BK30 LARGO DO AROUCHE

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4 livros para todo estudante ter na estante

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publicado no Universia

No período pré-vestibular, os estudantes são submetidos à leitura de uma série de livros cobrados nos vestibulares mais importantes do país. No entanto, há outras obras tão importantes quanto estas, essenciais para estarem presentes na estante de todos os estudantes. A seguir, conheça 4 livros imperdíveis para você ler este ano:

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1 – Admirável Mundo Novo
A utopia de Aldous Huxley, publicada em 1932, fala sobre uma sociedade organizada por castas, organizada com base em princípios científicos. A obra faz diversas críticas ao racionalismo da sociedade da época, capitalista e industrial. A leitura é simples e faz com que os estudantes reflitam sobre uma série de assuntos distintos.

2 – O Grande Gatsby
O clássico de Fitzgerald, já adaptado para o cinema, fala sobre o glamour norte-americano durante os anos 20. A obra é recheada de cenas de festas, luxo e jazz, música popular da época retratada. O protagonista chama-se Jay Gatsby e toda a história gira em torno dele.

3 – Laranja Mecânica
O mais interessante do livro é a linguagem que Antonie Burgess usa para passar sua mensagem ao leitor: o nadsat, dialeto falado por Alex De Large, o protagonista, e sua turma. O enredo foca em situações de violência excessiva, chocando em alguns momentos. A leitura é ótima para provocar reflexões sobre a violência na sociedade atual.

4 – Hamlet
Um dos maiores clássicos de William Shakeaspeare, Hamlet é uma ótima leitura para os amantes de teatro. Escrito em atos, é a obra que possui a famosa frase “ser ou não ser, eis a questão”. Já foi adaptada diversas vezes para o cinema e para o teatro.

Economia Criativa é o futuro da sociedade

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publicado na Zupi

Sabe qual é um setor que está conseguindo dar um olé na crise? A chamada economia criativa. Aliás, esse é o momento de criar e inovar. Entre todas as possibilidades que este ramo proporciona, uma delas está resolver problemas, propor colaborativismo e soluções pragmáticas para problemas do cotidiano. Uma ideia na cabeça e saber o que fazer com ela, essa é a grande sacada. Ser diferente e empreender, num mercado com produtos e serviços cada vez mais massificados, é garantia de sucesso.

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Qualquer pessoa é capaz de intervir, modificar e perceber uma demanda que ainda não é atendida. Inquietação e plano de negócios, estas são as palavras. O primeiro passo é entender que criatividade é o ponto de partida, mas que qualquer negócio exige estratégia, e empreender pensando em minimizar os riscos é fundamental. Exemplos de economia criativa surgem todos dos dias: O Uber reinventou um modelo tradicional de negócios, agregando um alto valor aos serviços prestados.

Allan Szacher – formado em Propaganda e Marketing e artes gráficas – e Simon Szacher – formado em Administração – são as cabeças por trás da Zupi, maior crossmedia de arte e criatividade do Brasil e mais um exemplo de economia criativa bem sucedida. Este ramo de negócios trabalha com o mais incrível dos materiais: A criatividade humana.
O mundo e você precisam estar atentos a esse movimento que cresce diariamente e, felizmente, se transforma num caminho sem volta. Investir em estratégia e criatividade nos permite desempenhar atividades que antes pareciam impossíveis. E isso é maravilhoso!Novas profissões vão surgir e estar por dentro destas mudanças, e buscar novas oportunidades, é o caminho para se manter competitivo. Investir em cursos e aprimoramento, esta é a melhor das dicas.

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Dia 17 de abril, na Zupi Academy, o Allan e o Simon Szacher vão ministrar um Workshop de Economia Criativa aqui em São Paulo. Não há momento melhor para você começar a desenvolver aquela ideia super diferente que você teve, mas não sabe como transformá-la em negócio. O curso é a chance de trocar ideias, networking e o melhor de tudo: Tirar aquele projeto do papel e transformá-lo numa ideia viável e com grandes chances de dar certo.O curso tem como objetivo melhorar a formação do profissional criativo para empreender suas ideias com menos riscos e inserir o conceito de business em qualquer negócio. O curso é destinado à empreendedores, freelancers e qualquer profissional interessado no mercado que busca desenvolver soluções criativas.

O curso tem um pré-requisito muito importante: Ter uma ideia e querer torná-la realidade. Ahhh… Se você tem alguma já sendo realizada e quer melhorar… O curso também é pra você.

Há livros que podem nos fazer mal?

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Desenvolvemos a linguagem se pensarmos, e se tivermos uma linguagem rica também pensamos melhor. Há um empobrecimento do vocabulário e um empobrecimento do pensamento.” Manuela Correia Foto: Rui Gaudêncio

 

Há um movimento de estudantes universitários norte-americanos a pedir que os protejam dos conteúdos de alguns livros que consideram perigosos. Em causa estão sobretudo clássicos da literatura grega e romana. A psiquiatra Manuela Correia fala em “infantilização” da sociedade.

