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USP oferecerá curso sobre Harry Potter

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Cesar Gaglioni no Jovem Nerd

A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo anunciou que oferecerá um curso livre e gratuito sobre os livros de Harry Potter. A informação é do Estadão.

As aulas, ministradas pelos professores Beatriz Masson, Luiz Felipe Rocha e Victor Henrique da Silva Menezes, serão focadas nos aspectos literários da obra de J.K. Rowling, analisando, dentre outras coisas os arquétipos presentes na saga e como a autora construiu os personagens masculinos e femininos presentes nos sete livros. O conteúdo programático completo pode ser lido aqui.

O curso começa em 14 de setembro e se estende até 19 de outubro, com as aulas acontecendo às sextas-feiras das 14h às 17h. Os candidatos precisam ter pelo menos 18 anos e terem lido os sete livros da série. As inscrições podem ser feitas neste link.

Fim de bibliotecas em ônibus faz leitura despencar em SP

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Pessoas consultam a ‘biblioteca circulante do Departamento de Cultura’ em 1937, um ano depois da criação do projeto pelo escritor Mário de Andrade
Divulgação/Prefeitura de São Paulo

Programa criado por Mário de Andrade levava livros para regiões periféricas

Guilherme Seto e Thiago Amâncio, na Folha de S.Paulo

São Paulo – Em 1936, seu último ano como diretor do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo, o escritor Mário de Andrade questionou: em vez de esperar que o público fosse às bibliotecas, por que elas não vão ao público?

Ele então procurou a montadora Ford, colocou livros dentro de um ônibus e os levou para regiões periféricas da capital paulista, onde o transporte é precário e o acesso a bibliotecas é escasso.

Aos trancos e barrancos, o programa municipal de ônibus-bibliotecas sobreviveu por oito décadas de maneira intermitente até o fim de 2015 e está parado desde então.

A suspensão do projeto fez despencar os números de acesso a livros na cidade.

Em 2015, 627.637 consultas a livros foram feitas em ônibus-bibliotecas, quase a metade do número total (1.519.780). Comparativamente, 648.518 consultas foram feitas nas 52 bibliotecas na cidade naquele ano (atualmente são 54).

No ano passado, o primeiro período inteiro sem ônibus, o total de consultas a livros na cidade caiu para 843.579.

Ainda que o número de consultas em bibliotecas convencionais tenha subido 4% em relação a 2015, a queda no total de consultas na cidade foi de 44,5% (consultas podem ainda serem feitas em programas como Bosques da Leitura e Ponto de Leitura).

No último ano de atividades, doze veículos percorriam 72 roteiros nos quatro cantos da cidade. Cada um deles com 4.000 itens: livros, revistas e jornais. Regiões periféricas como Brasilândia, Cachoeirinha, Capão Redondo, Cidade Tiradentes estavam no mapa.

Ônibus-biblioteca, no largo de Santa Cecília no centro de São Paulo
Dimang Kon Beu – 29.mai.1994/Folhapress

O último contrato, de cinco anos, da prefeitura com as empresas de ônibus encerrou-se no final de 2015, durante a gestão Fernando Haddad (PT).

Uma licitação foi aberta, mas empresa que teve sua participação cancelada por supostos problemas na documentação entrou na Justiça e conseguiu a interrupção do processo.

No final de 2016, a administração petista fez nova licitação, que não foi levada adiante pela administração atual devido a questões orçamentárias.

Foi em um ônibus-biblioteca estacionado próximo ao terminal Varginha, no extremo sul da capital, que Amanda Cruz, 23, teve acesso às obras cobradas no vestibular da USP, no fim de 2012. “A minha família não é de leitores, meus pais não se formaram no ensino fundamental, então minha casa não tinha livros. Era uma oportunidade para eu conseguir ler”, diz.

Os livros não só a ajudaram a passar no vestibular como também a escolher sua profissão. “Foi nessa biblioteca que eu conheci a obra de Mário de Andrade e foi por causa dele que decidi estudar letras”, conta ela, agora aluna da USP.

“Hoje tenho acesso a outras coisas, vou à biblioteca da universidade e a outras pela cidade. Mas e quem nem sabe que pode procurar esses lugares?”.

A escritora e tradutora Maria José Silveira, que recebeu o prêmio APCA por seu romance de estreia, “A Mãe da Mãe de sua Mãe e suas Filhas” (2002), participou de encontro com leitores em roteiro do ônibus-bilioteca em 2015, no Jardim Ângela, na zona sul.

Ela diz que o ônibus estacionou perto de escola pública da qual saíam alunos e pais, que paravam para conversar.

“Tive um contato importante com um público diferente daquele a que estou acostumada em livrarias e faculdades. Conversei com pessoas mais carentes, mais atenciosas, mais interessadas”.

Secretária de Cultura entre abril e dezembro de 2016, Rosário Ramalho explica que o programa era prioritário e a ideia era ampliá-lo, o que não foi possível devido à interrupção da licitação pela liminar.

