Sua Segunda Vida Começa Quando Você Descobre Que Só Tem Uma

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Como o cérebro funciona durante o vestibular?

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Durante o vestibular, as áreas mais nobres do cérebro são ativadas (Foto: Thinkstock)

Durante o vestibular, as áreas mais nobres do cérebro são ativadas (Foto: Thinkstock)

Publicado na Galileu

A organização do cérebro humano não é estática. Suas conexões se movimentam o tempo todo, de acordo com a atividade a ser realizada. Foi essa conclusão a que chegou uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Stanford. Durante testes de memória, por exemplo, identificaram que a atividade cerebral ocorreu de forma mais integrada com relação ao estado de repouso. E, quanto maior a rapidez e a precisão na realização da tarefa, mais integrado o cérebro parecia.

Imagine, então, o nível de atividade cerebral durante uma prova de vestibular, em que a pressão e a ansiedade são constantes. “Nesta situação, não apenas o cérebro reage, mas ele se comunica com outros órgãos do corpo, o que denominamos de eixos. Existe o eixo hipotalámo-hipófise-supra-renal, por exemplo, que fica mais ativado frente a uma situação estressante.

Essa ativação leva à produção de noradrenalina, aumenta a pressão arterial, a frequência cardíaca e respiratória e há aumento também do cortisol que, em excesso, pode prejudicar, inclusive, a nossa capacidade de memorizar”, explica Flavio Shansis, médico psiquiatra e professor da Graduação em Medicina na Unisinos. Talvez seja por isso que tanta gente tem “branco” no momento da prova.

De acordo com ele, as áreas ditas mais nobres do cérebro são ativadas durante o vestibular, dentre as quais o corte pré-frontal é bem importante. “Existem áreas mais relacionadas à memória, ao processamento de dados, que são mais estimuladas quando colocadas em demanda.

Estudos mostram que áreas nobres, como o corte pré-frontal, por exemplo, são ativadas quando são desafiadas, e isso é mostrado em exames de neuroimagem funcional. Portanto, provavelmente, no momento de uma prova, essas e outras áreas serão mais demandadas”, explica Shansis. Áreas da memória, como o hipocampo, também podem ser mais ativadas em situações que requeiram evocação de conhecimentos anteriormente adquiridos, que é o caso do vestibular.

E como as conexões cerebrais não são estáticas, é possível aprimorá-las para obter um melhor desempenho no vestibular. A leitura e os exercícios de memória podem não apenas aumentar as conexões, como torná-las mais eficientes. Dormir bem também é fundamental, pois a falta de sono diminui a criatividade, a concentração, o aprendizado e a capacidade de planejar e resolver problemas, deixando o raciocínio lento.

Veja, a seguir, quais partes do cérebro são acionadas durante o vestibular.

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Vivemos um surto de ‘Preguiça Mental’ (como superar este obstáculo e voltar a estudar)

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Preguiça

Publicado no Amo Direito

Ler o artigo, estudar a apostila, até mesmo passar os olhos no cardápio do restaurante parece mais difícil do que carregar um caminhão de tijolos. A preguiça mental está impedindo muitas pessoas de realizar seus melhores planos e talvez isso esteja acontecendo com você!

Conversei com uma aluna que reclamava que precisava ler Machado de Assis para o estudo do vestibular. Perguntei: E como você pretende passar em Medicina? Lendo gibis da Mônica? O professor ao sugerir o autor queria o melhor, ela, tomada pela preguiça mental, desejava o mais fácil…

A preguiça mental nos leva para a colheita do sofrimento.

Você se lembra da história da formiga e da cigarra? Enquanto a formiga trabalhava e acumulava alimento para o inverno, a cigarra ficava sentada numa sombra, rindo e tocando gaita. Um dia o frio inverno chegou e fez a seleção natural…

Você não pode deixar a preguiça mental tomar conta do seu espírito, sabe por que? Porque formigas ainda existem!

