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Sete coisas que você precisa saber sobre o vestibular da Unesp

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Campus de Ilha Solteira da Unesp (Divulgação)

Campus de Ilha Solteira da Unesp (Divulgação)

 

Professores falam sobre o formato da prova e dão dicas para mandar bem

Paulo Montoia, no Guia do Estudante

Há quem diga que a primeira fase do vestibular da Unesp, que acontece neste domingo (13), é a que mais favorece os candidatos entre os três maiores vestibulares da universidades estaduais paulistas. Um deles é Fernando Nascimbeni, o Fefoso, professor de física e coordenador pedagógico dos cursinhos Anglo da zona oeste da região metropolitana de São Paulo. Ele e Célio Tasinafo, diretor pedagógico do Colégio e do Curso Pré-Vestibular Oficina do Estudante, de Campinas (SP), listaram as características mais importantes da prova e deram dicas valiosas para o candidato se sair bem.

Se vira nos 3 – A prova da primeira fase tem 90 questões de múltipla escolha e duração de 4 horas e meia. “São 3 minutos para responder cada questão. É mais corrido que as provas da Fuvest e Unicamp”, lembra Fefoso.

Todas as questões têm o mesmo peso – Diferentemente do Enem, a Unesp não calcula a nota segundo a TRI. Todas as questões têm o mesmo valor. Assim, a estratégia de responder primeiro as mais fáceis e deixar para depois as difíceis é muito importante. “É melhor garantir ponto logo no começo da prova. O candidato que perde tempo nas difíceis vai se prejudicar”, diz Célio Tasinafo.

Todas as provas têm o mesmo peso – A prova da primeira fase e as duas da segunda fase (que acontecerão em 18 e 19 de dezembro) valem 100 pontos cada uma e têm o mesmo impacto na nota do candidato. “Por isso, quem se sai bem e acima da nota de corte na primeira prova tem mais chances na segunda fase, em que as questões são discursivas e cálculos têm de ser feitos e entregues”, lembra Tasinafo.

A Unesp é mais tranquila para quem não curte muito exatas – Das 90 questões desta primeira fase, 30 são de linguagens, 30 são de ciências humanas e as últimas 30 concentram matemática e as três matérias de ciências da natureza. “A prova procura avaliar a formação geral do candidato e em ciências da natureza e matemática o grau de dificuldade das questões é um pouco menor que a prova da primeira fase da Fuvest”, diz Fefoso. “Os alunos de cursinho costumam considerar esta a mais tranquila entre as três provas de classificação das universidades estaduais de São Paulo. Mas é importante aproveitar porque as questões da segunda fase terão grau de dificuldade maior”, completa.

A prova de exatas traz uma composição ampla de conteúdos – “Em física, por exemplo, ela abrange quase todas as áreas: ao menos uma questão de óptica, uma de térmica, uma de ondulatória, de cinemática e assim por diante, com uma concentração maior em mecânica e eletricidade, e o grau não é dificílimo”, explica Fefoso. Ou seja, mesmo o candidato que não disputa para engenharias sempre poderá resolver algumas e garantir pontos.

Em Linguagens e Códigos, predomina a interpretação de textos – “A prova não cobra muito de literatura. É muito raro que traga perguntas sobre a história literária ou obras específicas, pois não há uma lista de livros obrigatórios. E eles aproveitam textos maiores para fazer duas ou três perguntas”, detalha Tasinafo.

Onde o bicho pega – Segundo os professores, a prova da Unesp sempre cobra filosofia e sociologia de forma mais aprofundada que a prova do Enem (e vale lembrar que Usp e Unicamp não cobram essas matérias).

Caminhos para combater a intolerância literária no Brasil

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É um absurdo completo a não obrigatoriedade de livros literários para o Enem. Ou para qualquer vestibular

Afonso Borges, em O Globo

O tema da redação do Enem foi estimulante: “caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”. Para escrever sobre este assunto, os alunos precisam de uma coisa só: terem lidos livros. E será que isso foi feito? Querem apostar que a internet vai ficar recheada de teorias conspiratórias sobre a questão das igrejas evangélicas, eletrônicas e, principalmente, sobre os atentados terroristas?

