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Escola tem biblioteca e laboratório de informática fechados para alunos
1Estudantes reclamam que computadores foram trocados e novos livros chegam, mas entrada não é permitida por falta de profissional responsável em unidade em São Paulo
Cinthia Rodrigues, no IG
A escola estadual Aristides de Castro, no Itaim Bibi, bairro nobre de São Paulo, tem sala de leitura e laboratório de informática, mas alunos que estudam no local há quatro anos reclamam que nunca frequentam os ambientes. Apesar de bem equipadas, as salas estão proibidas aos estudantes porque não há um profissional responsável pelo local.
De acordo com os estudantes, novos computadores chegaram a unidade que, segundo dados informados pela Secretaria Estadual de Educação ao Censo Escolar em 2012, já contava com laboratório de informática com internet banda larga de 10 megas. “A gente voltou a perguntar e os professores dizem que a diretora já mandou mil pedidos para o governo e nenhum foi atendido em anos”, diz Suzane Melo, de 14 anos (de agasalho no vídeo ao lado da amiga Luana Costa, 13 anos).
Ela está no 9º ano (antiga 8ª série), estuda ali há 4 anos e acha que vai se formar no ensino fundamental e deixar a escola sem nunca ter usado os equipamentos. “A biblioteca é a mesma coisa. Todo ano chegam vários livros, fica tudo novinho lá parado”, lamenta. Segundo ela, os professores se mostram preocupados com o aprendizado e muitos trazem material próprio de casa. “É uma escola boa por eles, mas a própria professora diz que em 10 anos que está aqui nunca viu usarem o laboratório.”
O colega Rodrigo Ramos, 14 anos, mora em Paraisópolis, mas em vez das escolas do próprio bairro perde cerca de uma hora e meia de ônibus escolar diariamente para ir até a Aristides de Castro. “Minha mãe fez questão de procurar uma escola melhor. Pelo menos, os professores não faltam, mas tem muitos problemas. Mesmo coisas que estão lá, não estão disponíveis para usar”, reclama.
Todas as escolas com computador
Dados do Censo Escolar mostram que as escolas públicas já têm mais computadores do que a rede particular . Pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil de 2010 realizada em 497 instituições de ensino em regiões urbanas do Brasil já mostrava que 100% das unidades têm computador. A consulta informava que a falta de uso estaria ligada ao pouco conhecimento sobre tecnologia dos educadores. Para os alunos da Aristides, no entanto, é a burocracia que atrapalha. “Nossos professores chegam a recomendar e mesmo orientar o uso de computador para pesquisa fora da escola, mas eles dizem que o laboratório daqui precisa de um responsável”, lamenta Suzane.
Às 16h45, a Secretaria de Educação enviou a seguinte nota: “A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informa que encaminhará uma equipe de supervisores para averiguar a situação da Escola Estadual Aristides de Castro apontada pela reportagem para que sejam adotadas as providências cabíveis”
Bacharéis consideram exame da OAB mais fácil que o anterior
0Segundo OAB, mais de 124 mil pessoas estavam inscritas para o teste.
Questões de ética foram consideradas fáceis pela maioria dos candidatos.
Rodrigo Ortega, no G1
Bacharéis que prestaram a 1ª fase do 10º Exame de Ordem Unificado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), neste domingo (28), disseram que a prova estava mais fácil do que a edição anterior. O teste, que teve duração de cinco horas, foi encerrado às 18h. No entanto, alguns candidatos reclamaram que havia enunciados difíceis de serem entendidos.
As questões sobre ética foram consideradas fáceis pela maioria dos bacharéis. Direito do Trabalho, Direito Penal e Direito Constitucional foram citados pelos candidatos como os conteúdos mais difíceis.
Fernanda Wakim, 23 anos, estudou até 12 horas por dia para o exame e diz que teve “muito apoio psicológico” do namorado, Felipe Grecco, 24 anos que foi buscá-la após a prova. “Achei mais fácil do que a última, em que saí desolada e teve pouca aprovação. Ética foi o tema mais fácil. Em Direito Penal, a prova estava mal escrita, com questões difíceis de entender. Em três que não entendi só deixei uma interrogação e desisti”, afirma.
“O exame estava mais fácil que a última prova, que eu prestei e foi bem mais complicada. Direito Constitucional estava mais difícil, em minha opinião. Ética foi mais fácil, apesar de eu ter achado algumas questões com esse tema um pouco complicadas. Eu fiz cursinho, estudei durante quatro horas por dia nos últimos meses para esta primeira fase e por isso estou saindo mais confiante”, diz Luciana Nunes, de 24 anos. Ela faz o exame pela terceira vez e saiu quase uma hora antes do horário marcado para o encerramento da prova, às 18h.
