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Sem livros há quatro meses, alunos precisam improvisar para estudar

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Estudantes de Londrina, no PR, compartilham livros de seis disciplinas.
Alunos de colégio estadual estão sem livros desde o início do ano letivo.

Publicado por G1

1Em torno de 90 alunos da Escola Estadual Newton Guimarães de Londrina, na região norte do Paraná, estão estudando há quatro meses sem livros. A direção diz que comunicou os órgãos competentes no início do ano letivo, mas até esta quinta-feira (5) o problema não tinha sido resolvido. Desde então, os alunos do nono ano precisam compartilhar livros de seis disciplinas com outros colegas.

Pelo menos outras cinco escolas estaduais da cidade enfrentam a mesma situação. Enquanto os livros não são entregues, os alunos do Newton Guimarães carregam em caixas os poucos exemplares disponíveis. “Toda aula é esse transtorno, carregamos os livros de uma sala para outra”, lamenta a professora Vilma Marques.

O problema já tem causado reflexos nas notas dos alunos. “Tivemos o encerramento do primeiro bimestre agora em maio e a entrega do boletim e verificamos que algumas séries tiveram um baixo rendimento. Em reunião, muitas famílias apontaram que a falta do livro pode ter sido o complicador”, explica a diretora Suelli Lopes Braga.

Para compensar a falta do material, os alunos fazem duplas durante as aulas. Mas, o maior problema ocorre quando os estudantes precisam fazer as tarefas de casa. “Nós temos que fazer as tarefas para terminar o conteúdo que aprendemos em sala de aula. Mas, como não há livros para todo mundo, a professora precisa terminar o conteúdo aqui e atrasamos a nossa aprendizagem”, diz a aluna Ana Laura dos Santos, de 14 anos.

Para ajudar, a escola liberou o uso de celulares dentro da sala para que os alunos fotografem as páginas dos livros e compartilhem o conteúdo com os colegas pela internet.

O Núcleo Regional de Educação diz que houve um erro no sistema do Governo Federal usado para fazer os pedidos de livros e, que não havia exemplares de reserva para os títulos escolhidos pelo colégio. “Procuramos nos municípios vizinhos e não encontramos. Como o Ministério da Educação tem uma reserva de livros, fizemos o pedido e acredito que até sexta-feira (6) os exemplares devem estar nas escolas”, argumenta a diretora do núcleo regional, Lúcia Cortes.

dica do João Marcos

Sem tolices e com humor, John Green não subestima leitores

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João Luís Ceccantini, na Folha de S.Paulo

Tom Jobim costumava dizer que no Brasil, para a crítica, fazer sucesso é uma “ofensa pessoal”. Se assim for, não seria de espantar que os romances do americano John Green, que resultaram num estrondoso fenômeno de vendas, venham a ser por aqui solenemente ignorados ou condenados no meio acadêmico. Isso é uma injustiça.

A literatura de John Green não é nada tola, revelando-se superior à maior parte dos títulos da literatura para jovens atualmente em circulação, setor que vive momento de superaquecimento no mercado.

Uma vez que não se queira cobrar de sua obra o que ela não pretende ser —literatura de ruptura, vazada em linguagem experimental—, é objeto que merece toda atenção.

Os quatro romances de autoria exclusiva de Green —”Quem É Você, Alasca?” (2005), “O Teorema Katherine” (2006), “Cidades de Papel” (2008) e “A Culpa É das Estrelas” (2012)— inserem-se na tradição instaurada por um grande clássico americano, “O Apanhador no Campo de Centeio” (1951), de J. D. Salinger (1919-2010).

Ou seja, têm por fonte uma matriz respeitável. Os personagens de Green compõem uma galeria de jovens que atualizam a angústia e o espírito atormentado de Holden Caulfield, o anti-herói criado com mestria por Salinger.

Com algum humor, mas sem enveredar pela caricatura, Green confere aos protagonistas os traços arquetípicos do “gauche”, aquele que não está à vontade no mundo.

