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EUA: pela 1ª vez, escola integra brancos e negros em baile de formatura
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Casais de brancos e negros entraram juntos para o primeiro baile de formatura sem a segregação racial
Foto: Daily Mail / Divulgação
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Pela primeira vez na história de um colégio da Geórgia alunos brancos e negros puderam dançar juntos no baile de formatura, no último sábado. A festa aconteceu quase 60 anos após a Suprema Corte dos Estados Unidos ter decidido pela proibição da segregação racial nas escolas do País. As informações são do Daily Mail.
A festa contou com toda a pompa de uma formatura de ensino médio normal americana, com casais chegando juntos em limusines, as meninas usando vestidos longos com babados e muita animação. A única diferença é que os alunos da Wilcox County High School terminaram com a tradição de segregação da comunidade depois de levantar dinheiro para um baile integrado.
Durante décadas, o distrito escolar evitou a união das raças, promovendo bailes separados organizados pelos pais. Mas este ano quatro amigos – dois negros e dois brancos – se uniram para acabar com a prática de fazer festas de formatura separadas para brancos e negros. Eles começaram uma campanha no Facebook pelo baile integrado, que rapidamente ganhou mais de 26 mil seguidores.
Após o sucesso da festa, o distrito escolar anunciou que a partir do próximo ano o baile de formatura integrado será adotado oficialmente pelas escolas. A decisão pode representar o fim definitivo de um dos bastiões da segregação racial que ainda perduram nos Estados Unidos.
dica da Rina Pri
Professora de escola pública vira milionária vendendo livros pela internet
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Uma professora de escola pública nos Estados Unidos se tornou a primeira milionária de um site que reúne educadores que vendem materiais didáticos pela internet. Segundo o site Business Insider, Deanna Jump já vendeu US$ 1,775 milhão no programa Teachers pay Teachers.
O site consiste em um agrupador onde professores podem vender livros e outros materiais que eles mesmos preparam. Deanna, que vive no Estado da Georgia, é professora do pré-primário há 15 anos e tem uma remuneração mensal de US$ 80 mil – mais que o salário médio de um banqueiro, segundo o Business Insider.
dica do Jarbas Aragão
Justiça determina que Inep explique nota de redação de candidato do RS
0Thiago Zanoni Cardoso, 26 anos, tirou a mesma pontuação que um estudante que escreveu receita de macarrão instantâneo no texto.
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A Justiça Federal do Rio Grande do Sul determinou que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), forneça dados detalhados da correção da redação a um estudante gaúcho que se sentiu prejudicado com a nota recebida pelo texto. Na decisão, tomada na segunda-feira, o juiz Roberto Schaan Ferreira determinou ainda que o Inep pague R$ 500 pelos honorários advocatícios do processo.
Na ação apresentada em janeiro, Thiago Zanoni Cardoso, 26 anos, disse que recebeu uma nota inferior ao esperado. Os 560 pontos obtidos pelo candidato são a mesma pontuação conferida a um estudante que usou um parágrafo do texto para descrever a receita de macarrão instantâneo e que motivou uma série de críticas ao processo de avaliação das redações pelo Inep na semana passada.
“Eu esperava receber mais de 700, 800 pontos pelo meu texto, que não foi fraco, tinha argumentos. Quando vi que uma pessoa escreveu a receita de miojo e tirou a mesma nota que eu simplesmente não acreditei”, disse o jovem, que é advogado e gostaria de usar a nota do Enem para cursar gastronomia por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
Cardoso disse ainda que teve acesso à correção pedagógica da prova, disponibilizada pelo Inep no dia 6 de fevereiro, mas argumenta que não foram apresentados dados detalhados sobre a nota recebida. “O que eles disponibilizam é só um resumo de cada uma das cinco competências e um comentário genérico sobre a nota. Com essa decisão eu vou poder conferir o que foi corrigido por cada um dos corretores”, disse o jovem.
Em sua decisão, o juiz argumentou que o candidato tem direito de conhecer os critérios usados na correção de sua prova. “Registre-se que as modificações levadas a efeito pelo Inep para aperfeiçoar a forma e os critérios de correção das redações, ainda que representem efetiva melhora em relação aos exames anteriores, não satisfazem as pretensões dos candidatos de conhecer as notas que lhe foram atribuídas para cada competência e a justificativa para tanto”, apontou o juiz.
Em nota, o Ministério da Educação (MEC) informou que o Inep analisa o mérito e que vai recorrer da decisão. Caso consiga ter acesso à correção, o jovem disse que vai apresentar um recurso para que a nota seja revista. “Se eu conseguir mudar a nota da redação, posso tentar concorrer ao Sisu no meio do ano de novo”, completou Cardoso.
Sujeira está saindo do tapete, diz procurador sobre redações do Enem
0Oscar Costa Filho vai anexar as redações que citam receita de miojo, hino do Palmeiras e com erros de ortografia no processo contra o Enem

No texto sobre a imigração no Brasil, estudante aproveitou para citar o hino do seu time do coração
Foto: Reprodução
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Autor de diversas ações questionando o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o procurador federal do Ceará Oscar Costa Filho disse nesta quarta-feira que vai anexar ao processo que move na Justiça contra o Ministério da Educação (MEC) as cópias de redações com erros de ortografia e que citam uma receita de miojo e o hino do Palmeiras. Segundo Costa Filho, os textos mostram a necessidade de permitir que os estudantes tenham direito a questionar a correção de suas redações. Atualmente, a correção é disponibilizada apenas para fins pedagógicos.
