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Com febre dos livros de colorir para adultos, Faber Castell vende cinco vezes mais lápis de cor em abril

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Caixas mais sofisticadas, de linhas profissionais e com maior preço agregado são as mais procuradas

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Publicado em Época

este mês, os livros para colorir para adultos ultrapassaram os de “auto-ajuda” e conquistaram a liderança da lista de obras mais vendidas no país. Até a primeira quinzena de abril, por exemplo, já haviam sido vendidos 65 mil exemplares do Floresta Encantada, lançado no início do mês. Desde dezembro, 150 mil cópias do livro Jardim Secreto foram compradas pelos brasileiros. Ambos são de autoria de Johanna Basford e foram publicados pela Editora Sextante. As obras, vendidas como uma “arte terapia” – de fácil acesso e execução – viraram febre nas redes sociais e se esgotaram em diversas livrarias. Mas, além das editoras, há uma empresa que está se beneficiando diretamente da onda: a Faber Castell.

No Brasil, a maior fabricante de lápis do mundo vendeu no mês de abril cinco vezes mais lápis de cor do que em relação ao mesmo mês de 2014. “Houve uma demanda muito maior de produtos para colorir, principalmente os lápis de cor de maior valor agregado. Em algumas cidades, os estoques se esgotaram”, afirma Claudia Neufeld, diretora de marketing da Faber-Castell Brasil. Sonho de muitas crianças, as caixas mais sofisticadas e mais caras são as mais procuradas pelo adultos, segundo a empresa. “Registramos um aumento na nossa linha semiprofissional Creative Studio, que possui estojos de até 60 cores, e os da linha profissional Art&Graphic , que tem estojos com até 120 cores”, afirma Claudia.

A empresa afirma que ainda não conseguiu fechar os números de vendas mais recentes – que devem ser divulgados em maio, com o balanço do primeiro trimestre. Mas comemora o aumento em um período atípico de vendas, distante das férias escolares. A Faber Castell atribui esse aumento não apenas à “febre dos livros de colorir”, como também ao projeto de educação “Ideias Feitas a Mão”, que desenvolve há um ano e que busca “retomar o valor da escrita no papel e da importância de desenhar e pintar em todos os períodos da vida”.

Carta de suicídio de Kurt Cobain, na íntegra e com grafia original, vira camiseta sucesso de vendas

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A camiseta que está a venda no eBay por U$ 25 (cerca de R$ 64) (Foto: Reprodução)

A camiseta que está a venda no eBay por U$ 25 (cerca de R$ 64) (Foto: Reprodução)

Bruno Astuto, Aoyr Méra Junior e Dani Barbi, na Época

Antes de cometer suicídio em 1994 Kurt Cobain, vocalista e guitarrista da banda Nirvana, deixou uma carta de despedida. No texto, ele narra sua solidão e problemas de relacionamento possivelmente causados por excesso de drogas e álcool. A tal carta veio à tona logo após sua morte e chegou a ser lida em um programa de TV pela viúva do músico, Courtney Love. Agora, fãs de todo o mundo podem usar as últimas palavras de Kurt próximo ao peito, ‘vestir a camisa’ e partilhar da dor do roqueiro. É que o site de venda eBay está vendendo por U$ 25 (cerca de R$ 64) uma camiseta com a íntegra da carta de Cobain, com direito a grafai original, com a letra do cantor. Em pouco mais de uma semana 200 mil unidades já foram vendidas, o que obrigou o site de vendas a providenciar uma nova remessa do produto. Procurado por um jornal americano, a viúva Courtney Love, detentora dos direitos de imagem de Kurt, preferiu não se pronunciar sobre o produto.

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A vida do cantor já foi retratada de várias maneiras e diversas vezes após a sua morte, seja no cinema, em livros ou em documentários televisivos. A primeira delas foi em 1998, com o documentário ‘Kurt & Courtney’. Já em 2005 foi produzido o longa-metragem ‘Últimos Dias’, filme que narra de forma fictícia os últimos dias de vida de Kurt. No ano seguinte, detalhe, a revista Forbes listou as treze celebridades mortas que mais lucraram nos últimos doze meses do ano de 2006. O cantor ficou em primeiro lugar da lista, 12 anos depois da sua morte, com ganhos estimados em U$ 50 milhões.

