Ansiedade 3 - Ciúme

Posts tagged Ridley Scott

‘A Passagem’: Livro de Justin Cronin sobre “vampiros” vai virar série de TV

0

A-Passagem-750x380

Matheus Machado no Cine Pop

O ComingSoon (via The Hollywood Reporter) informou que o canal FOX (EUA) encomendou o piloto de ‘The Passage‘, adaptação do best-seller homônimo de Justin Cronin.

A série será produzida por Ridley Scott, que além de estar envolvido com ‘Alien: Covenant‘, também está produzindo a minissérie britânica ‘Taboo‘.

Scott tenta adaptar a trilogia de livros escritos por Cronin desde de 2007.

Em 2011, um filme sobre a história foi anunciado, mas o projeto não vingou. Na ocasião, o roteiro estava sendo escrito por John Logan (‘Penny Dreadful‘) – que também roteirizou ‘Alien: Covenant‘.

O livro ‘A Passagem‘ apresenta uma história que se desenvolve ao decorrer de mais de um século. Na trama, o governo americano conduz uma série de testes com um vírus capaz de curar diversas doenças, mas os teste fogem do controle e soltam uma praga apocalíptica. Os pacientes, em que o vírus foi aplicado, adquirem uma força incrível, aumentam a sua capacidade mental e desenvolvem uma grande sensibilidade ao sol, porém, ao mesmo tempo sentem uma enorme sede de sangue.

Liz Heldens (‘Friday Night Lights‘) escreve o roteiro do piloto.

A imprensa americana rotula a série como “uma nova ‘The Walking Dead“, mas se for fazer comparações, a trama é mais similar com o drama apocalíptico do FX, ‘The Strain‘.

‘The Passage‘ ainda não tem data de estreia.

Kenneth Branagh vai dirigir e estrelar nova versão de Assassinato no Expresso Oriente

0

kenneth-branagh

Marcel Plasse, no Pipoca Moderna

O diretor Kenneth Branagh (“Cinderela”) vai filmar uma nova versão de um dos livros de mistério mais famosos da escritora Agatha Christie, “Assassinato no Expresso Oriente”. Além disso, também estrelará o longa, no papel do célebre detetive Hercule Poirot. A informação é do site The Hollywood Reporter.

O exigente detetive belga Hercule Poirot é um dos personagens mais populares de Agatha Christie, tendo aparecido em 33 livros da escritora — o que transforma o novo filme em uma franquia em potencial. Na primeira filmagem de “Assassinato no Expresso Oriente”, realizada em 1974, Albert Finney ficou com o papel e acabou indicado ao Oscar de Melhor Ator.

murder-on-the-orient-express

Na história, o detetive é chamado para desvendar um assassinato a bordo do famoso trem de longa distância. Entre os suspeitos, estavam estrelas de primeira grandeza, como Lauren Bacall, Ingrid Bergman, Jacqueline Bisset, Sean Connery, John Gielgud, Anthony Perkins, Vanessa Redgrave e Michael York.

A novo versão tem roteiro de Michael Green (“Lanterna Verde”) e será produzida pelo cineasta Ridley Scott (“O Conselheiro do Crime”). Não foram divulgados o cronograma da produção nem a previsão do lançamento nos cinemas.

Obra-prima do terror sci-fi, Alien ganha livro à altura do filme

0
Alien

Alien

Terror e ficção científica encontram-se em Alien, livro de Alan Dean Foster que acaba de ser lançado pela Editora Aleph no BrasiL

Publicado no Cabine Cultural

Os filmes de ficção científica nunca mais foram os mesmos depois do lançamento de Alien, o oitavo passageiro, produção de 1979, dirigida por Ridley Scott. Estava sendo inaugurada ali uma mistura mais que perfeita de sci-fi com terror, suspense e drama. Virou um clássico, uma obra-prima da sétima arte, e que merecidamente ganhou neste mês uma versão impressa através da mente criativa do autor Alan Dean Foster.

Alien, a novelização do grande clássico de Scott, chega às livrarias pela editora Aleph, já famosa por abraçar tão bem o gênero. Escrita por Alan Dean Foster, aclamado autor de livros de Star Wars e Transformers, a obra explora todo o universo da versão original, aprofundando a descrição dos personagens e incluindo cenas que não foram exibidas nas telonas.

Numa primeira leitura já dá para perceber que o livro consegue ser tão atemporal quanto o filme. A atmosfera é a mesma, recheada de novas informações, que só aumentam a experiência literária do leitor. Não que fosse difícil fazer o leitor se interessar por uma história como a de Alien, mas definitivamente o que Alan Dean Foster fez foi algo acima do esperado.

O livro é um presente para os fãs da franquia.

Extras
No livro os leitores encontrarão alguns extras, como uma nota do autor exclusiva para a edição brasileira e duas entrevistas do jornalista Danny Peary, que estão na obra Omni’s Screen Flights/Screen Fantasies.