Essas novas denúncias mostram que a sujeira está saindo debaixo do tapete. Sujeira que nós sabíamos que existia e que sabemos que tem muito mais. E é justamente por isso, por saber que a correção não é bem feita, que o governo simplesmente não permite recorrer da nota”, afirmou o procurador em entrevista ao Terra por telefone.
Segundo Costa Filho, de nada adianta saber depois do fim do prazo de matrícula nas universidades que um texto recebeu boa nota mesmo citando a receita de uma massa instantânea. “Vou anexar (os textos) ao processo para que a juíza tome seu convencimento e entenda que o Enem não pode ser realizado sem regra expressa com a possibilidade de recursos”.
O procurador afirmou ainda que muitos estudantes se sentem injustiçados com a nota que recebem pela redação, mas não têm o direito de recorrer porque um termo de ajuste de conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público e o MEC determina que a correção seja apenas para caráter pedagógico, de aprendizagem. “Esse TAC permite que a sujeira seja levada para debaixo do tapete”, diz o procurador ao criticar a decisão da Advocacia-Geral da União (AGU) de apresentar um pedido ao MPF para que o procurador seja afastado das ações do Enem.
“Hoje sofro uma verdadeira caçada humana por causa do Enem. O governo não pode mais usar o seu poder para sacrificar os direitos dos estudantes”, completou.
Polêmicas na redação
Imagens publicadas por um estudante do interior de São Paulo no Facebook mostram que ele tirou 500 pontos na redação do Enem – em uma escala que vai de zero a 1 mil – mesmo depois de ter incluído trechos do hino do Palmeiras entre os parágrafos sobre a imigração no Brasil.
Segundo reportagem do jornal O Globo, outro estudante recebeu 560 pontos depois de ter inserido um parágrafo com a receita para fazer miojo. Em outros casos, candidatos tiraram a nota máxima mesmo com textos com erros de ortografia. A forma de correção da redação do Enem já foi motivo de centenas de ações judiciais nos últimos anos de estudantes que se sentiam injustiçados com a nota recebida.
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), as redações receberam as devidas notas, já que não fugiram do tema proposto em sua totalidade e não apresentaram palavras ofensivas.
Em livro, Pistorius conta acidente quase fatal e “prova de amor” bizarra
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Um crime no dia dos namorados chocou a África do Sul: ídolo mundial do atletismo, Oscar Pistorius é acusado de matar a namorada, a modelo Reeva Steenkamp, a tiros dentro de casa em Pretória; entenda o caso
Foto: AP
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O jornal inglês The Mirror destrinchou episódios marcantes da vida do atleta paralímpico Oscar Pistorius, relatados no livro de memórias Blade Runner. Na obra, o biamputado que atualmente aguarda julgamento pelo assassinato da ex-namorada Reeva Steemkamp conta ter sofrido um acidente automobilístico quase fatal depois de uma briga com outra ex-parceira amorosa e uma surpresa no mínimo estranha para se reconciliar com ela.
Pistorius tinha um relacionamento conturbado com Vicky Miles, com quem namorava em 2006 e a quem o atleta paralímpico chamava de “o grande amor de sua vida”. Após uma forte briga, porém, o sul-africano teria resolvido pegar o carro às 3 da manhã rumo à casa da ex-namorada, a mais de 600 km de distância, para tentar a reconciliação. Ele dormiu no volante e quase morreu ao sofrer um acidente.
“Só acordei quando meu carro bateu em um guard rail. Um lado do veículo estava completamente destruído. Meu comportamento foi imperdoavelmente estúpido e me arrependo desse dia”, escreveu Pistorius. Dias depois, em 14 de fevereiro de 2006 – Dia de São Valentim, equivalente ao Dia dos Namorados em alguns países -, o atleta fez uma “loucura de amor” para tentar sensibilizar Vicky Miles.
Meu comportamento foi imperdoavelmente estúpido e me arrependo desse dia
Oscar Pistorious
Sobre acidente fatal que quase lhe tirou a vida em 2006
“No Dia de São Valentim de 2006, a Vicky acordou e encontrou a surpresa que eu havia preparado enquanto ela dormia. Enchi 200 balões coloridos, um por um, e pendurei nas árvores, no portão e no quintal da casa dela. Depois, peguei uma lata de spray e escrevi artisticamente: ‘eu te amo, tigrona’ na rua em frente à da casa. Ela ficou sensibilizada”, contou.
Curiosamente, Pistorius matou a sua então namorada, a modelo Reeva Steemkamp, exatamente sete anos depois da “prova de amor” que havia feito a Vicky Miles. O crime, cometido na casa do atleta paralímpico, ocorreu na madrugada do último dia 14 de janeiro.

Morta nesta quinta-feira pelo namorado Oscar Pistorius em incidente não-esclarecido, Reeva Steenkamp era modelo, tinha diploma em direito e seria estrela de reality show; veja
Foto: Instagram / Reprodução
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