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As razões do sucesso da universidade que ultrapassou a USP

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O reitor da Universidade Católica do Chile diz que aumento de produtividade e estímulo à divulgação científica explicam ascensão da instituição em ranking

 

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Entrevista: Ignacio Sanchéz

Recentemente, a Universidade de São Paulo perdeu o posto de melhor instituição de ensino superior da América Latina no respeitado ranking organizado pela consultoria britânica QS Quacquarelli Symonds. Quem assumiu o lugar é a Pontifícia Universidade Católica do Chile (UC). Segundo o reitor Ignacio Sánchez, o avanço chileno se deve a uma combinação de aumento de produtividade acadêmica e estímulo à divulgação do conhecimento. Exemplo disso é a adoção do inglês em aulas, pesquisas e até no processo seletivo da instituição: ao “falar” a língua da ciência, a produção acadêmica da UC ganha alcance e reconhecimento. É uma medida que as universidades brasileiras demoram para colocar em prática. “Nossa ciência é reconhecida cada vez mais por sua qualidade”, diz Sánchez. O reitor virá ao Rio no fim deste mês, onde explicará as razões do sucesso da UC no III Encontro Internacional de Reitores Universia. Deve falar também sobre a proposta de reforma educacional em discussão em seus país. A proposta prevê, entre outras medidas, a redução dos recursos destinados à pesquisa que o governo envia a seis universidades não-estatais conhecidas no Chile como vocacionais ou comunitárias. A medida acertaria em cheio a própria UC. Sánchez discorda do governo: “O repasse de verbas deveria ser feito de acordo com a qualidade da produção científica, e não segundo o caráter estatal ou não da instituição”, diz. Outra mudança proposta pela presidente Michelle Bachelet é a universalização da gratuidade do ensino superior público: hoje, mesmo as universidades públicas cobram mensalidades. Novamente, Sánchez se opõe à reforma. “As pessoas com mais recursos terão universidade gratuita às custas das pessoas com menos recursos”, diz o reitor. Confira a seguir entrevista que ele concedeu a VEJA.com.

Qual o segredo da UC para assumir o posto de melhor universidade da América Latina? Há três anos, aparecíamos na segunda posição do ranking da QS, com uma pontuação bem próxima à da USP, que considero uma excelente universidade. Contudo, falhávamos ao divulgar nossas pesquisas no exterior. Tínhamos muito trabalho sendo desenvolvido, mas os métodos de apresentação eram muito diferentes em cada curso. Fizemos, então, um esforço para mudar isso. Outros dois fatores influenciaram nosso desempenho. O primeiro é a proporção de docentes por aluno. Há cinco anos, temos uma política de portas abertas que pretende aumentar o contato de estudantes com professores, inclusive após as aulas e durante o período de provas. Para tanto, foi necessário aumentar o número de professores. Hoje, são cerca de 3.200 docentes para 26.000 estudantes, uma relação de 8 profissionais por aluno [a média da USP é de 15]. O segundo fator está relacionado à pesquisa. Temos 35 programas de doutorado e desenvolvemos pesquisas em todas as áreas. A produtividade tem aumentado de maneira contínua, juntamente com os índices que medem a qualidade da nossa investigação. A UC tem o melhor índice de impacto de pesquisas da América Latina. Isso significa que nossa ciência é reconhecida cada vez mais por sua qualidade.

A UC exige que seus estudantes tenham um bom nível de proficiência em inglês. Isso tem influência na divulgação internacional das pesquisas? Sim, sem dúvida. Em média, fazemos 1.500 publicações por ano, sendo que mais de 90% são em inglês. Em nossos campi, mantemos uma cultura bilíngue na pesquisa e pós-graduação. Na pós, parte das aulas é ministrada em inglês, assim como ocorre nos encontros de professores em que há convidados que não falam espanhol. Na graduação, a exigência começa no vestibular. O estudante faz dois exames: um em espanhol, de conhecimentos de linguagem e compreensão de texto, e outro sobre o domínio da língua inglesa. Esse teste avalia conhecimentos básicos e nível de compreensão de leitura técnica. Não é cobrado que o aluno consiga ler um romance complexo, mas sim que possa participar das aulas que oferecem conteúdos em inglês. Se o candidato não é aprovado em inglês, mas obteve boa pontuação no exame em espanhol, pode entrar na universidade. Contudo, tem que fazer um curso gratuito em inglês na sua área de interesse. A UC é a única que faz essa exigência na seleção de alunos.

