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Posts tagged Segunda Guerra Mundial

Por que você deveria ler o livro ‘Minha Luta’ de Hitler

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Congresso do Partido Nazista na cidade de Nuremberg, em 1935 (Foto: Reprodução)

Congresso do Partido Nazista na cidade de Nuremberg, em 1935 (Foto: Reprodução)

 

Thiago Tanji, na Galileu

As fotos em preto e branco e os vídeos borrados dão impressão de que a Segunda Guerra Mundial aconteceu há muito tempo e já está devidamente enterrada no jardim da História. Mas década de 1940 não está tão longe assim de nós: é muito provável que familiares e conhecidos de você, caro leitor, já eram nascidos enquanto o conflito global acontecia. Em termos históricos, somos praticamente contemporâneos das milhões de mortes de soldados e civis, da bomba atômica e do genocídio sistemático de judeus, homossexuais, eslavos, ciganos e outras minorias. O fantasma do nazismo e o horror liderado pelo ditador austríaco Adolf Hitler, infelizmente, ainda nos assombram.

Parece difícil entender como a nação que foi o berço de Johan Bach, Ludwig van Beethoven, Immanuel Kant, Friedrich Hegel e Albert Einstein também tenha abrigado uma ideologia sustentada a partir do ultranacionalismo e de pseudoteorias raciais para empreender perseguições e assassinatos em massa. Mais espantoso ainda é saber que Hitler não chegou ao poder por conta de um golpe de Estado ou de uma conspiração militar: em 1932, ele recebeu mais de 13 milhões de votos durante as eleições presidenciais da Alemanha, ficando na segunda colocação da disputa, e deputados do Partido Nazista conseguiram dezenas de cadeiras no Parlamento – em 1933, com grande respaldo popular, Hitler seria nomeado chanceler alemão até tomar definitivamente o poder no ano seguinte e iniciar a perseguição a opositores políticos.

É verdade que o carisma e o poder da oratória de Hitler contribuíram para esse momento de “transe coletivo” da população alemã, mas a ascensão do Partido Nazista e os fatos que culminaram com a Segunda Guerra Mundial não devem ser entendidos como uma obra exclusiva do ditador.

Afinal, quando Hitler chegou ao poder, a Alemanha passava por um momento de profunda crise política e econômica: as lembranças da derrota na Primeira Guerra Mundial ainda eram muito recentes e as pesadas sanções impostas por França e Inglaterra se refletiam nos altos índices de desemprego e na inflação incontrolável — para ter ideia, durante a década de 1920, um pão de 50 gramas custava o equivalente a 21 bilhões de marcos alemães, com um índice de inflação superior a 1000% ao mês. Para piorar, o sistema político estava fragilizado e a população não confiava em seus representantes: o Partido Social-Democrata, ligado aos trabalhadores, estava no poder na década de 1920, mas não foi capaz de lidar com os anseios das classes populares.

Como momentos difíceis tendem a aprofundar radicalismos, a conjuntura alemã se tornou um terreno fértil para os discursos de um homem que tinha nascido na Áustria, mas lutado pela Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial. Aos 36 anos, em 18 de julho de 1925, Adolf Hitler publicava Minha Luta, escrito durante o período de sua prisão após uma tentativa de rebelião na cidade de Munique, em 1923.

O livro se tornou o guia ideológico utilizado posteriormente pelo Partido Nazista e reunia a exaltação do sentimento nacionalista baseado a partir de conceitos raciais, o revanchismo contra os países vitoriosos na Primeira Guerra e o funcionamento de um Estado totalitário que não permitia a diversidade política ou partidária.

Alimentado pelos séculos de preconceito e perseguição da religião judaica na Europa, o antissemitismo se tornou uma ferramenta utilizada por Hitler para apontar quem seriam os “grandes inimigos” da Alemanha, justificando a perseguição sistemática aos judeus. Estava montado o espetáculo de horrores que se concretizaria entre as décadas de 1930 e 1940.

