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Sextante leva a tríplice coroa
0Destaque em maio para ‘Kairós’, ‘Inferno’ e ‘O silêncio das montanhas’
Cassia Carrenho, no PublishNews
A editora carioca faturou o livro mais vendido da semana, o 1º lugar no ranking semanal das editoras e 1º lugar no ranking mensal das editoras de maio. De boas vendas o inferno tá cheio!
Numa semana de poucas mudanças, o grande destaque foi o livro O silêncio das montanhas (Globo), de Khaled Hosseini, autor do bestseller O caçador de pipas, que assumiu a vice liderança com uma diferença de apenas 56 livros e desbancou Kairós (Principium). A Globo agradece, já que os dois títulos são do seu grupo editorial.
Já o lugar mais quente da lista continua com Inferno (Arqueiro), que vendeu 23.729 exemplares na semana.
No ranking das editoras, Sextante e Intrínseca continuam numa disputa que começou no mês passado. Nessa semana a Sextante ficou em 1º lugar, com 15 livros, e a Intrínseca, com 14. Vergara&Riba, com sua turma de bananas, ficou em 3º lugar e, empatados com 7 livros cada um, Ediouro, Globo e Record dividem o 4º lugar.
No mês de maio, Kairós (Principium) foi o grande campeão de vendas, com um total de 77.550 exemplares vendidos. Mais uma razão para a editora Globo “erguer as mãos e dar glória a Deus”.
O vice campeão veio mesmo de baixo, mas com um objetivo claro de dominar a lista mensal em breve. Inferno (Sextante) vendeu 44.827 no mês de maio. Vale lembrar que Kairós foi lançado no começo do de maio e Inferno só na segunda quinzena do mês.
No ranking mensal das editoras a Sextante também levou o 1º lugar, com 24 livros. A surpresa veio com a Companhia das Letras, que fez uma ação de desconto, e ficou em 2º lugar, com 20 livros. Em 3º lugar aparece a Intrínseca, com 17, e, empatados 4º lugar, Ediouro, Record e Vergara, com 11 títulos cada.
Autor Dan Brown lança o livro “Inferno”, inspirado em “A Divina Comédia” de Dante
0Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo
A vitrine inteira da livraria Mondadori, no bairro medieval de Santa Maria Novella, em Florença, exibe cópias de “Inferno“. E nem é a livraria local preferida de Robert Langdon, o protagonista do novo romance de Dan Brown, que se passa em boa parte na cidade italiana.
Esta, a Paperback Exchange, colocou em seu site um trecho do romance em que é citada. Não é pouca coisa ser uma livraria querida por um personagem cujas três aventuras pregressas já venderam 150 milhões de exemplares.
Desde 2003, quando lançou seu maior best-seller, “O Código Da Vinci”, o escritor norte-americano está acostumado a causar comoções. E continua alimentando-as.

O escritor americano Dan Brown durante o lançamento de “Inferno”, seu mais recente romance, em Madri ( Juan Carlos Hidalgo/Efe)
A campanha em torno de “Inferno” incluiu a informação de que tradutores de vários países verteram a obra isolados num bunker, a fim de evitar vazamentos da trama.
“Hoje é meu momento, amanhã pode não ser”, disse Brown à Folha, em Florença, onde passou dias atendendo à imprensa mundial, ao comentar a campanha de marketing do livro, que lidera listas internacionais há duas semanas, inclusive no Brasil.
Pouco antes, após cumprimentar seu editor brasileiro, Marcos Pereira, da Sextante, disse: “Estou cansado. Falta só uma semana [de entrevistas]“.
O sexto romance de Brown –o quarto protagonizado pelo professor de simbologia Robert Langdon– tem como inspiração “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri, e discute a superpopulação no planeta. Leia, a seguir, trechos da entrevista.
*
Folha – Em “Inferno”, o sr. usa como base uma obra literária, “A Divina Comédia”, de Dante. Como foi essa experiência?