A reforma educacional proposta pelo governo pode afetar os bons índices de desempenho da UC? A reforma vai afetar todos os níveis de educação, da pré-escola à universidade. Para entendê-la, é importante fazer uma diferenciação. No Brasil, as instituições de ensino são estatais ou privadas. No Chile, além dessas, existe um terceiro tipo: são aquelas conhecidas como comunitárias ou vocacionais, que não têm fins lucrativos. Há escolas e universidades com esse perfil, como é o caso da UC. Essas instituições recebem verbas do governo para manter seu funcionamento, mas podem cobrar mensalidade dos estudantes. A rede privada não será afetada pelas mudanças propostas. Contudo, as comunitárias ou vocacionais — seis ao todo — não poderão mais cobrar mensalidades. Na prática, essas universidades, que hoje recebem suporte financeiro para manter bolsistas e para desenvolver pesquisas, passarão a receber menos recursos e poderão até deixar de receber qualquer valor. O governo ainda está detalhando as propostas e até outubro conheceremos com maior precisão o impacto das medidas.

Qual é o valor do recurso que o governo repassa à UC hoje? Cerca de 42 milhões de dólares anualmente, cerca de 5% do nosso orçamento de 800 milhões de dólares. Esses 42 milhões de dólares correspondem ao dinheiro destinado aos fundos de pesquisa e à manutenção de bolsas para estudantes mais pobres. A Universidade do Chile, maior instituição de ensino superior estatal do país, recebe mais de 100 milhões de dólares por ano para a mesma finalidade.

O corte nas verbas vindas do governo pode prejudicar a pesquisa na UC? Esse é um dos pontos que ainda está em debate. O governo tem sido enfático em afirmar que as instituições serão financiadas por mérito em pesquisa e que, nesse caso, não haveria diferença entre públicas e comunitárias. Porém, há também uma proposta de que a verba seja proporcional ao número de estudantes pobres que a universidade abriga. Se essa ideia prevalecer, cada instituição deverá obrigatoriamente ter ao menos 20% de estudantes provenientes de estratos econômicos mais baixos. O problema é que, nesse caso, a qualidade da pesquisa não será levada em consideração.

A qualidade da instituição poderá ser afetada? Sim, o corte de incentivos prejudica a qualidade. Tirar recursos das universidades comunitárias equivale a retirar recursos do país. Isso porque essas instituições ajudam na formação profissional, no desenvolvimento da ciência e na geração de conhecimento. O ideal seria o contrário: recebermos cada vez mais apoio do Estado para financiar a pesquisa que fazemos pela inovação. Tudo o que a universidade faz em pesquisa é usado pelo país e isso deveria ser reconhecido. É claro que apenas receber recursos estatais não assegura a qualidade, porque temos, claramente, universidades que recebem mais que as outras e não transforma a verba em qualidade. Sabemos, no entanto, que realizar ciência e pesquisa depende de uma estrutura complexa, com laboratórios e bom corpo acadêmico. Isso custa muito caro.

Em 2011, milhares de estudantes chilenos tomaram as ruas do país exigindo ensino gratuito, inclusive na universidade, uma reivindicação acolhida pelo governo. Como o senhor enxerga essa questão? Atualmente, 60% dos estudantes mais pobres do país têm educação praticamente gratuita. Na UC, por exemplo, um aluno desse grupo não paga quase nada, pois recebe financiamento e bolsa. A universidade recebe o dinheiro do governo para manter esses alunos. Aqueles que têm melhores condições, mas ainda enfrentam dificuldades financeiras, recebem bolsas que vão de 40% a 80% do valor das mensalidades. Só os demais alunos, aqueles que de fato podem pagar, arcam com o valor integral. Isso ocorre em todas as universidades do país, inclusive nas estatais. Nos próximos quatro anos, o governo quer elevar a gratuidade para 75% dos estudantes. A partir do quinto ano, a gratuidade deverá ser universal, tanto nas escolas de ensino básico quanto nas universidades. Acredito que seja muito importante chegar aos 70% ou 80% de gratuidade, mas por meio de créditos para os mais pobres, exatamente como é feito hoje. A educação superior é muito cara: apenas 10% da população pode pagar por ela. Agora, fazer com que toda a educação pública seja gratuita, sem distinção de classes, não é uma ideia apropriada. Estaríamos garantindo gratuidade a meus filhos, por exemplo, que não precisam dela. Nesso sentido, a gratuidade seria um retrocesso.

