Posts tagged revistas

10 dicas para organizar a biblioteca

0

Conheça as orientações de especialistas para deixar a biblioteca bonita e com tudo sempre à mão

Publicado na revista Exame

homem em biblioteca

 

Homem em biblioteca: uma boa dica é colocar alguns volumes deitados e outros de pé; disposição que dá movimento à estante

 

1 Livros podem estar agrupados por gênero (romances policiais, literatura latino-americana), por autor ou por ordem alfabética (de nome ou de título). Mas você precisa descobrir como se sente melhor para procurar e encontrar sem demora os seus livros.

2 Livros de arte, como fotografia, dão volume e são sempre um prazer ao alcance dos olhos. Dê movimento à sua estante escolhendo alguns deles para deixar com a capa à mostra.

3 Livros com a capa danificada pedem encadernação nova – menos que se trate de uma raridade. Há quem encape vários livros com papel de uma mesma cor para dar à estante um aspecto mais organizado. Mas os verdadeiros amantes de livro ficam de cabelo em pé ao ouvir isso. Assumir que os livros têm cores e tamanhos diferentes é mais rico, sincero e benéfico para a sua decoração.

4 Coloque alguns volumes deitados e outros de pé. Essa disposição dá movimento à estante. Evite a monotonia.

5 A profundidade ideal para uma estante de revistas é de 25 cm. Uma medida maior deixaria um espaço vazio bom para acumular pó. Já os livros de arte pedem 35 cm. Deixe 40 cm de altura entre uma prateleira e outra – assim você acomoda desde pilhas de revistas até as edições maiores.

6 Empilhe as revistas por título, em ordem de lançamento – assim, a mais nova sempre estará em cima.

7 Revistas de assinatura mensal não devem formar pilhas de mais de três anos (36 exemplares). A consulta fica muito complicada.

8 As edições mais antigas precisam ceder espaço às mais novas. Faça uma doação. Em escolas e hospitais elas são sempre bem-vindas.

9 Edições avulsas podem ser agrupadas. Se possível faça o agrupamento respeitando o tamanho e o assunto de que elas tratam.

10 Porta-retratos, bolas de vidro e outras peças queridas trazem equilíbrio quando dispostas junto aos livros. Agrupe os itens semelhantes e observe a simetria: se há um nicho com porta-retratos de um lado, faça um nicho de volume parecido do outro – com livros ou uma caixa.

Educação Física trata cada vez mais de leitura e matemática nos EUA

0

Publicado por Último Segundo

De olho nos resultados de índices de aprendizado, escolas tem deixado para trás aulas que focavam na diversão

Em uma tarde recente, os alunos da terceira série da professora Sharon Patelsky analisavam palavras como “siglas”, “sentido horário” e “descendente”, assim como conceitos de matemática como maior e menor. E eles faziam tudo isso, durante a aula de educação física.

1

NYT
Livros e revistas agora fazem parte do material básico das aulas ao lado das bolas

Patelsky, a professora de educação física da escola Everglades em West Palm Beach, Flórida, instruiu os alunos a contarem até quatro à medida que tocavam seus cotovelos em seus joelhos durante um aquecimento. Eles somaram os pontos em pares de dados antes de correr para tapetes redondos impressos com símbolos matemáticos. E, enquanto faziam flexões, equilibrados em um braço, utilizavam o outro (“Alternem!” pediu Patelsky. “Essa é uma das palavras do vocabulário.”) para empilhar enormes blocos de Lego em colunas rotuladas “unidades”, “dezenas” e “centenas”.

“Eu não trabalho para o Departamento de Parques e Recreação”, disse Patelsky, explicando sua abordagem pouco ortodoxa para o que tem sido, tradicionalmente, um dos poucos intervalos na rotina acadêmica. “Eu sou uma professora em primeiro lugar.”

NYT Mark Roche e uma aluna de seis anos em aulas que não são mais focadas em diversão

NYT
Mark Roche e uma aluna de seis anos em aulas que não são mais focadas em diversão

Estimulados por um foco que visa melhorar as notas dos alunos em testes de matemática e inglês, assim como o desejo de incorporar mais informações sobre saúde e bem estar, mais distritos escolares estão incentivando os professores de educação física a ir além do futebol e do tênis para incluir leitura, escrita e aritmética como parte do ensino. Novas normas para inglês e matemática que foram adotadas por 45 Estados e no Distrito de Columbia recomendam que os professores de todas as disciplinas incorporem alfabetização e incluam mais “textos informativos” no currículo.

Mas alguns pais se opõem à forma como os testes estão cada vez mais tomando conta da vida escolar. E alguns educadores temem que ao incluir contextos acadêmicos nas aulas de educação física os professores possam acabar com seu principal objetivo.

