A História do Futuro de Glory O'brien

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As piores coisas de se trabalhar em uma livraria

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Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

Creio que não seja necessário citar aqui as vantagens incríveis em se trabalhar em uma livraria. Acho que todo leitor já deve ter deslumbrado essa possibilidade em seus sonhos mais remotos. E em termos de emprego no ramo de vendas no varejo, acredito que ser livreiro deva ser, de longe, o melhor deles. Um ambiente descontraído, colegas de trabalho inteligentes, clientes interessantes, e a vantagem de passar o dia cercado por livros.

Mas como qualquer outro trabalho comum, é claro que esse também possui as suas desvantagens. E para mostrar que nem tudo são flores, mostramos aqui o que há de pior em se trabalhar numa livraria.

Você acaba gastando parte do seu salário em livros
É algo inevitável. Você começa a trabalhar em uma livraria, consegue um desconto como empregado, e logo percebe que está sendo pago com livros. Talvez você já tenha gastado mais do que devia com livros em uma outra ocasião, mas agora você está cercado por centenas desses exemplares te tentando a todo instante, e outros tantos continuam chegando a cada momento.

Imagino que seja necessário anos de experiência e auto-controle para se construir a tolerância de não gastar uma parcela significativa do seu salário em seu próprio emprego.

Sua lista de leitura cresce descontroladamente
Mesmo que você, de alguma forma, consiga se controlar com o gasto em livros, não há como evitar o seu interesse natural por novas leituras, já que agora obrigatoriamente conhecerá cada lançamento que chegar à loja.

Entre as recomendações dos clientes e colegas de trabalho, e os livros que acidentalmente descobrirá em um dia normal de trabalho, lamento dizer que sua lista de leitura será sempre uma ‘missão impossível’.

É o fim da agradável experiência de conhecer novas livrarias
A felicidade de explorar uma nova livraria, nunca mais será a mesma depois que você trabalha em uma. Além do fato de ser difícil comprar livros na loja concorrente, quando você pode conseguir o mesmo produto mais barato no próprio trabalho.

E, é claro, comparações com a sua própria loja serão inevitáveis, e passará grande parte do tempo tentando encontrar diferenças das quais você tem absoluta certeza que faria de uma forma bem melhor.

Livros são pesados
Apesar de ser uma informação um tanto óbvio, é algo que realmente só se leva em consideração depois que se sente a dor muscular de levar caixas e mais caixas de livros de um lado pro outro. Algo que passei recentemente com a minha recente mudança.

Algumas grandes livrarias ainda possuem prateleiras que vão até o teto, o que implica em subir escadas com pilhas de livros. E mesmo nas menores, ser livreiro exige mais do físico do que se imagina. Pode não parecer, mas carregar pilhas de livros, agachar para alcançar as prateleiras inferiores e organizar as estantes, é um trabalho bem cansativo.

Você tem que ajudar as pessoas a encontrar algumas leituras ‘questionáveis’
Claro que nem todo cliente terá o mesmo interesse literário que o seu, mas por mais que você conviva bem com esse fato, você encara as suas ‘dicas de leitura’ como parte do seu trabalho. Mas nem sempre conseguirá evitar que o público leve uma uma obra, ou autor, que você desaprova e fez de tudo para escondê-lo nos cantos obscuros da loja.

Certamente a pior parte desse trabalho é ter que ajudar as pessoas a encontrar livros que você considere moralmente desprezíveis. Livros que apoiam algum regime autoritário, obras com ‘desinformações perigosas’, e autores de ideias duvidosas. Cada funcionário tem a sua própria forma de lidar com essa situação, mas em qualquer ocasião é sempre uma posição terrível para se estar.

Heroínas de ‘Estrelas além do tempo’ inspiram garotas em trabalho de escola nos EUA

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Foto de meninas vestidas como trabalhadoras da Nasa retratadas no filme viralizou nas redes sociais.

Publicado no G1

Uma foto de três crianças vestidas como as protagonistas do filme “Estrelas além do tempo” viralizou em redes sociais e foi compartilhada pelas três atrizes do longa, Taraji P. Henson, Janelle Monae e Octavia Spencer.

A imagem foi criada para um trabalho de escola de Ambrielle-Baker Rogers, Morgan Coleman e Miah Bell-Olson em um colégio em Milwaukee, nos EUA. Elas tinham que criar um projeto para o Mês da História Afroamericana.

