Um Jardim de Cores

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Crianças fazem ‘vestibular’ para entrar em creches em Hong Kong

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Crianças a partir de oito meses de idade já recebem treinamento para entrevistas em creches

Crianças a partir de oito meses de idade já recebem treinamento para entrevistas em creches

Helier Cheung,na BBC News

Entrar em boas escolas ou universidades é difícil em muitas partes do mundo, mas em Hong Kong a pressão começa ainda mais cedo. Para que os pais consigam matricular seus filhos em bons jardins de infância – e até em boas creches, as crianças já têm aulas de preparação para os “vestibulares” infantis.

Yoyo Chan está se preparando para uma entrevista importante que pode ajudá-la a ser bem sucedida na vida. Ela tem um ano e meio de idade.

Ao completar dois anos, ela entrará em uma creche, mas a competição é feroz em Hong Kong, e alguns dos locais de maior prestígio são extremamente seletivos. Seus pais querem que ela esteja bem preparada para seu primeiro teste na vida.

As melhores creches e jardins de infância são consideradas pelos pais como portas de entrada para as melhores escolas primárias – que, por sua vez, facilitariam o caminho para as melhores escolas secundárias e universidades.

Por causa disso, as mais procuradas chegam a receber mais de mil pedidos de inscrição para poucas dezenas de vagas. Agora, empresas oferecem treinamento de entrevista para crianças, com o objetivo de dar a elas uma vantagem a mais.

Segundo professores, pai costumam ficar mais ansiosos do que as crianças durante entrevistas

Segundo professores, pai costumam ficar mais ansiosos do que as crianças durante entrevistas

Preparação

Em uma de suas aulas, Yoyo é instruída a cumprimentar o professor e se apresentar para ele. O professor, em seguida, pede que ela faça uma série de tarefas como construir uma casinha de tijolos, fazer um desenho, prender dois olhos de feltro no lugar correto de um rosto e identificar pedaços de frutas.

A menina começa um pouco tímida, mas logo se solta e parece divertir-se realizando as tarefas e brincando.

“Estas aulas e entrevistas podem ser difíceis”, diz sua mãe, Emma. “Mas eu quero que ela esteja preparada. A maioria dos pais quer que seus filhos tenham um bom começo.”

Uma das creches nas quais Emma está interessada entrevistou mais de 100 candidatos para apenas nove vagas, então ela fará o que foi preciso para aumentar as chances de sucesso de sua filha.

O irmão mais novo de Yoyo, que ainda é um bebê, vai começar a ter aulas em breve, quando tiver oito meses de idade.

Em uma das empresas, a Hong Kong Young Talents Association (HKYTA), uma série de 12 sessões de treinamento custa 4.480 dólares de Hong Kong (R$ 1.718) – cerca de um quarto da renda mensal mediana de uma família.

“Tentamos ensinar as crianças através de atividades musicais, adaptando as atividades ao que as entrevistas irão pedir”, diz a professora da HKYTA, Teresa Fahy.

Entrevistas incluem avaliação de habilidades motoras e até uma "pegadinha" para testar as boas maneiras

Entrevistas incluem avaliação de habilidades motoras e até uma “pegadinha” para testar as boas maneiras

Perguntas complexas

Para tornar as coisas um pouco mais complicadas – e mais estressantes para os pais – creches e jardins de infância diferentes pedem coisas diferentes.

É comum que os entrevistadores observem a maneira como crianças lidam com os brinquedos. Isso pode revelar algo sobre suas habilidades motoras e sobre como eles interagem com outras crianças.

A maneira como eles participam de atividades em grupo como cantar ou dançar conforme a música também é cuidadosamente examinado.

Além disso, os entrevistadores conversam com as crianças para saber quão bem eles se expressam e se fazem contato visual. Alguns, mas não todos, também pedem que as crianças identifiquem cores e formas ou expliquem algumas cenas em livros.

“As perguntas estão ficando cada vez mais difíceis. Os jardins de infância podem fazer perguntas complexas como ‘para que servem seus olhos?’ ou ‘que tipo de ovo é este?’.”

“Eles também podem avaliar o comportamento da criança ao oferecer doces a ela no fim da entrevista. A criança tem que pegar um e dizer ‘obrigada’. Pegar muitos doces é visto como ganancioso e rejeitá-los é visto como grosseiro.”