A cópia da carta de que a viúva de Kurt, Courtney Love, apresentou após suas morte (Foto: Reprodução)

A cópia da carta de que a viúva de Kurt, Courtney Love, apresentou após suas morte (Foto: Reprodução)

Veja abaixo, em tradução livre, a íntegra da carta de despedida de Kurt Cobain

Falo como um simplório homem com experiência que obviamente preferia ser uma criança castrada e reclamona. Este bilhete deve ser bastante fácil de entender. Todas as advertências das aulas de Introdução ao Punk Rock ao longo dos anos, desde minha apresentação à, digamos, ética envolvida na independência e o acolhimento de sua comunidade, se provaram verdadeiras. Eu não tenho sentido a excitação de ouvir, bem como criar música, juntamente com a leitura e a escrita, faz muitos anos. Eu me sinto culpado por essas coisas além do que posso expressar em palavras

Por exemplo, quando estamos atrás do palco e as luzes se apagam, e o ruído ensandecido da multidão começa, isso não me afeta do jeito que afetava Freddie Mercury, que parecia amar, se deliciar com o amor e adoração da multidão, que é algo que eu admiro e invejo totalmente. A verdade é que não consigo enganar vocês, nenhum de vocês. Simplesmente não é justo nem com vocês nem comigo. O pior crime que posso imaginar seria enganar as pessoas sendo falso e fingindo como se eu estivesse me divertindo 100%. Às vezes eu sinto como se eu tivesse que bater o cartão de ponto antes de subir ao palco. Eu tentei tudo ao meu alcance para gostar disso (e eu tento, por Deus, acreditem em mim, eu tento, mas não é o suficiente). Eu gosto do fato que eu e nós atingimos e dirvertimos um monte de gente. Devo ser um daqueles narcisistas que só dão valor as coisas quando elas se vão. Sou muito sensível. Preciso ficar um pouco dormente para ter de volta o entusiasmo que eu tinha quando criança.

Nas nossas últimas três turnês, eu tive um apreço muito maior por todas as pessoas que conheci pessoalmente e pelos fãs de nossa música, mas eu ainda não consigo superar a frustração, a culpa e a empatia que eu tenho por todos. Existem coisas boas dentro de todos nós. Eu acho que simplesmente amo demais as pessoas e isso me deixa muito triste. O pequeno, sensível, insatisfeito, pisciano, Jesus triste. “E por que você simplesmente não aproveita?” Eu não sei.

Eu tenho uma deusa como esposa que transpira ambição e empatia e uma filha que me lembra demais como eu costumava ser, cheia de amor e alegria, beijando cada pessoas que ela encontra porque todos são bons e ninguém a fará mal nenhum. E isso me apavora ao ponto de eu mal conseguir funcionar. Eu não posso suportar a idéia de Frances se tornar um triste, autodestrutivo, e mortal roqueiro, como eu virei.

Eu tive muito, muito mesmo, e eu sou grato por isso, mas desde os sete anos, passei a ter ódio de todos os humanos em geral. Apenas porque parece tão fácil para as pessoas que tem empatia se darem bem. Apenas porque eu amo e lamento demais pelas pessoas, eu acho.

Obrigado do fundo do meu ardente e nauseado estômago por suas cartas e preocupação nestes últimos anos. Eu sou um bebê errático e triste! Eu não tenho mais a paixão, e por isso lembre-se, é melhor queimar de vez do que se apagar aos poucos.

Paz, amor, empatia.

