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Guerra do Velho | Netflix irá adaptar aclamado livro de ficção científica

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Martinho Neto, no Cinema com Rapadura

Os fãs do gênero de ficção científica receberam uma ótima notícia. O ovacionado Guerra do Velho, primeiro de uma série de seis livros escritos por John Scalzi, irá virar um filme original da Netflix. A informação é do Deadline.

A trama segue John Perry, viúvo com 75 anos recém-completos que acaba de se alistar nas Forças Coloniais de Defesa, equipe com tecnologias muito avançadas e responsável pelas viagens interestelares e pela colonização de outros planetas.

Por vezes lembrando o clássico Tropas Estelares, escrito por Robert A. Heinlein e no qual se baseia o filme homônimo de 1997, o livro aborda de forma bastante original temas como a guerra, o passado, a vida e a perda, mas sem perder a essência do sci-fi, trazendo extraterrestres, naves, tecnologia e batalhas muito bem descritas.

A produção será realizada pela Jon Shestack Productions, responsável por “Antes que Eu Vá” (2017), em parceria com a Madhouse Entertainment, que produziu “Os Suspeitos” (2013).

Outras informações ainda são desconhecidas.

Conheça seis livros e filmes que contam histórias de mulheres fortes

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Com o lançamento do documentário sobre Lady Gaga, “Five Foot Two”, reunimos outros títulos que contam a vida de personalidades incríveis

Bruna Sabarense, no Metrópoles

Gaga: Five Foot Two
O documentário sobre a vida da cantora Lady Gaga foi lançado na última sexta-feira (22/9), na plataforma Netflix. E conquistou fãs ao retratar a busca da artista em se apresentar ao mundo como uma mulher de 30 anos. O título é uma brincadeira com a altura da americana. Ela mede 5’22 pés, o equivalente a 1,57m. O filme mostra os passos da cantora, nascida Stefani Joanne Germanotta, entre a gravação do seu mais recente álbum, Joanne (2016), e a apresentação no Super Bowl 2017.

Chris Moukarbel, diretor da produção, aborda assuntos polêmicos, como depressão, drogas, rixa com a cantora Madonna, traumas e a doença que fez a celebridade cancelar sua participação no Rock in Rio. “Senti orgulho, tristeza, empoderamento, vulnerabilidade. Mas o que mais me conquistou foi a autenticidade do filme, da maneira que Chris, o diretor, escolheu mostrar meus piores momentos e meus pontos mais altos”, disse a cantora em seu Instagram.

Joan Didion: Center Will Not Hold
Logo depois de anunciar o documentário de Gaga, foi a vez da Netflix divulgar o lançamento de mais uma obra super esperada: um título sobre a vida da jornalista, roteirista e escritora Joan Didion. Ok, ainda não foi lançado, mas falta pouco – dia 27 de outubro. Didion ficou conhecida pelas obras The White Album (1979) e Slouching Toward (1968), vistas como grandes análises da cultura norte-americana. O documentário reúne entrevistas com Didion e o ator Griffin Dunne, além de revelações surpreendentes sobre os seus 50 anos de profissão.

“Vou fazê-lo porque, por incrível que pareça, ninguém, até hoje, fez um documentário sobre Joan Didion – e isso é um mistério!”, conta no trailer Griffin Dunne, sobrinho de Joan que se incumbiu de produzir, ao lado de Susanne Rostock, o primeiro filme sobre sua tia. “Ela provavelmente é a mais influente escritora americana viva hoje”.

What Happened – Hillary Rodham Clinton
Achou que está faltando uma interrogação no título do livro escrito por Hillary Clinton – batizado de “O que aconteceu”? Pois bem, não falta. É uma explicação do que deu errado, em 2016, quando a candidata perdeu a disputa presidenciável para Donald Trump. Na obra, Hillary não esconde o desprezo que sente pelo presidente americano – principalmente pelo seu machismo. Ela reconhece que Trump quebrou todas as regras durante a campanha e confessa que não superou a derrota nas eleições.

Clinton lamenta ter desiludido milhões de pessoas e garante que se as eleições fossem hoje agiria de forma diferente. Hillary também admite que escrever o livro não foi fácil e comenta os motivos que, acredita, a levaram a perder, principalmente pela suposta interferência russa.

Rita Lee — Uma Autobiografia
O livro ficou na seção best-sellers um bom tempo – mais de 200 mil cópias vendidas. Prestes a fazer 70 anos, a cantora soltou o verbo e contou tudo na autobiografia mais divertida, sincera e envolvente dos últimos tempos. A Rainha do Rock Nacional, como é conhecida, relembra os tempos de Mutantes e fala sobre episódios difíceis, como a prisão em 1976 e quando foi estuprada com uma chave de fenda na infância.

Revelações inusitadas não ficaram de fora do livro. Por exemplo, como nos anos 1970, “num daqueles momentos droguísticos”, foi resgatada por Hebe Camargo no meio da rua. Teve também uma vez que ela roubou as jiboias do astro do rock Alice Cooper, durante apresentação dele no Brasil, em 1974. A obra foi toda pensada pela própria autora: seleção e sequência das fotografias, legendas, capa e contracapa.