Dan Brown – Já tinha escrito sobre artes plásticas, nunca sobre literatura. Foi empolgante. Dante dá margem a uma enorme gama de interpretações. Resolvi não interpretar a obra dele, mas deixar esse trabalho para o personagem Bertrand Zobrist, engenheiro genético fanático pela catástrofe da superpopulação. Para mim, tratava-se de juntar o velho mundo de Dante com o novo mundo da engenharia genética. Pensei num vilão que visse Dante não como história, mas como profecia, que olhasse para a descrição de horror pensando: “Isso vai acontecer”. No segundo em que fiz essa conexão, eu tinha o livro.
É irônico que o personagem seja um vilão, já que o que o move é salvar o planeta, não?
O vilão mais interessante é aquele que faz a coisa errada pela razão certa. Alguém sobre quem você pensa: “Eu não espalharia um vírus intencionalmente para acabar a superpopulação, mas ele tem um ponto aqui”. O leitor fica sem saber para onde ir.
Sua visão coincide com a dele?
Em 85 anos, a população do mundo triplicou. Nascem 250 mil pessoas a cada dia. Eu me preocupo. Sei que problemas como desmatamento, poluição, buraco na camada de ozônio e fome estão ligados à superpopulação. O que fazer a respeito é algo impossível de responder. Se tivesse a resposta, não estaria escrevendo romances.
A trama cita Dante: “Os lugares mais sombrios do inferno são reservados àqueles que se mantiveram neutros em tempos de crise moral”. O sr. não se mantém neutro no livro?
É uma observação interessante. Não sei se mantenho a neutralidade, mas está certo: esse não é um livro ativista. Não manter a neutralidade tem a ver com escrever sobre o problema. Você tem razão sobre o posicionamento narrativo, mas acho que não mantenho a neutralidade porque quem termina o livro pensa a respeito. Não digo o que temos de fazer porque não sei o que temos de fazer.
Por que tanta preocupação prévia com a trama, ao ponto de manter tradutores isolados para a história não vazar?
Depois do “Código Da Vinci”, passei a ter acesso a lugares e a pessoas que antes eram inacessíveis, mas ficou difícil manter segredo sobre o que escrevo. Gosto de manter segredo. Quando entrevisto especialistas, faço perguntas sobre temas nada relacionados aos romances. No caso de “Inferno”, jogava o nome de Dante como se tivesse acabado de me ocorrer. Para deixar a pessoa sem pistas, falava: “Quero saber de Maquiavel. Maquiavel é o que importa”.
Seus livros costumam gerar reações agressivas, inclusive de sites que listam erros. Como lida com isso?
Não gasto energia. Alguns adoram e escrevem coisas boas, outros odeiam e fazem piadas. Temos um exército de checadores antes do lançamento para garantir que nada saia errado, mas pequenos erros passam, e as pessoas levam muito a sério.
“Inferno” saiu com forte campanha de marketing num tempo em que a autopublicação gera fenômenos no boca a boca. O sr. ainda precisa de marketing?
Hoje é meu momento, amanhã pode não ser. O marketing ajuda o livro a atingir uma massa crítica até gente o suficiente ler e começar a sugerir aos amigos. No fim, só vão vender os livros de que as pessoas gostarem. Nenhum marketing vai criar “Harry Potter”. Escrevi três livros que ninguém leu antes de “O Código”. E hoje eles são best-sellers no mundo todo. Não mudei uma vírgula e venderam milhões. Ninguém vai negar que o marketing foi importante para isso.
“O Símbolo Perdido” (2009) virou um caso notório de pirataria de e-books, com 100 mil downloads ilegais em poucos dias. Isso o incomoda?
A pirataria prejudica as editoras. Best-sellers dão dinheiro às editoras, que com isso podem lançar obras que não vendam tanto: um livro que represente uma voz importante, mas que não tenha potencial de venda. Alguns gostam do que faço, outros preferem ler outra coisa. Livros como “Inferno” ajudam as editoras a publicar outras coisas.
Suas tramas sempre trazem Langdon enfrentando, com uma mulher diferente, um desafio a ser resolvido em poucas horas. Podemos esperar algo diferente?
