Posts tagged Vendas
Intrínseca encosta na Sextante
0Em 3º lugar a editora Vergara & Riba
Cassia Carrenho, no PublishNews
Sextante: 1º lugar no ranking das editoras com 16 livros, 1º lugar em negócios com o livro Sonho grande, 4 livros na lista gerale 23.308 exemplares vendidos ao todo.
Intrínseca: 2º lugar no ranking das editoras com 15 livros, 1º lugar em ficção com o livro O lado bom da vida e em infantojuvenil com o livro A marca de Atena, 7 livros na lista geral e 33.563 exemplares vendidos no total.
Um livro de separação da primeira para a segunda no ranking das editoras. Mais de 10 mil exemplares a mais da segunda para a primeira em livros vendidos. Uma briga boa para os leitores!
Em 3º lugar no ranking, uma surpresa esperada: Vergara & Riba. Ainda embalada pelas vendas dos dias das mães e pelos eternos bananas, a editora colocou 11 livros na lista – 3 sobre mães e 8 da coleção Diário de um banana.
As estreias na lista foram: em ficção, Entre o agora e o nunca (Suma das Letras), Anjo da morte (Verus) do querido nerd Eduardo Spohr, e Amor (Bertrand) de Isabel Alende; em não ficção, o polêmico livro do Lobão Manifesto do nada na terra do nunca (Nova Fronteira), Carlos Wizard (Gente) e Um gato de rua chamado Bob (Novo Conceito); em infantojuvenil, Os diários do semideus (Intrínseca); em autoajuda, Mãe, você é tudo para mim (Gente) e Para minha supermamãe (Vergara & Riba); em negócios, A bola não entra por acaso (Principio) e Startup de $100 (Saraiva).
Vale lembrar que o já tão conhecido Padre Marcelo continua no altar com o livro Kairós (Principium), que atingiu essa semana a marca de 29.445 exemplares vendidos. Santo Expedito deve estar recebendo muitos agradecimentos pela graça alcançada!
Trilogia “Cinquenta Tons de Cinza” impulsiona comércio de livros no Reino Unido
0Publicado por Folha de S.Paulo
A comentada trilogia “Cinquenta Tons”, da escritora britânica E.L. James, tem ajudado o mercado editorial local a se manter distante da crise. De acordo com dados de 2012 divulgados nesta quarta-feira (1º) pelo The Publishers Association (PA), que reúne as maiores editoras do Reino Unido, o declínio apresentado neste mercado em 2011 se reverteu.
O aumento na venda de livros –considerados os formatos digitais e em papel– foi de 4% em 2012, ultrapassando a casa dos £ 3,3 bilhões, algo em torno de R$ 10 bilhões.
A recuperação foi encabeçada pelo sucesso da trilogia da qual faz parte o romance “Cinquenta Tons de Cinza”, o que, de acordo com o periódico britânico “The Guardian”, se explica pelo “insaciável apetite britânico pelo erotismo”. Os três volumes lideram a lista dos mais vendidos de 2012, com dez milhões de cópias vendidas.
Em quarto lugar –atrás de “Cinquenta Tons de Cinza”, “Cinquenta Tons mais Escuros” e “Cinquenta Tons de Liberdade”– está a trilogia “Jogos Vorazes”, da escritora norte-americana Suzanne Collins, que soma 2 milhões de cópias vendidas.
Apesar do aumento geral, a venda nos livros impressos retraiu 1%, mas foi compensada pela alta de 66% nas vendas dos livros em formato digital. Se levados em consideração apenas os livros digitais de ficção –categoria na qual, entre outros, se inserem “Cinquenta Tons” e “Jogos Vorazes”–, o aumento foi de 149%.
