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Filho de porteiro dá uma resposta à festa ‘se nada der certo’ no vestibular

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Publicado no Carta Campinas

Segundo postagens no Facebook e matéria no HuffPostBrasil, alunos do terceiro ano de dois famosos colégios particulares do Rio Grande do Sul organizaram uma festa sobre o que aconteceria com eles “se nada der certo” no vestibular.

Os alunos, expondo a construção ideológica do apartheid social, foram de fantasias de faxineiras, atendentes do McDonalds, vendedores ambulantes, lixeiros, vendedoras do Boticário, entregadores de pizza.

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Um dos eventos aconteceu no Colégio Marista em 2015. Veja nota do Colégio. A mesma festa teria acontecido no Instituto Evangélico de Novo Hamburgo (RS).

Em resposta, Márcio Ruzon, escreveu um belo texto:

Ao Colégio Marista:

Meu pai aposentou-se como porteiro. O mesmo que vocês têm aí na entrada do Colégio, que os pais “que deram certo” passam e nem cumprimentam.
Então, falando do meu pai, ele trabalhava feito um condenado (aliás, mesmo depois que se aposentou teve que voltar à portaria pra completar a renda). O que meu pai recebia de salário era uma mensalidade que as famílias “que deram certo” pagam pra vocês ensinarem essa ética (ou falta dela) aos estudantes.

Ele tinha uma Barra forte preta e com ela ia de sol a sol, chuva a chuva, noite a noite, cuidar de fábricas ou de condomínios ao estilo que os alunos moram ou que os pais “que deram certo” trabalham como Diretores, Gerentes.
Aprendi a profissão com meu pai. Fui porteiro por anos. Vi o que é você comer em pé ou no banheiro porque não tem ninguém pra substituí-lo nos intervalos. Cansei de atender pessoas na guarita enquanto mastigava um ovo frio.

Já usei papelão como mesa em cima da privada para almoçar.
Colégio Marista, meu pai não deu certo. Criou três filhos junto com a minha mãe que ficava apreensiva em casa: -” Será que ele volta?” Porque meu pai pegava estradas perigosas de madrugada, aliando-se ao fato de muitas vezes cuidar de galpões abandonados,que era alvo de bandidos.

Mas ele não deu certo.
Conseguiu sustentar 3 filhos (e minha mãe administrando como uma Economista) com pouco mais de um salário, hoje todos bem e com família, mas infelizmente ele não deu certo.
Meu pai não é desses pais bacanas que param aí na frente do Colégio, com Cherokees, Tucson, sorrindo pra quem convém e pisando nos descartáveis.
Meu pai tem um Palio que vive quebrando, e mesmo debilitado pela idade, levava todos os netos às escolas públicas. Levava e buscava.

Mas, que pena! Meu pai não deu certo.
Quem deram certo foram essas famílias que dependem da faxineira, do porteiro, do zelador, da cantineira, do gari, da empregada doméstica. Eles deram certo!
Ainda bem que muita gente “dá errado” na vida, senão quem iria preparar o lanche dos filhos que vão para o Colégio Marista? O pai? A mãe? Não sabem nem como ligar um fogão! Mas deram certo, não é?

Fique um dia sem um gari na sua rua e no dia seguinte você já está ligando na prefeitura fazendo birra! Ué? Pega uma vassoura e varre! Você não “deu certo”?
Fique sem porteiro no condomínio e mundo para. Não sabem descer pra atender o motoboy? Tem medo de quem seja? Pode ser um ladrão, não é? Deixa que o porteiro arrisca (sem seguro de vida) a vida por você (com seguro de vida).

Gente que não deu certo existe pra isso: mimar os que deram certo.
Tenho orgulho de ter um pai que não deu certo, Colégio Marista. E eu tenho orgulho de não ter dado certo também. Já pensou, criar minha filha num ambiente que debocha de profissões, que em vez de promover a isonomia e empatia, fomenta a segregação e a eugenia?
Deus me livre!

Aliás, por falar em deus, vocês são de formação católica certo?
Se nada der certo, vocês vão virar carpinteiro também? Embora eu sendo agnóstico, respeito muito um carpinteiro que “não deu certo” e que vocês finjem amar. Que feio, Colégio! Ensinando crianças a desprezarem seu Mestre?