Kurt Cobain

O professor de Harvard que ensina a ser feliz

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O professor Tal Ben-Shahar: “A felicidade não é estática. É um processo que termina apenas com a morte”

O professor Tal Ben-Shahar: “A felicidade não é estática. É um processo que termina apenas com a morte”

Anna Carolina Rodrigues, na Você S/A

São Paulo – Os cursos mais populares da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, não ensinam medicina nem direito, mas felicidade. No ano passado, mais de 1 000 alunos se inscreveram para assistir às aulas do professor Tal Ben-Shahar, que usa um ramo da psicologia para ajudar os estudantes de graduação na busca da realização pessoal.

Na primeira vez que ministrou o curso, há dez anos, oito pessoas se inscreveram. A fama cresceu e, embora os alunos façam trabalhos, não recebem notas, mas algo mais pessoal. “Eles falam que a aula muda a vida deles”, diz Tal. Nesta entrevista, ele mostra como encontrar satisfação profissional e pessoal.

VOCÊ S/A – Aulas que têm como enfoque otimismo e felicidade não são algo comum em uma universidade tradicional como Harvard. Por que criou o curso?

Tal Ben-Shahar – Comecei a estudar psicologia positiva e a ciência da felicidade porque me sentia infeliz. No meu segundo ano de estudante em Harvard, quando cursava ciência da computação, eu era bem-sucedido, pois tinha boas notas e tempo para atividades que me davam prazer, como jogar squash. Mesmo assim era infeliz.

Para entender por que, mudei de área e fui cursar filosofia e psicologia. Meu objetivo era responder a duas perguntas: por que estou triste e como posso ficar feliz? Estudar isso me ajudou, e decidi compartilhar o que aprendi.

VOCÊ S/A – Uma pesquisa de doutorado feita no Brasil revela visões diferentes do que é ser bem-sucedido, que vão além de dinheiro e poder. As pessoas buscam algo mais profundo?

Tal Ben-Shahar – Sucesso não traz, necessariamente, felicidade. Ter dinheiro ou ser famoso só nos faz ter faíscas de alegria. A definição de sucesso para as gerações mais novas mudou. Não é que as pessoas não busquem dinheiro e poder, mas há outros incentivos.

No passado, sucesso era definido de maneira restrita, e as pessoas ficavam numa empresa até a aposentadoria. Agora, há uma ânsia por ascender no trabalho, ter equilíbrio na vida pessoal e encontrar um propósito.

VOCÊ S/A – Qual a principal lição sobre a felicidade o senhor aprendeu?

O que realmente interfere na felicidade é o tempo que passamos com pessoas que são importantes para nós, como amigos e familiares — mas só se você estiver por inteiro: não adianta ficar no celular quando se encontrar com quem você ama. Hoje, muita gente prioriza o trabalho em vez dos relacionamentos, e isso aumenta a infelicidade.

VOCÊ S/A – Descobrir para onde queremos ir seria a grande questão?

Muita gente não sabe o que pretende da vida simplesmente porque nunca pensou sobre o assunto. As pessoas vivem no piloto automático. Ouvem de alguém que deveriam ser advogado ou médico, e acreditam em vez de se perguntar do que gostam. Essa é a questão fundamental.

VOCÊ S/A – Como aplicar as diretrizes da psicologia positiva no dia a dia do trabalho?

Uma maneira é pensar nos progressos diários que um profissional alcança no fim de cada dia. Segundo uma pesquisa de Teresa Amabile, professora de administração da Harvard Business School, quem faz isso tem índices mais altos de satisfação e é mais produtivo.

Deve-se também valorizar os próprios pontos fortes e, no caso dos chefes, os pontos fortes das pessoas da equipe, o que aumenta a eficiência dos times. Isso não significa deixar de lado as fraquezas, que devem ser gerenciadas. Apenas que a maior parte da energia precisa ser gasta fortalecendo os pontos fortes ao máximo.

VOCÊ S/A – Dá para fazer isso mesmo em momentos de crise ou de baixo desempenho?

Sim, desde que os profissionais sejam realistas. Em 2000, quando Jack Welch­ (ex-presidente da GE e referência em gestão) foi nomeado o gerente do século pela revista Fortune, perguntaram que conselho ele daria a outros gerentes. A resposta foi: aprendam a encarar a realidade.