Isabel Lucas, no Público

Em Lisístrata, comédia do ano 411 a.C., o dramaturgo grego Aristófanes põe na voz de uma mulher um apelo à paz: enquanto durar a guerra entre Atenas e Esparta, as atenienses recusam ter sexo com os seus maridos. O livro seria pouco depois proibido naquela que é uma das primeiras censuras literárias do Ocidente. Perigoso por propor uma alteração à norma de comportamento.

Muitos séculos depois, noutro país também do Ocidente, um grupo de estudantes universitários pede para que alguns clássicos da literatura, sobretudo da antiguidade grega e romana, que fazem parte dos programas curriculares, surjam com uma advertência na capa, chamando a atenção para o “perigo” para o “bem-estar mental” que representam os seus conteúdos, potencialmente causadores de sofrimento, trauma ou angústia.

Metamorfoses, do poeta latino Ovídio, é uma das obras que esses estudantes consideram conter “matéria perigosa”. O poema dividido em 15 livros é tido como um dos livros mais influentes da cultura e civilização ocidentais, e narra a transformação exercida pelo tempo no homem e na sua história, cruzando ficção e realidade, e apresentando os mitos como essenciais na evolução humana. Deuses, homens, plantas, animais, elementos convivem fantasiosamente em histórias de amor, traição, incesto, punição, violência, morte, redenção, sem qualquer tipo de apreciação moral. Entre estes “interditos, está a descrição do rapto de Prosérpina, mulher de Plutão e filha de Deméter, que Ovídio começa a narrar assim: “Um dia colhia violetas e brancos lírios, e ia enchendo, com entusiasmo juvenil, cestas e o regaço, à compita com as amigas a ver que colhia mais, quando Dite a viu e, quase em simultâneo, se enamora e rapta-a: tão precipitado era o seu amor. Aterrada, desata a deusa a chamar, com voz desolada, pela mãe e as companheiras, sobretudo pela mãe. Rasgando a parte de cima do vestido, a túnica soltou-se e as flores colhidas caíram por terra. E tal era a candura que presidia aos seus anos de menina, que até também a perda das flores consternou a rapariga.” (Cotovia, 2007)

O pedido aconteceu no início do Verão passado, veio dos estudantes da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, uma das mais prestigiadas do país, e foi rejeitado pela direção, mas é simbólico em relação ao que se está a passar em muitas universidades nos Estados Unidos. Em Setembro do ano passado, a revista Atlantic publicava um artigo com o título O afago da mente americana, escrevendo que “em nome do bem-estar emocional, os estudantes universitários exigem uma proteção cada vez maior em relação a palavras e ideias de que não gostam”, o que está, dizem os autores do texto, “a ser desastroso para a educação e para a saúde mental.” E dão mais exemplos. Os estudantes de Direito de Harvard pediram que não fosse ensinada a lei sobre violação. O problema, diziam, estava na palavra violação (rape) que podia reacender o trauma em estudantes que pudessem ter sido vítimas desse tipo de abuso.

Absurdo? Os pedidos de protecção “literária” sucedem-se. Pouco tempo depois, a Aeon publicava um ensaio, partindo do facto de que a ideia de que os livros são perigosos é tão antiga quanto a literatura. “Não se fala tanto de ‘perigo’ político, mas moral ou mental. O romance de Chinua Achebe, Quando Tudo se Desmorona (1958) está também entre os problemáticos por poder despertar instintos racistas ou reavivar o sofrimento de quem foi alvo de racismo; O Grande Gatsby, por estimular violência doméstica; Mrs Dalloway, de Virginia Woolf, por poder levar ao suicídio, assim como A Piada Infinita, de David Foster Wallace por narrar os sintomas da depressão crónica experimentada pelo autor e que o levaria a suicidar-se em 2006, dez anos após a publicação do livro. Fala de uma sensação que “é o motivo pelo qual quero morrer”. E define-a assim: “é como se não fosse capaz de encontrar nada fora dessa sensação e por isso não sei que nome lhe posso dar. É mais horror que tristeza. É mais horror. É como se uma coisa horrorosa estivesse prestes a acontecer, a coisa mais horrível que se possa imaginar, não, pior do que se possa imaginar porque há também a sensação de que é preciso fazer qualquer coisa de imediato para se deter aquilo mas não se sabe o que se deve fazer e de repente está a acontecer, durante o tempo todo, está prestes a acontecer e ao mesmo tempo está a acontecer.” (Quetzal, 2012)

Os campus universitários americanos parecem viver no pânico do trauma, na obsessão da linguagem politicamente correcta, de tal forma que — e lembra ainda o artigo da Atlantic — humoristas como Jerry Seinfeld estão a recusar dar espectáculos nas universidades, alegando que os estudantes “não são capazes de suportar uma piada”.