Como o senhor enxerga a experiência da América Latina com a gratuidade do ensino superior? Sei que na USP há muitas pessoas com boa renda, que podem pagar pelo ensino. Em nossa região, porém, esse tema é carregado de visões ideológicas. No Chile, os movimentos estudantis consideram a gratuidade uma verdade inquestionável, mas não se perguntam quem estarão beneficiando. Pensam que o modelo deve ser universal e que as pessoas vão devolver através de impostos o que receberam do Estado. Isso está certo, mas também é certo que as pessoas com mais recursos vão obter beneficios às custas das pessoas com menos recursos. Eu não compartilho desse ideal. Esse tema tem sido manipulado e leva a explicações que não são claras.

 

Fonte: Veja

10 Curiosidades sobre zumbis na literatura que talvez você não soubesse

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Douglas Eralldo, no Listas Literárias

11 – Frankenstein de Mary Shelley , mesmo não sendo um romance de zumbi, antecipa muitas idéias do século 20 sobre zumbis em que a ressurreição dos mortos é retratado como um processo científico ao invés de um místico, e que os mortos ressuscitados são degradados e violentos;

2 – O livro A Ilha da Magia de WB Seabrook em 1929 é um relato sensacionalista de um narrador no Haiti, que encontra nos cultos vodu os seus servos ressuscitados. Aliás, o Haiti seria muito provavelmente por onde iniciaria um apocalipse zumbi tamanha quantidade de relatos naquele país;

3 – Nos anos 1920 e início dos anos 1930 HP Lovecraft escreveu vários romances que exploraram o tema zumbis ou mortos-vivos a partir de ângulos diferentes. ” Cool Air “,” Na Vault “(que inclui, talvez, o primeiro gravado personagem mordido por um zumbi), entre outros, mas principalmente Herbert West – Reanimator , que ajudou a definir zumbis na cultura popular;

4 – O filme Re-Animator foi vagamente baseado na história de Lovecraft, e se destacou no gênero, alcançando quase a unanimidade da crítica, e se tornou um sucesso modesto, quase superando o lucro da bilheteria de Day of the Dead;

5 – Em 1988 o filme A Serpente e o Arco-Íris, baseado no livro de não ficção de Wade Davis , tentou religar o gênero zumbi com o vodu do Haiti e as raízes que o inspirou;

16 – Stephen King não deixou de fora os zumbis de sua biografia, no livro Celular um jovem aspirante a artista em uma viagem de Boston ao Maine , e com a esperança de salvar sua família de um surto mundial de zumbis causado por um pulso eletromagnético envolvendo usuários de celulares. O livro tornou-se um de seus Best-sellers;

7 – World War Z de Max Brooks , é um dos recentes sucesso, e de imediato após seu lançamento estava entre os mais vendidos do News York Times. Brooks já tinha escrito o sucesso cult Guia de Sobrevivência a Zumbis;

8 – Para Max Brooks zumbis são tão populares por que: Outros monstros podem ameaçar humanos individuais, mas os mortos vivos ameaçam toda a raça humana …. Zumbis são os limpadores de ardósia;

9 – Nem mesmo Harry Potter escapou da influência zumbi, e no 6º Livro da série conhecemos os Infurius [Ou Inferi], que são humanos mortos que estão re-animados por magia negra;