Outro trunfo de Green é não subestimar seus leitores na escolha dos temas. Na contramão da onda higienista que assola grande parte da literatura para jovens produzida hoje, em geral ancorada no politicamente correto, Green não hesita em trazer para o primeiro plano temas “pesados”, como a depressão e o suicídio.

Para tratar desses temas, além de se valer de uma linguagem coloquial, opta por uma visada realista, evitando o escapismo, o moralismo e o tom meloso.

A perspectiva assumida é clara: a vida é dura, muita coisa vai sair dos trilhos e o desafio é enfrentar tudo com alguma dignidade.

O que poderia ser visto como um recurso apelativo, quem sabe voltado a seduzir os mediadores da leitura destinada a jovens (pais, professores, bibliotecários), é usado com acerto: as citações e referências literárias ou mesmo históricas e científicas.

Rabelais e Walt Whitman, entre outros, poderiam ter sido invocados nas obras apenas como meros elementos decorativos, no intuito de conferir a elas um verniz de erudição e valor simbólico.

Mas não é isso o que ocorre: revelam-se elementos imbricados às tramas, desempenham função narrativa importante e não há como dizer que não despertam a curiosidade do leitor.

Em “A Culpa É das Estrelas”, seu romance mais maduro, o escritor dá um passo além e insere na obra uma referência literária que é um dos principais móveis da ação narrativa.

A protagonista, Hazel, que tem um câncer grave, é obcecada por uma obra literária, “Uma Aflição Imperial”, de Peter Van Houten, e tem como uma grande meta viajar para a Holanda para conhecer o autor do livro e tentar esclarecer aspectos dessa obra que a deixam intrigada.

Como “Uma Aflição Imperial” é uma obra de um autor inventado, inserida em outra obra de ficção, Green acabou por criar um instigante jogo de espelhos que provoca o leitor e o convida a refletir sobre a própria natureza da ficção.

JOÃO LUÍS CECCANTINI é professor de Literatura Brasileira da UNESP/ FCL Assis

Sem banheiro, alunos de escola do Pará usam buracos em matagal

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Em Novo Repartimento (PA), alunos da rede municipal estudam em escolas sem banheiro, com lousas degradas e graves problemas de infraestrutura. A foto foi feita em fevereiro de 2014. Logo depois da visita, um TAC foi firmado com a prefeitura. Dois meses depois, o grupo de trabalho realizou outra visita e, dessa vez, encontrou novos problemas (Foto: Claudia Martini/Divulgação)

Em Novo Repartimento (PA), alunos da rede municipal estudam em escolas sem banheiro, com lousas degradas e graves problemas de infraestrutura. A foto foi feita em fevereiro de 2014. Logo depois da visita, um TAC foi firmado com a prefeitura. Dois meses depois, o grupo de trabalho realizou outra visita e, dessa vez, encontrou novos problemas (Foto: Claudia Martini/Divulgação)

Marcelle Souza, no UOL

Uma vistoria do MPF (Ministério Público Federal) e do MPE (Ministério Público do Estado do Pará) encontrou escolas em situação precária no Pará. No município de Novo Repartimento, procuradores e promotores visitaram cinco unidades, umas delas não tinha banheiro. Sem opção, alunos, professores e funcionários da Escola Novo Progresso usavam buracos abertos em meio ao matagal.

“A situação de algumas escolas da zona rural desse município é muito precária. Uma delas foi incendiada e as salas tiveram que ser transferidas para uma igreja e outra estrutura de madeira”, diz o procurador Paulo Rubens Carvalho Marques. “Em uma escola havia banheiros convencionais, mas não tinha água. As instalações elétricas eram precárias e os ventiladores estavam quebrados”.

Outro problema é que muitas salas são multisseriadas (quando alunos de diferentes níveis de aprendizado dividem a mesma turma).  “Em uma escola, a professora dava aula para duas turmas ao mesmo tempo: enquanto um grupo fazia o exercício de costas, ela dava aula para alunos de outra série”, afirma o procurador.

O grupo ainda encontrou unidades com atraso na entrega da merenda e do material escolar no município. A fiscalização foi realizada no dia 28, Dia Internacional da Educação.