Escrevo com uma intenção específica: o importante é a história. Quero ser transparente, fazer a história fluir. Tento comprimir as histórias num curto período para garantir que nenhuma ponta esteja solta. E não há tensão maior que a sexual. Langdon encontra essas mulheres, eles gostam um do outro e não têm tempo para consumar suas relações. Você quer que eles fiquem juntos, mas isso não vai acontecer.
A resenhista da “New Yorker” levantou a suspeita de que Langdon seja gay.
Eu vi (risos). Mas acho que é só azar mesmo.
As 20 editoras mais populares do Twitter (22)
0Após o feriadão delicioso, hora de aquecer os motores (e a temperatura) e efetivamente começar o sexto mês do ano. Certeza que o relógio não tá girando + rápido que o normal? #tempusfugit
Dentro ou fora da internet, a construção de relacionamentos é tarefa lenta. Escrevi no meu livro que amor se soletra assim: T-E-M-P-O. Esse princípio também vale nas redes sociais. Celebridades e empresas chegam a comprar fãs de gente inescrupolosa, mas solidificar uma relação exige bem mais que recursos financeiros. Evocando Caetano, a força da grana ergue e destrói coisas belas no Twitter e no Facebook.
No mês de maio não houve nenhuma alteração no ranking de editoras mais populares, mas várias editoras ampliaram a vantagem e se distanciaram de concorrentes. #suorsagrado
Maio foi um mês especial para este blog. Batemos novo recorde de visitas e o perfil @livrosepessoas cruzou a marca de 120 mil seguidores. Muito obrigado pelo Godiva prestígio!
Abraço e que junho seja coroado de êxitos para todos.
Ranking Maio
#1: 55.700 Intrínseca @intrinseca
#2: 50.400 Companhia das Letras @cialetras
#3: 48.400 Mundo Cristão @mundocristao
#4: 42.200 Editora Sextante @sextante
#5: 37.700 Editora Rocco @editorarocco
#6: 36.000 Galera Record @galerarecord
#7: 34.700 Editora CPAD @EditoraCPAD
#8: 30.800 Editora Novo Conceito @Novo_Conceito
#9: 29.300 Cosac Naify @cosacnaify
#10: 29.700 Editora Saraiva @editorasaraiva
#11: 28.100 Editora Gutenberg @Gutenberg_Ed
#12: 24.700 L&PM Editores @LePM_Editores
#13: 24.300 Editorial Record @editorarecord
#14: 24.100 Editora Autêntica @Autentica_Ed
#15: 22.700 Editora RT @revtribunais
#16: 21.200 Casa Publicadora @casapublicadora
#17: 20.700 Editora Leya @EditoraLeya
#18: 18.100 Ultimato @ultimato
#19: 17.800 Suma de Letras @Suma_BR
#20: 15.400 Editora Agir @agireditora
Ranking atualizado em 3/6
Padre vive inferno astral
0Novo livro de Dan Brown desbanca título do Padre Marcelo Rossi
Cassia Carrenho, no PublishNews
Já era esperado que chamas dantescas fossem atrapalhar a paz do Padre cantor essa semana, a questão era saber o quanto. O tão aguardado livro de Dan Brown, Inferno (Sextante),estreou essa semana e já tirou do altar o atual sucesso do Padre Marcelo, Kairós (Principium), vendendo 12.695 exemplares. Parece que o inferno chegou para ficar. O coro diz: Amém!
E pra colocar mais fogo no inferno, a briga entre as editoras Intrínseca e Sextante só esquenta. Nessa semana as duas empataram em 1º lugar no ranking das editoras, com 14 livros cada. Na soma das quantidades vendidas, a Sextante levou a melhor, com 26.374 unidades, contra as 22.744 da Intrínseca.
Outro empate no ranking foi o 2º lugar da Record e Vergara&Riba, cada uma com 8 livros. Vale notar que todos da V&R são da coleção Diário de um banana.