Em todo o país, professores de educação física agora publicam listas de vocabulário em paredes de seus ginásios e solicitam aos alunos testem as Leis do Movimento de Newton ao atirar bolas.

Na Escola Deep Creek Elementary em Chesapeake, Virgínia, as crianças contam em diferentes idiomas durante exercícios de aquecimento e salto sobre esteiras de letras para soletrar palavras durante a aula de educação física.

Em alguns casos, deveres de casa e testes têm acompanhado o novo conteúdo das aulas de educação física. No ano passado, o Distrito de Columbia adicionou 50 questões sobre saúde e educação física para seus testes padronizados no final do ano. Nem todos os pais estão satisfeitos com as mudanças.

“Eu acho que isso é um pouco exagerado”, disse Kathleen Oropeza, co-fundadora do Fundo de Educação Agora, um grupo sem fins lucrativos de educação pública, na Flórida. “Se você tem crianças que estão aprendendo a ser um goleiro ou aprendendo que querem participar de uma equipe, por que é que isso tem de ser ofuscado pelo duro ambiente de testes?”

E em um momento de aumento na obesidade infantil e na diminuição do tempo de recesso, alguns educadores querem manter o foco na atividade física. Professores de educação física disseram que não estão simplesmente transformando a aula de educação física em outra aula de preparação para o teste.

Ao invés disso, disseram eles, a aula de educação física ajudam os alunos a aprender sobre os hábitos de vida de praticar uma atividade física e outros assuntos previamente ensinados nas aulas de saúde. Os alunos estudam os sistemas muscular e respiratório, aprendem a usar pedômetros e calcular taxas de batimentos do coração.

NYT Uma aluna busca palavras relacionadas a atividade durante aula de educação física

NYT
Uma aluna busca palavras relacionadas a atividade durante aula de educação física

Um corpo de pesquisa mostrou que a atividade física pode ajudar a melhorar a função cognitiva. “Algumas crianças aprendem melhor através de mais movimento do que se sentarem em uma mesa”, disse Janis Andrews, diretora acadêmica chefe em Palm Beach.”Algumas crianças conseguem aprender não na sala de aula, mas sim praticando uma atividade física.”

Alguns pais disseram que, dada a quantidade de coisas que os alunos precisam aprender em um tempo limitado durante o dia, espalhar algumas lições acadêmicas durante as aulas de educação física faz sentido. “Eles têm a oportunidade de brincar durante o recesso”, disse Renee Kelleher, mãe de quatro meninos gêmeos. “Continua sendo válido como uma sala de aula.”

dica do Chicco Sal

2.500 livros sobre África e Oriente disponíveis online

0

2.500 livros sobre África e Oriente disponíveis onlinePublicado no Boas Notícias

A Universidade de Aveiro disponibilizou recentemente, no site do seu projeto “Memória de África e do Oriente”, mais de 2.500 livros referentes à história dos países de Língua Portuguesa, durante a administração colonial.

De acordo com informação avançada no próprio site, o Portal das Memórias de África e do Oriente, da responsabilidade da Fundação Portugal-África, pretende ser “um instrumento fundamental e pioneiro na tentativa de potenciar a memória histórica dos laços que unem Portugal e a Lusofonia, sendo deste modo uma ponte com o nosso passado comum na construção de um identidade coletiva” destes povos.

O site tem vindo a ser reforçado com a digitalização de livros e revistas que estão agora disponíveis na secção “Biblioteca Digital“. Neste momento estão digitalizadas e com livre acesso mais de 2.500 obras que vão desde livros da escola primária do tempo colonial, a relatórios de antigos governadores das então colónias e outros documentos.

O site Memória de África e do Oriente existe desde Setembro de 1996 e é executado pela Universidade de Aveiro e pelo Centro de Estudos sobre África e do Desenvolvimento (CESA) de Lisboa, com o apoio de instituições de Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Goa.

Escritores da internet

0

438

Luciano Pires, no Cultura News

Como é fascinante escrever para a internet…

Estou aguardando que alguém faça um estudo sobre o impacto que a rede causou nos que sempre escreveram para livros, jornais, revistas, rádio, televisão, cinema e teatro. Gente que escrevia como se seus textos tivessem uma só via: a de ida.

A via da volta era complicada e as reações dos leitores perdiam-se no tempo e na dificuldade de contato com o autor. Ou então eram consolidadas em vaias ou aplausos, manifestações típicas de grupos de pessoas e não de indivíduos. Escrevíamos para um mundo de mudos. Até surgir a internet.