É um absurdo completo a não obrigatoriedade de livros literários para o Enem. Ou para qualquer vestibular. Ou para qualquer prova classificatória para o ensino superior. Dou aqui sete motivos:

1. Muita gente tem birra da palavra “obrigatório”, aqui mal utilizada. A palavra certa deveria ser “selecionado”. E pronto. Normalmente, são dez livros. E é pouco. Só dez livros que devem ser lidos no curso de um ano, até a data de realização da prova. É pouco;

2. A maioria dos opositores à lista obrigatória alega que ninguém deve ser obrigado a nada. Esta teoria é covarde, porque transfere para um amigo imaginário, bem infantil, a eleição dos títulos que devem ser lidos para a prova do Enem. E pior: tira a responsabilidade do professor, em especial de literatura, de criar um método inteligente de abordagem e análise dos livros selecionados;

3. Está provado e comprovado que a lista de livros para o vestibular aumenta o índice de leitura no país. Muito a contragosto, os estudantes têm que ler. E quem lê, mesmo que obrigado neste momento, tem uma grande, imensa chance de ler outros, por vontade própria;

4. Vamos falar da literatura brasileira. A lista de livros para o vestibular é, tradicionalmente, um tremendo apoio aos autores brasileiros. Tem a lista dos clássicos, claro, sempre cai Machado de Assis, Graciliano Ramos, Clarice Lispector, Fernando Sabino, Rubem Braga. Mas a lista sempre inclui autores novos, e isso é um estímulo às vendas, ao mercado e à popularidade destes autores;

5. Para fazer o Enem não é necessário ler livro algum. Eles defendem a generalidade, que o estudante leia de tudo um pouco, porque pode cair qualquer coisa. Mas que teoria é esta? Se pode cair qualquer coisa, de preferência, o estudante não lê nada. Quando existe uma lista, existe critério, método, pesquisa e análise. Quando existe uma lista, cria-se um hábito. O estudante tem que ler estes dez livros;

6. Vamos falar dos critérios de escolhas dos livros. Olhem para o passado, vejam as listas. São todas, todas, ÓTIMAS. Os clássicos estão ali, mas sempre tem um Carlos Herculano Lopes, uma Lya Luft, um Moacyr Scliar, um Antonio Torres, um Luis Giffoni. Sem a lista, o que temos? Nada. Simplesmente nada. É a vitória da ausência de critério, da ausência de método, da frivolidade irresponsável com que o governo e o Ministério da Educação têm tratado a questão do livro nos últimos anos. Vai ver que é por isso que o governo parou de comprar livros para o ensino básico, coisa que vem sendo feita desde os tempos de Getúlio Vargas. Enfim, parei. Ah, falta o sétimo. O sétimo é cabal: a lista de livros obrigatórios formou leitores que, infelizmente — ou não —, começaram ali a sua vivência literária. Aqui é o Brasil, amigos, lembrem-se disso.

E fica aqui a minha sugestão para o tema de redação do ano que vem: “caminhos para combater a intolerância literária no Brasil”.

Afonso Borges é escritor e produtor cultural

Enem: veja os autores da literatura brasileira com mais chances de cair na prova

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Livros. Foto: Divulgação

Livros. Foto: Divulgação

Publicado no SRZD

Diferente de outros vestibulares, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não possui uma lista de livros obrigatórios. Isso não quer dizer que não haverá questões sobre Literatura. Muito pelo contrário, a média é de 10 perguntas dessa disciplina a cada edição.

Para auxiliar os candidatos nesse vasto universo da literatura nacional, o SRzd preparou uma lista com os 7 escritores brasileiros que mais vezes protagonizaram questões das provas do Enem desde sua primeira edição.

1) Carlos Drummond de Andrade – 12 vezes
Sabe aquela frase “No meio do caminho tinha uma pedra”? Então, é dele mesmo: Drummond, um dos grandes modernistas brasileiros. Ele é o autor mais citado pela prova. O “Poema de Sete Faces” e “A Dança e a Alma” já marcaram presença no exame. Uma característica notável para lembrar ao analisar os trechos: seu pessimismo – e ironia diante dos acontecimentos da vida.

2) Machado de Assis – 7 vezes
Machado de Assis é um dos nossos escritores de maior prestígio. Ele fez parte do realismo e romantismo. Já aconteceu de cair perguntas no ENEM sobre a obra “Memória Póstumas de Brás Cubas”. Outro bom livropara conhecer é “Dom Casmurro”, pois levanta uma boa discussão e conta muito com a interpretação do leitor.

3) Manuel Bandeira – 7 vezes
Manuel Bandeira é outro modernista brasileiro muito importante para a literatura nacional. Foi professor da disciplina, então dominava a técnica da escrita – gostava muito de ser direto. Um exemplo de poema associado à linguagem foi uma questão que abordou seu texto “Pra mim brincar”. Sofreu, durante muitos anos, com a tuberculose e transpareceu o medo de perder a vida em seus poemas.

