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Aluno envolvido no “rodeio das gordas” é condenado a pagar R$ 20 mil

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Publicado por UOL

O MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) informou que um estudante envolvido na divulgação do “Rodeio das Gordas”, no campus de Araraquara da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em 2010, foi condenado a pagar trinta salários mínimos, cerca de R$ 20 mil, por danos morais.

O dinheiro será destinado para o Fundo Estadual de Reparação dos Interesses Difusos Lesados. Segundo o MP, a ação civil pública tramitou na 2ª Vara Cível de Araraquara.

Em 2011, outros dois alunos que participaram do evento assinaram um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público para pagarem vinte salários mínimos a três instituições filantrópicas. Na época, o estudante condenado agora não aceitou assinar o TAC.

O caso
Os três alunos condenados por danos morais foram responsáveis pela criação da página do “Rodeio das Gordas” no Orkut, de acordo com o MP.

O “Rodeio das Gordas” foi criado durante o Interunesp (evento que reúne universitários da Unesp), realizado em Araraquara, em outubro de 2010.

O objetivo do evento era agarrar colegas, obesas, na tentativa de simular um rodeio. A competição era para ver quem ficava mais tempo em cima das garotas.

Educadores podem levar suas turmas a visitas ao Memorial da Resistência

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Aulas sobre a Ditadura Militar podem ficar mais interessantes na antiga sede do Deops-SP

Memorial da Resistência fica no antigo Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops) / divulgação

Memorial da Resistência fica no antigo Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops) / divulgação

Publicado por Catraca Livre

Se o período da Ditadura Militar brasileira continua vivo na memória dos que sofreram com os abusos do regime, para as novas gerações, esta fase da história do país tende a perder importância conforme novos acontecimentos viram notícia.

Por isso, é papel dos educadores ensinar aos mais jovens sobre o assunto. Conhecer a história é necessário para eliminar os resquícios do autoritarismo militar e evitar que ele se repita.

Para tornar mais vivas as aulas sobre o Regime Militar, o Memorial da Resistência convida professores e outros profissionais da educação a levarem suas turmas para visitas guiadas pelo local. O museu está localizado no antigo espaço carcerário do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops-SP), onde eram mantidos presos políticos.

Lá estão expostos conceitos e manifestações de controle, repressão e resistência política que marcaram a época da Ditadura Militar (1964 a 1985). Também é explorado o período autoritário do Estado Novo (1937 a 1945).

Gratuitas, as visitas acontecem de terça-feira a domingo, das 10h às 17h30, e podem ser agendadas a pelos telefones (11) 3324-0943/0944. Os grupos são conduzidos por profissionais do Memorial.

No Memorial estão expostos detalhes sobre o período da Ditadura Militar / divulgação

No Memorial estão expostos detalhes sobre o período da Ditadura Militar / divulgação

44% dos professores de SP já sofreram agressão, diz sindicato

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Pesquisa da Apeoesp ouviu professores em 167 cidades do estado.
Agressão verbal provocada pela falta de respeito é a mais comum.

Publicado por G1

1O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) divulgou nesta quinta-feira (9) uma pesquisa sobre a violência nas escolas. Quase metade dos professores entrevistados relata que já sofreu algum tipo de agressão. A pesquisa ouviu 1.400 pessoas em 167 municípios do estado.
Brigas entre alunos e crimes mais graves estão ocorrendo nas escolas. Dos professores da rede estadual, 44% deles dizem ter sofrido algum tipo de agressão – física ou verbal.

Para 35% dos professores entrevistados, os pais ou os responsáveis são quem deve resolver a violência praticada pelos filhos. Outros 25% acham que a escola também tem papel decisivo. E, para 19% dos entrevistados, o governo do estado tem que tomar medidas mais efetivas.

Do total, 84% presenciaram ou ficaram sabendo de casos de violência na escola em que lecionam. Para 95%, os maiores responsáveis são os próprios alunos e apontam o uso de drogas e de álcool, o tráfico de drogas e a briga de gangues como situações que geram violência nas escolas. Os alunos são as maiores vítimas de da violência: 83%.

A agressão verbal é a mais comum, segundo os professores. Para 74% dos entrevistados, o xingamento e a falta de respeito são os principais problemas. A desestruturação familiar é apontada por 47% como a razão da violência, e 49% acreditam que é resultado da educação que os alunos recebem em casa. Em segundo lugar aparece o bullying, com 60%. Pelo menos 5% dos entrevistados já sofreram agressão física.

Para os professores, as escolas e o governo teriam que envolver os pais nesse debate contra a violência. Palestras e debates nas escolas atrairiam os pais para 28% dos professores. Para 16%, também é preciso investir em cultura e lazer dos alunos e familiares. Outros 15% querem que o policiamento nas áreas próximas às escolas seja reforçado para evitar a presença de gangues e tráfico de drogas.

As câmeras de segurança que serão instaladas nas escolas, medida anunciada nesta quarta-feira (8) pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), não são vistas como uma grande medida contra a segurança, segundo os professores. Só 4% acreditam que as câmeras ajudem a reduzir a violência.

