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Analfabeto até os 65 anos se forma em História aos 79

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PROFISSÃO CERTA – REPRODUÇÃO FACEBOOK

Seu Valdir superou a pobreza e a doença da mulher e conquistou diploma universitário

Francisco Alves Filho, no Jornal O Dia

Rio – Essa é daquelas histórias que servem de incentivo para quem acha que seus objetivos são muito difíceis de alcançar. De família pobre e desde cedo trabalhando duro em várias funções para sobreviver (atuou em lapidação, em gráfica, foi motorista e carregador), Valdir de Lima não teve tempo de estudar. Por causa disso, manteve-se sem saber ler e escrever até os 65 anos de idade.

Isso não impediu que se apaixonasse pela carreira de História (Veja um vídeo sobre o curso). “Foram minha mulher e meus filhos que me ajudaram a ler. Comprava jornais, revistas e livros e ficava encantado com a história das pessoas, dos lugares”, conta ele. Aos poucos, foi aprendendo mais com as aulas do Telecurso 2000. “Sou autodidata”, orgulha-se.

Resolveu ir mais longe. Fez o Ensino Médio e depois matriculou-se no curso de História da Universidade Estácio de Sá. Por 8 anos, dividiu o tempo entre a sala de aula da universidade e o quarto de hospital onde sua mulher estava internada. Ela teve que tirar um rim e acabou falecendo, depois de uma convivência de 56 anos. Mesmo sem sua maior incentivadora ao seu lado, Seu Valdir continuou os estudos.

Como resultado, Seu Valdir se formou historiador no fim de março, aos 79 anos, sob aplausos dos colegas mais jovens. “Levantar aquele canudo foi libertador”, desabafou Valdir.

Serei o primeiro da família a me formar, diz bolsista do Prouni

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Publicado no UOL

Gerson Saldanha, 26, está na correria para finalizar o seu trabalho de conclusão de curso. A tensão e a corrida contra o tempo o acompanham na busca pela entrega da “monografia perfeita”. Quem já passou por isso –ou acompanhou de perto o processo– sabe que o período é complicado. Apesar disso, o jovem nascido em Mesquita, região metropolitana do Rio de Janeiro, não tira o sorriso do rosto.

Logo mais, Saldanha vai comemorar a formatura em relações internacionais. Mais que isso. O jovem considera que vai materializar a conquista de toda sua família. “Vou ser o primeiro a se formar. Minha avó teve nove filhos e tem dez netos. Mas eu sou o único que vai concluir o ensino superior”, disse, orgulhoso.

Chegar até aqui só foi possível por causa da própria teimosia e de um pouco de sorte, brinca o estudante. Depois estudar em escolas públicas, seguir carreira militar e ficar mais de três anos longe dos livros escolares, o jovem retomou os estudos para o vestibular e, em 2012, conseguiu obter uma média suficiente no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para receber uma bolsa integral do Prouni (Programa Universidade para Todos).

“Acho que nunca ia desistir do meu sonho. Sou meio teimoso. Mas, se não fosse a bolsa, eu demoraria muito para entrar na faculdade. Consegui entrar já com 22 anos, imagina se tivesse que esperar ter dinheiro para pagar”, comenta.

Conselho de pai e de mãe

Saldanha foi aluno de escolas públicas durante toda a vida escolar e ouviu muito de seus pais que deveria persistir nos estudos. O pai trabalha há anos como pedreiro e só pôde estudar até a quinta série (hoje quarto ano) do ensino fundamental. Já a mãe, hoje dona de casa, trabalhou por anos como cuidadora de uma senhora do bairro, mas só estudou até o segundo ano do ensino médio.

Meus pais sempre me incentivaram. Eles diziam: você vai ter que fazer faculdade! Vamos estudar. Cheguei até aqui por causa deles.

“Quando era bem mais novo, não tinha muito talento com o futebol. Aí, minha mãe dizia: ‘Se não tem talento para o futebol, vai estudar! Ser alguma coisa na vida’. Foi o que eu fiz”, lembra o jovem, dando gargalhadas. “Meus pais sempre foram incentivadores. Eles diziam: ‘Você vai ter que fazer faculdade, vamos estudar’. Se estou aqui hoje, é por causa deles. Minha mãe sempre foi aquele tipo que exigia o calendário de provas e pendurava na geladeira.”

O incentivo mostrou resultado. Logo no primeiro ano do ensino médio –aos 15 anos–, Saldanha colocou na cabeça que precisaria fazer cursinho pré-vestibular se quisesse passar em uma universidade. Então se matriculou num curso comunitário oferecido pela igreja da região em que morava e começou a maratona de estudos. “Não sei se sou meio doido, mas sempre pensei muito na frente.”