De repente passamos a escrever e publicar com um clique, e um segundo depois receber as respostas dos leitores pelo mesmo canal. Os ex-mudos viraram escritores da internet. Fiquei fascinado!

Poxa, finalmente eu conseguia perceber, quentinho como pão fresco, o impacto de meu trabalho sobre os leitores. E fui aprendendo que existe uma dinâmica no canal de resposta dos ex-mudos: sempre que publico um texto a reação imediata é das pessoas tocadas positivamente pelos argumentos.

Elogios, depoimentos, reflexões. Muito bom. Mais tarde começam a chegar as discordâncias. É quando a fascinação aumenta.

Infelizmente grande parte dos ex-mudos é gente que não entende o que lê, não tem capacidade de interpretar, não tem repertório para sacar uma ironia. Escrevo água, ela entende fogo e responde terra… É uma questão puramente de incompetência, que poderia ser corrigida com uma educação melhor. Um dos problemas crônicos do Brasil.

Entre os que discordam há os que não são ignorantes, sabem ler muito bem e utilizam um método consagrado: leem o texto, tiram uma conclusão, atribuem essa conclusão a mim e depois me criticam pela conclusão que eles próprios tiraram.

Esse método tenta fazer com que o escritor assuma uma posição de defesa sobre algo que não escreveu, a opinião que não deu, a ofensa que não fez. Quando saquei o jogo, passei a ignorar esses manipuladores. Meu tempo é precioso demais para ser desperdiçado com eles.

Há ainda o “grupo do mas”: “concordo com você, mas…” e vários outros. Mas um grupo é surpreendente: o dos lúcidos, com pontos de vista que divergem dos meus, mas são bem fundamentados e abrem novas janelas para a realidade.

Esses são os valiosos ex-mudos, pois exigem cada vez mais de mim, fazem com que eu cresça, me obrigam a revisar conceitos, me presenteiam com a oportunidade de aprender! Pena que são poucos.

Mas tenho medo mesmo é dos que escrevem perguntando o que eu quis dizer. Tenho medo pois eles me lembram o grande poeta Mario Quintana, que um dia escreveu: “Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro.”

Como é fascinante escrever para a internet…

Ben-Haim e a grande biblioteca underground de NY

1

Fabiane Secches, na UpDate or Die

O ótimo post da Joana Gama Filho, publicado originalmente no Plush Blush – o lado feminino do Update or Die, merece estar por aqui também. Para quem ainda não leu e para quem quiser reler:

“Existe algo de fascinante no voyeurismo. Na sua essência o voyeurismo, – quando saudável – é apenas um desejo de conexão.” ~ Bem-Haim

 

 

Não sei quanto a vocês, mas toda vez que vejo alguém lendo no transporte público me estico tentando visualizar qual o título que está sendo devorado naquele momento. Geralmente desejo ser melhor amiga daquela pessoa só para passarmos o tempo conversando sobre esse e outros títulos, trocando experiências literárias, rindo dos fiascos da literatura, enfim… Sou daquelas que acha que todo mundo que lê é interessante, independente do quê está lendo. Pessoas que leem são imaginativas e eu adoro gente assim, por isso, acabei me viciando no blog Underground New York Public Library. Nele, a fotógrafa de 28 anos Ben-Haim posta fotos de leitores no metrô de Nova Iorque e não os julga, na descrição simplesmente escreve o nome e o autor do livro.

Em uma época onde os e-Reader e tablets invadiram o transporte público da cidade (quem esteve por lá nos últimos anos notou, com certeza!), seus modelos – que na maioria das vezes não sabem que estão sendo fotografados – optam por continuar lendo no bom e velho papel.

O mais legal é observar a postura que cada um adota durante a leitura em público. Ficam tão imersos em seu mundo particular que parecem esquecer de tudo o que acontece na correria da cidade. Suas fotos, muitas vezes, aproximam aquela ideia de estarmos lendo por cima dos ombros de alguém. Ben argumenta que ser capaz de ver o que um estranho está lendo nos dá a oportunidade de criar uma conexão e não simplesmente julgar o livro pela capa. Ler em público é se expor de maneira vulnerável.

 

De maneira simples, mas muito profunda, seu blog nos lembra da capacidade que os livros tem de nos enriquecer intelectualmente e criativamente, fazer com que nos comprometemos e, porque não, nos entreter.

“São pessoas que estão sozinhas, por vontade própria, e ler é o que que eles escolheram fazer”, diz Ben-Haim. “Quando você vê alguém desfrutando de algo por conta própria, [você pensa]: ‘Espere um minuto, talvez eu possa aproveitar isso também.’ ”

Go to Top