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Game of Thrones: George R.R. Martin explica como O Senhor dos Anéis inspirou as mortes da série

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Autor contou como a clássica trilogia de Tolkien o impactou durante a adolescência.

Laysa Zanetti, no Omelete

“Se você é uma das seis pessoas do mundo que ainda não leram O Senhor dos Anéis, o que você está esperando?”

Fã confesso e convicto de J.R.R. Tolkien, o autor George R.R. Martin já confirmou mais de uma vez que a clássica trilogia do anel foi uma de suas maiores inspirações para escrever “As Crônicas de Gelo e Fogo”, obra que inspira a série Game of Thrones. Agora, Martin conta qual momento específico fez com que fosse tão fácil para ele matar personagens no mesmo ritmo em que bebemos água.

Em entrevista concedida à rede americana PBS, o escritor falou sobre o momento em que descobriu os livros de Tolkien, aos 13 anos. Ele cita a morte de Gandalf (ops, spoiler?) como um dos mais impactantes para ele à época.

“A maior invenção de Tolkien foram os personagens que lidam com a tentação do anel e o que fazer com ele. Todos eles estão em uma batalha dentro de de seus corações, que podem se ambientar em qualquer tempo e época da História do mundo”, compartilhou.

“E então Gandalf morre! Eu não consigo explicar o impacto que isso causou em mim aos 13 anos. Você não pode matar o Gandalf! Conan não morreu nos livros de Conan. Sabe? Tolkien simplesmente quebrou esta regra, e eu o amo por isso.”

Soa familiar?

Ned Stark

“No momento em que você mata o Gandalf, o suspense de tudo o que se segue é mil vezes maior. Porque, agora, qualquer um pode morrer!”

Hum…

Catelyn e Robb Stark

“É claro, isso causou um grande efeito na minha própria disposição de matar persoangens em um piscar de olhos.”

Entendemos, Martin, entendemos.

Ainda que O Senhor dos Anéis seja um clássico que inspirou dezenas de outras obras, a morte de Ned Stark na primeira temporada de Game of Thrones foi um marco na TV — tratava-se, afinal, do anunciado protagonista da série, morto na primeira temporada, e retirando toda a história do rumo tradicional que poderia ser imaginado. O fator suspresa, inclusive, foi um grande atrativo de audiência para a adaptação televisiva de As Crônicas, que chegará ao fim em 2019 com sua oitava temporada.

Enquanto isso, os leitores aguardam pelo lançamento do sexto livro da saga, “The Winds of Winter”. Ainda neste ano, chega às livrarias a primeira parte do livro “Fire & Blood”, que contará toda a história do reinado dos Targaryen, explicada brevemente no livro “O Mundo de Gelo & Fogo”.

Confira a entrevista abaixo.

Obras de J. R. R. Tolkien têm nova editora: a HarperCollins Brasil

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Livros inéditos no Brasil do autor de ‘O Senhor dos Anéis’ começam a ser publicados ainda em 2018

Guilherme Sobota, no Estadão

As obras de J.R.R. Tolkien ganham uma nova editora no País: a HarperCollins Brasil vai publicar os trabalhos do autor de O Senhor dos Anéis, a começar por um título inédito no País. Beren e Lúthien deve sair em novembro.

Segundo um comunicado divulgado nesta segunda-feira, 12, a editora pretende reposicionar a obra do autor britânico no mercado brasileiro, com um “trabalho forte de distribuição” e evidência a outros trabalhos além da trilogia original de O Senhor dos Anéis.

The History of Middle-Earth, que numa edição recente nos EUA tem 5,3 mil páginas, também será editado por aqui, pela primeira vez.

J. R. R. Tolkien (1892-1973). Foto: The Granger Collection

“Em outros países, particularmente na Europa e nos Estados Unidos, a obra de Tolkien tem status de literatura canônica. Queremos estender essa percepção ao Brasil, e isso passa por uma revisão dos critérios editoriais, divulgação, marketing e até tradução”, explica, na nota, o diretor editorial da HarperCollins Brasil, Omar de Souza.

Segundo a editora, a negociação com os herdeiros levou mais de um ano.