“O nosso município tem 153 escolas na zona rural, a maioria de difícil acesso e algumas a 200 km da sede”, disse Raimunda Nonata Silva Sousa, coordenadora pedagógica da área rural da Secretaria de Educação de Novo Repartimento. “Nós estamos tentando solucionar os problemas detectados. O grande desafio é que estamos em plena Transamazônica e alguns trechos ficam intransitáveis durante o período de chuvas”, diz a coordenadora.

Sobre as salas multisseriadas, a representante da prefeitura disse que a medida é necessária por causa da quantidade de alunos e da distância entre um vilarejo e outro. “A maior parte dessas escolas existe há mais de 20 anos e esses problemas vem se acumulando com o tempo”, diz.

O grupo de trabalho já havia visitado as escolas de Novo Repartimento em fevereiro, quando um TAC (termo de ajustamento de conduta) foi firmado com a prefeitura. À época, foram encontradas escolas de chão batido, com banheiros improvisados e materiais didáticos insuficientes. Uma nova vistoria foi feita no dia 28 em outras unidades e novos problemas foram verificados. Diante disso, uma audiência pública será realizada no dia 22 de maio no auditório da prefeitura para discutir a educação no município.

Esgoto e fiação elétrica aparente

Na Escola Municipal Padre Gabriel Bulgarelli, em Ananindeua, região metropolitana de Belém, os alunos convivem com lixo e esgoto a céu aberto no terreno da escola. No local, promotores e procuradores encontraram todas as salas de aula com fiações elétricas aparentes, oferecendo riscos aos estudantes. Os banheiros não têm pia e a maior parte dos vasos sanitários estava interditado. Não havia extintores de incêndio.

Em Belém, a Escola Municipal Parque Amazônia tinha rachaduras e infiltrações em quase todas as paredes, as salas de aula apresentavam goteiras e a fiação elétrica também estava aparente.

Em Ananindeua, o MP e o MPF listaram alterações que devem ser realizadas na escola Padre Gabriel Bulgarelli em 30 dias. Em Belém, o grupo ainda não se encontrou com representantes da prefeitura para cobrar a adoção de medidas na Parque Amazônia.

A reportagem não conseguiu contato com a Prefeitura de Ananindeua. A Secretaria Municipal de Educação de Belém disse que já tem prevista, para esse ano, uma reforma na escola Parque Amazônia. “Constam na obra, a impermeabilização do auditório, a reforma estrutural das paredes que estão com problemas de rachaduras e a renovação da rede no teto, que impede a invasão de pombos”, disse a pasta em nota.

A ação conjunta dos dois órgãos faz parte do projeto Ministério Público pela Educação (MPEduc), que tem o objetivo de vistoriar escolas em todos os Estados. No Pará, foram inspecionadas unidades também nos municípios de Capanema, Mãe do Rio, Paragominas e Tailândia.

Em Novo Repartimento (PA), alunos precisam atravessar caminho no meio do mato para chegar ao banheiro improvisado do lado de fora da escola. A foto foi feita em fevereiro de 2014. A foto foi feita em fevereiro de 2014. Logo depois da visita, um TAC foi firmado com a prefeitura. Dois meses depois, o grupo de trabalho realizou novas visitas em outras unidades, entre elas a Escola Novo Progresso, onde os alunos não tinham nem o banheiro improvisado. Nesses casos, professores, alunos e funcionários tinham que usar o matagal (Foto: Claudia Martini/Divulgação)

Em Novo Repartimento (PA), alunos precisam atravessar caminho no meio do mato para chegar ao banheiro improvisado do lado de fora da escola. A foto foi feita em fevereiro de 2014. A foto foi feita em fevereiro de 2014. Logo depois da visita, um TAC foi firmado com a prefeitura. Dois meses depois, o grupo de trabalho realizou novas visitas em outras unidades, entre elas a Escola Novo Progresso, onde os alunos não tinham nem o banheiro improvisado. Nesses casos, professores, alunos e funcionários tinham que usar o matagal (Foto: Claudia Martini/Divulgação)

