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It – A Coisa 2: Sequência deve abordar a mente perturbada de Pennywise

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“O que ele é e de onde ele vem?”

Thamires Viana, no Cineclick

O ator Bill Skarsgård revelou em entrevista ao IGN que o segundo filme inspirado na obra de Stephen King deve abordar a mente do assustador palhaço Pennywise.

“O primeiro filme funcionou tão bem no que está tentando fazer. É a história das crianças e você as segue e acaba se apaixonando por elas. Porém a segunda será a história adulta e será um filme ativamente diferente. Eu acho que vale a pena explorar os aspectos psicológicos do horror, mas também a origem de Pennywise: O que ele é e de onde ele vem?”

Skarsgard afirma que pesquisou toda a história do palhaço para vivê-lo nos cinemas: “Eu passei e vou passar por essas 1200 páginas pelo menos mais uma vez antes de entrar na segunda parte desse filme”, disse o ator.

“Eu meio que gosto disso. Poderia ser quase uma espécie de viagem psicodélica se você entrar na mente do Pennywise. Há oportunidades, eu acho, e estou ansioso por isso”, finalizou.

IT: A Coisa 2 deve chegar aos cinemas em 6 de setembro de 2019.

Diretor de Os Novos Mutantes vai adaptar livro de Stephen King, O Talismã

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Josh Boone já comanda outro filme baseado num romance do escritor: Revival.

Felipe Ribeiro, no Adoro Cinema

Diretor de X-Men: Os Novos Mutantes, cujo horripilante primeiro trailer já foi divulgado, Josh Boone acaba de ser recrutado pela Sony para adaptar o sombrio romance fantástico de Stephen King e Peter Straub: O Talismã. Segundo a Variety, o cineasta está cotado apenas para escrever o roteiro, mas pode acabar se tornando diretor do projeto ao longo do caminho.

Primeira colaboração de King e Straub, o livro gira em torno de um garoto de 12 anos, Jack Sawyer, que vaga por uma dimensão paralela chamada de Os Territórios em busca de um talismã, o único objeto que pode salvar a vida da sua mãe em estado terminal. Ele encontra domínios dentro de outros domínios e eventualmente se depara com pessoas que são reflexos daquelas que conhece no mundo real, como sua mãe.

No início do projeto, quando ainda não era certo se ele seria um filme ou minissérie, Steven Spielberg estava cotado no cargo de direção. É incerto se o diretor de Jurassic Park pode ou não retornar. Contudo, independente disso, Boone não é um completo estranho ao trabalho de King, pois já foi chamado para outras adaptações de livros do escritor, como Revival, filme em desenvolvimento que é baseado num romance do autor e esta sendo comandado por Boone.

A adaptação de O Talismã ainda não tem previsão de lançamento e vem à tona num momento em que vários adaptações de King estão em alta tanto no cinema (It – A Coisa, A Torre Negra), quanto na televisão (Castle Rock, Mr. Mercedes).

Stephen King está em alta com novo livro, HQ e relançamentos

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Publicado no Estadão

Nesta segunda, 16, chega às lojas Belas Adormecidas, novo livro de Stephen King. Escrito em parceria com o filho caçula, Owen, a obra é lançada em um dos momentos de maior popularidade em sua carreira – que sempre esteve em alta com clássicos marcantes na literatura e adaptados para o cinema, como O Iluminado e Carrie.

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O momento tão pop é por conta do filme It – A Coisa, baseado no livro de 1986, que estreou em setembro e quebrou o recorde de bilheteria para longa de terror. Só no Brasil, como efeito do longa, o livro teve aumento de vendas de 290%, entre janeiro e setembro de 2017, em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo a editora Suma de Letras, que publica a obra no País. Ao todo, livros de King na Suma também tiveram aumento nas vendas de 40% nos mesmos períodos.

Próxima aposta, o lançamento de Belas Adormecidas será simultâneo com os EUA, algo nem sempre possível para o mercado brasileiro. “Tivemos um prazo pequeno, de três meses, precisei de uma dedicação maior”, diz a tradutora Regiane Winarski, fã do autor que já traduziu outras sete obras dele, como o próprio It e Joyland.