4) Rubem Braga – 5 vezes
Escritor muito famoso por suas crônicas. Um texto recente que apareceu na prova foi “Às duas horas de domingo”. Rubem Braga foi um cronista que deu vida aos seus textos, indo mais fundo do que apenas se apoiar em referências históricas. Tinha o costume de se expressar como um sujeito sozinho, de poucos e bons amigos.

5) Aluísio Azevedo – 4 vezes
Aluísio Azevedo é o grande nome do naturalismo brasileiro. O autor apresenta críticas fortes e pode acabar chocando alunos sensíveis e desavisados. Quem já leu “O Cortiço” sabe o que é isso. O autor criticava a moral da sociedade brasileira e os nossos costumes. Alguns de seus temas recorrentes eram a crítica à escravidão, preconceito racial e formas de exploração. Outra obra de muito destaque é “O Mulato”.

6) Ferreira Gullar – 4 vezes
Ferreira Gullar foi um poeta brasileiro muito forte por conta de seu posicionamento político. Em seus poemas, ele ressalta a importância da luta contra a opressão social. Além disso, é famoso por sua metalinguagem e o uso de palavras simples – fazia parte do neoconcretismo. Durante o regime militar, sofreu exílio e produziu muitos textos. Um exemplo de poema que caiu em uma das provas anteriores do Enem foi “Bicho urbano”.

7) Oswald de Andrade – 4 vezes
Oswald de Andrade foi um dos responsáveis por fundar o movimento modernista no Brasil. Sua linguagem era mais solta e oral, pois não agradava o autor ter que seguir um certo tom mais formal, como nos poemas anteriores. Gostava muito de arte moderna e apresentou essa nova escola literária com seus parceiros na Semana de Arte Moderna de 22. Seu primeiro poema modernista se chama “Pau-Brasil”.

Aluno de SP diz que “faz hipnose” nos colegas para motivá-los para o Enem

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Giovani Ciritelle divide o tempo entre os estudos para o Enem, mágica e hipnose

Giovani Ciritelle divide o tempo entre os estudos para o Enem, mágica e hipnose

 

Ana Carla Bermudez, no UOL

Fazer exercícios físicos e até meditar são dicas comuns para quem busca manter a calma na reta final do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que acontece nos dias 5 e 6 de novembro. Mas o aluno Giovani Ciritelle, 19, diz fazer uso de táticas diferentes: a “hipnose” e o bom humor.

“A galera gosta muito, já fiz em bastante gente. É muito relaxante. Em vários amigos fiz para eles ficarem focados. Depois da hipnose, deixo a sugestão de foco para eles conseguirem estudar bastante e dormirem bem”, explica Ciritelle.

O colega Fabio Barbosa, 18, era cético em relação às habilidades de Ciritelle no início, mas depois de algumas sessões passou a acreditar na eficiência do “trabalho” do amigo– principalmente nos momentos de muito estresse. “Peço bastante para ele me hipnotizar, principalmente quando estou muito cansado. No momento do transe eu relaxo bastante, depois consigo ficar mais concentrado e estudar melhor”, afirma.

“Se a mágica não der certo…”

Quando não está estudando para o Enem e o vestibular, Giovani se dedica a aprender mais sobre hipnose e mágica, que ele também pratica.

“Eu comecei a mexer com as duas coisas quase ao mesmo tempo. Comecei fazendo mágica por causa de uma brincadeira, mas depois de pesquisar na internet e ver alguns vídeos achei muito interessante”, conta Ciritelle, que diz ter como especialidade a mágica com cartas.

Apesar de estar no cursinho para tentar uma vaga em engenharia civil, ele deseja seguir carreira como mágico e hipnotizador. “Tem gente que fala: “se a engenharia não der certo, eu viro mágico”, mas eu falo o contrário — se a mágica não der certo, eu viro engenheiro”, brinca.

Hipnose é coisa séria

Apesar de ser uma pessoa bem humorada e descontraída, Ciritelle leva a hipnose muito a sério. “Faz seis meses que pratico a hipnose, porque foi quase um ano só de teoria”, conta o aluno, que diz que seus estudos envolvem conhecimentos de fisiologia do corpo humano e psicanálise.

A hipnose é uma técnica de atenção concentrada, segundo Miriam Farias, psicóloga especialista em hipnose clínica. É algo entre o sono e a vigília. Entre seus benefícios, especialistas acreditam que a técnica pode combater o estresse, a ansiedade e ajudar na confiança.

Atenção: a hipnose dever ser aplicada por profissionais habilitados.

Veja como famosos e profissionais bem-sucedidos encararam o vestibular

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Publicado na Folha de S.Paulo

Não há uma receita universal para domar o vestibular e entrar na universidade. O estudante que vai enfrentá-lo, no entanto, precisa saber que o teste é apenas um caminho -não o único-de construção de uma carreira profissional, segundo especialistas.