Depois de três longos anos de preparo, Saldanha não conseguiu ser aprovado. O fato de ter “tomado bomba” em todos os vestibulares em 2008, ao final do ensino médio –como Uerj, UFRJ, UFF– fez com que ele visse na carreira militar uma oportunidade de poder contribuir com as contas de casa. O sonho de fazer faculdade estaria adiado, pelo menos por ora.

No mesmo ano, fez a prova da Marinha e passou. Morou no Espírito Santo por cerca de um ano e foi trabalhar num porta-aviões. Apesar de feliz no cargo e com um salário que conseguia ajudar os pais, a vontade de fazer relações internacionais não o largava. “Lá tinha uma galera da França e eu tentava falar inglês com eles. Achava massa.”

Saldanha achou melhor continuar na carreira militar. Concluiu o tempo mínimo como soldado, fez o curso de formação de cabo especialista em barbearia e começou a trabalhar como barbeiro na Escola de Tenentes da Marinha, em 2009.

Naquele mesmo ano, decidiu que o momento de retomar o desejo antigo havia chegado. Apesar de determinado, surgia um novo desafio: a falta de tempo para se preparar para as provas dos vestibulares. “Antes eu não tinha dinheiro, mas tinha tempo para estudar. Na Marinha, eu tinha salário, só que não sobrava tempo.”

A solução? Foi começar a estudar por conta própria em todo o tempo que sobrava entre uma atividade e outra. Os anos seguintes foram de tentativa atrás de tentativa. Só em 2012 Saldanha conseguiu uma média suficiente para ser aprovado no curso de relações internacionais de uma faculdade particular no Rio de Janeiro.

De lá para cá, foram só realizações e muito trabalho, considera Saldanha. “Estou quase me formando e não estou acreditando nem que consegui entrar na faculdade. Almejei tanto esse sonho. Tenho voltado muito no tempo, refletido muito. Só tenho a agradecer.”

A ideia de desbravar o desconhecido e aprender coisas novas sempre esteve presente na vida de Gerson Saldanha. Ele cresceu ouvindo a mãe falar sobre o significado de seu nome: estrangeiro. E por que não viajante?
Talvez tenha sido esse motivo que fez com que o rapaz ainda criança começasse a se interessar por outras línguas. O inglês foi o primeiro idioma que chamou a atenção do estudante. Viajar para fora do Brasil não era uma opção na época, mas isso não o desanimou.

“Eu não podia pagar um curso de inglês, mas eu queria saber mais. Então estudava com livros do pessoal do bairro, dos filhos dos patrões do meu pai. Aí ganhei um curso num concurso de jornal. Você colecionava 30 selos e podia fazer 30 dias de aula. Juntei e estudei os 30 dias”, lembra.

Foi só aos 23 anos que o jovem pode fazer um verdadeiro curso de inglês. Graças a sua habilidade com a escrita, Saldanha ganhou uma das etapas de um concurso de um jornal local. O prêmio foi uma viagem para Seattle, nos Estados Unidos, com tudo pago.

“Queriam que respondesse da forma mais criativa possível o que você leva na bagagem. Pensei e resolvi tentar. Naquele dia, cheguei em casa quase meia-noite e escrevi minha redação”, lembra. “Fiquei três semanas em Seattle (EUA) fazendo um curso de inglês. Foi incrível. Tudo o que eu sempre sonhei. Conversar com gringo, falar inglês, viajar.”

Saldanha voltou da experiência diferente. Começou a pesquisar uma forma de fazer intercâmbio de graça.

Passou a visitar escolas do seu bairro e contar sua história. Com base na experiência pessoal, escreveu um livro e o disponibilizou gratuitamente na internet, com o título “O que Eu Trouxe na Minha Bagagem”.

“Em uma semana, teve mais de 5.000 visualizações. Fiquei muito feliz. Foi aí que decidi sair da Marinha. Dei baixa e foquei no projeto. Comecei a dar mais palestras em escolas e a usar o livro como porta de entrada.”

Agora, com a proximidade da formatura, Saldanha quer continuar com o projeto e realizar outros projetos de educação. “A educação representa tudo. É como uma pecinha de Lego. Você pode pegar uma e montar o que você quiser. A educação transforma você em qualquer coisa. Olha o que ela fez comigo.”

16 dramas que todo universitário enfrenta fazendo o TCC

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AVISO: Neste 1 ano é capaz que você perca um pouco (ou muito) da sua sanidade física e mental

Luisa Celiberto, no Terra

Você achava que entrar na faculdade era difícil – até que você descobriu como é muito mais difícil sair! Afinal, para se formar você só precisa (entre outras coisas) desenvolver um super projeto científico, diferente de tudo que já foi produzido na área! Fácil, né? Pois é, estamos falando aqui do TCC – o terror da vida de todo universitário !