Bonecas são para menino? Em algumas escolas, sim

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Colégios incentivam crianças a brincar com o que quiserem, sem distinguir gênero

Ocimara Balmant, no Estadão

No salão de cabeleireiro de mentirinha, João Pontes, de 4 anos, penteia a professora, usa o secador no cabelo de uma coleguinha e maquia a outra, concentradíssimo na função. Menos de cinco minutos depois, João está do outro lado da sala, em um round de luta com o colega Artur Bomfim, de 5 anos, que há pouco brincava de casinha.

Epitacio Pessoa/Estadão João, de 4 anos, em seu salão de cabeleireiro

Epitacio Pessoa/Estadão
João, de 4 anos, em seu salão de cabeleireiro

Nos cantos da brincadeira do Colégio Equipe, na zona oeste de São Paulo, não há brinquedo de menino ou de menina. Todos os alunos da educação infantil – com idade entre 3 e 5 anos – transitam da boneca ao carrinho sem nenhuma cerimônia.

“O objetivo é deixar todas as opções à disposição e não estimular nenhum tipo de escolha sexista. Acreditamos que, ao não fazer essa distinção de gênero, ajudamos a derrubar essa dicotomia entre o que é tarefa de mulher e o que é atividade de homem”, explica a coordenadora pedagógica de Educação Infantil do Equipe, Luciana Gamero.

Trata-se de um “jogo simbólico”, atividade curricular da educação infantil adotado por um grupo de escolas que acredita que ali é o espaço apropriado para quebrar alguns paradigmas. A livre forma de brincar visa a promover uma infância sem os estereótipos de gênero – masculino e feminino -, um dos desafios para construir uma sociedade menos machista.

“Temos uma civilização ainda muito firmada na questão do gênero e isso se manifesta de forma sutil. Quando uma mulher está grávida, se ela não sabe o sexo da criança, compra tudo amarelinho ou verde”, afirma Claudia Cristina Siqueira Silva, diretora pedagógica do Colégio Sidarta. “Nesse contexto, a tendência é de que a criança, desde pequena, reproduza a visão de que menino não usa cor-de-rosa e menina não gosta de azul.”

Por isso, no colégio em que dirige, na Granja Viana, o foco são as chamadas brincadeiras não estruturadas, em que objetos se transformam em qualquer coisa, a depender da criatividade da criança. Um toco de madeira, por exemplo, pode ser uma boneca, um cavalo ou um carrinho. “Quanto menos referência ao literal o brinquedo tiver, menos espaço haverá para o reforço social”, diz Claudia.

A reprodução dos estereótipos acontece até nas famílias que se enxergam mais liberais. Ela conta que recentemente, em uma brincadeira sobre hábitos indígenas, um menino passou batom nos lábios. Quando a mãe chegou para buscá-lo, falou de pronto: “Não quero nem ver quando seu pai vir isso”.

“Podia ser o fim da experimentação sem preconceitos, que não tem qualquer relação com orientação sexual. Os adultos, ao não entenderem, tolhem essa liberdade de brincar por uma ‘precaução’ sem fundamento”, afirma Claudia.

Visão de gênero. Se durante a primeira infância esses estímulos são introjetados sem que a criança se dê conta, ao crescerem um pouquinho – a partir dos 5 anos -, elas já expressam conscientemente a visão estereotipada que têm de gênero.

No Colégio Santa Maria, no momento de jogar futebol, os meninos tentavam brincar apenas entre eles, não permitindo que as meninas participassem. Foi a hora de intervir. “Explicamos que não deveria ser assim e começamos a propor, por exemplo, que os meninos fossem os cozinheiros de uma das brincadeiras”, diz Cássia Aparecida José Oliveira, orientadora da pré-escola da instituição.

Na oficina de pintura, todos foram convidados a usar só lápis cor-de-rosa – convite recusado por alguns. “Muitos falam ‘eu não vou brincar disso porque meu pai diz que não é coisa de menino’. Nesses casos, a gente conversa com a família. Entre os convocados, os pais de meninos são a maioria. “Um menino gostar de balé é sempre pior do que uma menina querer jogar futebol. E, se não combatemos isso, criamos uma sociedade machista e homofóbica.”

O embate é árduo e é preciso perseverança. Mesmo no Colégio Equipe, aquele em que as crianças se alternam entre o cabeleireiro e o escritório, alguns comentários demonstram que a simulação da casinha é um primeiro passo na construção de um mundo menos machista. O pequeno Artur, de 5 anos, se anima ao participar da brincadeira. Mas, em um dado momento do faz de conta, olha bem para a coleguinha e avisa: “Eu sou o marido. Vou sair para trabalhar. Você fica em casa”.

“Tudo passa na Lei Rouanet”, diz Lobão em entrevista

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Publicado por Folha de S.Paulo

Em uma hora e meia de entrevista concedida em sua casa, em Pompeia, zona oeste de São Paulo, Lobão ampliou os ataques de seu livro.

Entre diversos assuntos, disse que o país se encaminha para um novo golpe de Estado, criticou o passado da presidente Dilma Rousseff e a postura da líder brasileira na Comissão da Verdade.