Perguntas para crianças vão desde "você é menino ou menina?" até "que tipo de ovo é este?"

Perguntas para crianças vão desde “você é menino ou menina?” até “que tipo de ovo é este?”

Confiança e espontaneidade

Muitos pais concentram-se em ensinar os filhos a nomear cores e objetos, mas nem todos os entrevistadores se impressionam com essa habilidade.

“Não estou buscando esse tipo de conhecimento, são coisas que nós vamos ensiná-los quando começarem a estudar conosco”, diz Jenny (nome trocado a pedido da entrevistada), professora de um conhecido jardim de infância bilíngue.

Ela diz ainda que, mesmo que os pais não percebam, muitas vezes eles são observados ainda mais atentamente pelos professores do que as crianças.

“É preciso saber com que tipo de pais estamos lidando. Se os pais forem muito controladores, o meu ‘não’ é automático”, afirma.

E se os pais trouxerem um portifólio listando os cursos que seus filhos fizeram e os lugares onde passaram as férias – como alguns fazem – ela sequer olha.

Outra professora de escola primária afirma que as aulas de entrevista podem ajudar as crianças a ficarem menos nervosas no grande dia.

Mas Leung Wai-fan, diretora do jardim de infância King Shing, diz que pode ficar óbvio que a criança foi treinada. “Conseguimos dizer se uma criança está sendo natural ou não. É fácil ensinar uma criança o que dizer, mas elas não necessariamente entenderão o que estão dizendo.”

“A criança pode aprender a recitar determinada frase – mas se você fizer uma pergunta, ela fica tímida.”

Crianças confiantes, que respondem as perguntas colocadas a elas, geralmente têm avaliações melhores. Ser tímido é uma desvantagem, mesmo com um ano e meio de idade.

Perguntas para crianças vão desde "você é menino ou menina?" até "que tipo de ovo é este?"

Perguntas para crianças vão desde “você é menino ou menina?” até “que tipo de ovo é este?”

Perda de interesse

Leung sabe muito bem até onde os pais irão na esperança de conseguir uma vaga em um jardim de infância. Sua escola chamou a atenção da mídia no ano passado depois que alguns pais esperaram na fila por duas noites para garantir que seriam os primeiros a entregar o formulário de inscrição.

Ela teme que a educação primária tenha se tornado muito comercial e muito exigente – e acompanha com preocupação quando os pais matriculam crianças em idade pré-escolar em aulas de inglês ou de mandarim, pressionando-os para que tirem boas notas.

“Não é assim que crianças aprendem. Tentamos dizer aos pais que a educação deveria ser para toda a vida, e não apenas funcional.”

Lam Ho Cheong, professor e especialista em educação na primeira infância do Hong Kong Institute of Education, concorda. “Por um lado, é preciso desenvolver suas habilidades. Por outro, você quer que elas se interessem por aprender”, diz.

“Se você pressionar muito as crianças quando elas são jovens, corre o risco de fazer com que elas percam o interesse. Por exemplo, as habilidades de leitura das crianças de Hong Kong são altas em comparação com outros países, mas o interesse pela leitura é baixo.”

Alguns professores afirmam ainda que, ao invés de matricular seus filhos em cursos, os pais deveriam simplesmente passar mais tempo com eles.

“Eu não recomendaria que pais sobrecarregassem seus filhos com treinamentos, porque a maneira como uma criança se sente no dia da entrevista pode passar por cima de toda a preparação que ela teve. É melhor que os pais passem mais tempo brincando e lendo para seus filhos em casa”, diz Jenny.

Este ano, no entanto, entrar em uma creche será especialmente difícil em Hong Kong. Mais crianças do que o normal nasceram entre 2012 e 2013 porque era o ano do dragão no calendário chinês, considerado auspicioso. Para as crianças do dragão, é chegada a hora de enfrentar o primeiro desafio.

Avaliadores valorizam confiança de crianças a partir de um ano e dizem não gostar de respostas treinadas

Avaliadores valorizam confiança de crianças a partir de um ano e dizem não gostar de respostas treinadas

Alunos da Esalq vendem manual com ofensas a calouros

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Material também faz apologia ao consumo de álcool. Nesta terça-feira, CPI que investiga violação dos direitos humanos nas universidades apresenta relatório final

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Publicado em Veja

Alunos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo, em Piracicaba, venderam um “manual de calouros” com mensagens ofensivas e de apologia ao consumo de álcool no início do ano letivo na instituição. O material integra o “kit bixo”, que também inclui um ingresso para a festa dos calouros da Esalq e traz hinos como: “É pinga, cerveja e chope no barril / As nossas buc… são as melhores do Brasil”.