“Infantilização” da sociedade

“Estamos perante uma excessiva psiquiatrização da sociedade”, afirma Manuela Correia, psiquiatra, psicoterapeuta, com um vasto trabalho e investigação desenvolvidos na área do suicídio na adolescência e juventude, e uma leitora voraz. Conhece todas as obras aqui apontadas como “perigosas” e tenta responder a uma questão muito simples: há livros que nos fazem mal? Ou — recuperando a terminologia usada por quem pede protecção — há livros “perigosos”? E a outra pergunta que pode precisar de resposta mais complexa: o que é que este medo pode representar, não apenas para quem dele padece, mas para a sociedade que o alimenta e dele parece alimentar-se?

“Pode falar-se em três categorias de interditos: o político, o religioso e o moral. E no moral está o uso de drogas, o apelo à violência, a sexualidade, o incesto, a prostituição, os termos impróprios. E parece ser aqui que estamos neste momento”, diz, remetendo para um termo que vem da sociologia, e que no seu entender está a regressar: anomia social.

O conceito desenvolvido por Émile Durkheim no final do século XIX no livro O Suicídio (1897) refere-se à ausência ou falta de normas ou regras numa estrutura ou grupo social. “Foi criado numa altura em que por diminuição (mais…)

Somos todos canalhas? Livro escrito por WhatsApp busca a resposta

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Os autores Clóvis Barros Filho e Júlio Pompeu dialogam sobre questões filosóficas e a busca de valores pela sociedade

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Publicado em Revista Galileu

Um mês e meio de mensagens de voz pelo WhatsApp entre os filósofos Clóvis Barros Filho e Júlio Pompeu foram o suficiente para compilar ideias para um livro.

Clóvis mora em São Paulo e Júlio mora em Vitória e essa foi a forma mais fácil que eles encontraram para dialogar – o resultafo foi o livro Somos Todos Canalhas: filosofia para uma sociedade em buscas de valores (Leya, R$ 23,90).

publicação conta com diálogos dos dois autores do início ao fim. Começando com os filósofos gregos até chegar nos dias atuais, de fidelidade e tolerância, discutindo os conceitos filosóficos de valor, belo, justo e sagrado. O título comercial chama atenção pela afirmação, mas Clóvis conta que o nome do livro deveria ser seguido por um ponto de interrogação: somos todos canalhas?

“O ‘canalha’ é o atributo de uma conduta, não de uma pessoa – como se poderia imaginar. Até por que para afirmar que alguém é canalha, precisaria que esse alguém agisse ‘canalhamente’ 100% do tempo, o que é muito pouco provável”, explica Barros Filho. “É completamente absurdo pensar que alguém seja canalha o tempo todo. O título é por conta da editora”.

Logo na introdução os autores tratam de elucidar que, apesar do título, o livro não pertence a editoria de auto-ajuda e sim de filosofia.

‘Nem conclusão nem considerações finais”

As conversas entre os autores não são conclusivas, mas reflexivas, já que não trazem uma resposta final sobre a nossa ‘canalhice’. De fato, não somos canalhas o tempo todo, mas em algum momento de escolhas certamente já agimos de forma canalha.

“Todo homem delibera sobre sua trajetória pessoal. Projeta situações desejadas, decide sobre meios adequados, descarta outros e age. Intervém no mundo transformando-o ininterruptamente”, afirma um trecho da última parte do livro.

“Sendo a canalhice o atributo de uma conduta, essa pergunta [somos todos canalhas?] é improcedente. Mas se a pergunta for ‘agirmos todos de forma canalha?’ Eu diria sim, agimos todos de forma canalha em algum momento. Porque em nosso cotidiano tomamos decisões a fim de garantir conforto pessoal, atrapalhando a convivência com o próximo”, afirma Barros Filho.

Segundo livro escolhido por Mark Zuckerberg trata da diminuição da violência no mundo

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Segundo livro escolhido por Mark Zuckerberg trata da diminuição da violência no mundo

Marcos Vinicius Brasil, na Info

O cofundador do Facebook continua mantendo sua resolução de ano novo, de ler um livro a cada duas semanas. E o segundo título escolhido por ele foi Os anjos bons da nossa natureza – Por que a violência diminuiu, de Steven Pinker. O livro, lançado no Brasil pela Companhia das Letras, trata de como a violência diminuiu na sociedade global ao longo da história, e como essa tendência pode ser sustentada.

“Eventos recentes podem fazer parecer que a violência e o terrorismo são mais comuns do que nunca, então vale a pena entender que toda a violência, incluindo o terrorismo, na verdade está diminuindo com o passar do tempo”, escreveu Zuckerberg. “Se entendermos como estamos conseguindo isso, podemos continuar nossa trajetória em direção à paz.”

Zuckerberg também convidou quem quiser acompanhá-lo na leitura a discutir o livro na página A Year of Books, uma espécie de clube do livro que ele criou dentro do Facebook.

No começo do ano, o cofundador do Facebook divulgou que leria um novo livro a cada duas semanas, como sua resolução de ano novo, escolhida a partir de sugestões enviadas por usuários da rede social.

O primeiro livro escolhido por ele foi O fim do poder, de Moisés Naím. O título chegou a se esgotar na Amazon americana.

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