O mesmo se aplica nesse caso. A psicologia positiva não defende que os erros e os pontos fracos sejam ignorados. Apenas propõe uma mudança de foco: parar de enxergar só o que vai mal e ver o que dá certo — mesmo nas crises. A proposta é observar o quadro completo da realidade.

VOCÊ S/A – Qual sua opinião sobre o discurso de que basta fazer o que ama para encontrar satisfação profissional?

Isso pode ser a solução para alguns. Na maioria dos lugares e trabalhos, é possível identificar aspectos significativos para cada pessoa. Uma pesquisa feita com profissionais que trabalham em hospitais mostrou que tanto no caso de médicos quanto de enfermeiros e auxiliares havia profissionais que enxergavam o trabalho como um chamado e outros que o viam apenas como um emprego.

Em outras palavras, o foco que damos ao trabalho acaba sendo mais importante do que a natureza dele. Alguém que é funcionário de um banco pode pensar que trabalha com planilhas o dia todo ou que está ajudando as pessoas a gerenciar sua vida.

VOCÊ S/A – O jornalista britânico Oliver Burkeman defende que não se deve buscar felicidade, mas o equilíbrio, pois ninguém pode ser feliz sempre. O que acha disso?

Concordo. A primeira lição que dou na minha aula é que nós precisamos nos conceder a permissão de sermos seres humanos. Isso significa vivenciar emoções dolorosas, como raiva, tristeza e decepção. Temos dificuldade de aceitar que todo mundo sente essas emoções às vezes. Não aceitar isso leva à frustração e à infelicidade.

VOCÊ S/A – O senhor é feliz?

Eu me considero mais feliz hoje do que há 20 anos e creio que serei ainda mais feliz daqui a cinco anos. A felicidade não é estática. É um processo que termina apenas com a morte. Encontrei significado em meu trabalho e faço o que me dá prazer, mesmo tendo, como todo mundo, momentos de estresse e sofrimento — esse é o equilíbrio que todo profissional deve almejar.

Mas também procuro desfrutar de coisas fora do mundo do trabalho: passar tempo com minha família, com meus amigos e encontrar um espaço na agenda para a ioga. Tudo com moderação.

Sucesso na TV, tirinhas de ‘Lili, a Ex’ ganham primeira coletânea em livro

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Beatriz Montesanti, na Folha de S.Paulo

Para aqueles que acabaram de conhecer Lili na pele de uma morena neurótica ligada em 220, uma coletânea e uma exposição em São Paulo vão revelar as facetas originais da personagem, que fez sucesso numa série televisiva do canal GNT.

As tirinhas de “Lili, a Ex”, do cartunista Caco Galhardo, foram reunidas pela primeira vez em livro, editado por Toninho Mendes, “figura mitológica dos quadrinhos nacionais”, segundo define Galhardo.

Na coletânea, lançada nesta quinta (6), foram reunidas 112 tiras, de um acervo calculado por Galhardo em mais de 500 histórias –publicadas na Folha desde 2009. Além do livro, algumas das tiras originais de Lili estarão expostas na Galeria Ornitorrinco, em São Paulo, até 12 de dezembro.

Reprodução de tirinha do livro "Lili a Ex", do desenhista Caco Galhardo, lançado pela editora Peixe Grande / Caco Galhardo

Reprodução de tirinha do livro “Lili a Ex”, do desenhista Caco Galhardo, lançado pela editora Peixe Grande / Caco Galhardo

DUAS LILIS

Se por um lado os desenhos revelam as origens de Lili, por outro a coletânea deve sua existência ao sucesso da adaptação televisiva, que em sua primeira temporada foi a segunda série mais vista pelo público feminino na TV paga, segundo dados do próprio GNT.

“Tem muita gente ligada na série, é legal ter uma coisa impressa”, diz Galhardo, ele mesmo responsável pela adaptação do roteiro. “A personagem existia antes, no quadrinho, ela já tem uma historia e uma personalidade.”

