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Seus professores costumam pedir resenhas de livros? Aprenda a fazer de forma correta

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Publicado no Amo Direito

Seus professores costumam pedir para você fazer resenhas de livros no colégio, cursinho ou faculdade? Aprenda a fazer um texto que deixe suas opiniões claras e garanta uma boa nota. Não deixe de compartilhar com os amigos!

Escrever uma resenha é uma ótima forma de comprovar que os alunos realmente leram e entenderam os pontos principais de um determinado livro e, por isso, estas são comumente pedidas pelos professores. Se você não tem certeza de como estruturar o texto de forma a deixar suas ideias claras, não se desespere!

O primeiro passo é ler o livro com muita atenção. Para resenhá-lo, você deverá conhecer os personagens e entender todo o contexto da época em que ele foi escrito e o que o autor pretendia ao publicá-lo. Por exemplo: é muito difícil escrever uma resenha de uma obra como Os Miseráveis, de Victor Hugo, sem entender os costumes da França do século XIX, entre a batalha de Waterloo e as barricadas de Paris.

Ao término da leitura, você deverá organizar os seus próprios pensamentos. A opinião do autor ficou clara para você? Além disso, é necessário refletir sobre como a obra reflete nos dias atuais, ou seja, como o que foi escrito em anos passados está presente na sociedade de hoje. Esse pode ser um dos seus pilares para escrever a resenha.

Agora é hora de começar a escrever a sua resenha. É importante ter em mente que uma resenha deve descrever o livro e apontar aspectos importantes sobre ele. Personagens marcantes e relevantes para a história devem ser citados, sendo que uma boa dica para apresentá-los é descrevendo suas impressões sobre a personalidade deles e por que a história seria completamente diferente na ausência dos mesmos.

A resenha também dá a chance de você expressar suas opiniões, como a fluência do texto, a presença ou não de humor ou até mesmo a velocidade na qual as coisas acontecem. Porém, lembre-se de que uma resenha didática deve priorizar o conteúdo da aula para a qual ela foi proposta. Se você está escrevendo para o professor de literatura, insira a obra no movimento literário na qual o livro foi escrito. Se for para o professor de história, prefira o contexto social da época.

Fonte: Notícias Universia

Sem receber nada, aposentada resenha 1.348 livros de loja on-line em mil dias

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A aposentada Leila de Carvalho e Gonçalves na livraria Saraiva do Shopping Jundiaí, em companhia de seu Kindle

A aposentada Leila de Carvalho e Gonçalves na livraria Saraiva do Shopping Jundiaí, em companhia de seu Kindle

 

Rodolfo Viana, na Folha de S.Paulo

Em 4 de fevereiro de 2013, Leila de Carvalho e Gonçalves sentou-se diante do computador para escrever sua primeira avaliação de livro na Amazon brasileira. Deu cinco estrelas para “O Assassinato de Roger Ackroyd”, de Agatha Christie.

Mil dias depois, completos no dia 31 de outubro, a aposentada de 57 anos está no topo dos avaliadores do site brasileiro da empresa de varejo on-line, com 1.348 críticas —todas escritas sem pagamento envolvido.

A saga de Leila começou no natal de 2012, quando ganhou um Kindle. Achou que não se adaptaria à plataforma de leitura —receio natural para alguém que, à época, tinha cerca de 5.000 livros físicos em sua biblioteca particular.

O temor não durou e, após dois meses, Leila avaliou a primeira obra. Nunca mais parou.

Uma tragédia levou a paulista a ter tempo livre para manter o hobby. Aos 43, ela descobriu que tinha colangite esclerosante primária –uma doença genética no fígado. Cinco anos depois, fez transplante e foi aposentada por invalidez.

Na época, ela cuidava de empresas da família em Jundiaí (SP). Sem poder trabalhar, passou a se dedicar à literatura.

Hoje, segue uma rotina rígida para dar conta de leituras e críticas. Acorda por volta das 6h, toma café da manhã e sai para caminhar. De volta, começa a ler e segue até a hora do almoço. Descansa até às 14h e retoma a leitura até o anoitecer. “Leio de seis a oito horas por dia. É como se fosse um trabalho”, diz.

Entre uma leitura e outra, arruma espaço na agenda para comentar –tempo que pode se arrastar por horas ou dias. “Não consigo fazer um comentário em menos de meio dia”, afirma. “Além da leitura do livro, preciso refletir e pesquisar para comentar.”