Editoras apostam agora em e-books curtos e baratos
0Formato segue o modelo dos singles de música e está de olho nas plataformas digitais cada vez mais portáteis
Bolívar Torres, em O Globo
RIO – Marginalizados no mundo analógico, onde amargam vendas baixas e a desconfiança das livrarias, formas mais breves de ficção e não ficção ganham uma nova chance entre os usuários de tablets e smartphones. Afinal, parece lógico que plataformas digitais cada vez menores e mais portáteis favoreçam obras menos extensas. Não por acaso, selos como Penguin Shorts e a Story Cuts (da gigante Random House) passaram a explorar o filão dos livros digitais curtos e baratos. Chamados de e-shorts ou minie-books, eles oferecem conteúdo inédito ou recortes de obras já existentes no formato avulso, nos moldes dos singles de música do iTunes. No mesmo embalo, o Amazon Kindle Singles, serviço on-line que vende histórias entre cinco mil e 30 mil palavras por até US$ 3, já comercializou mais de cinco milhões de cópias desde sua criação, em 2011.
— Uma reclamação do usuário de tablet é a dificuldade em retomar a leitura de um livro longo, que precisa ser lido por partes — observa Sérgio Machado, presidente do Grupo Record, que ainda não lançou produtos nesse formato, mas vem acompanhando com interesse essa movimentação no mercado. — Dentro dessa lógica, acredito que o e-book se preste para o texto mais curto, que pode ser lido de uma sentada só.
A distribuição em formato avulso favorece quem busca uma leitura rápida e barata. No caso do Kindle Singles, que não tem previsão de lançamento no Brasil, a obra inédita é escrita especialmente para o serviço. Negociando de forma direta com a Amazon, sem intermédio das editoras, seus autores recebem 70% das vendas — o que representaria uma renda média de US$ 22 mil por single, segundo cálculos do jornal “The New York Times”. O formato está atraindo autores em busca de espaço (são mais de mil manuscritos recebidos por mês), mas também nomes consagrados, como Stephen King e Chuck Palahniuk.
Apesar do potencial comercial, a comercialização do e-short ainda engatinha por aqui. Na última terça-feira, a editora Cosac Naify estreou no mercado digital disponibilizando uma série de contos avulsos de Tchekhov, Tolstoi e Robert Stevenson a R$ 5 cada. Em 2011, a Editora 34 comercializou, a R$ 0,99 e R$ 2,99, histórias avulsas do livro “Nova antologia do conto russo”, que incluía autores como Ivan Turgueniev e Tolstói. As vendas surpreenderam, atingindo mais de um quinto das do exemplar impresso.
— Foi só uma experiência, mas, como o resultado superou as expectativas, já cogitamos a hipótese de repeti-la no futuro — conta Eliete Cotrim, gerente comercial da Editora 34.
Já a Objetiva criou o selo digital “Foglio” no final do ano passado, destinado a publicar obras com até 15 mil palavras. A primeira leva oferece textos de Luis Fernando Verissimo sobre jazz, contos de Ana Maria Machado e poemas de Mario Quintana, por preços que variam entre R$ 4 e R$ 8.
Em tese, o e-short é a vitrine ideal para autores estreantes de narrativa curta. Ao contrário do Kindle Singles, contudo, as grandes editoras brasileiras contentam-se em reposicionar um conteúdo já publicado pela casa. Pelo menos por enquanto, a aposta em novos autores é feita apenas por editoras menores ou voltadas para a literatura de nicho, como a Draco, de São Paulo, cujo hit digital é o conto “A torre das almas”, de Eduardo Spohr.
— Como livros de R$ 2 a R$ 5 não doem no bolso, leitores que não conhecem autores ou selos podem experimentar sem medo de se arrepender da compra — justifica Erick Sama, editor da Draco.
Para Bernardo Ajzenberg, diretor executivo da Cosac Naify, a venda fracionada funciona mais como um incentivo à compra integral de uma determinada obra.
— Os contos avulsos, até agora, têm mais o sentido de uma amostra do conjunto da obra em que eles estão inseridos — explica Ajzenberg. — No caso da Cosac Naify, é preciso considerar que o livro impresso traz um conteúdo bem mais amplo, como prefácio, posfácios, dados biográficos e apêndices, que não se encontram no formato avulso. Entendemos que o maior potencial está nos ensaios, livros de referência, que prescindem, em tese, de muitas imagens ou ilustrações.
