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Projeto idealizado por paulistana constrói bibliotecas pelo país

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A idealizadora Vera Quagliato na inauguração de uma das bibliotecas, no Pará (Projeto Primavera/Divulgação/Veja SP)

Guilherme Queiroz, na Veja SP

Idealizado em 2012, o Projeto Primavera leva bibliotecas para vários estados do Brasil. A iniciativa recebe doações de livros e monta os espaços em locais com pouco acesso a leitura.

A ideia surgiu com Vera Quagliato. A paulistana é formada em administração hospitalar, e foi inspirada a começar o projeto social depois de ler o livro Saí da Microsoft para Mudar o Mundo, de John Wood. O americano se demitiu da corporação bilionária e iniciou uma ação de implementação de bibliotecas e escolas em locais com baixos índices de alfabetização ao redor do mundo, fundando a organização Room to Read.

A unidade do Projeto Primavera da capital fica na Paróquia de Santa Edwiges, na Zona Sul (Projeto Primavera/Divulgação/Veja SP)

Desde a fundação, Vera calcula que já recebeu mais de 50 000 livros. “Exemplares não faltam, temos bibliotecas montadas em muitos locais do Pará, interior de São Paulo, Goiás e Distrito Federal”, conta ela. A maior parte das doações são feitas por meio das redes sociais. A unidade da capital fica no Jardim Santo Antônio, na Zona Sul, dentro de uma igreja, e foi a sexta a ser construída pelo Primavera, em 2015.

A última unidade, a 19ª, foi levantada em julho deste ano, em Ourinhos, interior do estado.

Executivo abandona Microsoft para construir bibliotecas infantis em países pobres

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'Room to Read' já construiu 17,5 mil bibliotecas infantis em países pobres (Foto: Room to Read)

‘Room to Read’ já construiu 17,5 mil bibliotecas infantis em países pobres (Foto: Room to Read)

 

Publicado no G1 [via BBC]

Em algum momento deste ano, uma criança em algum lugar do mundo em desenvolvimento tornou-se a beneficiária ‘número 10 milhões’ do ‘Room to Read’ (‘Quarto para Ler’, em tradução livre), uma organização sem fins lucrativos fundada há 15 anos por um alto executivo da Microsoft que abandonou seu emprego para se dedicar a erradicar o analfabetismo infantil.

A entidade, que também visa reduzir a desigualdade de gênero na educação de meninos e meninas, constrói bibliotecas em localidades pobres.

Não causa surpresa, portanto, a comparação entre seu fundador, John Wood, e Andrew Carnegie, magnata americano que se propôs a fazer o mesmo no século 19.

De certa forma, porém, o ‘Room to Read’ já superou seu mentor espiritual, construindo 17,5 mil bibliotecas contra as 2,5 mil de Carnegie.

Wood alcançou o feito ao combinar a determinação de Carnegie com o que aprendeu nas empresas onde trabalhou, como a Microsoft, do bilionário e também filantropo Bill Gates.

A inspiração para criar o ‘Room to Read’ nasceu em 1998, quando o ex-executivo estava de férias no Nepal, escalando a Cordilheira do Himalaia.

Armário trancado
“A ideia surgiu do nada”, diz Wood. “Gostaria de poder dizer que sempre desenvolvi trabalhos filantrópicos, mas a realidade era que eu me focava em mim mesmo, em minha carreira, em quanto dinheiro eu tinha na minha conta bancária”.

Wood estava visitando uma escola na cidade montanhosa de Bahundanda.

Havia ali uma biblioteca, mas apenas poucos livros deixados por antigos visitantes. Um deles era Finnegan’s Wake, de James Joyce, e um guia Lonely Planet sobre a Mongólia.

Além disso, os livros eram considerados tão preciosos que permaneciam guardados em um armário trancado e nunca emprestados às crianças.

Quando Wood deixou o local, o diretor da escola lhe disse que, se alguma vez ele voltasse, poderia trazer mais alguns livros.

De imediato, ele sabia o que tinha de fazer. A biblioteca vazia lhe fez lembrar de sua infância.

“Cresci em uma família que amava ler e sempre deu valor a palavra escrita”, diz ele. “Eu tropecei na causa certa no lugar certo e no tempo certo”.

Um ano mais tarde, ele voltou à mesma escola com 3 mil livros. A reação das crianças confirmou que ele estava indo no caminho certo.

Demissão
Wood decidiu abandonar o emprego na Microsoft para se dedicar em tempo integral à alfabetização de crianças no Nepal.

Dinesh Shrestha, que até então trabalhava na erradicação da pólio para uma ONG local, se juntou a ele. O trabalho de construir bibliotecas no Nepal começava naquele momento.

Meses depois, outra executiva americana e amiga de longa data de Wood, Erin Ganju (mais…)

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