10 – Ultimamente houve uma onda de mashups com tema zumbi. Orgulho e Preconceito e Zumbis por Seth Grahame-Smith combina o texto completo de Orgulho e Preconceito de Jane Austen com uma história sobre uma epidemia de zumbis dentro do romance. Outros mashups com obras clássicas incluem livros como O mágico de OZ, e clássicos da literatura brasileira como o livro Memórias Desmortas de Brás Cubas, de Pedro Vieira;

As melhores histórias de Vingança na Literatura

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Publicado por Dito pelo Maldito

O Imperador romano Marco Aurélio disse uma vez que a melhor vingança é agir diferente daquele que te feriu. Claro, é um sábio conselho, mas onde fica a diversão nisso tudo? Afinal, poucas coisas estimulam tanto o enredo de um livro, ou filme, do que uma boa história de vingança.
Seja uma peleja que envolva nações inteiras em busca de desforra contra seus arqui-inimigos, ou uma vítima solitária tramando alguma punição geniosa para retaliar seus rivais, o fato é que a própria história da humanidade ostenta cenas de vinganças reais que deixariam a de ‘Kill Bill’ no chinelo. E como na ficção literária a coisa toda sempre ocorre de forma mais intensa, separamos aqui nossos contos favoritos de Vendetta.

✔ Ilíada, de Homero

1Primeiro livro da literatura ocidental, a Ilíada parece se tratar, pelo título, apenas de um breve incidente ocorrido no cerco dos gregos à cidade troiana de Ílion, a crônica de aproximadamente cinquenta dias de uma guerra que durou dez anos. No entanto, graças à maestria de seu autor, essa janela no tempo se abre para paisagens vastíssimas, repletas de personagens e eventos que ficariam marcados para sempre no imaginário ocidental.

É nesse épico homérico que surgem figuras como Paris, Helena, Heitor, Ulisses, Aquiles e Agamêmnon, e em seus versos somos transportados diretamente para a intimidade dos deuses, com suas relações familiares complexas e às vezes cômicas.

Mas, acima de tudo, a Ilíada é a narrativa da tragédia de Aquiles. Irritado com Agamêmnon, líder da coalizão grega, por seus mandos na guerra, o célebre semideus se retira da batalha, e os troianos passam a impor grandes derrotas aos gregos. Inconformado com a reviravolta, seu escudeiro Pátroclo volta ao combate e acaba morto por Heitor. Cegado pelo ódio, Aquiles retorna à carga sedento por vingança, apesar de todas as previsões sinistras dos oráculos.

✔ Carrie, de Stephen King

1Carrie, a Estranha narra a atormentada adolescência de uma jovem problemática, perseguida pelos colegas, professores e impedida pela mãe de levar a vida como as garotas de sua idade. Só que Carrie guarda um segredo: quando ela está por perto, objetos voam, portas são trancadas ao sabor do nada, velas se apagam e voltam a iluminar, misteriosamente. Aos 16 anos, desajustada socialmente, Carrie prepara sua vingança contra todos os que a prejudicaram. A vendeta vem à tona de forma tão furiosa e amedrontadora que até hoje permanece como exemplo de uma das mais chocantes e inovadoras narrativas de terror de todos os tempos. Com tantos ingredientes de suspense, Carrie, a Estranha logo se transformou num enorme sucesso internacional e passou a integrar a mitologia americana.

 

 

 

 

 

✔ O Conde de Monte Cristo , de Alexandre Dumas

1Traições, denúncias anônimas, tesouros fabulosos, envenenamentos, vinganças e muito suspense. A trama de O Conde De Monte Cristo traz uma emoção diferente a cada página e talvez isso explique a razão de a obra do escritor francês Alexandre Dumas ter se transformado em um clássico da literatura mundial, mexendo com a imaginação dos leitores há mais de 150 anos.

No romance, o marinheiro Edmond Dantés é preso injustamente, vítima de um complô. Anos depois, consegue escapar da prisão, enriquece e planeja uma vingança mirabolante. A galeria de personagens criada por Dumas faz um retrato fiel da França do século XIX, um mundo em transformação, em que passou a ser possível a mudança de posições sociais. As aventuras de Dantés ainda ganharam diversas versões cinematográficas que colaboraram para o sucesso da trama.