As formigas a que me refiro, são estudantes que neste exato momento estão debruçados em pilhas de livros rachando de estudar; são as pessoas que ao invés de ficar com um fone enfiado no ouvido babando para Ivete Sangalo ou Luan Santana, estão ouvindo as últimas novidades sobre editais dos concursos. Formigas não vão pra balada, vão para o simulado, não leem Contigo, leem atualidades de concurso, não arrumam desculpas, buscam solução.

Se você é estudante, então deve ter um Projeto de Aprovação, não é? Então entenda: ninguém vai estudar por você, ninguém vai fazer as provas por você! Estudo é uma jornada solitária. O seu sucesso é você quem faz!

Lute contra a preguiça mental porque estará lutando por seu futuro. O mundo está cheio de oportunidades, então pare de olhar a paisagem e agarre logo a sua chance.

Deixo aqui 6 dicas para afastar a preguiça mental da sua vida:
01 – Chame para si a responsabilidade! Tenha em mente que, se só ganha na loteria quem joga, só passa no vestibular ou concurso quem racha de estudar. Comprometa-se com o seu futuro e faça o que precisa ser feito. Sem reclamar!

02 – Motive-se. Um dos meus alunos passou no concurso para magistratura. Perguntei o que mais o motivava enquanto estudante. Ele me disse que era ver seu cunhado, promotor de justiça, ganhar 30 mil por mês, tirar férias de 60 dias por ano e licença prêmio de seis meses a cada 5 anos. Esses números o motivavam a seguir firme nos estudos.
Qual é a sua meta?

Escreva na parede, cole no espelho do banheiro e alimente-se dela todos os dias.

03 – Comemore as vitórias. Hoje você estudou até virar os olhos? Então merece um bom banho, uma meia hora de descanso para depois voltar e estudar mais um pouco. De verdade: quem vence no concurso não é aquele que faz corpo mole, é o que aprende mais rápido, detém mais conhecimento, sabe exatamente o que fazer na hora da prova. Se você está no pelotão do meio ou no final da corrida, então não perca nenhum minuto. Acelere e deixe o descanso para quando estiver colhendo os frutos das jornadas intermináveis de estudo.

04 – Não tenha medo de editais e quantidade de matérias, pois eles fazem parte do circo dos concursos. Você tem que saborear a matéria como um sorvete de morango numa tarde quente de domingo. Escreva na parede: NÃO EXISTE SUCESSO SEM ESFORÇO!!! Faça um plano de estudo bem elaborado e confiável e siga-o todos dos dias, rigorosamente.

05 – Dez, vinte, trinta mil por mês… Você quer um salarião, não quer? Então não ache que vai passar no concurso lendo aquelas apostilas xerocadas e super resumidas, ou pescando aqueles vídeos gravados por professores esquisitos no Youtube. Se você é aquela pessoa que só investe em roupas, sapatos, celulares, perfumes e acha um curso de quinhentos reais é caro, então está na hora de refletir: será que a aprovação não acontece porque já passou da hora de investir em conhecimento também? Uma boa estratégia de estudo faz você ganhar tempo, economizar energia e aumentar suas chances de aprovação.

06 – Aprenda a amar aquilo que faz. Quando você gosta de estudar você transforma as horas de dedicação em horas de diversão. Evidentemente, para você gostar de estudar você precisa saber estudar, caso contrário não produz, desiste e consequentemente se deixa levar pelo desanimo e pela preguiça mental. Fica a pergunta para não dormir a noite: Afinal de contas, você sabe ou não sabe estudar? Se a resposta for não, corra e resolva logo isso!

Por Renato Alves

Alunos fazem festa com tema ‘se nada der certo’ e se fantasiam de faxineiro, ambulante e cozinheiro

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Festa sugerida por alunos do 3º ano do ensino médio do colégio IENH, em Novo Hamburgo, pegou mal nas redes sociais.

Luiza Belloni, no HuffpostBrasil

Uma festa com o tema “Se nada der certo” dos secundaristas do Instituição Evangélica de Novo Hamburgo (IENH), no Rio Grande do Sul, repercutiu nas redes sociais.

Em uma das típicas comemorações do 3º ano do ensino médio, alunos da escola na região metropolitana de Porto Alegre se fantasiaram de profissões que julgaram ser “alternativas” se nada der certo na vida profissional.