As estreias na lista essa semana foram: em ficção, O silêncio das montanhas (Globo), que promete sacudir o ranking nas próximas semanas, Armadilhas da mente (Arqueiro) e Só tenho olhos para você (Novo Conceito); em infantojuvenil, Como treinar seu dragão (Intrínseca); em autoajuda, A oração (Benvirá); e em negócios, Antonio Ermírio de Moraes (Planeta).
Com preços até 50% menores do que no Brasil, gráficas chinesas seduzem editoras nacionais
1Só no ano passado, 13,5 mil toneladas de livros produzidos na China chegaram aos portos do país, 2 mil toneladas a mais do que em 2011
Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) recorre ao governo federal para pedir uma política mais protecionista

Nos últimos meses, toneladas de livros impressos na China desembarcaram nos portos do Brasil Reproduções
Cristina Tardáguila e Maurício Meireles, em O Globo
RIO — Nos últimos meses, toneladas e toneladas de livros impressos na China desembarcaram nos portos do Brasil. Foram milhares. A editora Cosac Naify trouxe títulos como “Linha do tempo do design gráfico do Brasil”, de Chico Homem de Melo e Elaine Ramos. A Companhia das Letras, “Asterios Polyp”, de David Mazzucchelli. A Sextante imprimiu em território chinês livros da coleção 1001, conhecida por títulos como “1001 lugares para conhecer antes de morrer”. E a Record também foi atrás. Trouxe, de navio, lançamentos como “História da beleza”, de Umberto Eco, e “Diablo III — O livro de Caim”, de Deckard Cain. Todas essas editoras enxergaram lá, do outro lado mundo, uma forma de reduzir pela metade o custo de produção e de, assim, levar às livrarias obras 50% mais baratas do que se tivessem sido impressas em território nacional.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o Brasil importou da China 13,5 mil toneladas de livros no ano passado — o equivalente, em peso, a quase 3,5 milhões de exemplares de “Cinquenta tons de cinza”, da Intrínseca. Foram cerca de 2 mil toneladas a mais do que em 2011. O total de 2012 supera em quatro vezes o volume de livros que veio da Europa, região que ocupa o segundo lugar no ranking das importações de livro.
O salto alertou a Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), já pressionada pelo crescimento da venda de ebooks no país. O mercado estima que, em março, 150 mil livros digitais tenham sido comercializados no Brasil — dez vezes mais do que em setembro, pouco antes de a Apple abrir sua loja virtual no país. De olho nos números, a Abigraf solicitou reuniões tanto com a Receita Federal quanto com o Ministério da Fazenda. Na pauta: as chances de ter uma política mais protecionista. O debate, no entanto, segue em aberto.
— A gente optou por imprimir alguns livros na China porque, em vários casos, aqui no Brasil, eles seriam completamente inviáveis. É o que ocorre com “Linha do tempo do design gráfico do Brasil” — conta Aline Valle, gerente de produção gráfica da Cosac. — Se tivesse sido impressa aqui, a edição custaria R$ 400.
No site da editora, na tarde de ontem, a obra saía por R$ 212.
O interesse na China é tanto que, em novembro, a Cosac mandou Aline à região para conhecer e estreitar laços. A preocupação da editora era, sobretudo, não fechar contratos com empresas que usassem, por exemplo, mão de obra em situação irregular. Aline conta ao GLOBO que não viu nada parecido com isso nas empresas que visitou e que a Cosac só imprime em gráficas que tenham condições de trabalho internacionalmente certificadas.
— Os números da coleção 1001 são um ótimo exemplo de como o baixo custo de produção pode gerar grandes resultados (de venda) — diz Tomás Pereira, sócio-fundador da Sextante. — A série foi lançada a R$ 59,90, quando custaria, normalmente, quase R$ 100 (se feita no Brasil).
Prazo de entrega é visto como inconveniente
Rodar livros na China tornou-se atraente até para empresas de menor porte, como a editora de George Ermakoff.
— Tenho quatro livros prontos para serem impressos lá. Vale muito a pena — conta o editor. — Trazer da China, de navio, um livro de arte que pese mais ou menos 1,5 quilo custa US$ 0,40, ou R$ 1. É o mesmo valor cobrado no trajeto de caminhão entre São Paulo e Rio. A vantagem fica no custo da impressão. Na China, ele é 50% menor.