Samuel Coto, gerente editorial na HarperCollins Brasil, será o responsável pela edição de J.R.R. Tolkien na editora.

“Fui criado lendo a obra de Tolkien, sempre fui fascinado por seu universo mitológico”, diz, no comunicado enviado nesta segunda. “Mais que uma responsabilidade, editar sua obra é uma espécie de realização de um sonho. Como editor, terei a oportunidade de dar ao Legendarium, e a outros títulos além da mitologia principal, o tratamento editorial esperado por fãs como eu.”

Casal se inspira no mundo criado por J.R.R. Tolkien para realizar sua cerimônia de casamento

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Matheus Machado, no Matinê Cine e TV

Josi Oliveira Guerreiro e Otávio Lucas Ferreira realizaram aquilo que muitos fãs gostariam de fazer: eles realizaram a cerimônia do seu casamento totalmente inspirada no universo da Terra-Média criado por J.R.R. Tolkien – o autor de O Senhor dos Anéis, O Hobbit e O Silmarillion que há décadas encanta uma legião de fãs.

A cerimônia do casamento foi gravada pela Madeira Filmes, que liberou um vídeo especial que mostra todo o clima de inspiração no universo tolkieniano, e ressalta ainda as inspirações da ocasião em Valfenda, Gondor e Rohan. Além do casal vestido de acordo com o tema, os convidados também embarcaram na inspiração.

 

“Nós assistimos juntos ao lançamento de alguns dos filmes no cinema. Nós namoramos desde o colégio e ambos lemos ‘O Senhor dos Anéis’, assistimos à todos os filmes, e eu comecei a colecionar muitos livros do mestre Tolkien. Nós gostamos muito de rpg e filmes medievais, então foi paixão à ‘primeira lida’.“, disse Josi Oliveira com exclusividade para a Matinê sobre a relação do casal com a obra criada por Tolkien.

 

Segundo Josi, a ideia de realizar o seu casamento com essa temática surgiu de uma “junção de hobbies“, pois ela é cosplayer e o marido, Otávio, gosta bastante de jogos online e mmorpg – além de ambos serem grandes fãs da obra de Tolkien. “Procuramos referências, convidamos amigos que estavam dispostos e participar e a sonhar com a gente, e botamos a mão na massa para poder fazer tudo o que estava a nosso alcance.“, revelou Josi.

Quanto a produção do casamento, Josi relata que foram dois anos de muito trabalho e dedicação, pois grande parte da decoração e das roupas foram feita a mão, com a ajuda dos padrinhos. “Foram dois anos de muita ajuda e amizade, e o resultado ficou incrível. Tudo valeu a pena. Não poderia ter ficado mais a nossa cara.“, conta ainda para a Matinê.

Tolkien | Nicholas Hoult aparece como o autor de Senhor dos Anéis em fotos da cinebiografia

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Lily Collins intepreta sua esposa, Edith

Camila Sousa, no Cosmo Nerd

O Daily Mail divulgou as primeiras fotos do set de Tolkien, cinebiografia do autor de O Senhor dos Anéis. As imagens mostram Nicholas Hoult no papel principal e Lily Collins como a esposa de Tolkien, Edith:

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Dome Karukoski (The Starling) comanda a produção, que contará a história de amizade e inspiração do autor junto com um grupo de colegas antes do começo da Primeira Guerra Mundial em 1914. Tolkien escreveu algumas histórias nas trincheiras da guerra, que serviram de base para os livros de O Hobbit e O Senhor dos Anéis.

Não há data prevista para o lançamento.

Os livros e escritores mais lidos no mundo

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O americano John Green, do best-seller "A Culpa é das Estrelas". Foto: Justin Tallis/AFP

O americano John Green, do best-seller “A Culpa é das Estrelas”. Foto: Justin Tallis/AFP

 

Nunca se imprimiu tantos livros como nos últimos anos. Os best-sellers mundiais vendem milhões de exemplares e muitos autores são grandes estrelas do mundo da cultura. Mas a popularização da internet, que já abalou jornais, revistas e outros veículos de comunicação, coloca em dúvida o futuro do livro físico

Célio Martins, no Certas Palavras

De cima para baixo: Dan Brown, J.K. Rowling, John Green, Nicholas Sparks e o brasileiro Paulo Coelho.

