Sua Segunda Vida Começa Quando Você Descobre Que Só Tem Uma

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Os misteriosos corretores da redação do Enem

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A identidade dos responsáveis por corrigir a redação do Enem é guardada a sete chaves

A identidade dos responsáveis por corrigir a redação do Enem é guardada a sete chaves

 

Ana Beatriz magno, na Veja

O Enem guarda dois segredos a sete chaves. Um é o tema da redação. O outro é a identidade dos integrantes do pequeno exército convocado para corrigi-la. Este ano serão 11.600 profissionais, cada um deles encarregado de avaliar entre 74 e 100 textos por dia. Gasta-se em média 3 minutos por prova, 3 segundos por linha. A missão é nobre — ajuda a decidir o futuro de milhões de jovens –, mas também é cansativa e ocupa boa parte dos meses mais festivos do ano, novembro e dezembro.

A remuneração tabelada pelo Inep, o órgão do Ministério da Educação responsável pelo Enem, é considerada razoável. Os avaliadores recebem no mínimo 4,47 reais por redação corrigida, o que soma pouco menos de 500 reais por dia antes dos descontos. “É uma trabalheira infernal, com uma responsabilidade imensa”, resume Rafael Pina, que já foi corretor de redações do exame. “A gente sente os olhos cansados e chega exausto ao fim do processo. E pode ter certeza: ninguém avalia da mesma forma a primeira e a última redação do dia”, completa.

Há regras de correção, uma tentativa de minimizar a subjetividade da tarefa. Cada redação é corrigida por duas pessoas. Se a diferença entra os dois resultados for superior a cem pontos, um terceiro examinador é automaticamente convocado para avaliar o texto. A nota final, neste caso, será a média entre o grau dado pelo terceiro corretor e o mais próximo ao dele assinalado pelos dois primeiros avaliadores. Os terceiros corretores recebem um pouco mais pelo serviço, 5,85 reais.

Partem também do Inep os critérios de seleção dos examinadores. Eles passam por provas objetivas e discursivas e curso de treinamento específico para o trabalho. Exige-se que sejam formados em letras, com pós-graduação em língua portuguesa, literatura ou linguística. Não podem ter parentesco direto com nenhum candidato e devem comprovar experiência de cinco anos na avaliação de redações em larga escala.

No exame do ano passado, mais de 40% dos corretores tinham entre 30 e 40 anos e quase 80% eram mulheres. A correção ocorre em uma plataforma virtual, criada especialmente para o trabalho. Os examinadores recebem pacotes online com cinquenta redações de cada vez e só têm acesso a um novo pacote quando terminam o anterior. “Fui avaliadora no ano passado e gostei. Além da boa remuneração, ganhei uma experiência enorme em ritmo de correção”, diz uma avaliadora, professora de escola pública no Rio de Janeiro.

Professora com mais de 40 anos de experiência explica o segredo de como ensinar uma criança

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Vicente Carvalho, no Hypeness

Rita F. Pierson, professora há 40 anos, uma vez ouviu um colega dizer: “Eles não me pagam para gostar das crianças, eles me pagam para ensinar as lições”. Sua resposta foi: “As crianças não aprendem com as pessoas de quem não gostam”.

Rita passou a sua vida inteira dedicada a lecionar, seguindo os seus pais e avós em uma carreira como educadora no ensino fundamental, especial e júnior. Ela traz uma energia especial para o papel em sala de aula: um desejo de conhecer seus alunos, uma conexão humana, mostrando a eles o quanto eles são importantes e os apoiando no seu crescimento, mesmo que modesto. Aqui o tamanho da vitória não importa, e sim a celebração por ela.

Em sua palestra no TED Talks Education, ela faz os educadores refletir sobre a importância do relacionamento, de acreditarem em seus alunos e de realmente se conectarem com cada um. “Toda criança merece um campeão – um adulto que nunca vai desistir deles, que compreende o poder de conexão, e insiste para que eles se tornem o melhor que podem ser“.

Seja professor ou não, vale a pena apertar o play:

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Fotos do TED © Ryan Lash

USP fará exumação de Dom Pedro II e da princesa Isabel

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Cientistas pretendem analisar os remanescentes do segundo reinado desta vez

Montagem R7 Trâmites da exumação de Dom Pedro 2º e da Princesa Isabel estão em estado avançado

Montagem R7
Trâmites da exumação de Dom Pedro 2º e da Princesa Isabel estão em estado avançado

Publicado por R7

Menos de dois anos após a exumação dos restos mortais de d. Pedro I, o primeiro imperador brasileiro, e de suas duas mulheres, as imperatrizes d. Leopoldina e d. Amélia, a mesma equipe de cientistas da USP (Universidade de São Paulo) deve estudar os remanescentes do Segundo Reinado: o imperador d. Pedro II e sua mulher, d. Teresa Cristina, a filha do casal, princesa Isabel, e seu marido, o conde D?Eu.