Críticas como a do New York Times não aprovaram a parceria entre Stephen e Owen – “prosa irreconhecível”. Winarski diz não ter estranhado, mas admite que pode ser perceptível o peso da escrita a quatro mãos. Ela confessa também que o novo livro não é o tradicional King. “Já traduzi outros livros de parceria em que senti mais a diferença, mas dá para ver que há mais alguém ali.” Para a tradutora, o que mais chamou sua atenção foi um King “bonzinho”. “Ele às vezes é muito cruel com os personagens, mata sem pena, mas nesse não está tão sangrento.”

Já acostumada com a escrita do autor, Winarski revela que o principal desafio sempre é adaptar para o português a linguagem coloquial e cheia de palavrões. Outro tradutor de King, Érico Assis, concorda. “Ele tem um jeito particular de usar adjetivos de ênfase e também palavrões, que acaba caracterizando e dizendo muito sobre cada personagem”, explica.

É de Érico a tradução de Creepshow, que chega às lojas no fim de outubro pela editora Darkside. A obra é uma graphic novel criada em 1982 pelo ilustrador Bernie Wrightson com base no roteiro do filme de mesmo nome, escrito e estrelado por King, que reúne alguns contos de terror do autor.

Além de ter que fazer jus ao texto, a versão brasileira chega pouco tempo após a morte de Wrightson, em janeiro. “Honra e desafio”, define Assis. “Como em qualquer tradução de HQ, tenho que me ater a palavras e desenhos, entender como se relacionam no original”, explica. “Fiz isso em Creepshow, mas como havia mais texto do que num quadrinho contemporâneo, minha atenção maior foi ao estilo, que misturam tom de gibi das antigas e prosa stephenkinguiana.”

Para celebrar os 70 anos de King, completados em 21 de setembro, a Darkside relançou ainda o livro Stephen King – A Biografia: Coração Assombrado, de Lisa Rogak, numa edição especial para colecionadores.

“A Coisa”, de Stephen King, é um dos livros mais vendidos do Brasil

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Paulo Lannes, no Metrópoles

O livro “It – A Coisa”, lançado por Stephen King em 1986, está surfando no sucesso da atual versão cinematográfica. A obra está na lista dos livros mais vendidos do mercado editorial brasileiro há um mês.

Nesta semana, a obra ficou em segundo lugar na categoria ficção, atrás apenas do livro “No Colo dos Anjos”, de Leo Chaves.

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O sucesso literário se dá pelo lançamento de uma adaptação cinematográfica da obra que ainda está em cartaz. O filme, dirigido por Andy Muschietti, já levou 4 milhões de brasileiros às salas de cinema.

Stephen King lança livro com o filho caçula Owen

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Thales de Menezes, na Folha de S.Paulo

“Minha mulher achou o manuscrito na lata de lixo. Leu e entregou de volta para mim. Pediu que eu não desistisse daquela história, porque era muito boa.”

O manuscrito era um esboço de “Carrie, a Estranha”, e quem conta o episódio é o escritor americano Stephen King, 70, que já vendeu mais de 400 milhões de livros no mundo. “Carrie” foi o primeiro que lançou, em 1974.

A importância de Tabitha Spruce na vida de King, com quem está casada há 46 anos, surgiu como assunto na conversa do escritor numa manhã nova-iorquina dedicada a encontrar jornalistas estrangeiros na sede da editora Simon & Schuster.

O escritor americano Stephen King

O escritor americano Stephen King

Mulheres foram assunto durante grande parte das respostas de King. Ele escreveu, com o filho caçula, Owen, 40, o livro “Belas Adormecidas”, que será lançado no Brasil no próximo dia 16.

“Um dia perguntei ao meu pai o que achava da ideia de um livro em que, num dia qualquer, todas as mulheres do mundo não acordassem. Eu queria que ele escrevesse, ele se recusou. Ficamos com a ideia nos rondando por um tempo e então veio a ideia de escrevermos juntos. Mas não tínhamos ainda personagens, era só uma ideia engraçada.”

Owen é interrompido por King, que fala, em tom brincalhão, que o filho está falando bobagens (“bullshit” é a palavra utilizada). Diz então que não é bem assim.

“Owen já tinha uma coisa bem mais formatada, que é a combinação da ideia das mulheres que não acordam com o cenário de uma prisão feminina”, explica o autor. De bom humor e ar jovial, King morde um palito de dente, algo que continuou fazendo durante a entrevista inteira –ele tinha alguns palitos no bolso de sua camisa.

