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30 livros de autores brasileiros para morrer antes de ler
7Carlos Willian Leite, na Revista Bula
Dando sequência a série de listas polêmicas, pedi aos leitores, amigos do Facebook e seguidores do Twitter — escritores, jornalistas, professores —, que apontassem, entre livros conhecidos de autores brasileiros, quais eram os piores que haviam lido. Cada participante poderia indicar até cinco livros, sem repetir autores, tendo como critério principal o gosto pessoal. 312 pessoas responderam a enquete. Como nas listas anteriores, o objetivo não é zombar ou ofender o gosto alheio, é, sobretudo, uma diversão e reflete apenas a opinião dos participantes consultados. Se podemos ter a lista de nossas preferências, por que não podemos ter a lista daquilo que não gostamos? Na lista, aparecem livros de escritores consagrados como José de Alencar, Ruy Castro, Clarice Lispector e Jorge Amado. O resultado, embora subjetivo, pois se baseia meramente no gosto pessoal e não avaliação crítica dos livros citados, não deixa de ressaltar a validade da célebre frase de Mark Twain: “Aquele que lê maus livros não leva vantagem sobre aquele que não lê livro nenhum”. Eis o resultado baseado na quantidade de citações.
Iracema
José de Alencar
O Guarani
José de Alencar
Marimbondos de Fogo
José Sarney
Saraminda
José Sarney
Animais em Extinção
Marcelo Mirisola
Como Desaparecer Completamente
André de Leones
O Diário de um Mago
Paulo Coelho
Brida
Paulo Coelho
O Alquimista
Paulo Coelho
No Buraco
Tony Bellotto
Mentes Perigosas
Ana Beatriz Barbosa Silva
O Tigre Na Sombra
Lya Luft
O Lado Fatal
Lya Luft
O Crepúsculo do Macho
Fernando Gabeira
O Xangô de Baker Street
Jô Soares
As Esganadas
Jô Soares
Mar Morto
Jorge Amado
Memórias de um Sargento de Milícias
Manuel Antônio de Almeida
Estorvo
Chico Buarque
O Mundo Não é Chato
Caetano Veloso
Triângulo no Ponto
Eros Grau
A Paixão Segundo G.H.
Clarice Lispector
O Inverno das Fadas
Carolina Munhóz
O Dia Mastroianni
João Paulo Cuenca
A Vida Sabe o Que Faz
Zibia Gasparetto
A Escrava Isaura
Bernardo Guimarães
Farewell
Carlos Drummond de Andrade
Rosinha, Minha Canoa
José Mauro de Vasconcelos
Obra Completa
J. G. de Araújo Jorge
Guia-Mapa de Gabriel Arcanjo
Nélida Piñon
30 livros de autores brasileiros para morrer antes de ler
2Carlos Willian Leite, no Jornal Opção
Dando sequência a série de listas polêmicas, pedi aos leitores, amigos do Facebook e seguidores do Twitter — escritores, jornalistas, professores —, que apontassem, entre livros conhecidos de autores brasileiros, quais eram os piores que haviam lido. Cada participante poderia indicar até cinco livros, sem repetir autores, tendo como critério principal o gosto pessoal.
Como nas listas anteriores, o objetivo não é zombar ou ofender o gosto alheio, é, sobretudo, uma diversão e reflete apenas a opinião dos participantes consultados. Se podemos ter a lista de nossas preferências, por que não podemos ter a lista daquilo que não gostamos?
Na lista, aparecem livros de escritores consagrados como José de Alencar, Ruy Castro, Clarice Lispector e Jorge Amado. O resultado, embora subjetivo, pois se baseia meramente no gosto pessoal e não avaliação crítica dos livros citados, não deixa de ressaltar a validade da célebre frase de Mark Twain: “Aquele que lê maus livros não leva vantagem sobre aquele que não lê livro nenhum”. Eis o resultado baseado na quantidade de citações.
Iracema
José de Alencar
O Guarani
José de Alencar
Marimbondos de Fogo
José Sarney
Saraminda
José Sarney
Animais em Extinção
Marcelo Mirisola
Como Desaparecer Completamente
André de Leones
O Diário de um Mago
Paulo Coelho
Brida
Paulo Coelho
O Alquimista
Paulo Coelho
No Buraco
Tony Bellotto
Mentes Perigosas
Ana Beatriz Barbosa Silva
O Tigre Na Sombra
Lya Luft
O Lado Fatal
Lya Luft
O Crepúsculo do Macho
Fernando Gabeira
O Xangô de Baker Street
Jô Soares
As Esganadas
Jô Soares
Mar Morto
Jorge Amado
Memórias de um Sargento de Milícias
Manuel Antônio de Almeida
Estorvo
Chico Buarque
O Mundo Não é Chato
Caetano Veloso
Triângulo no Ponto
Eros Grau
A Paixão Segundo G.H.
Clarice Lispector
O Inverno das Fadas
Carolina Munhóz
O Dia Mastroianni
João Paulo Cuenca
A Vida Sabe o Que Faz
Zibia Gasparetto
A Escrava Isaura
Bernardo Guimarães
Farewell
Carlos Drummond de Andrade
Rosinha, Minha Canoa
José Mauro de Vasconcelos
Obra Completa
J. G. de Araújo Jorge
Guia-Mapa de Gabriel Arcanjo
Nélida Piñon
Se vivos, aos cem anos
0Ruy Castro, na Folha de S.Paulo
Incrível, Vinicius de Moraes faria cem anos em 2013. Logo ele, que não viveu nem para dar uma festa de 69 anos, como planejava, regada ao uísque Vat 69, popular então. Vate, em português, como sinônimo de poeta, já era uma palavra fora de moda em meados do século 20, e só se a empregava de brincadeira. Era como Vinicius a usava.
Quem também completaria cem anos neste ano era seu amigo Ciro Monteiro, um dos quatro ou cinco maiores cantores brasileiros do século, e que Vinicius dizia entender mais da vida do que Guimarães Rosa. Ciro morava na rua Silveira Martins, no Catete, e tinha conta no pipoqueiro da esquina. Os meninos da rua se serviam e, uma vez por mês, Ciro acertava com o homem. Não por isso, claro, Vinicius achava que ele era santo. De fato, a bondade de Ciro Monteiro se refletia até no jeito de cantar.
Outro centenário de 2013 seria o de Rubem Braga, igualmente amigo de Vinicius. Foi Rubem quem, num restaurante, apresentou o casado Vinicius à bela Lila, irmã de Ronaldo Bôscoli: “Vinicius, aqui Lila Bôscoli. Lila, aqui Vinicius de Moraes. E seja o que Deus quiser”. Ato contínuo, Vinicius abandonou sua mulher, Tati, e se casou com Lila. O próprio Rubem despertava paixões. Entre uma e outra, escrevia uma obra-prima em forma de crônica.
E quem, idem, faria cem anos em 2013 seria Wilson Baptista, que não tinha nada de santo. O autor de “Oh, seu Oscar!”, “Acertei no Milhar”, “Mundo de Zinco”, “Louco”, “Emília”, “Balzaquiana”, “Pedreiro Valdemar” e tantas mais, com ou sem parceiros, só pecou por ser contemporâneo de Ary Barroso, Noel Rosa, Lamartine Babo, Braguinha e Orestes Barbosa, tão bons de samba quanto de cartaz. Mas fique de olho, o Brasil vai redescobrir Wilson.
É impossível imaginar esses homens, se vivos, aos cem anos. Nem devemos. Não lhes cairia bem.




