Enfim, falei demais. Obrigado pela lição de hoje. Talvez tenha sido o único ensinamento que vocês deixaram:
Se nada der certo, vou para o Colégio Marista. Lá pelo menos eu posso esconder meu ser vazio atrás de um patrimônio que consegui pisando nos outros.
Viu, a lição de vocês acabou “dando certo”!

De “feia” a rainha do baile: estudante negra reage a bullying com vestido

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A norte-americana Kyemah McEntyre, 18, desenhou seu próprio vestido de formatura, como resposta ao bullying que sofreu durante o ensino médio.

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Publicado em UOL

Depois de sofrer bullying no ensino médio, sendo rotulada como “feia”, a norte-americana Kyemah McEntyre, 18, decidiu dar uma resposta aos seus detratores. Como forma de superar o passado, ela decidiu usar estampas de inspiração étnica no vestido de formatura que ela mesma desenhou. Sua atitude fez tanto sucesso que ela foi eleita a rainha do baile e ganhou as redes sociais.

“Tenho 18 anos e sou sem dúvidas descendente de africanos. Como artista, tenho um ponto de vista completamente diferente da maioria das pessoas”, explicou a garota em seu perfil do Instagram.

As fotos, compartilhadas pela jovem em sua conta no Instagram, logo viralizaram e ela acumula mais de 30 mil seguidores na rede.

O processo também serviu como uma forma de empoderamento, conta Kyemah: “Nós impedimos nosso crescimento espiritual, ao permitirmos que suposições e estereótipos perturbem nossa mente e, por consequência, a imagem que temos dos nossos corpos”, conta. “Não deixe que ninguém te defina. Coisas maravilhosas acontecem quando você tem orgulho de si mesma”, escreveu.

Concurso Cultural Literário (20)

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Como alguém que é homossexual pode expressar sua fé cristã publicamente?
Seria esse um direito negado a quem não é heterossexual?
É a homoafetividade um pecado sem perdão, e que exclui da religião todos os que são assim? Existiria “cura”? Como as igrejas tratam os gays?

De questionamentos como esses nasceu este livro, uma reportagem contundente e abrangente sobre a complexa relação entre os cristãos, especialmente os evangélicos, e a homossexualidade. Em um tom jornalístico fluido e investigativo, a jornalista Marília de Camargo César traz à tona fatos e informações a partir de pesquisas sólidas em fontes históricas, nas quais procura a origem do pensamento de exclusão social e religiosa dos homossexuais pelos cristãos. Além disso, evidencia sentimentos e opiniões sobre o tema por meio de dezenas de entrevistas com religiosos, pastores, gays, ex-gays, ex-ex-gays, familiares, historiadores, teólogos, psicólogos, sociólogos e especialistas da área médica e das ciências humanas.

O resultado é um mosaico de histórias profundamente humanas, que mostram, além de argumentos e discussões em torno de questões polêmicas, muitos conflitos e atitudes causadoras de sofrimento. É a riqueza de pontos de vista, no entanto, que lança mais luz à questão: leituras fundamentalistas do livro sagrado, leituras mais liberais da chamada teologia inclusiva, relatos de gays ateus, posturas dos que optaram pela castidade para professar sua religião e opiniões de quem entende que fé tem pouco a ver com orientação sexual. A dúvida que pode emergir de uma discussão assim talvez consiga romper a casca rígida das certezas cristalizadas e definitivas e origine uma nova visão de mundo com menos dor e mais humanidade.

Vamos sortear 3 exemplares de “Entre a cruz e o arco-íris“.

Para participar, deixe uma dica de como disseminar a virtude do respeito, reduzindo a discriminação e a intolerância comuns em nossa época. Use no máximo 3 linhas no seu comentário.

Se for participar pelo Facebook, por gentileza deixe um e-mail de contato.

O resultado será divulgado no dia 24/10 às 17h30 e publicado neste post e no perfil do Twitter @livrosepessoas.

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Parabéns aos ganhadores: Felipe Lopes, Lucas Pupile e Leila Schmitz.

Por gentileza enviar em até 48 horas seus dados completos para livrosepessoas@gmail.com.

Prêmio Jabuti anuncia livros finalistas da primeira etapa; veja lista completa

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Publicado por Folha de S.Paulo

O comitê organizador do Jabuti, mais tradicional prêmio literário do país, divulgou nesta quarta (18) os resultados da primeira fase de sua 55ª edição, com os dez finalistas de cada uma de suas 27 categorias.