A reportagem apurou que os trâmites já estão bem avançados e a exumação deve ocorrer neste semestre. Com o know-how adquirido no estudo anterior, a maior dificuldade desta fase será o traslado dos restos mortais até o Hospital das Clínicas, em São Paulo, onde os exames serão realizados. Isso porque, se na primeira vez os nobres estavam sepultados na cripta do Parque da Independência, no Ipiranga, d. Pedro II e família estão bem mais distantes: a 463 km da capital paulista, no Mausoléu Imperial, na Catedral de Petrópolis, no Rio.

Os responsáveis pelo estudo ainda analisam se o transporte será realizado por via terrestre ou aérea — mas já sabem que ao menos no primeiro trecho, o da Serra de Petrópolis, o transporte deve ser rodoviário.

Assim como nos trabalhos realizados em 2012, os restos mortais da família devem ser submetidos a uma bateria de exames, como tomografias e ressonâncias magnéticas. As análises serão acompanhadas por radiologistas e patologistas, entre outros especialistas. Os diagnósticos são de ponta. Cálculos realizados a pedido da reportagem em 2013 mostravam que exames similares não sairiam por menos de R$ 150 mil.

Acredita-se que o corpo da princesa Isabel esteja embalsamado — o que é visto com otimismo pelos pesquisadores, uma vez que um corpo bem conservado propicia pesquisas avançadas. Uma das surpresas do estudo anterior foi o fato de d. Amélia, segunda mulher de d. Pedro I, estar mumificada.

Segredo

Realizados em sigilo entre fevereiro e setembro de 2012, os estudos com d. Pedro I e suas duas mulheres foram divulgados com exclusividade pela reportagem em fevereiro de 2013.

Entre outras revelações, o estudo desmentiu a versão histórica de que d. Leopoldina teria caído, ou sido derrubada, de uma escadaria e fraturado o fêmur. Ficou provado que d. Pedro I tinha quatro costelas fraturadas, resultado de dois acidentes a cavalo.

Veterano da Segunda Guerra usava pseudônimo feminino para escrever romances

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Publicado no Boa Informação

No passado, escritoras como Charlotte Brontë (1816-1855) e Mary Ann Evans (1819-1880) tiveram que adotar pseudônimos masculinos para que seus livros pudessem ser publicados. Mas a situação se inverteu para o veterano de guerra britânico Bill Spence, autor de uma série de histórias de amor.

Spence, 89, escreveu 22 livros assinando como Jessica Blair, segredo guardado desde 1993. A identidade do autor foi revelada na semana passada, com a publicação no Reino Unido de seu romance mais recente, “Silence of the Snow” (O Silêncio da Neve, em tradução livre).

Bill Spence sempre desejou escrever histórias de amor, mas os editores disseram que seus livros teriam de ser publicados sob um pseudônimo feminino, se ele quisesse vender. E assim Jessica Blair nasceu.

“Você não pode dizer não aos editores. Eu estava muito feliz apenas por ter encontrado alguém que quisesse publicar meus livros e nunca me incomodei de tê-los assinado com um nome feminino”, disse o autor ao jornal “Daily Mail”.

O britânico, que lutou durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), começou sua carreira como romancista escrevendo westerns, 36 dos quais foram publicados entre 1960 e 1992.

“Na década de 1980, escrevi um livro de não ficção sobre caça às baleias e decidi que tinha bagagem para escrever uma história de amor que usasse o tema como pano de fundo. Escrevi ‘The Red Shawl’ em meu próprio nome e o enviei para uma editora.”

Reprodução
O veterano da Segunda Guerra Mundial Bill Spence, que escreveu romances sob o pseudônimo Jessica Blair
O veterano da Segunda Guerra Mundial Bill Spence, que escreveu romances sob o pseudônimo Jessica Blair

Os editores, então, pediram a Spence que mantivesse a autoria do romance em segredo e o publicaram em nome de uma certa Jessica Blair.

À Folha, agentes da HarperCollins, editora que publica os romances de Spence desde os anos 1990, disseram que “os editores acreditavam que o público se sentiria mais confortável se as histórias de amor fossem assinadas por um nome feminino. Talvez eles não tivessem feito sucesso se os livros fossem publicados com a assinatura de Spence”.

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