De cima para baixo: Dan Brown, J.K. Rowling, John Green, Nicholas Sparks e o brasileiro Paulo Coelho.

Quando Miguel de Cervantes conseguiu autorização do rei Felipe II para publicar Dom Quixote de la Mancha, em 1604, a primeira edição teve apenas 300 exemplares. No ano passado, a tiragem inicial do livro A Espiã, do escritor brasileiro Paulo Coelho, foi de 150 mil exemplares só nos Estados Unidos. E a última obra do americano John Green – autor do best-seller A Culpa é das Estrelas – que leva o título nada sugestivo Tartarugas Até Lá Embaixo, será lançado agora em outubro no Brasil com 200 mil exemplares apenas para o público tupiniquim.

A simples comparação evidencia como o livro impresso conquistou leitores e atravessou com firmeza as grandes revoluções na comunicação. Em quase seis séculos desde aquele acontecimento histórico protagonizado por Cervantes, jornais e revistas se popularizaram, veio o telefone, o rádio, a televisão e, mais recentemente, a internet, invento que abalou todas os outros meios de comunicação. Mas o livro impresso seguiu sua jornada (quase) inabalável.

A cada ano surgem grandes “estrelas” do mundo dos chamados best-sellers. Nomes como J.K. Rowling (Harry Potter), J. R. R. Tolkien (O Senhor dos Anéis), Dan Brown (O Código Da Vinci) e Paulo Coelho (O Alquimista) compõem um universo de autores que já venderam mais de 100 milhões de exemplares de suas obras e movimentam centenas de bilhões dólares todos os anos.

Nos dias atuais, no entanto, em que jornais, revistas e outros meios de comunicação buscam novos modelos para se manterem vivos na aldeia digital (termo que deve substituir o famoso conceito de “aldeia global”, criado pelo teórico da comunicação Marshall McLuhan), surge o questionamento inevitável se o livro impresso vai superar essa nova revolução tecnológica. Como não poderia ser diferente em se tratando do futuro de um formato de distribuição de conhecimento, cultura e entretenimento, as previsões são divergentes: de um lado os que acreditam que o livro se perpetuar, independentemente do que vier pela frente; de outro, os que veem o mesmo fim destinado aos outros impressos.

“Muito já se disse sobre o fim do livro impresso, frente à evolução do digital, mas o que aparentemente se desenha não é a extinção de um em função do outro, mas a coexistência das duas plataformas como diferentes experiências de leitura”, diz Danielle Machado, editora executiva da Intrínseca, que tem no seu catálogo campeões de venda como John Green e Walter Isaacson.

Opinião parecida tem o diretor de marketing da Record, Bruno Zolotar, e a diretora de comunicação da Editora Rocco, Cintia Borges. “Você vai numa Bienal do livro e vê uma multidão de jovens comprando livros físicos. O Umberto Eco dizia que o livro físico jamais seria substituído como aconteceu com o cd, por exemplo, porque o livro de papel é uma plataforma perfeita para a leitura”, argumenta Zolotar. “Enquanto a principal característica do mundo digital é a transitoriedade, a sobreposição de informações e conteúdo, o livro é um objeto tangível e de vida longa”, complementa Cintia.

Mas esse otimismo não é compartilhado por gente como o jornalista e escritor paranaense Laurentino Gomes, autor de obras campeãs de venda no país como 1808 e 1822. “No longo prazo, todos os formatos de distribuição que utilizam a plataforma papel vão desaparecer. É uma questão de lógica econômica e ambiental. O livro, mais denso e menos perecível, ainda resistirá um pouco mais de tempo no papel. Mas é só questão de tempo até que livro digital se imponha definitivamente sobre o formato papel”, prevê.

