Vitrali Moema

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Livros de John Grisham serão adaptados como séries para o Hulu

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Serviço de streaming será responsável por produzir os programas baseados em “O Homem que Fazia Chover” e “O Advogado Rebelde”; títulos farão parte de universo compartilhado.

Jaqueline Elise, no Cinema com Rapadura

O Deadline informou que o serviço de streaming Hulu planeja produzir duas séries baseadas nas obras do escritor norte-americano John Grisham: “O Homem que Fazia Chover“, livro lançado em 1995, e “O Advogado Rebelde“, de 2015. O plano é que os dois programas sejam o pontapé inicial para um futuro universo compartilhado.

Os produtores Michael Seitzman (da série “Código Negro“) e Christina Davis (que trabalha nos bastidores de emissoras de televisão dos Estados Unidos), fundadores da Maniac Productions, serão os showrunners das produções. Grisham será um dos produtores executivos, segundo a publicação.

As séries de “O Homem que Fazia Chover” e “O Advogado Rebelde” terão tramas separadas, mas, para que façam parte de um possível universo compartilhado, as duas terão o mesmo vilão. Ainda não foi revelado de qual das obras o vilão sairá. A intenção é que, no futuro, outros livros de Grisham também sejam adaptados para que alguns personagens de cada programa façam participações especiais nas outra histórias, como se cada episódio fosse um crossover.

Apesar de independentes, as séries serão filmadas ao mesmo tempo e se passarão no mesmo período de tempo, nos dias atuais.

Em “O Homem que Fazia Chover”, um estudante de Direito se vê obrigado a enfrentar uma das mais poderosas e corruptas companhias dos Estados Unidos para desvendar uma fraude no sistema de saúde. O livro foi adaptado para os cinemas em 1997, com Francis Ford Coppola (da trilogia “O Poderoso Chefão”) na direção e Matt Damon (“Deadpool 2”) e Danny DeVito (“PéPequeno”) nos papéis principais.

Já “O Advogado Rebelde” conta a história de Sebastian Rudd, um profissional da área de advocacia com gostos peculiares e manias estranhas que costuma defender réus de índoles questionáveis, pois crê que todos merecem um julgamento justo, ainda que seja preciso trapacear para conseguir justiça.

Ainda não há previsão de quando as duas séries entrarão em produção.

3 livros inspiradores sobre mulheres que mudaram o mundo

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Da atriz que liderou as denúncias do assédio em Hollywood a figuras femininas na política, os títulos contam histórias de luta de mulheres em diversas áreas

Mariana Rudzinski, na Elle

Lute Como uma Garota: 60 Feministas que Mudaram o Mundo – Laura Barcella e Fernanda Lopes

Cultrix/Divulgação)

O que a cientista Marie Curie, a artista plástica Judy Chicago, a autora Clarice Lispector e Beyoncé têm em comum? Todas elas, cada uma em sua área de atuação, mudaram o mundo de alguma forma.

Escrito pela norte-americana Laura Barcella, Lute Como uma Garota (Cultrix, 368 págs.) reúne 45 feministas de diversos ramos que abriram o caminho para outras mulheres. Organizados de forma didática e acessível, os perfis são compostos de biografia, legado, algumas das grandes realizações e frases famosas de cada uma das mulheres. O recorte é propositalmente amplo: os perfis selecionados vão desde nomes pouco conhecidos – a escritora feminista do século 18 Mary Wollstonecraft e a socióloga e professora Heleieth Saffioti são exemplos – a celebridades como Oprah Winfrey e Madonna. “Queria escrever um livro amplo, mostrando o valioso trabalho das pessoas que não são nada famosas ao lado de outras que são ícones de poder”, detalha a autora na introdução do volume.

Para a edição brasileira, a jornalista Fernanda Lopes foi responsável por incluir a seção “Brasileiras que foram à luta – 15 perfis biográficos para entender a história do feminismo no Brasil”. Figuras como a compositora Chiquinha Gonzaga, Bertha Lutz – uma das líderes do movimento sufragista no país – e a filósofa e colunista de ELLE, Djamila Ribeiro têm suas histórias registradas no livro.

Mulheres e Poder: Um Manifesto – Mary Beard

(Crítica/Divulgação)

A partir de duas palestras proferidas em 2014 e 2017, a professora da Universidade de Cambridge Mary Beard trata do silenciamento feminino, em especial em situações em que mulheres foram proibidas ou encontraram dificuldades em papéis de liderança. No livro, ela traça as raízes da misoginia, que vêm de Atenas e Roma – o primeiro exemplo de silenciamento feminino, de acordo com ela, estaria na Odisseia, de Homero – e mostra como esta é uma questão que ainda existe hoje e o que tem sido feito a respeito disso. A autora cita os obstáculos enfrentados por Margaret Thatcher, Hillary Clinton, Dilma Rousseff e Angela Merkel na vida política por serem mulheres – a primeira ministra inglesa, por exemplo, teve aulas de elocução para falar com um tom mais grave, característica associada à voz masculina.