Após a chegada de Hitler ao poder, os direitos autorais de Minha Luta foram transferidos para o estado da Baviera, que abriga a cidade de Munique. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha iniciou uma campanha para destruir a herança nazista e impedir que iniciativas desse tipo voltassem a acontecer – até hoje, o Estado alemão se mantém distante de qualquer tipo de evocação política aos sentimentos nacionalistas. Durante 70 anos, o estado da Baviera proibiu que Minha Luta fosse reeditado e vendido, mas ao final de 2015 a obra caiu em domínio público e foi impressa por editoras de todo o mundo. Veja como foi a repercussão no Brasil.

É compreensível e justa a preocupação alemã em não permitir que os ideais de Adolf Hitler e do Partido Nazista entrassem em contato com as novas gerações. Mas a leitura de Minha Luta pode, justamente, ser uma importante ferramenta para que os horrores passados não voltem a se repetir: em um momento global de crise econômica e desencanto com a política, não faltam discursos inflamados de pessoas que prometem respostas fáceis para questões complexas, estimulando o nacionalismo e o discurso de ódio contra aqueles que têm um pensamento diferente.

O conhecimento, então, se torna a arma fundamental para que a humanidade não enfrente outros pesadelos como aqueles vividos no século 20. Nesse caso, a História é ferramenta essencial para analisar o passado, entender o presente e transformar o futuro para melhor.

Desvende os fatos históricos de A Menina Que Roubava Livros

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Lançado nesta sexta-feira (31), o filme A Menina Que Roubava Livros tem como pano de fundo as tragédias ocorridas na Segunda Guerra Mundial. Desvende esses fatos históricos

Publicado no Universia Brasil

A Menina Que Roubava Livros, filme inspirado na obra de mesmo nome do escritor Markus Zusak, estreou nesta sexta-feira (31) e já é tido como um dos longas mais esperados do ano. O filme indicado ao Oscar de Melhor Trilha Sonora tem como pano de fundo as tragédias reais ocorridas durante a Segunda Guerra Mundial e o evento chamado de Holocausto.

O segundo livro que Liesel, personagem principal da trama, rouba em sua vida é uma obra que escapou da fogueira de livros feita pelos oficiais nazistas na cidade de Molching. Essas queimadas aconteciam devido ao pensamento que de toda expressão artística de judeus e poloneses não caracterizava a alta intelectualidade da faça ariana (vista como superior pela ideologia nazista). Essa explicação fica evidente no discurso do prefeito, que afirma que as crianças alemãs devem ficar longe desse tipo de literatura se querem se tornar inteligentes.

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Liesel também assiste à passagem dos judeus por sua cidade. Esse tipo de evento, conhecido como desfile, era comum nas cidades da Alemanha. Guiados para os campos de concentração, as vítimas do holocausto eram maltratadas e obrigadas a caminhar por longas distâncias sem alimento ou água. É em uma dessas passagens que Liesel é empurrada e machucada por um oficial nazista ao se misturar com os judeus.

Já Rudy, o menino do cabelo cor de limão que sustenta um amor intenso e inocente pela menina que roubava livros, faz parte da Juventude Hitlerista, organização criada para disseminar o pensamento nazista pelos jovens alemães. Disputas de corrida e que colocassem a força física à prova eram comuns para identificar possíveis “talentos” que fariam parte do exército alemão. É em uma dessas competições que Rudy é identificado como uma criança rápida e ágil.

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Outra coisa bastante comum durante o Holocausto é a punição (ou até mesmo perseguição) de alemães que não faziam parte do Partido Nazista. O pai adotivo de Liesel, Hans, recusava-se a participar do partido e, ao confrontar um oficial, foi chamado para a guerra. Existia uma tolerância muito baixa para aqueles que não se declaravam leais aos ideais de Hitler.

Por fim, o preconceito e maus tratos aos judeus são retratados em diversas passagens do filme. A destruição de estabelecimentos administrados por judeus caracterizava o começo do que seria o maior assassinato em massa da história. O filme, uma adaptação fiel e extremamente bem feita da obra de Zusak, é capaz de fazer o espectador se emocionar e refletir sobre o que o ser humano é capaz de fazer.