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Entre elas estavam cozinheiro, churrasqueiro, faxineiro, revendedor de produtos de beleza, mecânico, atendente de supermercado…

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Outros se fantasiaram de ambulante…

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Entregador de jornal…

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E até churrasqueiro…

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E outros aproveitaram o tema para se “fantasiar” de ladrão e morador de rua…

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Reprodução/Bombors

 

As fotos da festa, que aconteceu no dia 17 do mês passado, começaram a circular nas redes sociais e a escola particular foi alvo de críticas. Segundo usuários, o tema humilhou pessoas que sobrevivem destas profissões.

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As pessoas também invadiram a página do Facebook do colégio com críticas sobre a festa.

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Procurado pelo HuffPost Brasil, o colégio EINH informou que, em momento algum teve a intenção de discriminar determinadas profissões, “até porque muitas delas fazem parte do próprio quadro administrativo e são essenciais para o bom funcionamento da Instituição”.

A nota acrescenta que o objetivo da atividade foi trabalhar um possível cenário de não aprovação no vestibular, e não teve intenção de fazer referência à frase “não dar certo na vida”.

“A atividade ‘Se nada der certo’ faz parte do projeto Dia D, prática comum nas escolas da região e grande Porto Alegre, que tem como objetivo promover momentos de integração e descontração entre os formandos do Ensino Médio, tendo em vista o encerramento da etapa que culmina com a busca da aprovação no vestibular e ingresso no ensino superior.”

A nota publicada nas redes sociais do colégio também pede desculpas pelo “mal entendido”. “Também destacamos que todas as colocações e situações oriundas certamente serão temas de discussão e aprendizado em sala de aula”, finalizou.

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Não é a primeira vez

O tema “Se nada der certo” já foi trabalhado em uma festa do terceiro ano do ensino médio no Colégio Marista Champagnat, em Porto Alegre, também no Rio Grande do Sul. Em outubro de 2015, os estudantes se fantasiaram de profissões que poderiam seguir se “nada desse certo” na vida.

Com a repercussão da festa do IENH, usuários relembraram as fotos do evento de dois anos atrás do Marista Champagnat e o colégio está sendo alvo de críticas. As fotos foram compartilhadas nas redes e o evento foi deletado do site da instituição.

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Unicamp divulga livros obrigatórios para o vestibular 2019

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(Divulgação/Unicamp)

(Divulgação/Unicamp)

 

São três obras diferentes em relação à lista atual

Publicado no Guia do Estudante

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) divulgou a lista de livros obrigatórios para o vestibular 2019, do ano que vem. São três obras diferentes em relação à lista deste ano. Atenção: esta lista é diferente da que comporá o vestibular corrente (2018) – se quiser acessar a lista atual, clique aqui.

A Unicamp possui lista própria de livros desde o vestibular 2015, que antes era compartilhada com a Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest). A partir de então, a instituição pede 12 obras de diferentes gêneros e extensões, de autores das literaturas brasileira, africana e portuguesa.

Veja a lista abaixo. As obras marcadas em negrito são as que foram inseridas na lista atual. As demais já constavam da lista anterior.

Poesia:

Luís de Camões, Sonetos.

Jorge de Lima, Poemas Negros (Livro distribuído pelo governo federal no PNBE).

Ana Cristina Cesar, A teus pés.

Contos:

Clarice Lispector, Amor, do livro Laços de Família.

Guimarães Rosa, A hora e a vez de Augusto Matraga, do livro Sagarana.

Machado de Assis, O espelho.

Teatro:

Dias Gomes, O bem amado.

Romance:

Camilo Castelo Branco, Coração, cabeça e estômago (Livro em domínio público).

Érico Veríssimo, Caminhos Cruzados (Livro distribuído pelo governo federal no PNBE).

José Saramago, História do Cerco de Lisboa.

Diário:

Carolina Maria de Jesus, Quarto de despejo (Livro distribuído pelo governo federal no PNBE).