A primeira entrevista é com a atriz Sigourney Weaver, que interpretou a protagonista Ripley; a outra é com o diretor Ridley Scott, que conta suas inspirações e o processo de concepção de Alien. As entrevistas acrescentam muito à leitura e traz curiosidades sobre o processo criativo do filme.

Capa – Alien

Capa – Alien

Projeto gráfico
Outro detalhe que chama atenção assim que você se depara com o livro é o projeto gráfico, que recria a atmosfera sombria do primeiro filme. Criada pelo designer Pedro Inoue – o mesmo de outras obras-primas (Laranja Mecânica e 2001: Uma Odisseia no Espaço) – com ilustração do estúdio Two Dots – responsável pelas capas de Provação e Um novo amanhecer – a edição da Editora Aleph consegue surpreender os fãs da ficção científica que mudou a história dos filmes de terror.

A franquia Alien
No romance, sete tripulantes da nave mineradora Nostromo dormiam em sono criogênico enquanto aguardavam a chegada à Terra. Até que um estranho sinal de vida acorda toda a equipe, que se vê obrigada a investigar um planeta desconhecido. Ao encontrarem o responsável pelo contato, um alienígena selvagem e com ímpeto assassino, o horror e o suspense se espalham pela nave, causando o pior pesadelo que a tripulação poderia ter.

O roteirista do filme, Dan O’Bannon, escreveu Alien baseando-se em uma história criada em parceria com o autor Ronald Shusett. A obra foi inspirada em diversos contos de ficção científica e terror.

O sucesso do primeiro filme deu abertura para a criação de uma das maiores franquias do cinema. Atualmente, Alien é utilizado como premissa para livros, quadrinhos, ogos e colecionáveis.

Um presente mais que bem vindo à todos os fãs do filme, e de ficção científica, e de terror…

Por que publicar os clássicos?

0

Editor aposta nos ícones da ficção científica para formar leitores do gênero no Brasil

Diogo Sponchiato na revista Galileu

Editora Globo

Já leu Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?. Não? Ok, mas você já assistiu (ou pelo menos ouviu falar) Blade Runner: O Caçador de Androides, certo? É bem provável que não sejam muitos os brasileiros que mergulharam nas páginas do livro de título misterioso de Philip K. Dick, que inspirou o filme de Ridley Scott. Mas, em breve, você terá uma chance de conhecê-lo e se perturbar (e se encantar) com esse autor clássico da ficção científica. A obra será lançada no segundo semestre pela Editora Aleph, principal referência em publicações do gênero no país. Para Adriano Fromer Piazzi, publisher da casa, K. Dick ilustra bem um dos papéis da ficção científica: especular e debater as inquietações humanas em relação ao futuro. Desde que lançou em 2003 Neuromancer — prestigiado livro de William Gibson, uma das fontes do filme Matrix — , a Aleph enveredou para esse nicho que, aos poucos, ganha cada vez mais leitores. Piazzi acredita que muito do preconceito contra o segmento já veio abaixo e, no Brasil, sua valorização se reflete no maior interesse da crítica e da academia. Nessa entrevista, concedida em seu escritório em São Paulo, ele fala dos clássicos e do futuro do gênero e da missão de mostrar ao mundo que ficção científica não se resume a Guerra nas Estrelas e historinhas de robôs.

Em ano de lançamento de ícones da ficção científica no Brasil, conversamos com Adriano Fromer Piazzi, publisher da Aleph, editora que virou referência no segmento. Confira a entrevista na íntegra:

GALILEU: Como é que a ficção científica entrou na editora e veio a se tornar seu carro-chefe?

A Aleph tem 27 anos e foi uma das pioneiras a publicar o gênero. Ela iniciou, nos anos 1990 com o meu pai, uma série de ficção científica com cinco livros, a coleção Zênite. Um deles era o clássico Neuromancer, de William Gibson. Depois passamos por diversas mudanças estratégicas até que, em 2003, por causa do filme Matrix, um consultor nos sugeriu: por que vocês não relançam Neuromancer, já que ele foi uma das fontes inspiradoras do filme? Analisamos essa possibilidade e começamos a discutir a oportunidade de retomar não apenas o Neuromancer, mas uma linha de clássicos de ficção científica com uma proposta diferente: fazer o público jovem conhecer os principais livros de ficção científica. Não só o jovem, mas o público não-leitor de ficção científica. Se ficássemos só com os fãs do gênero, estaríamos ferrados, porque o número deles, em 2003, era muito pequeno. Precisávamos aumentar esse público e nossa estratégia foi buscar dar aos livros uma cara que não fosse tanto de ficção científica. Abandonamos nas capas aquele conceito de naves espaciais e robôs. Pensamos em projetos gráficos mais pops, com mais cara de obra literária. E o marco disso foi o relançamento do Neuromancer, com nova tradução e ilustração do Titi Freak, grafiteiro super conhecido hoje. Depois dele veio Laranja Mecânica, cuja edição no Brasil estava esgotada. Retomamos essa linha e percebemos que havia interesse para um segmento que estava abandonado pelas editoras brasileiras. Daí nossa proposta de publicar tudo que é clássico, livro importante de ficção científica, inédito por aqui ou que se encontrava esgotado há algum tempo. E lançamos Isaac Asimov, Arthur C. Clarke, Philip K.Dick…

E desde então mudou o panorama de leitores desse gênero no Brasil?