A avaliação de ‘Graça Infinita’, de David Foster Wallace, custou a Leila três dias. “‘Lolita’ [de Vladimir Nabokov] também é um livro difícil”, diz. “É um história tão dúbia quanto ‘Dom Casmurro’, de Machado de Assis.”

Quando uma avaliação toma muito tempo, ela publica o comentário de um conto ou outra leitura mais ágil “para fazer volume”. Também costuma resenhar diferentes edições de um mesmo título.

A maioria das avaliações leva mais de quatro estrelas e palavras elogiosas. Leila explica que, quando encontra um livro realmente ruim, prefere não avaliar. Isso não significa falta de critério no julgamento, mas sua maneira de fomentar a leitura.

“Tento evidenciar os aspectos positivos para não desestimular os leitores”, diz. “Num país com tão pouca gente lendo, com tão poucos interessados em livros, você escrever ‘horroroso’ na avaliação não contribui em nada.”

Do lado da Amazon, as avaliações dos críticos amadores têm grande importância. É o que afirma Daniel Mazini, gerente-geral de livros físicos da filial brasileira. “O sistema automaticamente coloca peso maior em títulos com boas avaliações, que começam a aparecer mais em recomendações”, diz. “E com as negativas, conseguimos descobrir algo de errado nos livros.”

Sem citar o nome da obra, ele comenta o caso de um box em que um dos livros estava repetido. “A editora não percebeu o erro e os clientes começaram a dar pouca estrela. Descobrimos a falha e tiramos o box da venda.”

Apesar da generosidade de Leila, há momentos em que ela economiza nas estrelas. Como na crítica feita a uma “edição abominável de ‘A Última Ceia do Doutor Fausto’ [de 1876, do escritor português Alberto Pimentel] que, talvez pela raridade, possa interessar a alguém, mas sem qualquer qualidade gráfica.”

Na capa desse volume, nota-se que “última” está sem acento agudo. Leila deu apenas uma estrela.

Diário ficcional de Drácula é prenhe de luxúria e violência

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O Conde Vlad Tepes, o Empalador (Divulgação)

O Conde Vlad Tepes, o Empalador (Divulgação)

Rodolfo Lucena, na Folha de S.Paulo

Está fadado ao fracasso e à decepção o candidato a leitor que buscar em “O Diário de Drácula” mais um da horda de romances que envolvem vampiros sedutores e pálidas adolescentes em crise de identidade.

A obra do romancista e semiólogo romeno Marin Mincu (1944-2009) investiga a verdadeira identidade de um herói pátrio –para isso, combina sua ficção com doses da história real, transcorrida na segunda metade do século 15.

Seu Drácula não é um morto-vivo capaz de se transformar em morcego, chupador de pescoços de mocinhas indefesas e, não poucas vezes, desejosas. O protagonista é o próprio Empalador, o príncipe Vlad 3º da Valáquia (região da Romênia), cuja crueldade sem fim teria sido a inspiração para o vampiro de Bram Stoker (1847-1912).

O autor escocês, por sinal, é desprezado pelo fictício editor de “O Diário de Drácula” —que se confunde com o próprio Mincu de carne e osso. Na apresentação dos textos, o narrador conta que, em sua busca por saber mais sobre Drácula, chegou a ler Stoker: “Considerei-o deplorável”, resume.

Mesmo assim, o romeno escolheu para sua narrativa a mesma estrutura usada na saga vampiresca. Aqui, porém, quem escreve o diário não é um observador apavorado, mas o próprio agente da história, consciente da imagem que pretende transmitir para a posteridade (“Serei eu mesmo o idealizador dos mais monstruosos fatos que contarão a meu respeito”).

No romance de Mincu, o diário do príncipe da Valáquia foi encontrado mais de 500 anos depois de sua morte, preservado em compartimento secreto na masmorra do castelo às margens do Danúbio em que Vlad 3° (1431-1476) fora aprisionado pelo seu antigo parceiro Matias Corvino, rei da Hungria.

VÍTIMA

Emerge das anotações um nobre de refinada cultura, que cita filósofos gregos, dialoga com a obra de Dante e se corresponde com o papa Pio 2º (1405-1464), de quem foi herói –”atleta da cristandade”, era chamado pelo religioso–, e vítima.

Líder guerreiro, protetor dos valacos contra os turcos, Dracul se vê enredado em trapaças palacianas e familiares –não sem fazer também as suas traições.

Vivendo como vítima, aquele que foi algoz medita sobre seu ser e a criação do mundo, embrenha-se pela metafísica e pela psicologia: “Não sou um monstro. Minhas histórias assustam somente porque aqueles que as leem sentem-se ligados à minha culpa”.