O menino que roubava livros

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Sem edição ou o glamour do cinema, drama da vida real é o dedo na ferida do ensino brasileiro…

Camila Abud, no DCI

No livro de Zusak, lançado em 2006, é difícil não se emocionar com o drama da protagonista Liesel, uma menina que aprende a ler a duras penas e, assim, consegue sair da letargia

No livro de Zusak, lançado em 2006, é difícil não se emocionar com o drama da protagonista Liesel, uma menina que aprende a ler a duras penas e, assim, consegue sair da letargia

O best-seller “A menina que roubava livros” aborda de maneira direta e impactante as mazelas do nazismo, em uma época de perseguição a comunistas e jovens que se rebelavam contra o genocídio de judeus por Hitler. Na obra, uma jovem aprende a ler e se apoia nas publicações para obter um sopro de esperança no futuro. E o que isso tem a ver com o Brasil? Bem, enquanto a obra de Markus Zusak trata de uma história fictícia, aqui ela é real, e guardadas as devidas proporções, também impressiona.

Um menino foi preso em flagrante na região Nordeste quando roubava três livros, em uma livraria no Salvador Shopping. Há informações de que a fiança teria sido fixada em dois salários mínimos e o jovem teria roubado os livros por não ter dinheiro para comprá-los. Pior, ainda confessou ter levado outras obras, com conteúdo pedagógico.

No contexto social, as convenções indicam que um meliante deve ser punido, pois há a ideia de se manter um perfil corretivo, com a intenção de reeducar o indivíduo para que não volte a cometer delito. Há, ainda, o caráter exemplar, com a intenção de desincentivar outras pessoas a cometerem atos semelhantes. Apesar disso, imaginar um jovem de 19 anos preso por esse motivo, realmente é alarmante.

No livro de Zusak, lançado em 2006, é difícil não se emocionar com o drama da protagonista Liesel, uma menina que aprende a ler a duras penas e, assim, consegue sair da letargia. Com os pensamentos soltos, ela ganha um tipo de sobrevida em meio ao caos, pois amplia o vocabulário e cria uma espécie de Aurélio, usando as paredes de um sótão como o seu grande quadro negro. O drama fez tanto sucesso que ganhou até uma adaptação para o cinema, e o longa-metragem ainda pode ser conferido, pois ainda está em cartaz.

A fatalidade no caso da vida de Liesel era a de ter sido abandonada pela mãe, após ter perdido o irmão mais novo. Ela ainda tinha de viver aos sobressaltos, pois temia a aproximação de militares da Gestapo. Já o jovem que mora na Bahia, e que fora perseguido por policiais de verdade, sentiu na pele o resultado de suas escolhas. Sem apologia ao crime, longe disso. A ideia aqui é discutir a respeito da condição humana e de como a sociedade reage em um caso como esse. Afinal, do ponto de vista dos negócios, o que caberia à rede de livrarias fazer? É complicado.

A família do jovem preso teve de angariar dinheiro para pagar a fiança e tirá-lo do Complexo Penitenciário da Mata Escura. O garoto brasileiro informou que viu no furto uma das poucas opções para adquirir os livros, já que a sua mãe não tinha condições de comprá-los. E confessou ainda o roubo de cerca de dez outras obras, todas para estudar. No best-seller sobre Liesel, contado de maneira exótica por ser narrado por ninguém menos do que a morte, é difícil não se chocar. Já no drama lado B — justamente de Brasil —, a demora dos royalties do pré-sal para a Educação poderá custar muito caro, ao que parece. O preço pode ser aquele a ser pago por uma geração inteira de pessoas carentes, e cada vez mais marginalizadas pela falta de oportunidades, onde se verifica um abismo social a perder de vista.

Por falta de estrutura da escola, estudante autista repete série pela 3ª vez

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Sem dificuldades de aprender, alunos autistas ficam retidos porque escolas não têm salas pequenas em todas as séries

Julia Carolina, no Último Segundo

Mayara tinha dois anos e meio quando, após os pais notarem que ela não pronunciava uma única palavra, foi diagnosticada com autismo. Hoje, aos dez, ela fará o 3º ano do ensino fundamental pela terceira vez. E não é por dificuldade no conteúdo. Longe disso.