Agatha Christie, um ícone dos best-sellers

Agatha2Na chamada biblioteca de best-sellers, com infindáveis títulos e autores em suas prateleiras, é interessante observar que a onda de escritores dos milhões de exemplares, chamados de comerciais – ou literatura de entretenimento, como preferem classificar muitos literatos para diferenciá-los da ‘alta literatura’ – não começou recentemente.

A campeã e uma das precursoras dessa história é Agatha Christie. O Guiness Book descreve a escritora britânica como a romancista mais bem-sucedida da história da literatura popular mundial em número total de livros vendidos, uma vez que suas obras, juntas, venderam cerca de três bilhões de cópias. Seu maior sucesso, O Caso dos Dez Negrinhos, é de 1939 e bateu os 100 milhões de exemplares.

Outra estrela de maior grandeza desse universo é o norte-americano Sidney Sheldon – o autor de O Outro Lado da Meia-Noite é o escritor mais traduzido do planeta, segundo o Guinness.

Não é só ficção

Além dos autores os quais se pode classificar como de ficção, há escritores de milhões de exemplares em vários outros setores, como religião, ciência, autoajuda, jornalismo, biografias, literatura infantil e até livros para colorir.

Entre os livros mais vendidos no Brasil neste ano, por exemplo, o primeiro colocado – de acordo com levantamento do site publishnews – o primeiro colocado é um livro religioso e o segundo, de autoajuda: Batalha Espiritual – Entre Anjos e Demônios (Editora Petra), do Padre Reginaldo Manzotti, e O Homem mais Inteligente da História (Editora Sextante), de Augusto Cury. Ambos com mais de 100 mil exemplares só neste ano.

Os livros escritos por religiosos, aliás, transformaram-se numa mina de ouro para as editoras. O Padre Marcelo Rossi, por exemplo, fez milagre ao vender mais de 8 milhões de exemplares de Ágape e obter tiragem inicial de 500 mil de Kairós.

No campo da chamada autoajuda, o médico psiquiatra e professor Augusto Jorge Cury superou as fronteiras do Brasil há muito tempo e virou um astro internacional. Seus livros já foram publicados em quase 80 países. Só no Brasil ele vendeu mais de 20 milhões de exemplares, segundo números divulgados pelo site do Grupo Educacional Augusto Cury. Felicidade roubada – um romance psicológico sobre os fantasmas da emoção, é uma de suas obras de grande sucesso.

Alta literatura

O fenômeno das grandes tiragens de livros físicos não se resume aos títulos considerados comerciais ou populares. Obras da chamada alta literatura também exibem números impressionantes.

Além de Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes, citado no início desta reportagem, estão no topo das vendas ainda nos dias atuais obras como Um Conto de Duas Cidades (200 milhões de exemplares), de Charles Dickens, O Pequeno Príncipe (140 milhões), de Antoine de Saint-Exupéry,

Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez, Lolita, de Vladimir Nabokov, e O Nome da Rosa, de Umberto Eco, esses com mais de 50 milhões de livros vendidos.

A galáxia juvenil

Paula-PimentaNão é de hoje que livros destinados ao público juvenil fazem sucesso. Os autores mais “curtidos” por adolescentes e jovens formam uma galáxia que ajuda a movimentar o grande universo da indústria do livro. Mundialmente, além de J.K. Rowling (Harry Potter), outro dos grandes nomes atuais desse nicho é a norte-americana Meg Cabot. Autora de mais de 70 livros, bateu recordes com a série de onze volumes de O Diário da Princesa.

No Brasil também existem grandes estrelas desse universo. Só para citar um exemplo, uma escritora de grande sucesso no momento é a mineira Paula Pimenta, que esteve em Curitiba na sexta-feira (21) para o lançamento de sua nova obra Minha Vida Fora de Série – 4ª Temporada. Paula ficou conhecida com a série Fazendo Meu Filme e já vendeu mais de 1,5 milhão de exemplares. Seus livros são lidos em Portugal, Espanha, Itália e toda a América Latina.

“Ainda fico surpresa quando vou ao salão de beleza ou à padaria e as pessoas pedem pra tirar foto comigo! Eu achava que essas coisas aconteciam só com os popstars e atores de televisão, e não com escritores”, relata a escritora ao comentar seu sucesso.

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