“A exigência da sociedade por um domínio técnico afasta o nosso jovem de outros conhecimentos que estão fora da academia”, diz a psicóloga Gabriela Gramkow e professora da PUC-SP. Aqui, seis profissionais do mundo das artes, dos negócios, da moda e da ciência contam como foi atravessar esse momento.

O colunista da Folha Gregório Duvivier diz que prestava muita atenção nas aulas, mas não se matava de estudar em casa. A modelo Ana Cláudia Michels deu ênfase às matérias que mais dominava e, hoje, cursa medicina.

O apresentador Marcelo Tas lia muito, o que, segundo ele, o ajudou a interpretar as questões do vestibular com facilidade. Para o pedagogo Silvio Bock, especialista em orientação profissional, não existe um jeito certo ou errado de estudar. “Tudo é uma questão de juízo de valor. Tem estudante que não se diverte porque acha que vai perder tempo. Outro já precisa relaxar para ir bem nas provas.”

Enfrentar o vestibular e perder a batalha na primeira tentativa serviu de aprendizado para Felipe Dib, empresário, dono de uma escolas de idiomas on-line. “Meu erro foi o excesso de confiança. Fiquei em 90º lugar”, afirma.

‘Me aprofundei nos assuntos que dominava’

“Queria ser médica desde criança. Comecei a trabalhar como modelo e tive que adiar o plano. Com quase 30 anos, decidi tentar. Fiz supletivo do ensino médio e entrei num cursinho.

Era muito difícil, muita matéria. Naquela época, passei a trabalhar só aos fins de semana para não perder as aulas. Durante a tarde, ficava na biblioteca.

Fiz um ano e meio de cursinho. Quando prestei vestibular pela primeira vez, não passei. Na segunda tentativa, fui aprovada em 37º lugar no curso de medicina do Centro Universitário São Camilo. Foi um dos dias mais felizes da minha vida.

Acho que fiz certo ao me aprofundar bastante nos assuntos que eu sabia bem. Ter disciplina também foi imprescindível. Estou no quarto ano da faculdade. Pensava em ser endocrinologista quando entrei, hoje tenho dúvidas.”

Ana Cláudia Michels, 35, começou a carreira de modelo aos 14; trancou a faculdade em setembro, quando sua filha nasceu

Ana Cláudia Michels em jantar do Instituto de Defesa do Direito de Defesa, na Lions NigthtClub - Zanone Fraissat/Folhapress

Ana Cláudia Michels em jantar do Instituto de Defesa do Direito de Defesa, na Lions NigthtClub – Zanone Fraissat/Folhapress

 

‘Confiante, não passei na primeira opção’

“Após ter sido reprovado no curso de inglês que fazia no Brasil, fui fazer o terceiro ano do ensino médio na Nova Zelândia, para melhorar minhas habilidades na língua. Quando voltei, queria fazer direito na UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul). Passavam 30 candidatos.

Prestei o vestibular sem me preparar e fiquei em 60º. Pensei ‘poxa, estou perto’ e resolvi focar nos estudos.

Durante seis meses, fazia cursinho de manhã e estudava à tarde, embora não abandonasse outras atividades, como academia. No fim, estava bem preparado.

Meu erro foi o excesso de confiança. Acabei ficando em 90°, Só que dessa vez também havia prestado Relações Internacionais na Unaes (hoje Anhanguera). Não passei na minha primeira opção, mas depois fiz uma pós em ensino e aprendizagem da língua inglesa e comecei a lecionar.”

Felipe Dib é dono do Você Aprende Agora, escola de inglês on-line

Felipe Dib, dono do Você Aprende Agora, escola de inglês on-line

Felipe Dib, dono do Você Aprende Agora, escola de inglês on-line

 

‘Discutir é mais importante que decorar fórmula’

“Meu último ano do ensino médio foi tranquilo. Estudei num colégio que não tinha o vestibular como foco principal. Achei ótimo. A função da escola é fazer o aluno refletir, criar conteúdo, me incomoda quando a única preocupação é fazê-lo passar no exame.

Eu fazia teatro na época. É muito importante ter uma vida pessoal estável no terceiro ano. Ficar enclausurado, só estudando, é terrível.

Escolhi fazer letras porque adorava ler. Passei para a PUC-Rio, em 2004. Também fui aprovado na UFF, em cinema, mas desisti.

Eu diria para os vestibulandos se informarem sobre o mundo. Saber as questões políticas que os cercam, participar de discussões da sociedade. É mais importante que decorar fórmulas.