Meninas se vestem de protagonistas de 'Estrelas além do tempo' para trabalho de escola (Foto: Divulgação)

Meninas se vestem de protagonistas de ‘Estrelas além do tempo’ para trabalho de escola (Foto: Divulgação)

 

As meninas, então, resolveram imitar as três mulheres (Katherine Johnson, Dorothy Vaughan and Mary Jackson) que foram pioneiras entre trabalhadoras negras na NASA, e foram retratadas no filme. “A professora pediu para criar pôsteres que afirmassem positivamente a excelência dos estudantes e jogasse os holofotes na beleza da cultura afroamericana”, explixou a mãe de Jessica ao site “Huffington Post”.

Cresce número de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

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Jovens: 14,4% não estão sequer procurando trabalho ou ocupação, segundo o IBGE (Thinkstock)

Jovens: 14,4% não estão sequer procurando trabalho ou ocupação, segundo o IBGE (Thinkstock)

 

A proporção dos jovens “nem nem”, que não estudam nem trabalham, aumentou em 2015 em relação a 2014

Publicado na Exame

Rio – O número de jovens de 15 a 29 anos que não estudavam nem trabalhavam em 2015 cresceu no País, chegando a 22,5% da população dessa faixa etária. Sequer procuravam trabalho 14,4% dessas pessoas.

A proporção dos chamados “nem nem” cresceu 2,5 pontos percentuais em relação a 2014 (20%) e 2,8 frente a 2005 (19,7%). O grupo de 18 a 24 anos apresentou o maior porcentual em 2015: 27,4%.

Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga nesta sexta-feira, 2.

“É quase um quarto dos jovens, e os números mostram que o porcentual dos `nem nem nem’, que não estudam, não trabalham e não procuram trabalho, não varia mesmo em cenários diferentes”, aponta a analista do IBGE Luanda Botelho, referindo-se ao fato de que os “nem nem nem” terem representado 12,8% dos jovens em 2005.

“No caso dos `nem nem’, a piora do mercado de trabalho influenciou o resultado. Quando a economia piora, os jovens são os mais afetados e os que mais demoram a se recuperar.”

Por conta da maternidade e da maior dedicação a afazeres domésticos, o porcentual de mulheres não estudantes e inativas em 2015 era quase o dobro do que o de homens: 29,8%, contra 15,4%.

Em 2005, estas proporções eram 28,1% e 11,1%.Da população feminina de todas as faixas que não trabalhavam nem estudavam, 91,6% ocupava-se das tarefas da casa, incluindo aí os cuidados com os filhos.

Quando se comparam homens e mulheres que trabalham fora, a persistência da sobrecarga sobre elas quanto às atividades domésticas é evidenciada pelos dados do IBGE.

De 2005 a 2015, o número de horas semanais que os homens gastaram com esse tipo de atividade não se alterou: ficou em 10 horas.

Já entre as mulheres o dispêndio de tempo é o dobro disso, e, somada à jornada de trabalho fora, a jornada total semanal feminina é em média cinco horas maior do que a masculina.

A Síntese é feita pelo IBGE desde 1998. Esta edição utilizou números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2015 e do Censo de 2010, entre outras publicações, e trouxe dados relativos a demografia, famílias, educação, trabalho, distribuição de renda e domicílios. O objetivo da síntese é traçar um perfil das condições de vida da população.

Pesquisadores desvendam a história de livros roubados por nazistas

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Publicado em O Povo

Durante o Terceiro Reich, nazistas confiscaram obras de arte e também livros de judeus. Muitos deles foram parar nas estantes de bibliotecas alemães. Pesquisadores vasculham acervos para devolvê-los aos legítimos donos.Em meio aos cerca de 8,5 milhões de livros do acervo das bibliotecas da Universidade Livre de Berlim, Ringo Narewski e sua equipe têm uma nobre missão: encontrar livros que foram confiscados de judeus por autoridades nazistas durante o Terceiro Reich (1933-1945). O objetivo dos pesquisadores é devolvê-los ao legítimos donos.

O caminho até devolução, porém, é longo e exige um minucioso trabalho de investigação. O ponto de partida é a identificação de todos os livros impressos antes de 1945. A universidade estima que cerca de 1,5 milhão de livros se encaixem nesta categoria.

“A maior dificuldade neste trabalho é o volume de livros para serem avaliados sem termos qualquer estimativa sobre o resultado final. Além disso, se há a suspeita sobre determinada obra, é preciso muito tempo para desvendar 70 anos de história de uma pessoa”, afirma Narewski, diretor do grupo de trabalho responsável por identificar obras saqueadas por nazistas que fazem parte do acervo de bibliotecas da universidade.