Ele faz questão, porém, de contar sobre si histórias que são ainda mais assustadoras do que o folclore que envolve seu personagem. Espraia-se em sexo, meleca-se com sangue, sofre estupro, ordena empalamentos, queima multidões. Sua linguagem é, então, a um só tempo picaresca e lúbrica, prenhe de luxúria e violência.

E se mostra também poeta sofredor. Ao olhar com languidez o céu noturno, Vlad, o Empalador, o Dracul em pessoa, encarnação do Demônio e de todas as suas denominações, se derrama: “Minha mente se ilumina (…) Vejo os corpos celestes com meu olhar interior e fico cheio de alegria”.

Que beleza.

O DIÁRIO DE DRÁCULA
AUTOR Marin Mincu
TRADUÇÃO Talita Tibola
EDITORA Autêntica
QUANTO R$ 36,90 (208 págs.)
AVALIAÇÃO muito bom

Resenha: It – A Coisa

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Mariana Dal Chico, no Psychobooks

Olá, pessoal!

Hoje vou comentar sobre o livro It do autor Stephen King, relançado no Brasil em 2014 pela Editora Suma de Letras.

Confira as resenhas de outros livros do autor no site:

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It – A Coisa

Stephen King

Tradutor: Regiane Winarski
Editora: Suma de Letras
Páginas: 1104
ISBN: 8560280944
Publicação: 2014

Sinopse:

Durante as férias escolares de 1958, em Derry, pacata cidadezinha do Maine, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly aprenderam o real sentido da amizade, do amor, da confiança e… do medo. O mais profundo e tenebroso medo. Naquele verão, eles enfrentaram pela primeira vez a Coisa, um ser sobrenatural e maligno que deixou terríveis marcas de sangue em Derry. Quase trinta anos depois, os amigos voltam a se encontrar. Uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir forças novamente. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue que fizeram quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. O tempo é curto, mas somente eles podem vencer a Coisa.

Comentários

Sempre começo meus comentários sobre um livro do Stephen King avisando que sou superfã do autor, todas as vezes que vejo o anúncio de algum relançamento de sua obra fico toda empolgada e desejando ter tempo para poder ler todos os seus livros.
Em agosto de 2014 a Editora Suma de Letras relançou o livro It – A Coisa com nova tradução e diagramação, fiquei eufórica ao receber meu exemplar em casa com mais de 1.100 páginas, no mesmo dia comecei minha saga por essa história.
It foi lançado originalmente em inglês no ano de 1986, a autor passou o período de 1981 a 1985 para escrever sua história.

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Enredo

No verão de 1958, em Derry localizado no Maine, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly aprenderam o verdadeiro sentido das palavras amizade, confiança e amor. Juntos eles fundaram o Clube dos Otários. Unidos pela vontade de combater o medo e acabar com o mal que assombra a cidadezinha há séculos, eles enfrentam A Coisa nos subterrâneos da cidade. Quase trinta anos depois, uma nova onda de horror ataca Derry e os amigos unidos por uma promessa do passado voltam a se reencontrar. Apenas eles são capazes de enfrentar A Coisa, mas para isso, irão encarar seus piores medos, reviver momentos dolorosos do passado e ir até as últimas consequências para livrar Derry de uma vez por toda das garras da Coisa.

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Narrativa

A obra é dividida em 5 partes, a última tem seus capítulos alternados entre presente e passado de uma forma tão fluida e orgânica, que só mesmo um mestre das palavras poderia ter criado tão incrível.
Stephen King é um autor MUITO prolixo, nessa obra ele ultrapassou todas as barreiras criando plots para cada um dos sete amigos, subplots de personagens secundários, subplots dos subplots e ainda transforma a própria cidade em um personagem com suas particularidades.
Tive a oportunidade de ler 14 obras do autor, de períodos diferentes e o que pude perceber é que seus livros mais antigos têm o ritmo de leitura instável com momentos de lentidão alternados com trechos frenéticos, o início dos livros são mais voltados para a ambientação e construção da tensão, com os anos o autor foi lapidando sua escrita e os livros mais recentes apresentam um ritmo de leitura mais constante desde as primeiras páginas.

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Personagens

Não vou falar da característica de cada um deles, basta dizer que os sete personagens principais são incrivelmente bem desenvolvidos, tanto o background de cada um como a parte psicológica que embasa cada atitude tomada por eles. Os personagens secundários também são importantes e bem desenvolvidos. Quem já leu um livro do autor, sabe o quanto ele é habilidoso para criar personagens verossímeis e assustadoramente comuns.