Quelé, a Voz da Cor — Biografia de Clementina de Jesus
Em 2017, completam-se 30 anos desde a morte da cantora Clementina de Jesus. Entre as homenagens estão uma biografia, um filme, uma peça de teatro, um DVD e o relançamento da discografia. O livro foi escrito a oito mãos por jovens jornalistas, três deles nascidos depois da morte da artista.

A publicação aborda a vida e a carreira da cantora de voz e interpretações singulares, nascida em 1901, neta de escravos e intérprete revelada só na velhice. Empregada doméstica, ela só ficou famosa após os 60 anos. Clementina de Jesus ajudou a popularizar no Brasil a cultura africana e o samba em plena na década de 1960, época em que as rádios estavam tomadas por canções da Jovem Guarda e da Bossa Nova.

Hebe – A biografia
Hebe Camargo é um dos grandes nomes da história da televisão brasileira. A estrela, que começou sua carreira cantando no rádio, foi convidada para a primeira transmissão ao vivo da televisão brasileira e nela ficou até sua última gravação, em 2012, sendo conhecida por sua irreverência e autenticidade.

Nesta biografia, o jornalista Artur Xexéo se dedica a contar toda a trajetória da apresentadora que marcou a história do rádio e da televisão no Brasil. Com depoimentos de artistas que acompanharam de perto a carreira de Hebe e relatos dos familiares, este livro vai encantar tanto aos fãs dessa mulher que deixou sua marca na TV brasileira e os aficionados pela história da televisão e do rádio.

Veja 6 livros de ciência considerados obrigatórios por Mark Zuckerberg

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Douglas Ciriaco, no Tecmundo

Em 2015, Mark Zuckerberg lançou para si mesmo o desafio de ler um livro a cada duas semanas, criando um programa chamado “A Year of Books”. Foi possível acompanhar a sua empreitada por uma página no Facebook e, nesta semana, o site Business Insider reuniu seis livros sobre ciência recomendados pelo presidente e fundador da rede social mais popular do mundo.

1. Sapiens, de Yuval Harari

Em Sapiens: Uma Breve História da Humanidade, o israelense Yuval Harari faz um relato sobre a história dos seres humanos sobre a Terra, que foram “de primatas insignificantes a senhores do mundo”, segundo a L&PM, editora responsável pela publicação do livro aqui no Brasil.

“Quando eu li Sapiens, eu achei o capítulo sobre a evolução do papel da religião na visa humana o mais interessante e quis me aprofundar nisso”, escreveu Zuckerberg.

2. Imunidade, de Eula Biss

Após quase morrer no parto do seu primeiro filho, a escritora estadunidense Eula Biss passou a dedicar a vida a estudar assuntos ligados à saúde, e Imunidade: Germes, Vacinas e Outros Medos é o resultado dessa busca incessante.

“Este livro explora a razão pela qual algumas pessoas questionam as vacinas, e então logicamente explica porque essas dúvidas são infundadas e as vacinas são, de fato, efetivas e seguras”, comentou o criador do Facebook.

3. The Player of Games, de Iain M. Banks

Ficção científica publicada em 1988, The Player of Games, de Iain M. Banks (ainda sem tradução no Brasil) conta a história da humanidade em um futuro próspero no qual nós conquistamos o espaço e pudemos experimentar um ótimo bem-estar graças a robôs superinteligentes.

Apesar de não ser um grande fã de ficção científica, afinal nem sempre elas apresentam rigor científico, Zuckerberg deu uma chance ao livro e curtiu.

4. A Estrutura das Revoluções Científicas, de Thomas Kuhn

Publicado originalmente em 1962, A Estrutura das Revoluções Científicas é um relato sobre a história da ciência e também da produção científica. Um marco no estudo da sociologia do conhecimento, a obra de Kuhn é clássica no gênero e foi responsável por, entre outras coisas, popularizar os termos paradigma e mudança de paradigma.

“É um livro de história da ciência que explora a questão de se a ciência e a tecnologia impulsionam consistentemente o progresso ou se o progresso está relacionado a outras forças sociais”, opinou o presidente do Facebook.

5. Genoma, Matt Ridley

O relato de Matt Ridley sobre o mapeamento do genoma humano fascinou o criador do Facebook. Em Genoma: A Autobiografia de uma Espécie em 23 Capítulos, o autor britânico vai a fundo às descobertas que revolucionaram a medicina e a prática médica ao longo das últimas décadas.

“Este livro visa contar a história da humanidade de uma perspectiva mais genética do que sociológica. Ele deve complementar outros livros de história que eu li neste ano”, afirmou Zuckerberg.

6. The Beginning of Infinity, de David Deutsch

No ensaio The Beginning of Infinity, o físico David Deutsch defende que, independente da área a ser pesquisada — seja ela esportes, arte ou política —, o método científico pode ser utilizado para se descobrir qualquer verdade.

“Este livro se encaixa ao final do ano ao falar sobre como o modo como explicamos as coisas nos abre grandes possibilidades”, comentou.