Britânica se forma com neta 70 anos após concluir universidade

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Uma britânica de 90 anos fez sua colação de grau sete décadas depois de ter concluído um curso na Universidade de Manchester, em plena Segunda Guerra Mundial.

Gene (na foto, com a neta) não pôde participar de cerimônia de formatura em 1943

Gene (na foto, com a neta) não pôde participar de cerimônia de formatura em 1943

Publicado na BBC

Gene Hetherington se graduou em Comércio em agosto de 1943, mas não pôde participar de sua cerimônia de formatura na época porque estava envolvida no esforço de guerra.

Após concluir os estudos, ela foi trabalhar como auditora em uma fábrica de aviões.

Gene colou grau na mesma cerimônia em que sua neta, de 23 anos, se graduou em Direito.

A britânica afirmou que não retornava a Manchester havia 50 anos.

“A cerimônia foi maravilhosa, e eu fiquei tão feliz de ver minha neta Rachel receber seu diploma, pelo qual ela batalhou muito”, disse ela.

Sem nunca ter ido à escola, empresário cria negócio bilionário em Cingapura

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Publicado por UOL

O empresário Goh Cheng Liang (Divulgação)

O empresário Goh Cheng Liang (Divulgação)

SÃO PAULO – Goh Cheng Liang é um dos magnatas de Cingapura. Apesar de não estar na lista dos mais ricos e não conversar muito com a imprensa, a fama do empresário se deve a sua trajetória de sucesso.

Segundo a Forbes, Liang nunca foi à escola, pois nasceu em uma família pobre. Ainda menino, ele vendeu redes de pesca e trabalhou em uma loja de ferragens.

Em 1949, quando os britânicos estavam leiloando estoques excedentes da Segunda Guerra Mundial, Liang comprou todos os barris de tinta e com um dicionário chinês de produtos químicos na mão, ele passou a preparar mistura de solventes, pigmentos e produtos químicos para fazer a sua própria marca de tintas, chamado Pigeon.

Guerra criou oportunidade
No ano seguinte, quando teve início a guerra das Coreias, uma proibição de importação gerou um enorme lucro para o empresário.

O negócio foi crescendo até que Liang teve a oportunidade de se unir com a Nippon Paint, do Japão, e depois conseguiu uma participação em uma joint venture chamada Nipsea Management.

Liang comanda 15 mil funcionários
Hoje, a Nippon está presente em 15 países e conta com 15 mil funcionários.

O faturamento anual das empresas de Goh Cheng Liang chegam a US$ 2,6 bilhões.

Ao longo dos anos, ele investiu um pouco do seu lucro com o negócio de pintura em construção de shopping centers, hotéis, residências, em uma empresa de distribuição de varejo, fábrica de eletrônicos, embalagens, logística e até mesmo em uma empresa de mineração na China.

Autor de “O Apanhador no Campo de Centeio” tem textos inéditos no prelo

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Publicado na Folha de S. Paulo

As obras completas de J.D. Salinger ainda não foram publicadas, segundo um filme e um livro que serão lançados na próxima semana.

Salinger, que morreu em 2010, aos 91 anos, ficou conhecido por uma obra literária aclamada, porém escassa, ofuscada pelo livro que lançou em 1951, “O Apanhador no Campo de Centeio”.

Um documentário prestes a ser lançado, acompanhado de um livro que reproduz e complementa o roteiro, ambos com o título “Salinger”, afirma com detalhes que o escritor deixou instruções para os responsáveis por sua obra para que publicassem pelo menos cinco livros adicionais –alguns inteiramente inéditos, alguns que ampliam textos já publicados–, numa sequência que deve começar no início de 2015.

Os novos livros e contos foram escritos muito antes de Salinger assinar essa declaração de intenções em 2008, e vão expandir bastante o legado do autor.

Uma coletânea, que será chamada “The Family Glass”, vai somar cinco novas histórias a um lista de já publicadas sobre a fictícia família Glass, que surgiu no livro “Franny e Zooey”.