Nesse trabalho de detetive, a Universidade Livre de Berlim ganhou reforço extra há um ano. Além dela, três instituições – a Fundação Nova Sinagoga, a Universidade de Potsdam e a Biblioteca Estadual de Berlim – reuniram as informações sobre pesquisas realizadas nesta área num banco de dados online, o “Looted Cultural Assets” (bens culturais roubados).

Pegadas no Brasil

Nos últimos anos, a instituição verificou cerca de 44 mil livros. Atualmente, eles investigam a origem de 2 mil assinaturas em livros. E uma dessas histórias tem passagem pelo Brasil.

Um dos livros roubados encontrados no acervo pertenceu ao jornalista Ernst Feder, que fugiu de Berlim para Paris em 1933. Com a marcha nazista em direção à França, Feder emigrou para o Brasil em 1941, onde viveu, em Petrópolis, até 1957, quando retornou para Berlim.

Sua biblioteca, com quase 10 mil títulos, foi saqueada pelo regime nazista, e um destes exemplares foi parar na Universidade Livre de Berlim. No momento, os pesquisadores tentam entrar em contato com os herdeiros do jornalista para devolver a obra.

Saques durante o Terceiro Reich

De acordo com o historiador Götz Aly, a prática do confisco foi instrumentalizada pelos nazistas para garantir a lealdade da população alemã ao regime. Segundo ele, o roubo e redistribuição de bens e economias dos judeus, na Alemanha e, posteriormente, em países ocupados, favoreciam economicamente o povo alemão.

As coleções roubadas foram distribuídas entres bibliotecas públicas, centros culturais nazistas e funcionários do regime. Depois da Segunda Guerra Mundial, muitas destas peças foram vendidas a antiquários ou doadas para instituições.

Desta maneira, livros saqueados foram parar também em estantes de bibliotecas criadas depois de 1945, como é o caso das da Universidade Livre de Berlim, fundada em 1948. Segundo Narewski, além das doações privadas, as bibliotecas da instituição receberam livros confiscados de funcionários do regime nazista pelo exército americano no fim da guerra.

Longa investigação

O atual projeto da equipe de Narewski se concentra na análise de cerca de 70 mil livros que foram adquiridos pela universidade entre 1952 e 1968. Com os títulos suspeitos em mãos, a próxima fase é buscar nos livros pistas sobre suas origens, que podem ser um carimbo, um nome escrito a caneta, um ex libris (selo personalizado que identifica as obras de bibliotecas particulares ou públicas) ou algum número de referência. Descoberta alguma identificação, começa o trabalho para decifrar a história e o percurso percorrido por esse livro até chegar às estantes da biblioteca.

A investigação mais longa da universidade já dura três anos e é referente a um livro que pertenceu à família Frohmann-Holländer, de Frankfurt, que, perseguida durante o regime nazista, fugiu para os Estados Unidos.

“Não sabemos o que aconteceu com essa biblioteca durante três anos na década de 1930, antes da emigração da família. Como há a possibilidade de que alguns destes livros tenham sido vendidos na época, não podemos afirmar com certeza se a obra foi confiscada, por isso, ainda não podemos devolvê-la, e a pesquisa continua”, explica Narewski.

Após reconstruir a história dos livros, o grupo precisa desvendar a história dos proprietários legítimos dos títulos e de suas famílias para poder restituí-los. E aqui há outra dificuldade, entrar em contato com estas pessoas. Muitas vezes, pesquisadores sabem quem são os herdeiros, mas não conseguem ter acesso a eles, e, em alguns casos, e-mails ou cartas enviados são ignorados pelos destinatários.

Trabalho que compensa

Nos últimos dois anos, a Universidade Livre de Berlim devolveu 160 livros que foram saqueados pelos nazistas aos seus legítimos donos. As devoluções a 75 herdeiros e instituições ocorreram na Alemanha, Áustria, Polônia, Letônia, Holanda, Estados Unidos, Israel, República Checa, Reino Unidos e Ucrânia.

“Essa restituição tem uma dimensão moral. Não é uma tentativa de reparação, pois é impossível reparar os crimes cometidos pelos nazistas, mas se trata de devolver às vítimas um pedaço da sua história”, diz Narewski.