“Eu queria descobrir até que que ponto estão profundamente incorporados à cultura ocidental os mecanismos que silenciam as mulheres, que se recusam a levá-las a sério e que as afasta, (às vezes literalmente) dos centros de poder. No que diz respeito a silenciar as mulheres, a cultura ocidental tem milhares de anos de prática”, a historiadora explica no prefácio.

Coragem – Rose McGowan

(Harper Collins/Divulgação)

O nome de Rose McGowan provavelmente é um que você deve ter visto algumas vezes neste ano. Ela foi uma das primeiras atrizes a denunciar o abuso sexual praticado pelo produtor de Hollywood Harvey Weinstein, que levou ao movimento de denúncias do assédio sistemático dentro da indústria do entretenimento. Em janeiro, a atriz publicou sua autobiografia – cuja escrita, inclusive, motivou Weinstein a contratar ex-agentes do serviço secreto de Israel para tentar impedir as revelações de Rose. Agora, o livro chega ao Brasil.

Coragem (Harper Collins, 288 págs.) traz uma narrativa sincera e brutal que vai da infância da atriz, que nasceu dentro de um culto religioso, até o que ela chama de “o maior culto de todos”, Hollywood. Nas páginas, ela detalha, pela primeira vez, o estupro praticado pelo produtor, a quem ela decide se referir como “monstro” e não pelo nome. Na última parte da biografia, Rose incentiva que mulheres tomem a frente de seus projetos e conta sobre os seus: ela deixou a carreira de atriz e agora se empenha em dirigir filmes e pretende lançar um disco. “Coragem é a história de como lutei para sair desses cultos e tomei as rédeas da minha vida. Eu quero ajudar você a fazer o mesmo”, ela declara.

Homenageado pelo Fliaraxá, Mia Couto busca inspiração na natureza

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Mia Couto durante palestra em Araxá (foto: Franklin Caldeira/Divulgação)

Mia Couto durante palestra em Araxá (foto: Franklin Caldeira/Divulgação)

 

Escritor moçambicano sempre conciliou biologia e literatura. Paixão pelos animais se reflete em suas histórias e nos títulos dos livros

Ana Clara Brant, no UAI

Araxá – Imagine o que significa para um biólogo e amante da natureza ficar hospedado dentro de um parque, rodeado de árvores e várias espécies da fauna e da flora brasileira. “Quis sair para conhecer um pouco do hotel e desbravar a mata. Porém, percebi que se saísse, nunca mais voltaria de tanto que iria gostar (risos). O que seria uma grande vantagem”, brinca o moçambicano Mia Couto, um dos nomes mais importantes da literatura africana.

O lugar a que ele se refere é o icônico Grande Hotel de Araxá, no Alto Paranaíba, que desde quarta-feira recebe o Festival Literário de Araxá (Fliaraxá). Mia é o homenageado da sexta edição do evento, que será encerrado neste domingo. “Não sinto que sou o homenageado, mas sim a literatura. O importante não são os escritores, mas o que fazemos, a obra que deixamos”, diz ele.

Nascido há 62 anos, Antônio Emílio Leite Couto demonstrava, já menino, paixão pelos bichos. O apelido Mia vem daí. “Quando tinha por volta de 2 ou 3 anos, queria ser chamado assim porque pensava que era um gato. Ou melhor, não posso dizer isso no Brasil, pois, certa vez, contei essa história e todo mundo riu. Depois, percebi que a palavra gato tinha outro sentido aqui”, diverte-se.

Mia Couto sempre conciliou biologia e literatura. A paixão pelos animais se reflete em suas histórias e nos títulos dos livros – O último voo do flamingo, O gato e o escuro e A confissão da leoa. No momento, ele está fascinado pelas corujas.

“Desde que escrevi o conto Os pássaros de Deus, que defende a ideia de que eles são mensageiros, os pássaros começaram a ficar mais presentes na minha vida. Garças e corujas caem na porta do meu sítio, não tenho outra alternativa senão adotá-las. Agora estou com quatro corujinhas. Aliás, os animais nos concedem um grande aprendizado: aprender a amar de maneira que a deixar o outro solto, livre. Não as prendo lá; ficam e voltam quando querem. Não sei se vão virar livro. Só sei que as corujas, agora, são personagens da minha vida. Não me liberto delas nunca mais”, revela.

GAZA Atualmente, Mia se dedica a promover a trilogia As areias do imperador, ficção que aborda a derrocada do Império de Gaza, no Sul de Moçambique, tido como o palco da maior resistência da África à colonização portuguesa. Ele acaba de lançar o último livro da saga, O bebedor de horizontes, em Moçambique e Portugal. Os outros dois são Mulheres de cinzas e A espada e a azagaia.