Outra deverá incluir uma retrabalhada versão de uma história de Salinger já conhecida mas nunca publicada, “The Last and the Best of Peter Pans”, que será reunida a histórias novas ou já editadas da família Caulfield, entre elas “O Apanhador no Campo de Centeio”.

Amy Sancetta/Associated Press
Livros e foto do escritor norte-americano J. D. Salinger, autor de "O Apanhador no Campo de Centeio"
Livros e foto do escritor norte-americano J. D. Salinger, autor de “O Apanhador no Campo de Centeio”

FILOSOFIA E GUERRA

Os trabalhos inéditos devem incluir um manual romanceado da filosofia hinduísta Vedanta, com a qual Salinger se envolveu, uma novela baseada em seu primeiro casamento e passada durante a Segunda Guerra Mundial, e uma outra novela, inspirada em suas próprias experiências na guerra.

Por décadas, pessoas próximas a Salinger disseram que ele continuou escrevendo assiduamente, embora tenha parado de publicar desde a novela “Hapworth 16, 1924”, que saiu na revista “The New Yorker” em 1965. Mas só agora são revelados tantos detalhado dos planos de publicações póstumas.

Matthew Salinger, filho e controlador do legado do escritor ao lado de sua viúva, não quis discutir os planos do pai como o documentarista. Foi a mesma posição da editora de “Apanhador no Campo de Centeio”, Little, Brown and Company.

O documentário, que será lançado no dia 6 de setembro, é dirigido por Shane Salermo, um cineasta que passou nove anos pesquisando e filmando material. O livro sobre o filme, escrito por Salermo e David Shields, será lançado pela Simon & Schuster no dia 3.

Dando entrevista em seu escritório em Los Angeles, Salermo apontou para mesas e gavetas lotadas de fotos nunca publicadas, centenas de cartas e até um diário manuscrito da Segunda Guerra que pertenceu a um dos mais antigos amigos de Salinger, um soldado chamado Paul Fitzgerald, já morto.

A descoberta dos planos de publicação, segundo Salermo, tomou forma na parte final de suas pesquisas. Ele credita os detalhes do acordo a duas fontes anônimas, descritas no livro como “independentes e sem ligação uma com a outra”. Salermo diz que são pessoas que nunca se falaram, mas ambas sabiam dos planos.

O livro e o filme estão sendo promovidos com a promessa de revelações sobre Salinger, que fez da busca por privacidade sua marca registrada. A campanha promocional inclui um pôster com a imagem de Salinger com o dedo na frente dos lábios, com a inscrição: “Descubra o mistério, mas não revele os segredos”.

DUAS MULHERES

O livro, com 698 páginas, viaja pela vida do escritor que participou do desembarque aliado na Normandia na Segunda Guerra Mundial e voltou aos EUA casado com uma alemã, Sylvia Welter. O livro traz detalhes sob a suspeita de que ela era, na verdade, uma informante da Gestapo. Depois de poucas semanas, Salinger deixou no prato dela, servido para o café da manhã, uma passagem aérea para a Alemanha.

Outro relacionamento descrito no livro vai intrigar os seguidores de Salinger. Logo após a guerra, ele teria conhecido uma garota de 14 anos, Jean Miller, em um resort na Flórida. Por anos, eles trocaram cartas, passaram períodos juntos em Nova York e teriam tido uma única relação sexual. Segundo depoimento de Miller no filme/livro, ele a abandonou no dia seguinte a essa relação. Segundo ela, um de seus contos foi inspirado por ela: “For Esmé – With Love and Squalor”.

Para Salermo, livro e filme concluem uma busca que acompanhou seu trabalho de roteirista em Hollywood, de filmes como “Os Selvagens” e a ainda inédita continuação de “Avatar”.

“Salinger está prestes a ter um segundo ato em sua vida, como nenhum outro escritor na história”, diz Salermo. “Não há precedentes.”

Tradução de THALES DE MENEZES

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