“A prefeitura perdeu na Justiça a licitação, mas nós [gestão Haddad] deixamos outra proposta e também recursos para que o programa fosse retomado em 2017. Aconteceu aquele congelamento monstro [43,5%] do orçamento da secretaria em 2017 e ela praticamente parou, e então a licitação não foi retomada.”

Em 2017, o Tribunal de Contas do Município apontou a participação significativa dos ônibus nos índices de leitura. Em resposta, a Secretaria de Cultura, já na gestão Doria, disse que planejava colocar um veículo em funcionamento no primeiro semestre de 2018, o que não ocorreu.

Em nota, a Secretaria de Cultura afirma que “colocou R$ 2 milhões no orçamento de 2018 para este projeto. A retomada do ônibus-biblioteca está vencendo barreiras burocráticas para ser ativada ainda este ano.”

Informa também que “houve um acréscimo de consultas e empréstimos de livros e frequência de público nas bibliotecas em 2017 em relação a 2015.

A melhora se deve à implementação do programa Biblioteca Viva, que consiste em levar programação cultural semanalmente, a disponibilização de wi-fi gratuito e mudanças mobiliárias em todas as bibliotecas, tornando estes espaços mais atrativos para a população.”

Coursera faz parceria com universidades brasileiras e lança cursos em português

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Novo conteúdo no Coursera foi desenvolvido por universidades do Brasil. É possível acessar e assistir às aulas gratuitamente (Foto: Pexels)

 

Aulas têm como objetivo preencher lacunas do mercado de trabalho

Edson Caldas, na Época Negócios

A plataforma de ensino online Coursera acaba de lançar as suas primeiras aulas em parceria com universidades brasileiras. USP, Unicamp, FIA e Insper fazem parte do projeto. São 25 cursos com o objetivo de preencher lacunas do mercado de trabalho em temáticas como big data e marketing digital.

Segundo a empresa, o conteúdo vai ajudar brasileiros a melhorarem suas carreiras e aumentarem as chances de empregabilidade. É possível acessar e assistir às aulas gratuitamente, mas para emitir o certificado de conclusão dos cursos a plataforma cobra US$ 29.

Para Angela Romero-Monsalve, responsável pelo Coursera no Brasil, “esse é o modelo que vai transformar a indústria da educação”. Em razão de ser escalável, o ensino à distância pode chegar a mais pessoas e de forma mais acessível, ela defende.

Angela diz que boa parte da população não conseguia aproveitar o conteúdo da plataforma por causa do idioma, o que deve mudar agora com as aulas em português.

De acordo com ela, o Brasil é o 5º país com mais usuários no Coursera, atrás somente dos Estados Unidos, Índia, China e México. “E o Brasil é um país que sabemos que crescerá muito no longo prazo”, afirma.

“O futuro do trabalho e da aprendizagem está convergindo”, afirmou Jeff Maggioncalda, CEO da Coursera, em comunicado. “Nós vemos uma alta demanda, especialmente no Brasil, por cursos online que ajudam as pessoas a ganhar vantagem no mercado de trabalho ao longo de suas carreiras.”

Confira a lista de cursos disponíveis:

* Estatística não-paramétrica para a tomada de decisão, USP
* Introdução ao Teste de Software, USP
* Introdução à Análise Macroeconômica, USP
* Introdução à Gestão de Projetos: Princípios e Práticas Specialization, USP/Irvine
* Course 1: Iniciação e Planejamento de Projetos, USP/Irvine
* Course 2: Orçamento e Cronograma de Projetos, USP/Irvine
* Course 3: Gestão de Riscos e de Mudanças em Projetos, USP/Irvine
* Course 4: Projeto Aplicado – Introdução a Gestão de Projetos, USP/Irvine
* Marketing e vendas B2B: Fechando novos negócios USP
* UX / UI: Fundamentos para o design de interface, USP
* Consolidando empresas: Estrutura jurídica e financeira, USP
* Inove na gestão de equipes e negócios: O crescimento da empresa, USP
* Marketing Digital, USP
* Compreendendo o Zika e doenças emergentes, USP
* Econometria Básica Aplicada, USP
* Mapas conceituais para aprender e colaborar, USP
* Programe-se!, USP
* Conceitos Básicos de Logística e Supply Chain, Unicamp
* Introdução ao Desenvolvimento de Aplicativos Android, Unicamp
* Introdução à Economia do Trabalho: Teorias e Políticas, Unicamp
* Saúde Baseada em Evidências, Unicamp
* Gestão de Marca & Crise de Imagem, FIA
* Introdução ao Big data, FIA
* Gestão de Operações, Insper
* Administração Financeira, Insper

Edusp lança portal com obras de acesso aberto e gratuito

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O uso de recursos digitais se configura como um dos focos do trabalho da Editora

Adriana Cruz, no Jornal da USP

A Editora da USP (Edusp) está lançando um portal com obras de acesso aberto e gratuito. Trata-se do Portal Livros Abertos Edusp, destinado a publicar obras, em edições bilíngues, em todas as áreas do conhecimento, sendo uma delas necessariamente em português e a segunda à escolha do autor.