Sermões:

Antonio Vieira

(1) Sermão de Quarta-feira de Cinza – Ano de 1672;

(2) Sermão de Quarta-feira de Cinza – Ano de 1673, aos 15 de fevereiro, dia da trasladação do mesmo Santo;

(3) Sermão de Quarta-feira de Cinza – Para a Capela Real, que se não pregou por enfermidade do autor.

Filho de diarista é aprovado em 1º lugar em Direito na PUC-Rio pelo Prouni

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"Ela me criou sozinha. O fato de ter conseguido entrar em Direito atribuo a minha família, a minha criação, aos meus professores", diz João Antonio Lima da Silva, 17 - Douglas Shineidr/Divulgação Ismart

“Ela me criou sozinha. O fato de ter conseguido entrar em Direito atribuo a minha família, a minha criação, aos meus professores”, diz João Antonio Lima da Silva, 17 – Douglas Shineidr/Divulgação Ismart

 

Mirthyani Bezerra, no UOL

As pernas da diarista Roseane Silva de Lima, 41, tremeram quando ela ouviu da boca do filho mais velho a notícia de que ele havia passado no curso de Direito da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro). João Antonio Lima da Silva, 17, passou em primeiro lugar entre os aprovados do Prouni (Programa Universidade para Todos) para o curso.

“Eu contei os anos, meses, dias, para que isso acontecesse. Ele me falou na maior simplicidade do mundo que tinha passado no primeiro lugar da PUC. Meu coração acelerou, queria pular de alegria. Comecei a chorar. É um orgulho que eu não consigo explicar”, contou.

João Antonio estudou o ensino fundamental inteiro na Escola Municipal Cardeal Leme, que fica em Benfica, bairro da zona norte do Rio de Janeiro, onde até hoje mora com a mãe, os dois irmãos –um de 12 anos e outro de um ano de idade –, o padrasto e um tio.

Quando estava no oitavo ano, um professor de matemática o aconselhou a tentar umas das bolsas do Ismart – entidade privada que oferece bolsas em escolas particulares para jovens de baixa renda de 12 a 15 anos. Ele participou do processo seletivo em 2011. Naquele ano, houve 9.165 inscritos e 168 aprovados, ou seja, concorrência média de aproximadamente 54 candidatos por vaga.

Conseguiu uma bolsa integral para estudar no Colégio São Bento. “No oitavo e nono ano eu estudei no Cardeal de manhã e no São Bento à tarde. No ensino médio, eu fiquei só no São Bento”, explicou.

Ele conta que sempre sonhou em se formar em Direito. “É uma coisa que eu tenho desde pequeno. Entender como funciona a sociedade, saber dos direitos do cidadão”, diz.

Para João, o seu sucesso no Prouni tem tudo a ver com a sua família. “Ela [minha mãe] me criou sozinha. Há quatro anos só que ela está com meu padrasto. O fato de ter conseguido entrar em Direito atribuo a minha família, a minha criação, aos meus professores. Estou otimista. Sei que vai ser um período muito bom na minha vida”, acredita.

A mãe de João é de Natal (RN) e se mudou para o Rio de Janeiro com o filho quando ele tinha apenas um ano, depois que o relacionamento com o pai do rapaz não deu certo. “Eu trabalhava de segunda a sábado em uma casa de família em Jacarepaguá e deixava ele na casa da minha irmã. Ele nunca deu trabalho”, conta a diarista, que faz faxina duas vezes por semana para ajudar no sustento dos três filhos.

“Os professores dele falavam para mim quando ele era criança para tentar colocar o meu filho numa escola melhor. Mas eu sempre dizia que eu não podia, que não tinha condições. Eu dizia que se ele tivesse de aprender, ia ter que ser na escola pública”, conta Roseane.

Ela diz que sempre soube do orgulho que o filho daria. “Lembro dele sentadinho no sofá, porque a gente não tinha mesa. Ele colocava os livros na perninha para fazer a tarefa de casa. Ele gostava tanto de estudar que chegava da escola e nem queria tomar banho. Eu esperava que ele passasse [no Prouni], mas não tinha ideia que ia ser em primeiro lugar”, conta.

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