O professor do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Esalq Antonio Almeida, que estuda o trote nas universidades há 14 anos, foi quem relatou a prática. Ele deve fazer denúncia formal à unidade ainda nesta terça-feira. A Esalq afirma que tem conhecimento do manual e abrirá sindicância para apurar quem são os autores. A escola ressalta, no entanto, que não patrocinou o material nem esteve envolvida com sua produção editorial e gráfica.

O manual faz apologia ao uso de álcool e convida os novos alunos para uma “maratona”, competição de ingestão de bebidas alcoólicas semelhante àquela em que morreu Humberto Moura Fonseca, de 23 anos, estudante da Unesp, em Bauru.

O manual é assinado pelo Centro Acadêmico Luiz de Queiroz (Calq) e pela Comissão de Integração – grupo de alunos responsável pelos eventos para os calouros.

CPI das universidades – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) organizada pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) que investigou violações de direitos humanos nas universidades paulistas chegou ao fim. A CPI irá apresentar o relatório final na tarde desta terça-feira. Desde de dezembro de 2014, a CPI ouviu alunos, professores e reitores de sete universidades.

No dia 26 de fevereiro, a Comissão divulgou o relatório preliminar de medidas com sugestões para as instituições de ensino. O documento, assinado pelo presidente da CPI, deputado Adriano Diogo (PT), pedia a responsabilização civil, criminal e administrativa de membros dos centros acadêmicos envolvidos em denúncias de violação dos diretos humanos e das pessoas jurídicas responsáveis por eventos como a festa Show da Medicina e os encontros de estudantes Intermed e Calomed.

Uerj e UFRJ adiam aulas mais uma vez por falta de limpeza em campus

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Foto:  Uanderson Fernandes / Agência O Dia

Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia

Funcionários terceirizados de limpeza reivindicam pagamento de salários atrasados

Publicado no R7

A Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) adiaram o início das aulas do primeiro semestre do ano letivo de 2015. A Uerj transferiu o começo do período, que inicialmente seria na quarta-feira (11), para o dia 23 de março. Já a UFRJ, que teria início do semestre nesta segunda-feira (9), optou por adiá-lo por mais uma semana, transferindo-o para o próximo dia 16.

Em nota, a Uerj informou que um dos motivos para o adiamento das aulas é a grave crise fiscal que atravessa o Estado do Rio, com consequências sobre a instituição. A outra razão citada no texto é a ausência momentânea de solução por parte do Estado para o problema de pagamento de empresas terceirizadas responsáveis pela limpeza, segurança externa e manutenção.

No comunicado, a universidade enumera a frequência de funcionários que prestam serviços aos prédios institucionais, como limpeza. Na maioria dos itens enumerados, a frequência varia de 50% a 10%. Os serviços são oferecidos por empresas privadas.

Na UFRJ, a limpeza também foi o motivo citado para o adiamento das aulas. Em comunicado enviado aos alunos, a universidade afirma que algumas unidades continuam com serviços terceirizados incompletos. A instituição salientou que a medida vale para o CAp (Colégio de Aplicação) e para a Escola de Educação Infantil.

De acordo com a universidade, durante a plenária que discutiu o adiamento das aulas, trabalhadores da empresa que presta os serviços de limpeza interromperam a reunião em vários momentos. Eles reivindicaram o pagamento imediato dos salários, que estão atrasados.

Seleção Draft – Universidades

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Kaluan Bernardo, no Projeto Draft

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Empreendedorismo ainda precisa evoluir nas universidades brasileiras. (Imagem: NBCNews / Reprodução)

Pesquisa: o empreendedorismo nas universidades brasileiras.
Dentro do contexto acadêmico, muitos têm vontade de empreender, mas poucos conseguem sair da etapa do sonho — especialmente porque não se preparam para o salto. Uma recém-lançada pesquisa da Endeavor e do Sebrae, realizada em universidades brasileiras no ano passado, mostra que 85,9% dos alunos não se preparam para empreender. Não a tôa, só 20% deles se consideram confiantes para abrir um novo negócio. Veja a pesquisa completa aqui.

