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Vingadores – Guerra Infinita: Origem de Thanos será contada em livro

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Prontos para conhecer um pouco mais sobre o Titã Louco?

Vitória Pratini, no Adoro Cinema

Vingadores: Guerra Infinita será um filme sob o ponto de vista de Thanos. Entretanto, parece que sua origem não será mostradas nas telonas e sim nas páginas. O vilão vivido por Josh Brolin ganhará um livro, “Thanos: Titan Consumed”, escrito por Barry Lyga.

De acordo com io9 (via SlashFilm), a obra não faz parte do canon do Universo Cinematográfico da Marvel, mas se inspira em elementos mostrados em Guerra Infinita e, possivelmente, Vingadores 4. O livro contará a história da origem de um dos maiores vilões da Marvel.

Leia a sinopse oficial:

“Espaço. Realidade. Mente. Poder. Tempo. Alma.

Antes da criação, havia seis singularidades. Então o universo explodiu em existência, e os remanescentes desses sistemas foram forjados em lingotes concentrados…

Joias do Infinita.

Somente seres de imenso poder podem esperar empunhar essas pedras, mas para aqueles que são dignos, os poderes de um deus aguardam.

Thanos é um desses seres. Mas ele nem sempre foi.

Nascido em um mundo condenado e expulso por seu povo por seu gênio, desvios físicos e ideias pragmáticas, mas monstruosas, Thanos está determinado a salvar a galáxia do mesmo destino que seu planeta natal… não importa quantos bilhões tenham que morrer.

Aprenda as origens do inimigo mais formidável que os Vingadores, os Guardiões da Galáxia, o Doutor Estranho e o Pantera Negra já enfrentaram – um inimigo que até mesmo um grupo de pessoas extraordinárias, reunidas para lutar nas batalhas que ninguém mais poderia, e falharão para pará-lo.

Temam isso. Corram disso. O destino ainda chega.

Thanos está aqui.”

O site io9 ainda entrevistou Lyga sobre o livro e o autor explicou o que ele se propôs a fazer com o personagem:

“É menos sobre torná-lo simpático e mais sobre torná-lo compreensível. Uma pequena distinção, talvez, mas importante”, disse ele. “É uma grande ideia dizer: ‘Metade do universo precisa morrer.’ E então é um grande salto dizer: ‘Eu sou o cara que vai fazer isso.’ E ainda maior dizer: ‘Não apenas deve ser feito e não somente sou eu que o farei, mas sei que posso fazê-lo. E aqui está como’.

Isso é apenas uma enorme quantidade de confiança, de persistência, de dedicação. A maioria das pessoas nem sequer chegava à ideia de matar metade do universo em primeiro lugar. Thanos fez. E então ele deu um passo adiante. E um passo além disso. Por quê? Como? Eu queria que aqueles saltos lógicos se encaixassem.”

Lyga ainda falou sobre como ele quer “fazer engenharia reversa” dos momentos que já vimos de Thanos no UCM e “mostrar como chegamos até eles”. Considerando que este livro é ambientado antes de Guerra Infinita, esperamos obter mais informações sobre os primeiros dias não apenas do Titã Louco, mas também de Gamora e da Nebula. Está claro, pelos filmes dos Guardiões, que as duas não tiveram uma infância feliz, e ver como elas interagiram com o Thanos naquela época provavelmente fornecerá mais profundidade para essas personagens também.

“Thanos: Titan Consumed” estará disponível para compra em 20 de novembro de 2018. Antes disso, poderemos conferir o Titã Louco em Vingadores: Guerra Infinita, nos cinemas em 26 de abril.

O que Rudyard Kipling me faz lembrar

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Alessandro Martins, no Livros e Afins

(publicado originalmente em 2007)

A simples menção do nome Rudyard Kipling me faz lembrar de diversas coisas.

Por exemplo.

A Editora Objetiva lançou, coisa de anos, a coleção em quatro volumes Contos e Poemas para Crianças Extremamente Inteligentes de Todas as Idades, coletânea preparada pelo crítico e ensaísta Harold Bloom.