A apuração dos votos, aberta ao público, foi realizada na terça (17), na sede da Câmara Brasileira do Livro, no centro de São Paulo, mas os votos passaram por auditoria até a noite de ontem, para a correção de eventuais erros na contagem ou nas inscrições.

O escritor Evandro Affonso Ferreira, autor de "O Mendigo que Sabia de Cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam" (Record), romance mais bem avaliado pelos jurados na primeira fase do Jabuti (Paula Giolito/Folhapress)

O escritor Evandro Affonso Ferreira, autor de “O Mendigo que Sabia de Cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam” (Record), romance mais bem avaliado pelos jurados na primeira fase do Jabuti (Paula Giolito/Folhapress)

Nesta primeira etapa, cada um dos três jurados por categoria deu notas de 8 a 10 a dez títulos escolhidos por eles dentre todos os inscritos na categoria em questão –assim, um título que leva 10 de um único jurado fica atrás de outro que recebe 8 de outros dois jurados.

Algumas categorias têm mais de dez finalistas devido a empates –o principal caso foi o de livros de educação, categoria em que dois dos três jurados deram notas 10 para todos os títulos selecionados. Na avaliação do curador do prêmio, José Luiz Goldfarb, foi uma resposta dos jurados à eliminação da possibilidade de dar notas zero aos finalistas –nota que, no ano passado, o crítico literário Rodrigo Gurgel, o “jurado C” na categoria romance, deu a várias obras que analisou.

Na segunda fase, a ser divulgada em 17 de outubro, os resultados são zerados, e os mesmos três jurados avaliam todos os dez livros finalistas em suas categorias. Assim, um livro que inicialmente tenha sido bem avaliado por um só jurado, ficando com pontuação mais baixa na primeira etapa, pode vencer na final se os outros dois também o avaliarem bem.

Dois livros de editoras do Grupo Folha, que edita a Folha, estão entre os finalistas do Jabuti: “História da Imprensa Paulista”, de Oscar Pilagallo (Três Estrelas), na categoria Comunicação; e “Comidinhas Vegetarianas”, de Rita Taraborelli (Publifolha), na categoria Gastronomia.

O prêmio para o vencedor em cada categoria é de R$ 3.500. Em 13 de novembro, serão conhecidos os vencedores do livro do ano de ficção e de não ficção, cada qual reunindo alguma das categorias iniciais. Esses receberão mais R$ 35 mil cada um.

O conselho curador do Jabuti é formado por José Luiz Goldfarb, Antonio Carlos Sartini, Frederico Barbosa, Luis Carlos Menezes, Marcia Ligia Guidin. Os jurados são conhecidos apenas na cerimônia de entrega do prêmio.

Veja, abaixo, os finalistas da primeira etapa.

CATEGORIAS DE FICÇÃO

Romance

1) “O Mendigo que Sabia de Cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam” (Record), de Evandro Afonso Ferreira
2) “Barba Ensopada de Sangue” (Companhia das Letras), de Daniel Galera
3) “O que Deu Para Fazer em Matéria de História de Amor” (Companhia das Letras), de Elvira Vigna
4) “Mar Azul” (Rocco), de Paloma Vidal
5) “Sagrada Família” (Objetiva), de Zuenir Ventura
6) “O Céu dos Suicidas” (Alfaguara), de Ricardo Lísias
7) “Quiçá” (Record), de Luisa Geisler
8) “Valentia” (Grua), de Deborah Kietzmann Goldemberg
8) “Carbono Pautado” (Record), de Rodrigo de Souza Leão
9) “Era Meu Esse Rosto” (Record), de Marcia Tiburi
10) “Glória” (7Letras), de Victor Heringer