Como a lei de Moore ajudou o Google a nascer.
Uma famosa “lei”, atribuída a Gordon Moore, diz que o poder computacional praticamente dobraria a cada 18 meses. Isso, em uma curva exponencial, quer dizer que as mudanças tecnológicas se tornam cada vez mais rápidas e que o que era impossível há um ano é completamente possível hoje.

Foi com isso em mente que dois alunos de Stanford, Sergey Brin e Larry Page, perceberam que estavam autorizados a pensar realmente grande. E, assim, o Google nascia, com a presunçosa proposta de organizar e reunir todos os links da internet. Steven Levy, autor da biografia da empresa, conta essa história.

O que acontece quando robôs cometem crimes?
Dois artistas londrinos programaram um robô para, toda semana, comprar coisas aleatórias com bitcoins na deep web. Os objetos seriam todos reunidos em uma exposição artística. Algumas semanas depois, no meio das encomendas, estavam alguns pacotes de drogas ilícitas. E aí? Quando um robô comete o crime, quem deve ser punido: a pessoa que criou o código, o dono do robô, a própria máquina? A situação acendeu um debate interessante sobre inteligência artificial e leis, na Forbes e na Wired.

A ciência por trás das notificações.
Acredite, você não é a única pessoa que se distrai com notificações de redes sociais ou smartphones. E isso tampouce é algo novo, decorrente das novas tecnologias. Na verdade, é algo intrínseco à evolução humana: só sobrevivemos como espécie porque éramos capazes de dividir a nossa atenção a cada alerta ou sinal que nos chegava. Isso tudo é explicado pela psicologia e traz reflexões importantes para desenvolvedores de produtos, que devem pensar até que ponto é válido ou não bombardear seus usuários com notificações. O TechCrunch fala sobre o assunto.

Reflexões para o ano novo: a difícil tarefa de se criar gênios

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a difícil tarefa de se criar gênios

Steve Jobs

 

Tom Jones, no Administradores

Quem leu a biografia de alguns dos grandes “gênios criativos” de nosso tempo (Steve Jobs*, Bill Gates** ) talvez em algum momento tenha se questionado como pai (ou mãe) a difícil tarefa que os pais desses “gênios” tiveram que enfrentar ,pois conviviam com crianças, adolescentes e adultos que não se encaixavam no chamado mundo convencional.

Nossa sociedade, nossas escolas de educação formal e todo o ambiente em que vivemos são nocivos a criatividade e ao espírito questionador.

Estar a frente de seu tempo, inventar produtos ou serviços que ainda ninguém se deu conta de que precisa, compor musicas, escrever livros… tudo isso esta associado a criatividade e ao espírito inovador ,que muitos julgam ser para poucos escolhidos e por isso os entraves são complexos e começam ainda muito cedo, quando ainda somos crianças e temos uma mente ágil e estamos prontos para ir em busca de conhecimento, testar novas vivências e experimentar coisas novas.

Porém é quase que um dever “cívico” que a família tente “domesticar” essa criança muito ágil e questionadora, grande parte das famílias preferem a criança comportada, menos viva, porque a criança criativa dá muito “trabalho”, e daí inicia-se um processo de inibição do espírito exploratório/criador do ser humano. E que não para por ai, algum tempo depois, no inicio de sua educação dita “formal” a criança ainda esta a mercê desse processo de inibição continuo.

Quantas são as escolas publicas que você conhece que incitam a criatividade? No geral elas incentivam a reprodução. Nossas escolas não incentivam a reflexão, o espírito exploratório. Ao contrário aprendemos que para cada desafio só há uma resposta certa.
Exemplos mais drásticos desse processo de inibição tem sido noticiados por médicos, a respeito do uso inclusive de medicamentos como a Ritalina***…

“A pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp,fez uma declaração bombástica: “A gente corre o risco de fazer um genocídio do futuro”, disse ela em entrevista ao Portal Unicamp. “Quem está sendo medicado são as crianças questionadoras, que não se submetem facilmente às regras, e aquelas que sonham, têm fantasias, utopias e que ‘viajam’. Com isso, o que está se abortando? São os questionamentos e as utopias. Só vivemos hoje num mundo diferente de mil anos atrás porque muita gente questionou, sonhou e lutou por um mundo diferente e pelas utopias. Estamos dificultando, senão impedindo, a construção de futuros diferentes e mundos diferentes. E isso é terrível”.