Uma dessas histórias foi extraída do Livro da Selva, de 1894: Rikki-Tikki-Tavi (desculpe, mas achei apenas a versão em inglês pra você).

É a aventura de um mangusto – um daqueles bichinhos de aparência muito simpática mas que costumam matar najas com sua extrema habilidade – que se desgarrou da família.

Eu justamente lia essa história para o Marcel, pequeno primo da Júlia, sujeito muito espirituoso que adora baleias e outras criaturas do mar. E procurava dar alguma interpretação para a narrativa.

Tive a infeliz idéia de, no momento em que Rikki-Tikki-Tavi é levado embora por uma enxurrada, imitar o Gil Gomes, aquele radialista. Assim como quem narra uma notícia sensacionalista.

Eu sei. Talvez não tenha muita graça.

Mas o menino adorou e pediu para que eu lesse aquele trecho tantas vezes que perdi a conta. Até hoje ele pede que eu repita o mesmo trecho que, aliás, já decorei. Acho que até ele decorou.

Isso é uma boa lembrança, embora recente. O fato é que Rudyard Kipling traz muitas outras boas lembranças.

Outra delas é o filme Mogli, da Disney. Um dos primeiros que assisti com meu pai e do qual guardo com especial zelo personagens como Balu, o urso, Baguera, a pantera, e Shere-Khan, o tigre, entre outros.

E também a inesquecível canção tema de Balu: The Bare Necessities, composta por Terry Gilkyson e indicada ao Oscar, em 1967. Não há como ouvi-la sem sentir-se feliz. É uma espécie de Cantando na Chuva para crianças (todos conhecem o número em que Gene Kelly canta e dança na chuva, mas eu recomendo Good Morning).

Finalmente, achei a versão em português de The Bare Necessities no YouTube. A letra da versão é algo assim:

[balu]
Eu uso o necessário
Somente o necessário
O extraordinário é demais
Eu digo necessário
Somente o necessário
Por isso é que essa vida eu vivo em paz

Assim é que eu vivo
E melhor não há
Eu só quero ter
O que a vida me dá
Milhões de abelhas vão fazer
Fazer o mel pra eu comer
E se por acaso eu olhar pro chão
Tem formigas em profusão
Então, prove uma

[mogli]
Você come formigas?

[balu]
Tranquilamente…
E você vai adorar a coceira que elas dão

[baguera]
Mogli, cuidado!

[balu]
E o necessário pra viver
Você terá

[mogli]
Mas quando?

[balu]
Você terá

Eu uso o necessário
Somente o necessário
O extraordinário é demais
Eu digo o necessário
Somente o necessário
Por isso é que essa vida eu vivo em paz

Vejam o pica-pau, pau
Que só pensa em picar

[mogli]
Ai!

[balu]
Ele vai se dar mau, mau
Pra se alimentar
Não pique a pera no pé
Pois pera picada no pé
Nunca presta, pois é
Não vai dar pé
Você vai dar mal
Não pique essa pera como um pica-pau
Você entendeu esse angu?

Depois disso – eu devia ter uns cinco ou seis anos lá por 1979 ou coisa assim -, lembro de meu pai falando, enquanto voltávamos para casa, do Livro da Selva e imaginei um livro gigantesco, com milhares de páginas, com leis, histórias e mitos. Tudo isso na minha imaginação de criança.

Hoje sei que ela, a imaginação, fez a coisa aumentar e se distorcer um pouco. Mas creio que para bem. Sobretudo, encantou-me saber que todas aquelas cores que há pouco vi na tela haviam saído de um livro feito só de letras e palavras e, aparentemente, muito sério e grave.

Assim que chegamos em casa – e essa é outra lembrança importante -, meu pai fez questão de ler para mim um poema de Rudyard Kipling, o autor daquela história que há pouco víramos. E pelo tom de voz que ele assumiu tive certeza de que era algo que ele queria que eu guardasse.

Se eu rezasse, rezaria assim:

Se

Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.

Se és capaz de pensar – sem que a isso só te atires,
de sonhar – sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.

Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e – o que ainda é muito mais – és um Homem, meu filho!