Na série, Lili, interpretada por Maria Casadevall, se muda para o apartamento vizinho ao do ex-marido (Felipe Rocha), para poder acompanhar sua vida de perto –e destruir todos os seus eventuais relacionamentos.

A mudança é uma novidade da versão televisiva, que traz ainda personagens que não estão nos quadrinhos, como a melhor amiga cabeleireira (Daniela Fontan) e a mãe perua (Rosi Campos).

Já no livro e na exposição, é possível conhecer personagens de Galhardo que não foram levados para as telas, como o derrotado Chico Bacon, homem com quem Lili acaba na cama após uma noite de bebedeira.

“Eu não sei se ele se encaixa no universo televisivo. Eu vejo ele muito como um personagem dos quadrinhos”, comenta o cartunista, duvidando de uma potencial carreira na TV para Chico Bacon.

LILI, A EX
Lançamento de livro e exposição

ONDE Galeria Ornitorrinco, av. Pompeia, 520, tel.: (11) 2338-1156
QUANDO de seg. à sáb., das 10h às 19h; até 6/12
QUANTO grátis; o livro custa R$ 27 (64 págs.)

Jovem de 16 anos do sertão cearense escreveu um dos livros mais vendidos da Amazon

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Apesar da pouca idade, Gabriel Damasceno, de Quixadá, já escreveu o primeiro livro de trilogia sobre a história do descobrimento do Brasil sob o ponto de vista de uma índia

Gabriel Damasceno no lançamento da primeira parte da trilogia Nita Cairu (Foto: Arquivo Pessoal)

Gabriel Damasceno no lançamento da primeira parte da trilogia Nita Cairu (Foto: Arquivo Pessoal)

Publicado na Tribuna do Ceará

José Gabriel Damasceno Almeida tem 16 anos e mora com os pais, no município de Banabuiú, a 225km de Fortaleza. Natural de Quixadá, o adolescente já publicou seu primeiro livro: “Nita Cairu e a Espada de Gohayó“, que conta a história do descobrimento do Brasil a partir da vida da índia Nita.

Desde criança, Gabriel lê de tudo um pouco. O garoto, que deseja ser jornalista, tentará, em 2014, ser aprovado na Universidade Federal do Ceará (UFC), através do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou na Universidade de Fortaleza (Unifor), pelo Programa Universidade para Todos (Prouni). Ele conta que decidiu começar a escrever quando assistiu a um vídeo do escritor Stephen King e ouviu o seguinte “conselho”: “Um bom autor pode escrever algo quando lê um livro e reflete que pode fazer melhor”.

Foi depois de uma aula de História do Brasil que Gabriel teve inspiração para criar o livro. “Eu estava na aula sobre Brasil Colônia e me interessei muito pela história do descobrimento do nosso País. Meu livro é a primeira trilogia com esse tema”, relata.

O romance conta a história da índia Nita – única sobrevivente de um massacre que acabou com toda a tribo Cairu. Durante a saga, Nita busca alguém para reproduzir, a fim de não deixar que sua etnia seja extinta. Em meio a isso, a indígena vive um triângulo amoroso com o índio Pirajá e o português Vicente.

O livro mistura romance, traições, escravidão e mistérios e está à venda pela Internet, nos sites da Amazon e da Editora Premius. A segunda parte da trilogia tem previsão de lançamento para 2015 e, de acordo com Gabriel, a repercussão está melhor do que ele esperava “As pessoas dizem que o livro é ótimo, muito instigante, e que estão loucos pelo segundo volume”, comenta.

Gabriel ocupa a 25ª cadeira da Academia Quixadaense de Letras. Seu livro já foi lançado em Banabuiú, Quixadá e Quixeramobim. Em breve, a obra chega a Fortaleza e ao Piauí. A saga de Nita Cairu entrou para os 60 livros mais vendidos da Amazon, na categoria Literatura/Fantasia.

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