 

 

 

 

✔ A Ira dos Anjos, de Sidney Sheldon

1Jennifer Baker, filha de um advogado do interior, realiza o sonho de sua vida ao ingressar na Promotoria Distrital de Manhattan, em Nova York, disposta a lutar por justiça. A brilhante ascensão de sua carreira, no entanto, dura tempo suficiente apenas para cair em uma cilada durante o primeiro julgamento do qual participa. De repente, a jovem vê seus planos irem por água abaixo e sua vida sofrer uma inesperada reviravolta: além do risco de ter sua licença cassada ela ainda pode ir para a cadeia. Em meio a tudo isso, Jennifer ainda precisa lidar com as questões de seu coração dividido, ela se envolve com Adam, político casado, e com o mafioso Michael. Tem um filho com o primeiro e, por esconder isso de ambos, vira alvo do ódio de Michael.

 

 

 

 

 

✔ A Vingança do Poderoso Chefão, de Mark Winegardner

1O livro encerra, com muita intriga e reviravoltas, a saga dos Corleone. A trajetória da família atinge o clímax com a interseção entre o crime organizado e a política. E o encontro explosivo de cinco homens poderosos Michael Corleone, Nick Geraci, Daniel Shea, Carlo Tramonti e Tom Hagen numa nova aventura da Cosa Nostra.Michael Corleone, chefe da família de criminosos mais temida dos estados Unidos, luta para permanecer no controle de seu clã, dividido entre a complexidade de questões locais e interesses internacionais. Nick Gerasi, seu velho inimigo, é procurado com fervor pelos Corleone, que o querem morto, e pelos agentes federais, cujas intenções são obscuras. Daniel Brendan Shea é um promotor público ambicioso. Carlo Tramonti busca vingança. Capo do sindicato do crime de Nova Orleans, tudo o que deseja é dar o troco a quem o submeteu à humilhação pública, custe o que custar. Tom Hagen é um homem numa encruzilhada, o consigliere irlandês no mundo italiano. Sua tarefa é conseguir um acordo quase impossível para livrar sua organização da ira do governo. Executá;-la é colocar-se em perigo mortal.Recheado de amargas rivalidades, belas mulheres, homens perigosos e ligações obscuras, ‘A Vingança do Poderoso Chefão’ é o desfecho perfeito para a saga literária que marcou leitores no mundo inteiro.

✔ O PAU, de Fernanda Young

1Diz a crença popular que a vingança é um prato que se come frio. Em ‘O Pau’, Fernanda Young fala do tema ao contar a história de Adriana, uma bela designer de joias que descobre sinais da traição do namorado, 14 anos mais novo.

Linda, bem nascida e com uma carreira de sucesso, Adriana tem 38 anos e sofre com as inseguranças que atingem boa parte das mulheres de sua idade. O corpo, embora cuidado com esmero, não tem mais a firmeza encontrada nas meninas de 20. No rosto, começam a despontar as primeiras marcas de expressão, e temores como o aumento do grau dos óculos para vista cansada são uma constante. Por dentro, as marcas de sucessivas decepções amorosas a tornaram extremamente desconfiada. Tudo parecia ir bem até uma noite em que, acordada sozinha na sala da casa do namorado, ouve o celular dele apitar com uma mensagem de um remetente sem nome. Em poucos minutos, a desconfiança de Adriana cresce e ela descobre a identidade de quem mandou o torpedo: uma modelo e atriz que diz ter 21 anos. Diante dos sinais de traição, a designer monta um elaborado plano de vingança, com o objetivo de destruir o que acredita ser a única coisa com a qual seu namorado se importa: o próprio pênis.

A história do neto que virou ‘pai’ da avó

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Jovem largou tudo para cuidar da idosa;experiência fez sucesso na web e vai virar livro

Fabiana Cambricoli, no Estado de S.Paulo

Fernando realizou o sonho da avó e a levou para conhecer as Cataratas do Iguaçu – Acervo pessoal

Compartilhar a dor não é sofrê-la no coletivo, é livrar quem dela sofre. Foi com esse lema que o estudante Fernando Aguzzoli decidiu dividir com milhares de seguidores a experiência de virar o pai da própria avó e fazer dessa relação um exemplo de como lidar de forma leve com o Alzheimer.