Então imagine-se no lugar do pai ( ou da mãe ) de um Steve Jobs, ou Bill Gates, vendo seu filho largar a faculdade para dedicar-se a um projeto que você claramente não vê futuro. Pois tudo na nossa sociedade segue regras rígidas para o “sucesso”, todo Pai e Mãe quer ver seu filho formado, quer um médico na família, quer um advogado ou engenheiro brilhante não é mesmo?

E não há crime nenhum nisso, pois não temos como saber quais são as exceções as regras. Afinal de contas quantos Bill Gates podem existir ? A espaço no mundo para todos eles ? Mas é justamente ai que mora o perigo, a inovação e a criatividade são inerentes ao ser humano, não são uma questão de dom, de inspiração. Todos os seres humanos são criativos!

Mas ai surge uma outra pergunta pertinente, se é assim por que então não vemos mais gênios criativos soltos por ai ?

A resposta esta em nossa sociedade, a criatividade dita cotidiana, não é visível ou passa pelo crivo de outras pessoas. Pois o ato de criar esta contido tanto em um sonho que demora anos para ser concretizado, como também no simples ato de mudar o ingrediente em uma receita ou a mudança do trajeto de volta para casa. Porém quando a criação, envolve outras esferas, principalmente a profissional, e dessa forma ela tem de passar por julgamentos, analises e criticas, pois envolve custos e mais pessoas para ser implementada, então todos os alertas de perigo vão soar e fazer com que as idéias sumam e os bloqueios apareçam

E esses bloqueios vem da sociedade que trabalha para que o individuo, tenha sempre uma única resposta certa ( pois afinal de contas todos aprendemos isso na escola) e se não for assim, vai tratar de reprimi-lo e desencorajá-lo da manifestação do comportamento diferente, divergente. Pois a resposta diferente quebra paradigmas, gera duvidas, insegurança. Abre a possibilidade do que pode ou não dar certo. E então isso gera medo e as pessoas preferem reproduzir algo que já existe a produzir coisas novas.
Você teria a coragem de chegar para seu chefe e dizer a ele : “ vamos tirar todos os botões dos smartphones, vamos fazer um smartphone que não tenha botões … eles só atrapalham a usabilidade das pessoas” ?

Antes de Steve Jobs ter a coragem de fazer isso, todos acreditavam que quanto mais botões um telefone tivesse, mais “smart” ele seria . Sair do esquema exige muita coragem, criatividade é um ato de coragem, é preciso ser corajoso para ser criativo. O covarde não cria, porque não se arrisca, não tem coragem de encarar as criticas e a desaprovação da sociedade.

É preciso coragem também como pais para apoiar, orientar e compreender o espírito exploratório de nossas crianças. Lidar com “robôs” que seguem ordens, sem questionar é muito bom agora, mas pode ser fatal para o futuro de nossa sociedade.

Cabe lembrar aqui, que criticas são sempre bem vindas e não podem ser banidas. Mas elas tem lugar e hora para acontecer, na fase de escolha das melhores idéias a capacidade de critica e autocritica é fundamental. Mas durante a criação de idéias ela não é bem vinda, pois ela tem o mesmo efeito que a sociedade tem sobre nós; é um bloqueador de boas idéias.

Na contra mão disso tudo, esta a certeza de que a criatividade e a inovação são fundamentais para o mundo hoje e sempre. Empresas, cidades e países precisam de inovação e criatividade, precisam de pessoas que saibam buscar soluções adequadas ,pois a atitude criativa é o combustível que movimenta toda e qualquer tipo de solução nos tempos de crise. Inclusive didaticamente falando o processo criativo começa com o diagnostico das necessidades, de onde a seguir vem a geração de idéias (sem criticas), que leva a analise das melhores alternativas e só por fim a implementação da melhor.

Na próxima década as empresas e a pessoas devem adotar os pilares gêmeos da criatividade e da inavação. Pois a inovação é necessária para rejuvenecer países estagnados com empresas desesperadas por soluções . Onde constataremos que essa nova geração freqüentemente chamada de insolente e impaciente, serão os responsáveis por essas soluções.