A jovem Priscila do Rosário, 23 anos, prestou o exame pela segunda vez. “Não estava difícil o exame, mas Direito do Trabalho estava confuso, as questões tinham várias interpretações, dava dúvida.” A reclamação dela também foi feita por outras pessoas que prestaram a prova. A amiga Rosângela Hafez, 40 anos, concorda que a prova não estava difícil. “Foi mais fácil do que a do ano passado. Estou confiante.”
Daniel Barbosa, 23 anos, tenta pela segunda vez e diz que o exame “não foi dos mais difíceis.” Ele cita ética como um tema fácil e Direito Tributário e do Trabalho como difíceis. Amiga de Daniel, Raíssa Freitas, de 23 anos, tenta pela terceira vez passar no exame. “Em Direito do Trabalho, esperava que caíssem coisas atuais, como a PEC das domésticas, mas não caiu”.
Olga Keller, de 47 anos, faz o exame pela quarta vez, mas não tentou a prova anterior. “Direito Tributário foi a parte mais difícil, mas confesso que estudei pouco. Mas Direito Civil achei fácil. Saí de casa confiante e vou voltar um pouco menos. Em geral, foi difícil”, diz.
A turma de amigos Karina Marcato, Marcelo Lima, Thiago Cratão e Natália Rente diz com unanimidade que a prova estava mais fácil que a anterior. “Em relação à outra, essa prova estava mais interpretativa, às vezes difícil de entender”, diz Karina. No ranking deles, as questões mais fáceis eram de Direito Tributário e ética, e as mais difíceis de Direito Constitucional e do Trabalho.
Primeira fase
De acordo com a OAB, mais de 124 mil candidados estavam inscritos para o teste. A prova teve 80 questões de múltipla escolha. Os candidatos precisam acertar 40 questões para passar para a segunda fase, que está marcada para o dia 16 de junho.
O Exame de Ordem é obrigatório para obter a carteira da OAB, necessária ao exercício da profissão de advogado.
O gabarito preliminar do exame foi divulgado na noite deste domingo. O resultado preliminar com os nomes de quem passou para a segunda fase será divulgado no dia 8 de maio. De 8 a 11 de maio, os candidatos que não foram aprovados para a segunda fase podem entrar com recurso no site da OAB.
O resultado final, que inclui a análise dos recursos, será divulgado no dia 28 de maio.
A prova prático-profissional (segunda fase) será realizada no dia 16 de junho, das 13h às 18h (horário de Brasília). O resultado preliminar dos aprovados sairá no dia 9 de julho. O resultado final, após análise de recursos, será divulgado no dia 26 de julho.
Promoção: “Confissão”
15Confissão” foi o primeiro livro lançado por Paula Pimenta, em 2001, e encontrava-se esgotado há vários anos. A obra, que apresenta poemas escritos pela autora desde a sua adolescência, agora recebe uma nova edição, pela editora Gutenberg.
Paula ampliou um pouco o livro original, acrescentando alguns novos poemas e incluindo alguns que anteriormente havia “emprestado” para os seus personagens Fani, de Fazendo meu filme, e o Rodrigo, de Minha vida fora de série.
“Ah, se você pudesse me amar, eu sei que só ia dar certo, que a gente ia esquecer todo o resto e viver só de gostar.”
(Trecho do poema “Confissão”, que deu nome ao livro)
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No Dia do Livro, universidade gaúcha espalha exemplares pelo campus
0A Unisinos distribui exemplares em bancos e outros pontos estratégicos, causando supresa nos alunos que chegavam para a aula

Professores e alunos ficaram supresos ao encontrar os exemplares embrulhados para presente
Foto: Rodrigo W. Blum/ Unisinos / Divulgação
Publicado por Terra
Estudantes e professores da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) tiveram uma supresa ao chegar para as aulas nesta terça-feira nas unidades de São Leopoldo e Porto Alegre (RS). A instituição decidiu espalhar livros embrulhados em papel de presente em bancos e outros pontos estratégicos como forma de marcar o Dia Internacional do Livro.
Segundo a instituição, foram distribuídos 40 exemplares doados pela biblioteca da Unisinos. Quem encontrou os livros não escondeu a empolgação. “Eu vi a divulgação da ação no Facebook. Quando olhei o banco e notei o livro, não acreditei”, contou a professora da Unisinos Priscila Bordin, que encontrou o exemplar ao subir a escadaria do Centro das Ciências Econômicas. “Achei a iniciativa o máximo!”, emendou.