Em janeiro de 2013, aos 21 anos, o jovem de Porto Alegre decidiu largar a faculdade de filosofia e o emprego para passar 24 horas ao lado da avó, diagnosticada com Alzheimer cinco anos antes. Aos 79 anos, Nilva Aguzzoli, ou a Vovó Nilva, como ficou conhecida nas redes sociais, passou a ter o neto como cuidador em tempo integral.

“Desde o início da doença, eu e meus pais sempre cuidamos, mas, em 2013, quando percebi que ela estava chegando a um estágio mais avançado da doença, pensei que, em breve, ela poderia nem nos reconhecer mais, e decidi que queria ficar direto com ela. A partir daí, tomei a decisão de levar tudo na esportiva”, conta Fernando.

Em setembro, o jovem teve a ideia de criar uma página no Facebook onde passou a relatar de forma bem-humorada histórias do cotidiano de uma família com um membro com Alzheimer. “Sempre busquei informação sobre a doença e tudo o que eu encontrava era deprimente”, conta. Nas postagens, os esquecimentos da Vovó Nilva viravam motivo de risada.

“Foi superpositivo para mim, para ela e para os meus pais. A realidade dela era completamente diferente, mas era muito bonita. As coisas eram lindas, as pessoas não morreram. Quem sou eu para tirar isso dela?”, diz.

E era com bom humor que Fernando enfrentava os desafios diários. “Quando ela teve de usar fralda pela primeira vez, ficou incomodada. Então, eu coloquei uma fralda em mim e rimos juntos”, conta.

A história acabou atraindo a curiosidade de internautas e a admiração de familiares de pacientes com Alzheimer.

Com o sucesso, Fernando e a avó passaram a escrever um livro que, além de contar as histórias engraçadas, terá dicas de como a família pode lidar com diversas situações vividas por um paciente com a doença. A iniciativa atraiu a atenção de médicos do Rio Grande do Sul, que participam da publicação com orientações técnicas. O livro deve ser lançado em setembro.

Vovó Nilva acabou morrendo em dezembro, por complicações de uma infecção urinária. Apesar da frustração, Fernando decidiu manter a página na internet, que hoje já tem 15 mil seguidores. “Mantive por consideração às pessoas que me deram apoio, pela escassez de informações sobre a doença e, principalmente, porque é uma forma de deixar a minha avó viva.”

Benefício. Posturas como a de Fernando podem até ajudar a adiar a evolução da doença, segundo Cícero Gallo Coimbra, professor de Neurologia e Neurociências da Unifesp. “Na maioria dos casos, a atitude da família é cobrar e repreender o parente nos episódios de esquecimento. Essa cobrança leva ao pânico e ao estresse, que bloqueiam a produção de novos neurônios e pioram um quadro de demência”, explica o especialista. “A maioria das famílias deixa o parente com Alzheimer no ostracismo, e o que ele mais precisa é de acolhimento afetivo.”

E essa foi a missão de Fernando. “Quando eu e minha mãe decidimos levar a vó para realizar o sonho dela, que era conhecer as Cataratas do Iguaçu, muitos perguntavam por que íamos gastar dinheiro com a viagem se, dez minutos depois, ela não lembraria do passeio. Mas, para nós, não importava se ela lembraria, importava a felicidade que ela teria naquele momento.”

Após sucesso do Diário de Classe, Isadora Faber colhe os frutos com livro, palestras e ONG

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Página no Facebook tem 626 mil seguidores e foi criada para denunciar a falta de estrutura na escola onde Isadora estudava, em Florianópolis

Isadora Faber mostra a capa do livro em seu computador (Foto: Eduardo Valente/ND)

Isadora Faber mostra a capa do livro em seu computador (Foto: Eduardo Valente/ND)

Felipe Alves, no Notícias do Dia

Quase dois anos após criar no Facebook a página Diário de Classe – a verdade, na qual denuncia as precariedades na escola onde estudava em 2012, Isadora Faber, 14 anos, não parou mais. O seu primeiro livro está para ser lançado – na quinta-feira, recebeu da editora a capa do livro -, participa de eventos, palestras e entrevistas e, junto com os pais, cuida da ONG Isadora Faber.