Contos ou crônicas

1) “Diálogos Impossíveis” (Objetiva), de Luis Fernando Verissimo
2) “Páginas sem Glória” (Companhia das Letras), de Sérgio Sant’Anna
3) “Aquela Água Toda” (Cosac Naify), de João Anzanello Carrascoza
4) “Essa Coisa Brilhante que É a Chuva” (Record), de Cintia Moscovich
5) “Garranchos”, textos inéditos de Graciliano Ramos (Record)
6) “Bem-vindo – Histórias com as Cidades de Nomes Mais Bonitos e Misteriosos do Brasil” (Bertrand Brasil), de Fabricio Carpinejar
6) “Cheiro de Chocolate e Outras Histórias” (Nova Alexandria), de Roniwalter Jatobá
7) “A Verdadeira História do Alfabeto” (Companhia das Letras), de Noemi Jaffe
8) “O Tempo em Estado Sólido” (Grua), de Tércia Montenegro
9) “Réveillon e Outros Dias” (Record), de Rafael Gallo
10) “São Paulo -1971-2011” (Olhares), de Luiz Ruffato, Ignacio de Loyola Brandão, Tony Belloto, Vanessa Barbara
10) “Vento sobre Terra Vermelha” (8Inverso), de Caio Riter
10) “Copacabana Dreams” (Cosac Naify), de Natércia Pontes

Poesia

1) “A Voz do Ventríloquo” (Edith), de Ademir Assunção
2) “Porventura” (Record), de Antonio Cicero
3) “Raymundo Curupyra, o Caypora” (Tordesilhas), de Glauco Mattoso
4) “Deste Lugar” (Ateliê), de Paulo Franchetti
5) “Formas do Nada” (Companhia das Letras), de Paulo Henriques Britto
6) “Um Útero É do Tamanho de um Punho” (Cosac Naify), de Angélica Freitas
7) “O Amor e Depois” (Iluminuras), de Mariana Ianelli
7) “A Praça Azul e Tempo de Vidro” (Paes), de Samarone Lima
8) “Vário Som” (Patua), de Elisa Andrade Buzzo
9) “Variações do Mar” (7Letras), de Josoaldo Lima Rêgo
10) “A Cicatriz de Marilyn Monroe” (Iluminuras), Contador Borges

Infantil

1) “Felizes Quase Sempre” (34), de Antonio Prata
2) “Os 33 Porquinhos” (Objetiva), de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta
3) “Ela Tem Olhos de Céu” (Gaivota), de Socorro Accioli
4) “A Pedra na Praça” (Rovlle), de Sofia Mariz e Tatiana Mariz
5) “Os Meninos de Marte” (Melhoramentos), de Ziraldo
5) “A Ilha do Crocodilo – Contos e Lendas do Timor Leste” (FTD), de Geraldo Costa
5) “Visita à Baleia” (Positivo), de Paulo Venturelli
5) “Era Uma Vez Duas Linhas” (Iluminuras), de Alonso Alvarez
5) “Contos da Terra do Gelo” (Editora do Brasil), de Rogério Andrade Barbosa
5) “Caixinha de Guardar o Tempo” (Gaivota), Alessandra Roscoe
6) “Psssssssssssssiu!” (Callis), de Silvana Tavano e Daniel Kondo
7) “Primeira Palavra” (Abacatte), de Tino Freitas
8) “Tom” (Projeto), de André Neves
8) “Com Afeto e Alfabeto” (Edelbra), de Dilan Camargo
9) “Estrelas de São João” (Manati), de Graziela Bozana Hetzel
10) “Cultura” (Iluminuras), de Arnaldo Antunes (mais…)

Concurso Cultural Literário (17)

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Considerado um dos melhores álbuns de quadrinhos já produzidos, Os Companheiros do Crepúsculo se passa na Idade Média durante a Guerra dos Cem Anos. A história é centrada nos personagens do Cavaleiro, Mariotte e Anicet, em sua busca por redenção ou pela simples sobrevivência. Misturando fantasia e lutas sangrentas, cenas cotidianas e um tom de erotismo, um dos destaques desta obra-prima das HQs é o belo e detalhado traço do autor, que transporta os leitores para os cenários e o clima da época. Imperdível para quem gosta de grandes histórias e para os amantes da arte dos quadrinhos!

Vamos sortear 2 exemplares da HQ “Os Companheiros do Crepúsculo“.

Para participar,  basta responder quais os 2 países europeus protagonizaram a Guerra dos Cem Anos?

Envie sua resposta para o e-mail concurso@pavablog.com.

Atenção: Respostas na área de comentários serão apagadas.

O resultado será divulgado dia 8/10 às 17h30 neste post e no perfil do Twitter @livrosepessoas.

Boa sorte! 🙂

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Parabéns aos ganhadores: Filipe ChamyDeborah Evelyn.

Por gentileza enviar seus dados completos p/ livrosepessoas@gmail.com em até 48 horas.

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