Sim, o público cresceu significativamente. E isso foi acompanhado de uma valorização da cultura geek. A ascensão do geek começou a ser observada por pessoas que não se enquadravam geralmente nesse perfil. Virou cool ser nerd, ser geek… E a ficção científica acompanhou esse processo. Antes era uma coisa de nicho, exclusiva de fã. Outras pessoas passaram a notar que ela é uma literatura de inspiração. A ficção científica tem um diferencial, por exemplo em relação à literatura de fantasia, porque se propõe a algo mais realista, de base científica. Por mais que algo seja absurdo ali, ele será embasado, terá uma explicação. Hoje ficou feio não ler Asimov. Dá pra dizer que é a mesma coisa que não ler Gabriel Garcia Márquez. E, particularmente no Brasil, a ficção científica passou a ganhar atenção da academia, a virar objeto de muitos trabalhos, dissertações de mestrado… As pessoas estão estudando, por exemplo, Philip K. Dick [autor de, entre outros, o livro que inspirou o filme Blade Runner]. Ele é um filósofo, que usa a ficção científica como pano de fundo. O preconceito contra esse nicho tem diminuído na medida em que as pessoas percebem que ele não se resume a Guerra nas Estrelas. Aliás, os puristas nem consideram Guerra nas Estrelas ficção científica. Ela seria uma fantasia espacial: a Força se refere a algo mágico. É mais fantasia que ficção científica. Diferente do Star Trek, que seria uma ficção científica no sentido clássico.

Com base nisso, dá pra dizer que o segmento tem um bom horizonte pela frente?

Temos livros que vendem muito e outros, bem pouco. O que mais vende aqui na editora hoje é o Laranja Mecânica, seguido do Neuromancer. O autor que mais vende é o Asimov. Não são vendas exorbitantes, mas é um mercado que tem muito a ser explorado. Ainda há muita gente que não sabe o que é ficção científica, que acha que isso só tem a ver com robôs. No início, fazíamos questão de não mencionar, de não propagar que aqueles eram livros de ficção científica. Queríamos passar a impressão de que William Gibson, Philip K. Dick e os outros eram somente literatura. Hoje estamos mostrando cada vez mais nossa cara de ficção científica.

Como você avalia a evolução da ficção científica ao longo do século 20, período que rendeu os clássicos que vocês têm publicado?

O grande boom da ficção científica se deu na chamada Golden Age, a idade dourada desse segmento, o que aconteceu lá nos anos 1930, 1940. Foi ali que surgiram os grandes autores: Isaac Asimov, Arthur C. Clarke, Robert Heinlein. Nessa época o tema era mais hard, científico mesmo. Asimov faz questão de explicar cientificamente cada um dos processos que aborda, como se viaja no espaço, como é possível chegar até certa galáxia. Eles tinham essa preocupação porque eram cientistas. Clarke foi o inventor do satélite. Sim, a ideia de um satélite veio de um autor de ficção científica. O próprio Asimov publicou, dentro da sua numerosa obra, vários livros de divulgação científica. Eles tinham esse cuidado com a precisão nas questões que envolviam ciência. Nos anos 1960 e 70, vem o movimento New Age, representado por Philip K. Dick, que procura trazer abordagens existenciais, sociológicas e filosóficas a esse tipo de literatura. É dessa fase Ursula Le Guin, uma das poucas mulheres que se sobressaem no gênero, autora de um livro fantástico, A Mão Esquerda da Escuridão, que é um verdadeiro tratado sociológico, de libertação sexual, onde a ficção científica só aparece como pano de fundo mesmo. Fazer a história se passar em outro planeta serve apenas para gerar estranheza. É um planeta onde o ser humano não tem sexo, que ele só se manifesta no momento do cio e isso é aleatório: a natureza faz o indivíduo ser homem ou mulher; na próxima vez, isso pode se inverter. Assim, você pode ser pai e mãe em uma sociedade de andróginos que, tirando o período de cio, não tem apetite sexual. Aí, um enviado especial vai para lá e passa a viver dentro dessa estranheza, se apaixona por alguém, que nem sabemos o que é. A ficção serve, nesse caso, como cenário onde são feitas indagações sociológicas e psicológicas. Já nos anos 1980 começa o movimento Cyberpunk, que pode ser resumido por aquele clima de Blade Runner. Os autores passam a abordar aspectos sombrios da tecnologia. Ela passa a ser vista não mais como algo positivo. O clássico que abre esse caminho é o Neuromancer, do Gibson.

(mais…)

Go to Top