Isadora foi convidada no ano passado pela editora Gutenberg, de São Paulo, para contar sua história em um livro. O desafio foi aceito e o lançamento deve acontecer em maio, em São Paulo, onde a história de Isadora teve grande repercussão. Depois, a editora pretende lançar o livro em Florianópolis e em outros Estados. “A editora enviou a capa do livro por e-mail e estou ansiosa para o lançamento. Espero que as pessoas gostem”, diz.

Ela passou quase um ano trocando e-mails com a editora para ajustar todos os detalhes. Nos nove capítulos do livro, Isadora conta sobre sua vida, sua família, do início dos estudos na Escola Municipal Maria Tomázia Coelho, no Santinho, a decisão de criar a página no Facebook relatando as más condições da escola, a repercussão que o caso teve e os frutos que colheu após a criação do diário. A obra ainda tem fotos de Isadora e depoimentos de jornalistas de todo o país que a entrevistaram.

Depois de denunciar os problemas e ajudar a melhorar a escola municipal do Santinho, Isadora mudou de colégio no início deste ano. Seguindo as irmãs mais velhas, ela foi para uma escola particular (Curso e Colégio Solução), no Centro da Capital Na nova escola não há problemas de estrutura e, agora, o Diário de Classe, que tem 626 mil curtidas no Facebook, é atualizado somente para relatar casos de outros colégios.

Aluno Nota 10 é a aposta da ONG Isadora Faber

Dividindo seu tempo entre os estudos, as aulas de inglês e participações em eventos, a agenda de Isadora Faber é supervisionada pela mãe, Diamela Faber, 47, a Mel, orgulhosa das conquistas da filha. “Espero que o livro seja bom para ela e que a vendagem seja boa para ela ter uma boa recompensa, pois a luta não foi pouca”, afirma.

Além do livro, Isadora e a família se dedicam a outro projeto este ano: a ONG Isadora Faber. Criada em junho de 2013, a organização busca melhorar a educação pública em escolas de todo o país.

A prioridade este ano está na concretização do projeto Aluno Nota 10, inspirado no projeto de mesmo nome criado por um empresário na cidade de Morro do Chapéu, na Bahia, que valoriza e recompensa os melhores alunos de escolas públicas, incentivando-os a obter melhores rendimentos. “Esse projeto foi crescendo na Bahia e tomou grandes proporções. Hoje são quase cem cidades que fazem o Aluno Nota 10, melhorando o desempenho de estudantes em até 60%. A proposta é dar uma recompensa palpável ao melhores alunos, premiando-os com notebooks ou tablets no fim do ano”, conta Mel.
De acordo com Mel, esta é a grande aposta da ONG Isadora Faber. Com o projeto pronto para ser aplicado em Florianópolis, a família Faber busca apoiadores para ajudar no processo. Quem quiser participar pode entrar em contato pelo telefone (48) 3207-6364.

Na capa do Google

A repercussão da página de Isadora Faber no Facebook fez com que o jornal inglês Financial Times a colocasse, em fevereiro de 2013, na lista dos 25 brasileiros que deveriam ser observados nos próximos meses. Isadora estava listada ao lado do jogador Neymar, do presidente do STF Joaquim Barbosa, dos cineastas Carlos Saldanha e Fernando Meirelles e da modelo Gisele Bündchen.

No dia 8 de março deste ano, Isadora voltou a ser destaque, desta vez na capa do Google, que fez uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Ao lado das brasileiras Maria da Penha, a empresária Viviane Senna, a deputada Mara Gabrilli e a jogadora de futebol Marta, Isadora ganhou destaque em um vídeo reunindo cem mulheres de destaque mundial. “A equipe do Google me enviou um e-mail, pediu para eu fazer um vídeo e disseram que eu participaria da homenagem. Gostei bastante, a edição ficou bem legal”, diz a ainda tímida estudante do 1º ano do ensino médio.

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