Livros da Turma da Mônica são os novos brindes do McLanche Feliz

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Foto: Guia da Semana

Foto: Guia da Semana

 

Novidade chegou nesta terça-feira com seis livros especiais

Publicado no Terra

Nesta terça-feira, 18 de abril, é comemorado o Dia Internacional do Livro Infantil , e, para celebrar a data, o McDonal’ds leva ao McLanche Feliz os famosos quadrinhos da Turma da Mônica .

São seis livros especiais que acompanham o combo, que além de divertir a criançada, vêm como oportunidade de incentivar a imaginação por meio da leitura. A novidade já está disponíveis em todas as lojas da rede no Brasil.

Um-Amor-de-Ratinho

O-Papãozinho

O-Porcão

Magalancia

A-Maquina-que-copiava

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Após caso de sexting, professora do DF cria projeto e ganha prêmio

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Dos 187 alunos do 9º ano, 110 se engajaram na leitura dos livros sobre 'mulheres inspiradoras' e, ao final do ano, escreveram a biografia de uma personalidade feminina -- famosa ou não (Foto: Arquivo Pessoal)

Dos 187 alunos do 9º ano, 110 se engajaram na leitura dos livros sobre ‘mulheres inspiradoras’ e, ao final do ano, escreveram a biografia de uma personalidade feminina — famosa ou não (Foto: Arquivo Pessoal)

Edgard Matsuki, no UOL

Uma aluna de 13 anos do Centro de Ensino Fundamental 12, em Ceilândia, gostava de enviar vídeos em que ela dançava com poucas roupas. O material logo se espalhava e os colegas a reprovavam, faziam comentários hostis. Mas a garota seguia provocando a turma com novas publicações.

O caso de sexting, que aconteceu no ano passado, chamou a atenção da professora de português Gina Vieira Ponte. “O que eu percebi é que a menina encontrava nos vídeos uma forma de chamar atenção, de ser vista”, conta.

“Comecei a ver que eles postavam muito conteúdo erótico e que desvalorizava a mulher”, diz a professora. Ela mostrou aos alunos, no começo do ano, fotos de mulheres que estão na mídia e personalidades históricas: “Os alunos só reconheceram as famosas. Aí pude ter uma ideia do exemplo de mulher que eles tinham”.

Mulheres Inspiradoras

Gina elaborou, então, um projeto de valorização da mulher e incentivo à leitura para os alunos do 9º ano. Chamado de “Mulheres Inspiradoras”, ele foi criado no início deste ano e instituído na grade curricular dentro da disciplina Projeto Interdisciplinar.

Após o diagnóstico, seus 187 alunos leram seis livros. Entre as obras estavam “Quarto de Despejo”, da escritora brasileira Carolina Maria de Jesus, “Eu Sou Malala”, da paquistanesa Malala Yousafzai e “Diário de Anne Frank”.

A turma se engajou no projeto interdisciplinar e cerca de 110 alunos leram os livros e chegaram à fase final do projeto, que era criar uma biografia da “mulher inspiradora”. Como? Os estudantes conheceram biografias de mulheres que lutaram por uma causa. Depois, eles discutiram a posição da mulher na sociedade usando a internet para as conversas em grupo. Por fim, produziram seus próprios textos, sobre mulheres notáveis da história ou personagens de suas comunidades.

Mudança de comportamento

Para Gina, a história que mais chamou sua atenção foi a de Luísa*. Introspectiva, a menina de 14 anos costumava ficar isolada dos colegas. A professora já havia tentado, sem sucesso, descobrir qual era o problema dela.

De acordo com Gina, Luisa* se mostrou uma aluna brilhante durante o projeto. Após ler o Diário de Anne Frank, a aluna confidenciou que queria entrevistar a própria mãe, mas não achava que conseguiria.

Gina ajudou na conversa entre as duas. E Luisa* teve a entrevista que queria. “Em um início de semana, ela falou comigo emocionada que havia conseguido entrevistar a mãe. E que havia descoberto que era amada por ela [a mãe]”, relata a professora. Isso causou uma mudança de comportamento na garota. De menina que nunca falava nada, ela acabou recitando um poema para cerca de 120 alunos da escola em uma homenagem à Gina.

Também durante a disciplina nasceu a banda 11D3. A banda criou composições durante o projeto. Os próprios garotos dizem que saber das histórias das mulheres inspiradoras mudaram o jeito deles agirem: “Eu achava que as mulheres não podiam fazer tanto como os homens. Hoje, eu mudei”, diz Yury Gomes, de 15 anos.

Continuidade

No final de novembro, o projeto ganhou o 1º lugar do Prêmio Nacional Educação em Direitos Humanos, dado pelo MEC. O prêmio rendeu ao projeto R$ 15 mil. Gina disse que não sabe ainda como vai ser investido o prêmio. Porém, há o plano de transformar as redações dos alunos em um livro. A professora diz que o livro seria uma forma de documentar o que foi feito durante o ano.

De acordo com a diretoria da escola, o projeto deve continuar em 2015. Como novos alunos estarão no 9º ano, a turma será totalmente diferente. Ou seja, no ano que vem estudantes vão poder ter acesso novamente a histórias de mulheres inspiradoras.

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