Daí podemos ver que a criatividade é algo que sempre tem que trazer resultados, pois ela precisa ser o instrumento de um progresso . Então seja qual for a idéia criativa ela deve sempre ter origem na descoberta de uma necessidade. Complementar a isso tudo existe o ponto fundamental que é a visão clara de qual é o problema. Muito mais do que buscar soluções é fundamental diagnosticar as causas, pois as idéias não serão eficientes se não sabemos quais são as causas dos problemas.

Então por fim, nossos olhos voltam-se para as Universidades, e a necessidade de resgatar a sua missão acadêmica que deveria ser a de preparar as pessoas para realizar com competência um papel profissional dentro da comunidade/estado, e através disso influencia-la para o desenvolvimento responsável.

Porem o que vemos é a alienação de muitos centros acadêmicos as necessidades do mercado de trabalho e da própria sociedade. Instituições alienadas das demandas educacionais de sua comunidade são irresponsáveis pois criam lacunas que podem fazer ruir toda a cadeia de valor que depende delas como entidades geradoras de uma força profissional preparada para o futuro; quando na verdade não estão fazendo isso.

Para alcançar este propósito a Universidade deve rever seu sistema de ensino, precisa “estudar” as empresas que foram criadas por esses “gênios criativos”. O sistema educacional precisa de uma injeção de inovação. Devem transformar o ensino em aprendizagem, onde o foco não seja o mero repasse de conhecimentos, mas sim o desenvolvimento integral dos alunos.

A começar pela quebra do paradigma de que nossa sociedade não admite erros, como na letra do Legião Urbana : “Este é o nosso mundo, o que é demais nunca é o bastante ,e a primeira vez é sempre a ultima chance…” “
No entanto, mesmo as pessoas mais trabalhadoras e inteligentes ainda cometem vários erros. Na verdade as únicas pessoas que não cometem erros são aquelas que não se ariscam. Já parou para pensar que o 14 biss é uma sucessão de 13 “supostos erros” que culminaram no sucesso do décimo quarto protótipo?.

Muitos fundadores de sucesso são capazes de aprender rapidamente com seus erros. E é ai que reside a chave do sucesso, não deixar que essas falhas o derrotem .E preciso que nossos filhos, nossos alunos aprendam que sua missão dentro da sociedade e a mesma que cada um de nós, ou seja, fazer desse mundo um lugar melhor do que o que encontramos. E para isso é preciso ousadia , coragem e muita rebeldia.
Nas palavras de Miguel Castaño

“Vamos saudar os Loucos, os Rebeldes , os Sonhadores …
Porque nos levam adiante … São eles que Mudam as coisas porque acreditam que podem Melhorar o Mundo “

Citações :
*O casal Jobs adota um menino recém nascido, a quem batizam de Steve Paul Jobs. No verão de 1972, aos 17 anos, Steve sai de casa, contra a vontade dos pais, para morar em uma cabana com sua primeira namorada. Nesse mesmo período começa a beber, fumar, freqüentar espaços budistas de meditação e a tomar ácido. No final do mesmo ano ingressa na universidade Reed College em Portland, Oregon que cursaria formalmente apenas por seis meses. “Desistir foi a melhor coisa que fiz. Pude me dedicar às coisas que eu realmente queria fazer.” disse anos mais tarde. Jobs passa 18 meses freqüentando o campus da Reed College21 , onde ganhou permissão para acompanhar as aulas como observador. Entre os cursos assistidos por Jobs estava um curso de caligrafia que anos mais tarde influenciaria na tipografia do Macintosh21 .

**Gates nasceu em uma família de classe média de Seattle. Seu pai, William H. Gates, era advogado de grandes empresas, e sua mãe, Mary Maxwell Gates, foi professora da Universidade de Washington e diretora de bancos. Bill Gates e as suas duas irmãs, Kristanne e Libby, frequentaram as melhores escolas particulares de sua cidade natal, e Bill também participou do Movimento Escoteiro ainda quando jovem. Bill Gates,6 foi admitido na prestigiosa Universidade Harvard, (conseguindo 1590 SATs dos 1600 possíveis7 ) mas abandonou os cursos de Matemática e Direito no terceiro ano 8 , para dedicar-se à Microsoft.

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