Arquivo pessoal Lucinete luta para que a filha Mayara tenha educação

Arquivo pessoal
Lucinete luta para que a filha Mayara tenha educação

Apesar de não se comunicar, aos 3 anos ela já sabia ler, conta a mãe, Lucinete Ferreira de Andrade, presidente da Associação Brasileira de Autismo e Intervenção (Abraci). Atualmente, consegue acompanhar o conteúdo. “Hoje a Mayara é alfabetizada, está trabalhando com números, mas não retiro o desgaste que foi”.

Um desgaste que, em partes, continua. Pelas características próprias do autismo, Mayara tem dificuldade de comunicação e socialização. Por isso, precisa estudar em salas com poucos alunos. O que, na escola em que estuda, só existe até o terceiro ano.

Logo, quando iria passar para o quarto ano, em uma sala com muitos alunos, Lucinete precisou procurar a Defensoria e entrar com um pedido para que a filha não fosse promovida e continuasse a frequentar as aulas na sala de integração inversa, que comporta no máximo 15 alunos.

“É claro que eu queria que ela fosse adiante, mas ela não pode ficar em uma turma grande, ainda mais sem monitoria. A sala grande, além de assustar, não tem tanto suporte. O professor não consegue falar ao lado da criança. A criança com autismo precisa de um atendimento diferente.”

A falta de infraestrutura também é uma realidade para outros pais. Ana Paula dos Santos Carvalhos, 33, dona de casa, é mãe de duas crianças com autismo: Gabriel, oito anos, e Verônica, de nove. Neste ano, os dois deixaram a sala de integração inversa e começaram a estudar em um classe de tamanho padrão, com cerca de 30 alunos.

“Eles acompanham a matéria, mas têm suas limitações. O autismo é uma caixinha de surpresa. O Gabriel fica bastante frustrado na presença de muitas pessoas. Gostaria de manter, ao menos por mais um ano, os meninos na sala de integração inversa”.

A diretora ofereceu a mudança para o período da tarde, que tem as turmas de integração inversa, mas Ana Paula não aceitou porque é o período em que eles frequentam as atividades terapêuticas. O combinado é que, caso eles não se adaptem à nova sala, a direção tentará outro esquema.

Muitos alunos na sala

Sem opção de salas pequenas, a dona de casa Luciene Pereira de Almeida, 34, tenta ajudar Felipe, o filho autista de 9 anos, a adaptar-se ao ambiente populoso. “É muito difícil porque a audição dele é muito sensível. Ele não gosta de barulho, então quer sair do local, chora, é muito sofrido”, afirma.

Atualmente, Felipe cursa o 5º ano do ensino fundamental em uma sala com 22 alunos. Se tivesse opção, Luciene matricularia o filho em uma turma menor. Mas desde que fosse com alunos de sua idade e série. “Ele precisa estar incluído com alunos da sua idade. (…) Mas se ele estivesse em uma sala menor, seria melhor para seu aprendizado. Se tem muito barulho, ele não consegue copiar ou fazer atividades. Com menos alunos, ele conseguiria entrar no mesmo ritmo das outras crianças.”.

Falta estrutura para atendimento

Questionada pelo iG, a responsável pela política de inclusão da Secretaria de Educação do Distrito Federal, Maraisa Borges, afirmou que os estudantes passam por equipes de avaliação para definir em que sala ficarão. Eles podem ser encaminhados para salas menores – que têm de dois a quinze alunos – ou para uma sala regular.

Maraisa disse, ainda, que os pais podem solicitar um docente para acompanhar o aluno nas salas regulares, mas admite que não é fácil conseguir o profissional na rede pública “por falta de professores”.

O primeiro passo, orienta, é procurar a regional de ensino responsável pela escola. Um caminho que Lucinete diz já ter percorrido. “Já procurei. Fazer esse caminho é o mais fácil. O problema é que a Mayara não pode ficar em uma sala grande, e não tem sala de integração inversa no 4º ano”, diz.

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