Assim, por hoje, fecho este livro de lembranças.

Sinal vermelho para os vícios de linguagem

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Projeto em Maringá busca mostrar a grafia correta das palavras. Para isso, faixas com pequenas lições estão sendo levadas para semáforos e outros locais públicos

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Marcus Ayres, Gazeta Maringá

 

Apesar de incorretas, expressões como “de menor” e palavras como “mindingo” e “seje” são comumente faladas e escritas por muitas pessoas. Buscando evitar a propagação destes vícios de linguagem, um advogado de Maringá iniciou uma campanha para mostrar a grafia correta e esclarecer significados dos termos.

Algumas das lições repassadas pelo projeto
Não existe a palvra “menas”, somente menos

O plural é troféus e não “troféis”

O correto é faz 10 anos e não “fazem 10 anos”

O correto é casa geminada e não “germinada”

O plural é cidadãos e não cidadões

Não se fala “di menor”, mas sim, menor de idade

O certo é meio-dia e meia e não meio-dia e meio

É duzentos gramas e não duzentas gramas

Não é “perca” de tempo, mas perda de tempo

O certo é mortadela e não mortandela”

O correto é cadarço e não “cardaço”

Trata-se do projeto Sinal do Saber. Desde julho, faixas feitas com material reciclável são levadas para locais públicos, principalmente semáforos. Basta o sinal ficar vermelho para que painéis entrem em cena chamando a atenção dos motoristas e pedestres para erros comuns. As mensagens são curtas e diretas como: “O certo é meio-dia e meia e não meio-dia e meio” e “Não é perca de tempo mas perda de tempo”.

“Pensei numa maneira de melhorar o nível cultural de nossa cidade. Sabemos que o desenvolvimento cultural é essencial para uma comunidade ir bem”, explicou o idealizador do projeto, Lutero de Paiva Pereira. O projeto é custeado por empresas e profissionais liberais que se tornaram apoiadores culturais e tem seus nomes divulgados nos painéis.

Atualmente, oito faixas estão em circulação pela cidade, sendo colocadas principalmente em cruzamentos onde existe um fluxo maior de tráfego. A escolha dos pontos é feita a cada fim de semana, levando em consideração a realização de eventos que possam atrair um grande número de pessoas. As mensagens também são fixadas em praças e parques e divulgadas pela internet, na página que o projeto mantém no Facebook www.facebook.com.br/sinal.dosaber.

Ampliação

A receptividade da ação foi tão boa que o projeto já está sendo levado para dentro das empresas. É o caso da Catamarã Engenharia, que está orientando os funcionários a corrigirem certos vícios de linguagem. A proposta também deve ganhar outras cidades, como Cuiabá (MT). “Um empresário de uma rede hoteleira achou a ideia boa e pediu autorização para implementá-la em sua cidade”, revelou Pereira.

Já a Secretaria de Cultura de Maringá autorizou a divulgação das faixas durante o desfile da Independência no próximo dia 7. Com o sucesso do projeto, o idealizador já prepara uma ampliação. Além de evitar erros gramaticais, as faixas devem, em breve, veicular informações sobre o Município e o país, além de outros temas como história mundial.

“Queremos colaborar de alguma forma para termos uma sociedade cada vez mais aculturada, o que implica num trabalho de longo prazo e esforço de muitos. De qualquer forma, se o projeto durar apenas poucos meses, espero que nesse tempo ele tenha se prestado ao fim que motivou sua criação e tenha servido para muitas pessoas.”

Falta de conhecimento

Para a professora de Língua Portuguesa do Centro Universitário de Maringá (Unicesumar), Débora Azevedo Malentachi, o uso incorreto da língua acaba ocorrendo por causa da simplicidade das pessoas e da falta de conhecimento.

“Muitos desses vícios de linguagem são passados pela família e pelos amigos. A pessoa acaba usando determinadas palavras até para não ser excluída socialmente. Por isso, projetos como o do Sinal do Saber são importantes. Se a pessoa compreende o uso da língua, passa a falar corretamente.”