Retrato do músico Lobão em sua casa na cidade de São Paulo

Retrato do músico Lobão em sua casa na cidade de São Paulo

Mais fotos aqui

Sobre o meio artístico, reclamou de nomes consagrados captarem recursos via Lei Rouanet, e disse se orgulhar de ter recusado a autorização do Ministério da Cultura para captar R$ 2 milhões. Procuradas pela Folha, as pessoas citadas por Lobão não se pronunciaram até o fechamento desta edição.

Leia os principais trechos da entrevista. (LUCAS NOBILE)

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Presidente Dilma e a Comissão da Verdade
Ela foi terrorista. Ela sequestrou avião, ela pode ter matado. Como que ela pode criar uma Comissão da Verdade e, como presidenta, não se colocar? Deveria ser a primeira pessoa a ser averiguada. Você vai aniquilar a história do Brasil? Vai contar uma coisa totalmente a favor com esse argumento nojento? Porque eles mataram, esquartejaram pessoas vivas, deram coronhadas, cometeram crimes.

O estopim, a causa da ditadura militar foram eles. Desde 1935, desde a coluna Prestes, começaram a dar golpes de Estado. Em 1961, começaram a luta armada. Era bomba estourando, eu estava lá. Minha mãe falava: você vai ser roubado da gente, o comunismo não tem família.

Quase um milhão de pessoas saíram às ruas pedindo para o Exército tomar o poder.

Acham que a junta militar estava a fim de dominar o Brasil? Não vejo nenhum desses presidentes militares milionário. E massacram os caras.

Regime militar
Não acredito em vítima da ditadura, quero que eles se fodam. Eu fui perseguido, passei quatro anos perseguido por agentes do Estado. Por que eu tinha um galho de maconha? Me botaram por três meses na cadeia. Nem por isso eu pedi indenização ao Estado. Devo ter sofrido muito mais do que 90% desses caras que dizem que foram torturados.

Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

PT
Esses que estão no poder, Dilma, Emir Sader, Franklin Martins, Genoíno, estavam na luta armada. Todos esses guerrilheiros estão no poder. Porra, alguma coisa está acontecendo! Em 1991, só tinha um país socialista na América Latina, hoje são 18. São neoditaduras pífias. A Argentina é uma caricatura, o Evo Morales, o Maduro. Vão deixar o comunismo entrar aqui? É a mesma coisa que botar o nazismo. A América do Sul está se tornando uma Cortina de Ferro tropical. Existe uma censura poderosíssima perpetrada por uma militância de toupeiras. Quem está dando golpe na democracia são eles, o PT está há dez anos no governo.

Golpe de Estado
Todo mundo fala da ditadura, do golpe militar, isso nunca esteve tão vivo. Os militares estão cada vez mais humilhados. As pessoas têm que entender que nenhum país civilizado conseguiu ser um país com suas Forças Armadas no Estado em que está a brasileira. Eles fizeram a Força Nacional, uma milícia armada, uma polícia política. Está tudo pronto para vir um golpe e as pessoas não estão vendo.

Ministério da Cultura
Se você tirar o Ministério da Cultura, o que não é sertanejo universitário morre. Eu recusei R$ 2 milhões do Ministério da Cultura para fazer uma turnê. O ministério libera tudo, e impressionam as temáticas: bandas mortas se ressuscitam para comemorar um aniversário de vida que não tem!

O próprio Barão Vermelho! Todos pediram grana [via lei de incentivo]: Barão, Paralamas.

O Gilberto Gil é o rei, um dos que mais pedem [recurso via Lei Rouanet]!

O cara foi ministro! Como é que as pessoas podem aturar isso? A Paula Lavigne é a rainha [da Lei Rouanet].

Por que os intelectuais brasileiros, diante de uma situação asquerosa como esta, ficam calados?

Tropicália
Todos esses mitos da Semana de 22 foram perpetuados por movimentos como o concretismo, o cinema novo, a Tropicália.

Sempre tive muito desinteresse pela Tropicália. Tom Zé, Jards Macalé e João Donato sempre foram melhores do que os que estão aí hoje representando o movimento, tanto o da bossa nova quanto o da Tropicália. João Donato dá de mil no João Gilberto porque ele é um puta compositor e pianista. Mas nunca tem o mérito, é tudo o pistolão, quem tem amigo, é da máfia. É conchavo o tempo todo. O Gilberto Gil, a Preta Gil, é um absurdo. Ganhou um império atrás dos benefícios do pai.

Rap
Os Racionais são o braço armado do governo, são os anseios dos intelectuais petistas, propaganda de um comportamento seminal do PT. Não acredito em cara ressentido.

Emicida, Criolo, todos têm essa postura, neguinho não olha, não te cumprimenta. Vai criar uma cizânia que nunca teve, ódios [raciais] estão sendo recrudescidos de razões históricas que nunca aconteceram aqui.

Estão importando Black Panthers, Ku Klux Klan. Tem essa coisa de “branquinho, perdeu, vamos tomar seu lugar”. Como permitem esse discurso?

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