Ermakoff diz ainda que nem a Lei Rouanet nem a Lei do ICMS do Rio de Janeiro — ambas de incentivo à produção cultural — fazem referência a impressões no exterior.
— Consultei vários advogados e especialistas sobre isso. Ainda assim, para me proteger, só imprimo na China as obras que não têm lei de incentivo.
Quanto à qualidade do que vem de lá, as editoras brasileiras dizem não ter queixas.
— O papel chinês tem boa qualidade, e o ajuste de cores é muito bom — acrescenta Ermakoff, que lançará nos próximos meses “Geneviève Naylor — Uma fotógrafa norte-americana no Brasil” e “Parc Royal”, ambos vindos da Ásia.
Sônia Jardim, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e vice-presidente da Record, editora que tem seu próprio parque gráfico, faz eco:
— O padrão de qualidade deles é espetacular. Quanto mais caprichado for o acabamento do livro, mais vantajoso é imprimir na China. Os gráficos chineses já frequentam feiras internacionais, oferecendo o serviço. É comum vê-los em Bolonha (Itália) e Frankfurt (Alemanha).
Imprimir na China tem, entretanto, pelo menos um inconveniente: o prazo. Entre a entrega dos arquivos na gráfica chinesa (via internet) e a chegada dos livros às prateleiras brasileiras, podem se passar até 120 dias. Só o trajeto de navio leva, em média, um mês e meio. A solução chinesa não é, portanto, interessante para os best-sellers, que precisam ser repostos com agilidade, sob o risco de fracassar ante a busca dos leitores.
— É por isso que a gente só faz impressão na China em situações bastante específicas, como é o caso das coedições internacionais, que não permitem que as obras sejam impressas aqui — explica Mauro Palermo, diretor da Globo Livros, empresa que trouxe da Ásia títulos como “O livro da psicologia”, “O livro da economia” e “O livro da filosofia”.
Por coedição entende-se uma obra de origem estrangeira impressa em diversas línguas ao mesmo tempo e num mesmo lugar. A decisão sobre o local, nesse caso, cabe à editora dona do título. E aí a escolha tem sido quase sempre a China. Ao falar sobre o crescimento das impressões chinesas, os editores brasileiros fazem essa ressalva. Estão computadas aí muitas coedições internacionais, cada vez mais frequentes no Brasil.
— A situação tem diversos componentes. O que tira a competitividade da indústria gráfica brasileira é, sobretudo, o custo de operação e a mão de obra — afirma Fábio Mortara, presidente da Abigraf, lembrando que o setor investiu US$ 1,2 bilhão em maquinário no ano passado e que usa equipamentos semelhantes aos dos chineses (vindos da Europa).
20 mil aqui, 100 mil lá
Segundo Mortara, enquanto o Brasil tem 20 mil gráficas operando, a China possui 100 mil, e há notícias de que o Estado chinês subsidie a indústria milenar de seu país.
O que mais preocupa a associação da classe é a possibilidade de o maior comprador de livros do Brasil — o governo federal — adquirir material impresso na China em detrimento do mercado brasileiro.
— Por ano, o governo federal compra um terço dos exemplares que circulam no país. São cerca de 150 milhões de livros didáticos — diz Mortara. — Em 2012, quando vimos que a disputa com a China se agravaria, conseguimos que o governo concordasse em só comprar material impresso aqui. Até agora, para 2013, não temos qualquer garantia.
— A gente não tem nenhuma intenção de prejudicar o mercado brasileiro. Prezamos por nossas parcerias com as gráficas nacionais. E seria ótimo se pudéssemos fazer tudo, a um bom custo, no Brasil. Mas também estamos tentando fechar nossas contas — pondera Aline Valle, da Cosac, que lançou mais de 20 títulos nos primeiros quatro meses do ano, 13 deles made in China.
