“Acredito que esse tenha sido o meu maior desafio na literatura. A trilogia exigiu muito de mim, porque é um romance histórico e essa não é a minha praia. Durante quatro anos, fiz um trabalho de investigação muito vasto. Foi a única vez que escrevi uma história ficcional que queria que tivesse relação de verossimilhança e proximidade com o fato histórico, com o personagem histórico”, explica.

O bebedor de horizontes só chegará ao Brasil em 2018. Mia – que veio mais de 30 vezes ao país – é o único africano integrante da Academia Brasileira de Letras. Sócio correspondente eleito em 1998, ele ocupa a cadeira número 5, cujo patrono é o português dom Francisco de Sousa.

*A repórter viajou a convite da organização do evento


Duas perguntas para…

MIA COUTO
ESCRITOR

O tema do Fliaraxá é “Língua, leitura e utopia”. O que você acha dessa tríade?
Assim como toda tríade, ela é falsa porque é uma coisa só. São facetas de uma única entidade. Eu diria que nós não fomos feitos para caber nisso que se chama realidade. Não fomos feitos para caber em nós próprios, numa só vida, numa só pessoa. Essa ideia da utopia não é uma ideia construída. Ela é inerente, faz parte da nossa essência. Para esta relação com uma coisa que não é imediata precisamos saber uma outra língua, que é uma língua muito eufórica: a linguagem da poesia. Para isso, precisamos ter histórias. Somos feitos por histórias. Então, tudo isso faz com que as três entidades que separamos formem uma coisa só.

É a primeira vez que seus livros – a trilogia As areias do imperador – serão traduzidos para o chinês. Qual é a sua expectativa?

Vai ser algo completamente diferente. Em agosto de 2018, vou à China pela primeira vez e estou muito curioso para saber sobre essa cultura, que, aparentemente, já teve uma relação com a África, mas teve uma atitude de uma certa displicência. Há cerca de mil anos, os chineses navegaram pela costa africana, mas desistiram, porque acharam que não valia a pena, que não aprenderiam nada com a África. Mil anos depois, acho que vai ser bem interessante a relação com uma outra África.

Livro de Paulo Coelho é o mais lido de biblioteca secreta na Síria

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© Getty Images

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Correspondente francesa escreveu sobre grupo de jovens que fundou biblioteca clandestina com 15 mil títulos

Publicado no Notícias ao Minuto

A correspondente de guerra francesa Delphine Minoui revelou ao jornal isralelense ‘Haaretz’ que um livro escrito pelo brasileiro Paulo Coelho é um dos mais populares de uma biblioteca clandestina fundada por jovens na Síria. Segundo a jornalista, ‘O Alquimista’, é o título mais popular entre os 15 mil da coleção. As informações são do jornal O Globo.

“Talvez por causa da jornada que o pastor espanhol faz da Andaluzia às pirâmides egípcias”, sugere Delphine. “Os livros didáticos também são bem procurados, era sua maneira de quebrar o cerco. Os leitores buscam meios para aprender as coisas que eles perderam por causa da guerra”.

Delphine conta a história do grupo no livro “The book smugglers of Daraya” (“Os contrabandistas de livros de Daraya”), lançado no fim de outubro. Ela conta ter encontrado o grupo que reuniu títulos durante quatro anos para fundar a biblioteca.

“Por acaso, encontrei uma foto que me chamou atenção na página “Humanos da Síria”, no Facebook. Um grupo de 20 jovens sentados em uma mesa, praticamente na escuridão, com estantes de livros atrás deles. Consegui o contato de um dos fundadores da biblioteca, chamado Ahmed, e passamos a nos falar regularmente pelo Skype e o WhatsApp, muitas vezes com o som de bombardeios ao fundo”, conta Delphine, que atualmente acompanha o conflito sírio a partie de Istambul, na Turquia.

Antes de ir à Síria acompanhar contra o regime de Bashar Assad, cobria ações norte-americanas no Iraque e no Afeganistão, além da Primavera Árabe no Egito.

Biblioteca de Babenco é doada para Centro Cultural São Paulo

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Foto: Divulgação

 

Entre os títulos doados pela família do diretor, que trabalhou com Selton Mello, estão raridades beatniks

João Gabriel Veiga, no Bahia

A partir de setembro, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) vai abrigar 454 livros da biblioteca pessoal do cineasta Hector Babenco. O argentino morreu em 2016, e seu último filme, “Meu Amigo Hindu”, contou com a participação de Selton Mello.

Entre os inúmeros títulos que Babenco deixou de herança, estão edições raras de autores beatniks – como Allen Ginsberg, Lawrence Ferlinghetti e Richard Brautigan.

Os usuários da biblioteca terão acesso a esses livros, que ganharão o selo “Acervo Hector Babenco”.

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