As pessoas acham que é o pré-vestibular é ‘o’ ano que vai definir o resto da vida, quando, na verdade, a redefinimos o tempo todo.”

O ator Gregorio Duvivier, 30, é integrante do grupo Porta dos Fundos e colunista da Folha

Gregorio Duvivier na pré-estreia do filme "Desculpe o Transtorno"

Gregorio Duvivier na pré-estreia do filme “Desculpe o Transtorno” – Bruno Poletti/Folhapress

 

‘A leitura mexe com o pensamento’

“Fiz o ensino médio na EPCAR (Escola Preparatória de Cadetes do Ar), nos anos 1970. Lá, tive acesso a uma biblioteca que nunca tinha visto na vida. Mergulhei na literatura brasileira. A leitura mexe com o pensamento, faz você se expressar melhor, me ajudou muito no vestibular. Vale até para ir bem em matemática, para entender os problemas.

Cheguei a fazer um curso intensivo em São Paulo quando me formei na escola. Foram os piores meses da minha vida, mas consegui passar para o curso de engenharia civil na USP.

Nunca abri mão de sair, de ir ao teatro. Isso ajuda a ter saúde mental.

Escolhi a engenharia no piloto automático, foi uma coisa pouco ambiciosa. Poderia ter refletido mais. Apesar de ter descoberto na comunicação a minha vocação, não me arrependo. Na reta final, o mais importante a se fazer é respirar.”

Marcelo Tas, 56, é apresentador do programa “Papo de Segunda” (GNT)

Marcelo Tas, durante pré-estreia do espetáculo "Palavra de Rainha", em 2014 - Bruno Poletti/Folhapress

Marcelo Tas, durante pré-estreia do espetáculo “Palavra de Rainha”, em 2014 – Bruno Poletti/Folhapress

 

‘Fazer novela foi uma válvula de escape’

“Decidi fazer engenharia porque queria explorar uma área diferente da que eu já trabalhava. Sempre fui boa aluna, mas nunca precisei estudar fora da escola. No pré-vestibular, tive que me dedicar muito.

Estava fazendo uma novela [“Fina Estampa”] nessa época. Foi a melhor coisa que aconteceu, serviu como uma válvula de escape.

Precisei me organizar muito bem. Nos intervalos, até no recreio, eu estudava. Andava com uma lista de tarefas para fazer ao longo do dia. Chegava a almoçar no carro, a caminho das gravações, para ganhar tempo.

Prestei para engenharia química. Fiquei em primeiro lugar na UERJ e na UFF, e passei para outras faculdades do Rio, em 2012. Acho que não precisava ter me estressado tanto. Nos momentos finais, é importante se manter motivado e pensar que o pior já passou.”

Bianca Salgueiro, 22, começou a atuar ainda criança; hoje, mora em Lyon, na França, onde faz intercâmbio pela faculdade

Atriz Bianca Salgueiro na pré-estreia do filme "Noé", no Rio de Janeiro, em 2014 - Adriano Ishibashi/Frame

Atriz Bianca Salgueiro na pré-estreia do filme “Noé”, no Rio de Janeiro, em 2014 – Adriano Ishibashi/Frame

 

‘Escolhi meu curso após visitara universidade’

“Entrei no curso de química da Universidade Estadual de Maringá em 2005. Enquanto eu frequentava o último ano do colégio, ingressei em um cursinho comunitário, tocado pelos alunos da UEM. Eu estava em dúvida entre farmácia e química, até que um professor do pré-vestibular me convidou para conhecer os laboratórios da instituição. Foi quando fiz a minha escolha.

Isso é importante. Se o aluno tiver a oportunidade de conhecer o curso, visitar a universidade e conversar com pessoas que já estão lá pode ajudar muito.

Sobre a minha rotina, frequentava as aulas do colégio pela manhã. À tarde, me dedicava por duas horas ao conteúdo da escola e,no restante do tempo, fazia os exercícios do cursinho. Em dezembro, sem aulas, estudava cerca de seis horas.”

Cecília de Carvalho Castro e Silva, 29, é doutora em química e pesquisadora do Mackgraphe, onde desenvolve um sensor capaz de identificar precocemente o câncer de mama

Retrato de Cecília de Carvalho Castro e Silva, doutora em química e pesquisadora do Mackgraphe - Divulgação

Retrato de Cecília de Carvalho Castro e Silva, doutora em química e pesquisadora do Mackgraphe – Divulgação

 

Com colaboração de Dhiego Maia, Bruno Lee, Júlia Zaremba e Dante Ferrasoli

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