Até as 17h, quase 2 mil pessoas haviam curtido a ação no Facebook, e mais de 530 haviam compartilhado a foto da divulgação na rede social. A universidade disse que o objetivo da ação é incentivar o hábito da leitura, além de apresentar a biblioteca da universidade e estimular a prática do compartilhamento.

Os livros foram espalhados em bancos e pontos estratégicos. Quarenta exemplares foram distribuídos
Foto: Rodrigo W. Blum/ Unisinos / Divulgação
Imagine a surpresa de encontrar um presente “esquecido” sobre um banco, uma mesa ou um sofá da sua universidade. Várias pessoas tiveram esta sorte na terça-feira (23/4). Em comemoração ao Dia Internacional do Livro, a Unisinos distribuiu exemplares embrulhados, com laço e tudo, pelos campi São Leopoldo e Porto Alegre.
dica do Jarbas Aragão
Kroton e Anhanguera se unem e criam maior grupo de educação do mundo
0Juntas, empresas terão mais de 1 milhão de alunos e valor de mercado de R$ 12 bilhões
Pedro Carvalho, no IG

Greg Salibian/iG -
Rodrigo Galindo, presidente da empresa resultante da fusão: “possibilidade de sinergias relevantes”
A Kroton e a Anhanguera, os dois maiores grupos de educação do País, anunciaram uma fusão nesta segunda-feira (22), numa operação que cria o maior conglomerado do setor do mundo. A companhia resultante teria faturamento bruto de R$ 4,3 bilhões, mais de um milhão de alunos e valor de mercado próximo a R$ 12 bilhões.
A Kroton terá cerca de 57,5% da empresa combinada, enquanto os acionistas da Anhanguera ficarão com 42,5%. As ações da Anhanguera serão incorporadas pela Kroton. Os atuais acionistas da Anhanguera receberão 1,364 ação da Kroton após a aprovação da fusão, que depende de análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
O presidente da empresa será Rodrigo Galindo, atual presidente da Kroton, e o conselho de administração passa a ser comandado por Gabriel Mário Rodrigues, que lidera o conselho da Anhanguera. “Será uma empresa maior e mais eficiente, os dois grupos têm complementaridade geográfica e possibilidade de sinergias relevantes”, disse Ricardo Scavazza, atual presidente da Anhanguera, que fará parte do conselho da empresa resultante, em teleconferência com o mercado financeiro nesta manhã.
A Anhanguera tem forte presença em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A Kroton está mais estabelecida no Mato Grosso, Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina e Paraná. Na empresa resultante, 73% da receita virá do ensino superior em campus, 23% do ensino superior em polos associados e 4% de educação básica. O grupo terá cerca de 800 unidades de ensino superior e 810 escolas associadas.
Além de aumentar a área de atuação, a complementaridade geográfica faz os administradores acreditarem que não haverá maiores problemas no Cade. “Nosso market share [ participação de mercado ] nacional é baixo, e os múnicipios onde há sobreposição de atuação [ ou seja, onde essa participação subiria ] são muito poucos”, diz Galindo.
“Teremos valor de mercado próximo a US$ 5,9 bilhões (R$ 12 bilhões), o dobro da segunda maior empresa do setor [ a chinesa New Oriental, que vale cerca de US$ 3 bilhões ]. O ebitda [ lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização ] será de cerca de US$ 1 bilhão, seremos uma empresa bastante relevante”, afirma Galindo.
As duas empresas são listadas no Novo Mercado da BM&F Bovespa e, segundo Galindo, existe expectativa de que agora o grupo passe a fazer parte do IBovespa, índice de referência da bolsa paulistana. O anúncio da fusão fez os papéis da companhias dispararem. A ação da Kroton saltou 8,14%, a R$ 27,19, enquanto o da Anhanguera fecharam com alta de 7,91%, a R$ 36,85. O Ibovespa subiu 0,68%.
Após a aprovação do negócio, serão emitidas 198,8 milhões de ações da Kroton. No dia 30, a empresa vota em assembleia um desdobramento de ações, que poderia alterar a relação de troca dos papéis – os acionistas da Anhanguera passariam a receber 0,45 ação da Kroton.
“Foi um negócio entre iguais, o espírito é de uma fusão”, disse Galindo. “Poderia haver emissões tanto de uma empresa quanto de outra, mas vimos vantagens jurídicas na emissão da Kroton”, afirmou.
Até a aprovação do Cade, as empresas se mantêm independentes. “Não haverá, por enquanto, troca de informações estratégicas e nenhuma integração”, afirma Galindo. “O time de integração terá representantes das duas companhias, que têm várias integrações e captações de sinergia em seus históricos”, lembra, uma vez que os grupos cresceram em parte com fusões e aquisições.

