O pesquisador destaca que, além de ser uma revisão da história da universidade, esse trabalho preserva a memória daquele período, para evitar que crimes como os cometidos pelo regime nazista voltem a acontecer.

Autor: Clarissa Neher

Estudo não aumenta eficiência do trabalho no Brasil, diz pesquisa

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Érica Fraga, na Folha de S.Paulo

O avanço da escolaridade no país nas últimas décadas não foi acompanhado do aumento esperado de eficiência do trabalhador brasileiro.

A experiência internacional mostra que, à medida que acumulam mais anos de estudo, os profissionais de uma nação, normalmente, se tornam mais produtivos, contribuindo, com isso, para o crescimento da economia.

Dados preliminares de uma pesquisa feita por Ricardo Paes de Barros, economista-chefe do Instituto Ayrton Senna e professor do Insper, revelam que isso não parece estar ocorrendo no Brasil.

Entre 1980 e 2010, cada ano a mais de estudo no país foi seguido de um aumento extra de produção de apenas US$ 200 por trabalhador.

O número é irrisório se comparado ao que ocorreu em outros países. Cada ano a mais de escolaridade foi acompanhado de uma expansão de US$ 3.000 de produção por trabalhador no Chile e de US$ 6.800 na Coreia do Sul.

De acordo com Paes de Barros, é possível que a qualidade e o conteúdo do ensino nas escolas brasileiras expliquem por que o país tem sido um ponto fora da curva.

“Pode ser que esse aumento de educação não tenha significado econômico, por isso tenha muito pouco impacto sobre a produtividade”, diz.

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MENORES GANHOS

A piora na qualidade da educação no Brasil também pode ser uma das causas da rápida queda do ganho extra de renda que os trabalhadores conseguem ao aumentar sua escolaridade. Em 2004, cada ano a mais de estudo resultava em um salário 9,6% maior no país. Em 2014, esse retorno caiu para 7,2%.

Outro fator que contribuiu para essa redução, segundo Paes de Barros, foi o aumento do salário mínimo, que elevou a renda do trabalhador pouco escolarizado.

Uma terceira explicação para a queda do prêmio salarial foi a expansão da demanda da nova classe média por serviços menos qualificados, nos últimos anos.

“Nós nos tornamos uma economia intensiva em mão de obra pouco qualificada. Isso tem a ver com o tipo de estrutura de demanda que a economia brasileira gerou.”

Embora esse movimento tenha contribuído para a redução da desigualdade de renda, ele também pode estar afastando o jovem brasileiro da escola: “Isso não ajuda a incentivar as pessoas a estudar mais”.

EVASÃO ESCOLAR

Um dos principais focos da pesquisa conduzida pelo economista —que tem apoio do Instituto Ayrton Senna, do Insper, da Fundação Brava e do Instituto Unibanco— é entender as causas da elevada evasão escolar no Brasil.

O estudo mostra que, a cada ano, mais de um quarto dos jovens brasileiros de 15 a 17 anos tem um dos seguintes destinos: nem se matriculam na escola (15%); abandonam os estudos (7%) ou são reprovados por falta (4%).

A meta oficial do governo de universalizar o acesso dessa faixa etária à escola até 2016 não foi cumprida.

Segundo dados divulgados na semana passada pelo IBGE, a parcela de jovens de 15 a 17 anos na escola chegou a 85% em 2015. Esse percentual tem aumentado em ritmo lento nos últimos anos. E os prognósticos de evolução não são positivos.

Pelas contas de Paes de Barros e sua equipe, o Brasil precisaria avançar a um ritmo 23 vezes maior que o atual para universalizar o acesso de jovens de 15 a 17 anos à escola em uma década.

Segundo o economista, o objetivo da pesquisa é ajudar os gestores educacionais a entender as causas do baixo engajamento do jovem com a escola e, com isso, adotar as medidas cabíveis.

No estudo, Paes de Barros e seus coautores explicam que há três grandes causas para o afastamento entre o jovem brasileiro e a escola.

O primeiro grupo de fatores está ligado a problemas como pobreza extrema, distância grande entre o domicílio do jovem e a escola e gravidez precoce.

O segundo motivo é o que eles chamam de “falta de interesse informada” do jovem pela educação formal. “Isso tem muito a ver, por exemplo, com a falta de flexibilidade do currículo do ensino médio”, afirma o economista.

Por último, há o caso de jovens que têm pouco interesse pela escola por falta de informação adequada.

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