Débora lembra que mesmo as pessoas que conhecem mais a língua acabam usando palavras gramaticalmente inadequadas. “A língua portuguesa é muito rica. Para se comunicar com maior clareza, é importante conhecê-la”, explicou a professora, que é mestre em Letras.

dica do Jarbas Aragão

Concurso Cultural Literário (15)

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capa contra a servidão voluntáriacapa manifestações ideológicas do autorismo

A influência e o reconhecimento de Marilena Chaui como uma das mais importantes intelectuais do país estão relacionados não somente aos seus escritos estritamente filosóficos, mas, sobretudo, à sua contribuição para o pensamento social e político brasileiro nas últimas décadas.

A coleção Escritos de Marilena Chaui, criada para facilitar o acesso aos textos publicados em diferentes veículos e oferecer aos leitores volumes que reúnem temas específicos abordados pela filósofa, traz compilações especiais de ensaios, artigos e intervenções – entre já publicados e inéditos, todos revistos pela autora.

Neste primeiro volume, Marilena acompanha a reflexão política do francês Étienne de La Boétie e enfrenta o desafio de compreender a paradoxal experiência humana de uma servidão voluntária, analisando seus meandros e suas implicações. Em oito textos que contemplam três décadas de intensa produção sobre o tema (de 1982 a 2013), Chaui mostra como a servidão voluntária está presente por toda parte: muitos vivem sob o domínio de um que se destaca de seus pares, ergue-se acima da sociedade e a sujeita, comandando-a, enquanto os outros servem, voluntariamente. Fecha o volume uma entrevista especialmente concedida para esta publicação. Nela a autora realiza um balanço da coletânea e de seu encontro com La Boétie.

Mesmo em uma democracia, não é incomum observar, com olhos mais atentos, manifestações ideológicas do autoritarismo no Brasil. Elas estiveram presentes no país, entre outros momentos, na ação integralista dos anos 1930, na luta pela redemocratização cinco décadas depois, no arcaísmo fora de moda dos anos 1990 – e hoje surgem de forma mais sofisticada nas relações de poder, apesar dos quase 30 anos do fim do último regime ditatorial.

Este segundo volume da coleção Escritos de Marilena Chaui chega em hora propícia, logo quando o país se surpreende com inúmeras manifestações massivas, intimamente vinculadas ao evidente autoritarismo da política brasileira. Estão reunidos aqui artigos publicados em livros, revistas e jornais nas décadas de 1970, 1980, 1990 e 2000, que oferecem ao leitor uma consistente análise das diversas manifestações ideológicas do autoritarismo já ocorridas e ainda presentes no país, tendo como pano de fundo o contexto dessas décadas.

O leitor encontrará nestes textos motivações para investigar as origens do autoritarismo brasileiro e criticar as suas manifestações atuais. Observadora atenta das lutas sociais na sociedade de classes desde a década de 1970, Marilena Chaui oferece aqui um instrumental crítico que compreende desde a visão autoritária das elites dominantes até sua atuação na conformação do Estado.

O livro traz, portanto, questões de fundo da ideologia e do autoritarismo nativo, em um rico conjunto de textos de cunho eminentemente político e que reforçam o fortalecimento, ainda necessário, da democracia brasileira.

Vamos sortear 2 exemplares de cada um dos novos livros da filósofa Marilena Chaui: “Manifestações ideológicas do autoritarismo brasileiro” e “Contra a servidão voluntária“.

Para participar, basta completar na área de comentários a frase “Estudar filosofia é importante para…“. Use no máximo 2 linhas na resposta.

O resultado será divulgado no dia 4/10 às 17h30 neste post e no perfil do twitter @livrosepessoas.

Lembrete: Se você participar pelo Facebook, por gentileza mencione um e-mail de contato.

Boa sorte! 🙂

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Parabéns aos ganhadores:

Livro: Manifestações ideológicas do autoritarismo brasileiro: Daiane Teles e Thales Brunos

Livro: Contra a servidão voluntária: Erica Tavares e Angelo Miranda

Por gentileza enviar seus dados completos para livrosepessoas@gmail.com até o dia 7/10.

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