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Ah, o TCC…
Foto: Reprodução / ObaOba

Quem já está fazendo, entende a dimensão do terror de que estamos falando aqui. Quem já fez, arrepia só de lembrar! E quem ainda vai fazer, se prepare porque não é tranquilo, nem favorável. Dá uma olhada nesses 16 dramas que todo universitário enfrenta fazendo o TCC pra você se identificar:

1. Tudo começa com a escolha do seu tema: só precisa pensar em algo que nunca se foi pensado antes, básico.

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Foto: ObaOba

2. E isso com a leve pressão de que esse é o trabalho mais importante da sua graduação, que deve resumir todos os seus conhecimentos.

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Foto: ObaOba

Ainda muito básico.

3. Sabe aquela piadinha de que TCC na faculdade é: Truco, Cerveja e Churrasco?

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Foto: ObaOba

Então… A realidade é um pouquinho nada a ver com isso.

4. Aí você consegue escolher um tema e agora precisa escolher seu orientador ♥

5. Mas é lógico que o professor que você quer já está cheio de projetos – e, eventualmente, você pode cair com um orientador nada a ver.

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Foto: ObaOba

6. Ou com aquele professor que, no fundo, você sabe que te odeia .

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Foto: ObaOba

7. Aí vem a dúvida: projeto individual (onde você faz tudo sozinho) ou em grupo (onde você faz quase tudo sozinho, porque muita gente acaba não fazendo nada)?

8. Você pode até ter um trabalho bom, mas (óbvio) que tem que complicar – aí criaram a ABNT !

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Foto: ObaOba (mais…)

Brasil fica em 1º em olimpíada de matemática para universitários

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Quatro equipes brasileiras representaram o país na Cidade do México.
No total, Brasil levou 3 medalhas de ouro, 2 de prata e 4 de bronze.

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Publicado no G1
Uma equipe brasileira levou o primeiro lugar geral na 7ª Competição Ibero-americana Interuniversitária de Matemática (CIIM). O torneiro terminou nesta segunda-feira (28) na Cidade do México, e os quatro estudantes que representaram o país retornam ao Brasil com três medalhas de ouro e uma de prata.

Segundo a Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), que seleciona os brasileiros para os eventos internacionais da área, o Brasil foi representados por quatro equipes: a selecionada pela OBM, que ficou na primeira colocação, e grupos de estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade de São Paulo (USP), campus de São Carlos, e do Instituto Militar de Engenharia (IME).

Equipe vencedora
O estudante Tadeu Pires de Matos Belfort Neto, de São José dos Campos (SP), ficou com o primeiro lugar individual geral da olimpíada. Sua pontuação final foi de 47 (a nota máxima possível era 60).

Os demais brasileiros que integram a equipe da OBM são Cassio Henrique Vieira Morais, de Belo Horizonte (MG) e Glauber de Lima Guarinello, de São Paulo (SP), que também receberam medalha de ouro, e Igor Albuquerque Araújo, do Rio de Janeiro (RJ), que ficou com uma medalha de prata.

Segundo a OBM, as equipes da UFMG, da USP e do IME conquistaram uma medalha de prata e quatro medalhas de bronze.

Realizada desde 2009, CIIM tem como objetivo o incentivo do estudo da matemática dentro da comunidade universitária ibero-americana.

Universitários que dormem mais obtêm melhores notas

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Estudo realizado na Bélgica mostra que desempenho de alunos que dormem ao menos sete horas por noite é superior ao dos colegas

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Estudantes universitários que dormem pelo menos sete horas por noite têm desempenho ao menos 10% superior ao dos demais colegas, aponta estudo realizado por pesquisadores das universidades de Ghent e Leuven, na Bélgica. A pesquisa ouviu 621 alunos do primeiro ano do ensino superior e observou que as notas médias obtidas pelos membros do primeiro grupo em provas é 1,7 ponto superior, em uma escala de 1 a 20.

O estudo constatou ainda que aproximadamente 30% dos estudantes que participaram da pesquisa têm baixa qualidade de sono, com base no Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI, sigla em inglês), elaborado pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. Entre as mulheres, a qualidade do sono é pior: 35% delas dormem mal, mesmo aquelas que conseguem descansar sete horas por noite. Entre os homens, a taxa cai para 26%.

Segundo Stijn Baert, coautor do estudo, a quantidade de horas dormidas afeta as notas porque o desempenho dos estudantes têm relação direta com a memorização. Isso porque a consolidação da memória acontece durante o REM — fase do sono na qual ocorrem os sonhos.

“A absorção de novos conhecimentos está integrada na base de conhecimento existente enquanto dormimos. Dormir ao menos sete horas é essencial para alcançar essa etapa do sono e para consolidar o que foi estudado durante o dia”, disse Stijin em artigo.

Fonte: Veja

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