A forma tímida como as editoras brasileiras adotaram o e-short mostra que a fórmula ainda passa por um período de testes.
— As editoras no Brasil estão numa fase de experimentação com os e-shorts — avalia Camila Cabete, gerente sênior de relações com editores da Kobo, empresa que fabrica leitores digitais e comercializa e-books em parceria com a Livraria Cultura. — A ideia é ver como o consumidor vai receber para depois investir. Mas já dá para dizer que a aceitação está sendo muito boa. O formato tem tudo para ser o must de 2014.
Antes de fazer comparações com o exterior, porém, vale lembrar que os e-books representam menos de 2% do total de livros vendidos no Brasil, contra 23% nos Estados Unidos em 2012. Com o mercado digital incipiente, o e-short acaba juntando o pior dos dois mundos: vendas reduzidas a preços ainda mais reduzidos. Por isso a opção de alguns em lançar apenas autores já famosos.
— O marketing continua sendo um problema: como chamar a atenção de algo que não é conhecido? — lembra Machado.
— Quando você oferece o e-short de um clássico, pelo menos pega aquele cliente que acabou de comprar o tablet e procura algo conhecido e barato para testar o produto. É o cliente que não quer correr o risco de começar a ler uma obra longa e terminar no meio.
Apesar do tamanho reduzido, os e-shorts não são necessariamente mais fáceis ou baratos de produzir. Obras fracionadas multiplicam as vendas, mas também a mão de obra das editoras.
— Quando você fatia um livro já existente em dez novos pedaços, precisa prestar contas novas para cada um dos pedaços — continua Machado. — Mesmo que venda bastante, pode não valer a pena.
A autopublicação ainda é o terreno em que o e-short mais avança no Brasil, mas nem sempre com estratégias criteriosas. Entre os e-books mais vendidos da Amazon aparece “Aprender meditação, relaxamento, em um dia!”, um texto curto de dez páginas em que o editor se desculpa logo de cara por usar “um tradutor digital on-line que nunca é tão bom como uma pessoa real”. Para Noga Sklar, fundadora da KBR, editora pioneira no mercado digital, a ideia de single não foi bem compreendida por alguns editores brasileiros.
— Muitos desses e-books baratos são praticamente amostras, capítulos, contos fracionados, às vezes com menos de dez páginas, histórias incompletas, atalhos utilizados por algumas editoras para vender caro vendendo barato — lamenta. — O leitor se sente enganado ao pagar, digamos, R$ 1,99 por um “livro” e descobrir que comprou gato por lebre.
PublishNews: Record em 1º lugar em duas categorias
0Cassia Carrenho, no PublishNews
Na lista semanal, ‘Lincoln’ e ‘Eu não consigo emagrecer’
Na lista semanal, em não ficção, Lincoln, embalado pelo Oscar, e, em autoajuda, Eu não consigo emagrecer, embalado pela eterna luta pelo emagrecimento, deram a editora Record o 1º lugar nas duas categorias. O livro Lincoln vendeu 1179 exemplares e o bestseller de Pierre Dukan, 2373. Na lista geral, a trilogia Cinquenta tons de cinza voltou as suas conhecidas posições, 1, 2 e 3. A velha rotina que já dura meses…
Na lista mensal, Nada a perder (Planeta) levou a melhor, graças as vendas da semana passada, e fechou o mês com 125776 livros vendidos. Já os três livros do Mr Grey venderam juntos 108.920 exemplares. Os campeões de venda nas outras categorias foram: As vantagens de ser invisível (Rocco Jovens Leitores), em infantojuvenil; Eu não consigo emagrecer (Bestseller), em autoajuda, e As 25 leis bíblicas do sucesso (Sextante), em negócios.
No ranking mensal das editoras, a Sextante ficou em 1º lugar e ainda abriu a vantagem para a Ediouro, em 2º lugar. Sextante emplacou 21 livros e a Ediouro, 14. Logo depois, vem a Intrínseca, 12 e Record, 10.




























