra teve a produção e comercialização interrompidas após acordo judicial entre a editora e o cantor.

O Artigo 5º da Constituição Federal, entretanto, diz que “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença” e atesta que “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”.

Adaptação de A Menina que Roubava Livros estreia nesta sexta-feira

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A atriz canadense Sophie Nélisse em cena de 'A Menina que Roubava Livros' (Foto: Divulgação)

A atriz canadense Sophie Nélisse em cena de ‘A Menina que Roubava Livros’ (Foto: Divulgação)

Publicado no Cinema10

A adaptação do livro A Menina que Roubava Livros, do australiano Markus Zusak, estreia nesta sexta-feira (31) em todo o país. Com direção de Brian Percival, responsável por alguns do episódios da série Downton Abbey, o longa conta com a trilha sonora de John Williams, que está sendo indicado ao Oscar de Melhor Trilha Sonora nesse ano.

O filme acompanha a história de Liesel Meminger (interpretada pela canadense Sophie Nélisse, conhecida pelo seu papel em O Que Traz Boas Novas). Durante a Segunda Guerra Mundial, Liesel e seu irmão são deixados pelos pais e adotados por um casal vivido por Geoffrey Rush (O Discurso do Rei) e Emily Watson (Anna Karenina). O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. Ela aprende a ler com o incentivo de sua nova família e Max, um judeu refugiado que eles escondem baixo às escada. Para Liesel e Max, o poder das palavras e da imaginação se transformam em escape dos tumultuosos eventos que acontecem ao seu redor. Em meio ao caos, a jovem encontra refúgio na literatura para sobreviver. Ajudada por seu pai adotivo, ela passa a roubar livros e descobrir neles a esperança perdida durante a guerra. Michael Petroni (O Ritual) escreveu o roteiro.

Segundo levantamento do Ministério da Justiça, A Menina que Roubava Livros é a obra mais lida nas penitenciárias federais do Brasil. O livro ficou 280 semanas na lista de mais vendidos do New York Times.

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Como seria o Instagram de alguns dos mais famosos escritores?

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Luciana Galastri, na revista Galileu

Hemingway iria alternar selfies com imagens de suas caçadas, Bukowksi postaria inúmeras fotos de #baladas e Thoreau seria o rei do #fitness? Confira alguns posts imaginados pelo Buzzfeed e decida qual deles você seguiria:

Livro de 2 cm² é descoberto nos Estados Unidos

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Publicado no Folha do Sertão

Título original: Livro de 2 cm² é descoberto nos Estados Unidos; Curioso pra saber o que há nele? Veja

Livro de 2 cm² é descoberto nos Estados Unidos; Curioso pra saber o que há nele? VejaImagine qual seria a sua curiosidade ao se deparar com um livro de apenas 2 cm² e 1 mm de espessura.

Certamente, você ficaria com muita vontade de descobrir o que está sendo dito nele — e não precisa se sentir culpado, pois a sensação seria a mesma para a grande maioria das pessoas. Mas como fazer para ler algo assim? Apenas com os olhos humanos seria impossível.

Na Universidade de Iowa (Estados Unidos), um livro com as dimensões que foram mencionadas anteriormente foi encontrado em uma biblioteca que reúne mais de 4.000 obras em miniatura. A bibliotecária responsável pelo encontro afirma que ele estava na caixa de “microminiaturas”, sendo ainda menor do que os outros itens que estariam na mesma coleção.

Só era possível identificar a capa, que mostra uma cruz dourada em meio a uma superfície vermelha. Com isso, havia grandes chances de o pequeno livro ser uma versão reduzida de uma bíblia, mas a bibliotecária Colleen Theisen queria ir além. Como informa o The Atlantic, Theisen recebeu a ajuda de Giselle Simón para colocar a obra em um microscópio da Biblioteca de Iowa, conseguindo identificar qual era a editora do livro.

Com isso, conseguiram chegar ao nome da Toppan Printing. Rastreando e cruzando informações, conseguiram descobrir que o livro foi lançado na Feira Mundial de Nova York de 1965. Mas ele não era uma obra independente, pois fazia parte de um conjunto com uma versão maior do mesmo texto: o primeiro capítulo do Gênesis (livro da Bíblia) escrito pelo Rei James para a igreja Anglicana.

Maria Bethânia diz que deseja gravar CD com poemas de Fernando Pessoa

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Ao lado de Cleonice Berardinelli, cantora leu obra do português na Flip.
Com 96 anos, professora afirmou sempre descobrir sonetos do poeta.

Maria Bethânia leu poemas de Fernando Pessoa no terceiro dia da Flip (Foto: Flavio Moraes/G1)

Maria Bethânia leu poemas de Fernando Pessoa no terceiro dia da Flip (Foto: Flavio Moraes/G1)

Letícia Mendes, no G1

A obra de Fernando Pessoa foi celebrada por Maria Bethânia e pela estudiosa do poeta Cleonice Berardinelli na mesa mais disputada da 11ª Flip, que aconteceu na noite desta sexta-feira (5). Com ingressos esgotados logo no primeiro dia de vendas, em 10 de junho, a sessão de leitura começou com 20 minutos de atraso e lotação na Tenda dos Autores. Poucos minutos após a hora marcada para o início, 19h30, ainda havia uma multidão em frente ao local.

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Aplaudida de pé ao subir ao palco, dona Cléo – como prefere ser chamada -, de 96 anos, iniciou a mesa “Lendo Pessoa à beira-mar”. Bethânia, que tem integrado versos do poeta português em seus shows há mais de 40 anos, foi convidada por Cleonice para entrar em cena.

As duas fizeram uma leitura ininterrupta de 50 minutos de poemas de Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis, como “Dois Excertos de Odes”; “O meu coração quebrou-se”; “Leve, breve, suave”; “Natal… na província neva”; “Autopsicografia”; “Cerca de grandes muros quem te sonhas”; “Prece”; “O rei”; “O infante”; “O guardador de rebanhos”; “Quando eu não te tinha”; “O amor é uma companhia”; “Já sobre a fronte vã”; “Quer pouco terás tudo”; “Aniversário”; “Esta velha angústia”; “Depus a máscara”; “Todas as cartas de amor são ridículas”; “Poema em linha reta”; “O Binômio de Newton”.
Em seguida, o mediador Júlio Diniz questionou Cleonice sobre qual seria seu heterônimo favorito. “É como perguntar para a mãe de qual filho ela gosta mais. Eu tenho um aluno que faz pesquisa constantemente sobre Pessoa, descobrindo novos sonetos cada vez mais”, disse.

Bethânia contou que foi o diretor teatral Fauzi Arap “quem colocou o Pessoa no meu colo”. “Ele viu que tinha a ver comigo. Ele me fez aprender, ler, entender e gostar”, afirmou. Junto com Cleonice, a cantora disse que deseja gravar um CD com leitura dos poemas. “Claro que eu aceito”, respondeu dona Cléo.

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