A tal da Coisa

Esse é um dos vilões mais sensacionais e aterrorizantes já criados na literatura. A Coisa assume a forma dos seus piores medos. Alguns enxergam um palhaço, enquanto outras uma múmia, um lobisomem e até mesmo o frankstein. Como se não bastasse isso, A Coisa é capaz de assombrar mais de um local ao mesmo tempo e se infiltrar nas mentes das pessoas. E sim, você terá muitos pesadelos com ela.
Desculpe se acabei com sua ilusão de que esse seria um livro sobre um palhaço assassino.

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A grande jornada pelas 1.104 páginas

Comecei ler It em agosto de 2014 e terminei em fevereiro de 2015. Não foi uma leitura direta e constante, logo na primeira leitura cheguei à página 150 sem nem perceber o tempo passar. Por causa da correria no trabalho, acabei deixando a leitura um pouco de lado e fiquei algumas semanas sem conseguir ler. Fui avançando aos poucos na leitura, pegava o livro durante os finais de semana e intercalava com leituras mais ‘leves’. Foi só quando passei de 65% da leitura que cheguei no ponto que fica impossível deixar de lado a leitura de It.
Acho importante contar sobre a minha experiência de leitura com essa obra para deixar o leitor ciente de que esse é um livro para ser lido com calma, algumas passagens são lentas e morosas, alguns subplot de subplot acabam dispersando a atenção do enredo principal e arrastando a leitura. E esse é o principal motivo por eu não ter classificado esse livro com 5 estrelas, outro motivo é uma cena polêmica quando as crianças estão para sair dos túneis. A primeira impressão que tive é que estava um pouco fora do contexto, depois achei completamente doentio e se a intenção do King era de chocar ele teve sucesso.
King é um gênio, a qualidade de It é incontestável, mas para mim, o segundo terço do livro foi moroso e poderia ter sido mais ágil se retirasse os excessos.

Concluindo

“It – A Coisa” é uma obra prima icônica do mestre do terror, referência no gênero e leitura obrigatória para os fãs do autor. Ao começar sua jornada por suas 1.104 páginas, esteja ciente de que vai encontrar muitas aventuras, humor e momentos de tensão inesquecíveis. Também esteja preparado para a prolixidade do autor no seu auge. Com calma e degustando a leitura, você chegará ao desfecho da história prendendo a respiração.
Em tempo, O Iluminado ainda está no topo das leituras mais assustadoras que já fiz na vida.
O trabalho de tradução feito pela Regiane Winarski nesse livro está sensacional!

Então ele desceu os quatro degraus até a prateleira do porão, com o coração como um martelo quente batendo na garganta, o cabelo da nuca em pé, os olhos ardendo, as mãos frias, certo de que a qualquer momento a porta do porão se fecharia sozinha, bloqueando a luz branca que entrava pelas janelas da cozinha e ele ouviria A Coisa (…), rosnando profundamente; ele ouviria o rosnado naqueles segundos lunáticos antes de ser atacado e ter as entranhas arrancadas.
Página 17

(…) Ele tinha cortado a parte interna dos antebraços do pulso até a altura do cotovelo, e fez outro corte prependicular a cada um na altura do pulso, criando um par de três maiúsculos. Os cortes brilhavam vermelho-arroxeados na luz branca e forte. Ela pensou que os tendões e ligamentos pareciam cortes de carne barata.
Uma gota de água se formou na boca da torneira cromada reluzente. Engordou. Engravidou, podia-se dizer. Cintilou. Caiu. Plink.
Página 65

O que é você?
-sou a Tartaruga, filho. eu fiz o universo, mas não me culpe por ele; eu estava com dor de barriga.
Página 1022

4 Estrelas

Playlist

  • The Doors – Light My Fire
  • Led Zeppelin – Black Dog
  • Rolling Stones – Wild Horses

Segundo Eu Me Chamo Antônio, de Pedro Gabriel

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Ariane Freitas, no Indiretas do Bem

Esse ano foi recheado de bons lançamentos que nasceram… Na internet! Um deles – provavelmente na lista dos meus favoritos – é o segundo livro da página Eu Me Chamo Antônio, do adorável Pedro Gabriel. É um projeto lindo e eu contei o porquê na resenha dessa semana! Aperta o play!

E pra você se apaixonar…

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