MICROCOSMO

Como em praticamente todos os seus 56 romances e mais de 200 contos, a ação se passa numa cidadezinha. Esta se chama Dooling. “Pensamos também em colocar a prisão numa cidade pequena, porque o que aprendi na escola, nas aulas de literatura, é que um microcosmo reflete o macrocosmo. Você pode usar um lugar pequeno para falar de tudo”, justifica King.

Com a carreira bem-sucedida, agora marcada entre sua estreia com “Carrie”, livro sobre uma garota paranormal que sofre bullying, e as mulheres em apuros de “Belas Adormecidas”, King fala muito sobre a presença feminina em sua vida.

Ele foi criado pela mãe. Quando tinha dois anos, seu pai saiu para comprar cigarros e nunca mais voltou. King insiste que foi exatamente assim, sem inventar a situação que lembra piada recorrente.

Ela não queria que o menino ficasse estigmatizado como filho de mãe solteira. Então mandou que ele respondesse a quem perguntasse que o pai estava na Marinha.

“Minha mãe tinha cinco irmãs e todas estavam por perto o tempo todo. Quando comecei a publicar livros, vi que as mulheres eram aquelas que faziam as coisas acontecerem nas editoras. Encontrei grandes profissionais. Então sempre convivi bem com mulheres, me sinto confortável trabalhando com mulheres e escrevendo sobre elas.”

“Belas Adormecidas” mostra as mulheres pegando no sono e não despertando mais. Fios crescem rapidamente de seus cabelos e formam casulos em torno de suas cabeças. Os homens se revoltam com a situação, em desdobramentos violentos e desesperados.

A dupla de autores ri diante da pergunta: seria possível escrever um livro em que os homens caíssem no sono eterno e deixassem as mulheres sozinhas na Terra?

“Acho improvável”, responde Owen. King pega mais pesado: “Impossível. Vejo os homens agressivos, confrontadores. Veja Donald Trump e o ditador da Coreia do Norte. Uma briga louca de machos alfa. Se todos os homens dormissem, acho que as mulheres trabalhariam muito bem juntas. Não haveria confronto, não haveria história”.

VISITA AOS PRESÍDIOS

Owen visitou penitenciárias femininas. Segundo o pai, trouxe tristeza para a narrativa. “Ele esteve na prisão de New Hampshire. A biblioteca tinha todos os meus livros! Pobres mulheres!”, brinca.

A dupla pensou meses sobre as consequências que essa situação poderia render no enredo. No fim, eles optaram por contar apenas os primeiros dias após o surgimento da estranha condição das mulheres, sem ampliar a ação para fora de Dooling.

“E, como todas acabariam dormindo, pensamos no personagem masculino para amarrar a história, que é o psiquiatra da prisão, Clint”, conta Owen. “Mas ele não é um herói, um personagem que salva outros em várias situações durante a trama.”

King diz estar muito satisfeito com os personagens que inventaram. “Ele têm imperfeições, são realistas, ninguém é só bonzinho ou totalmente maldoso. O desafio, para mim, é lembrar sempre que cada personagem faz aquilo que acha certo, mesmo que para algumas pessoas ele esteja terrivelmente errado. Você precisa ficar ao lado de cada um deles.”

Com tantos personagens –o livro tem no começo uma lista de todos, para facilitar a leitura–, “Belas Adormecidas” poderia funcionar como uma série de TV. Owen revela que a ideia inicial chegou a ser um roteiro para uma, mas, quando os dois se uniram para o trabalho, a opção pelo livro foi mais sedutora.

Segundo os dois, o processo foi “pacífico” –palavra usada por Owen. Não houve brigas. “Foi como jogar tênis. Um passando a bola para o outro”, conta o pai.

Owen às vezes escrevia cerca de 30 páginas e perguntava ao pai para onde ele iria a partir daquele ponto.

“Já escrevi em parceria antes, até com meu filho mais velho, Joe Hill, mas isso foi totalmente diferente”, opina King. “Houve uma mistura…”

Owen interrompe o pai. “Sei que as pessoas podem ficar tentadas a ler o livro procurando saber quem escreveu cada parte, mas nem nós temos condições de dizer.”