Os livros, aprovados pelo Conselho Editorial da Edusp, estão disponibilizados em formato PDF e e-Pub [arquivo digital padrão específico para e-books]. Uma das obras já disponibilizadas é “Helio Lourenço – Vida e Legado”, de Ricardo Brandt de Oliveira, publicado em comemoração ao centenário de nascimento do professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) e vice-reitor da USP em exercício entre os anos de 1967 e 1969.

“O portal é uma das diretrizes da nova política editorial da Edusp implantada no último ano. É uma ferramenta para que o conhecimento crítico possa circular livremente. Nossa expectativa é que essa iniciativa se amplie e que possamos criar essa cultura na Universidade para que mais autores disponibilizem suas obras”, destaca a presidente da Edusp, Valeria De Marco.

Valéria ressalta que o uso de recursos digitais, a internacionalização e o relacionamento interinstitucional foram os focos do trabalho da Edusp neste período de um ano e meio em que está a frente. No mesmo período, a Editora manteve seu ritmo de publicação, tendo lançado no 94 novos títulos e realizado 52 reimpressões.

Outro projeto importante foi a parceria com a Pró-Reitoria de Graduação para a produção de obras de autoria de docentes da USP e destinadas a estudantes, com o objetivo de qualificar o ensino e contribuir para os cursos de graduação de outras instituições brasileiras. O primeiro edital recebeu mais de 200 inscrições e os primeiros originais estão em produção.

Também foram fortalecidas as relações da Edusp com as editoras das universidades públicas, por meio de coedições.

Com o objetivo de internacionalização, foi estabelecida a atuação conjunta na América Latina com a Eudeba, da Universidad de Buenos Aires, e a Editora da UNAM, da Universidad Nacional Autónoma de México. O objetivo da cooperação é a presença constante nas feiras de livros de Frankfurt e de Beijing e o intercâmbio em feiras nacionais.

Além disso, a Edusp também criou uma livraria virtual para facilitar a aquisição dos livros e atender leitores de todo o país.

Livros do vestibular estão entre os menos devolvidos em bibliotecas de SP

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Betty Faria em cena do filme "O Cortiço" (1978), baseado no livro homônimo de Aluísio Azevedo

Betty Faria em cena do filme “O Cortiço” (1978), baseado no livro homônimo de Aluísio Azevedo

Publicado na Folha de S.Paulo

Esquecer de devolver livros à bibliotecas é uma prática comum entre o público que a frequenta. O número de obras que nunca retornaram às estantes de 58 unidades da cidade —estaduais e municipais— somam 66.588 exemplares.

A quantidade poderia encher uma biblioteca grande. A estadual Biblioteca de São Paulo tem o maior índice de empréstimos em atraso, com 12.210 livros.

Os dados são das secretarias Estadual e Municipal de Cultura e foram obtidos pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação.

Os títulos do vestibular se destacam na lista dos menos devolvidos —formulada com base na análise dos dados das cinco bibliotecas-polo da cidade (uma para cada zona), das três centrais e das duas estaduais, entre janeiro de 2008 e dezembro de 2016.

“O Cortiço”, romance de Aluísio Azevedo, lidera a lista, com 87 exemplares que não retornaram às estantes.

A história de João Romão supera best-sellers, como “A Cabana” (44 exemplares não devolvidos) e “O Pequeno Príncipe” (42), e até sagas completas, como as trilogias “Crepúsculo” (78, somando todos os títullos) e “Cinquenta Tons de Cinza” (50).

“Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, e “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, aparecem logo em seguida na lista (abaixo). Todos são leitura exigida pelos vestibulares da USP e da Unicamp.

Mireli Barbosa, 20, é de Bauru e quer cursar engenharia aeronáutica na USP. Durante a semana, em São Paulo, ela pesquisa o Sistema Municipal de Bibliotecas para retirar as obras para estudar. “Eram muitos livros, comprar era minha última opção.”

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OS LIVROS MENOS DEVOLVIDOS

1. “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo – 87 exemplares
2. “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis – 72 exemplares
3. “Capitães da Areia”, de Jorge Amado – 66 exemplares
4. “Dom Casmurro”, de Machado de Assis e “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos – 64 exemplares cada
5. “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida – 59 exemplares
6. “Iracema”, de José de Alencar – 52 exemplares
7. “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente – 48 exemplares
8. “A Cidade e as Serras”, de Eça de Queirós e “A Cabana”, de William P. Young – 44 exemplares cada
9. “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry – 42 exemplares
10. “Til”, de José de Alencar – 35 exemplares
11. “A Guerra dos Tronos”, de George R. R. Martin – 32 exemplares
12. “O Diário de Anne Frank”, de Anne Frank – 31 exemplares
13. “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, de J.K. Rowling – 30 exemplares

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