King dá sua versão: “Eu penso que o livro foi escrito por uma terceira pessoa, que é a combinação de nós dois. O resultado é totalmente diferente do que cada um escreveria sozinho.

Depois de “Belas Adormecidas”, Stephen e Owen King pretendem repetir a experiência de escrever um romance em parceria.

“Eu quero, pode apostar”, diz Owen. “Foi tão estranho propor uma ideia ao meu pai e ele aceitar. Não é algo tão natural como as pessoas podem pensar.”

King defende que a relação entre os dois, durante o projeto, deixou de lado a ligação de pai e filho. “Tinha de fazer isso. Respeito Owen como escritor. Uma atitude paternalista nunca esteve na minha cabeça, em nenhum momento.”

Embora concorde com o pai e diga que realmente tiveram uma relação de colegas escritores, Owen afirma que há uma carga adicional nesse processo.

“Estou com 40 anos, escrevi outros livros e tenho minha família. Mas, por mais de um ano, conversamos sobre esse livro. Horas e horas de trabalho lado a lado. Quem é o filho que, na minha idade, consegue passar tanto tempo assim com o pai? Além do mais, ele é incrivelmente ocupado.”

A pergunta é inevitável: o que o pai ensinou ao filho sobre seu ofício de escritor?

“Escrever todos os dias. Ou pelo menos tentar. Ele me diz isso desde que eu era criança”, responde Owen. “Tento dedicar o máximo de tempo que eu posso a escrever.”

O próprio King afirma procurar seguir essa diretriz. Mas nem sempre ele consegue.

“Tento escrever todos os dias, mas você tem família e coisas chatas para fazer, como ir ao dentista, fazer reunião com advogados ou ser entrevistado por jornalistas estrangeiros”, diz, rindo.

Owen segue no assunto. “Pessoas acham que livros saem fácil. Eu vi minha mãe escrever das nove da manhã às cinco da tarde e, no resto do tempo, cuidar da casa, cuidar de nós. Claro que existem as histórias de sucesso na literatura, mas é inegável que o tempo que você precisa dedicar a isso é enorme.”

HERANÇA CRIATIVA

King pede a palavra. “Todos os meus filhos trabalham duro. Eles têm um pouco da minha imaginação, e da imaginação da mãe deles, que também é uma romancista. Cresceram nessa atmosfera, com livros por todo lado.”

Ele diz se lembrar da infância de Owen, numa época em que ele era o único garoto da turma que não via TV. A família morava afastada das antenas e não tinha sinal de TV, então o menino se voltava aos livros. E gibis. “Homem-Aranha, claro! Peter Parker ia a todos os lugares comigo!”

O dia a dia de King quando os filhos eram pequenos foi, segundo ele, “normal”.

“Apenas durante um curto período eu escrevi no porão, porque meu filho Joe tinha quatro anos e um dia pegou o estojo de lápis de cor e desenhou sobre boa parte de um de meus manuscritos.”

King então alugou um cômodo de uma vizinha, onde concluiu o texto de “O Iluminado”. “Mas quero dizer uma coisa”, pede. “Depois que passei a ter um escritório em casa, eu nunca fechei a porta. Meus filhos entravam ali sempre que queriam.”

Além de procurar tempo para escrever diariamente, King se ocupa com o Twitter e preserva o hábito de ler sempre algum livro, um em seguida ao outro.

“Mas não leio depressa, quero apreciar a história. Tenho sempre um livro comigo, gosto da companhia. Sabe que Owen gravou para mim em fitas cassete ‘Guerra e Paz’, de Leon Tolstói, para que eu escutasse no carro?”

“Sim, fiz isso com outros livros. Gravei ‘O Senhor dos Anéis’ para ele. Comecei aos oito anos. Sou bom nisso até hoje, acho tranquilo ler para o público trechos dos meus livros em lançamentos.”

Quanto ao Twitter, King se empolga. “Twitter é uma ferramenta poderosa para comprimir uma ideia. Todos os meus livros começam com um ideia clara, que fico remoendo muito tempo. Depois eu passo para os personagens, mas a ideia está decidida. Acho que todos os meus livros podem ser resumidos em um tuíte.”

O jornalista Thales de Menezes viajou a convite da editora Companhia das Letras

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