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Aluno de SP diz que “faz hipnose” nos colegas para motivá-los para o Enem

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Giovani Ciritelle divide o tempo entre os estudos para o Enem, mágica e hipnose

Giovani Ciritelle divide o tempo entre os estudos para o Enem, mágica e hipnose

 

Ana Carla Bermudez, no UOL

Fazer exercícios físicos e até meditar são dicas comuns para quem busca manter a calma na reta final do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que acontece nos dias 5 e 6 de novembro. Mas o aluno Giovani Ciritelle, 19, diz fazer uso de táticas diferentes: a “hipnose” e o bom humor.

“A galera gosta muito, já fiz em bastante gente. É muito relaxante. Em vários amigos fiz para eles ficarem focados. Depois da hipnose, deixo a sugestão de foco para eles conseguirem estudar bastante e dormirem bem”, explica Ciritelle.

O colega Fabio Barbosa, 18, era cético em relação às habilidades de Ciritelle no início, mas depois de algumas sessões passou a acreditar na eficiência do “trabalho” do amigo– principalmente nos momentos de muito estresse. “Peço bastante para ele me hipnotizar, principalmente quando estou muito cansado. No momento do transe eu relaxo bastante, depois consigo ficar mais concentrado e estudar melhor”, afirma.

“Se a mágica não der certo…”

Quando não está estudando para o Enem e o vestibular, Giovani se dedica a aprender mais sobre hipnose e mágica, que ele também pratica.

“Eu comecei a mexer com as duas coisas quase ao mesmo tempo. Comecei fazendo mágica por causa de uma brincadeira, mas depois de pesquisar na internet e ver alguns vídeos achei muito interessante”, conta Ciritelle, que diz ter como especialidade a mágica com cartas.

Apesar de estar no cursinho para tentar uma vaga em engenharia civil, ele deseja seguir carreira como mágico e hipnotizador. “Tem gente que fala: “se a engenharia não der certo, eu viro mágico”, mas eu falo o contrário — se a mágica não der certo, eu viro engenheiro”, brinca.

Hipnose é coisa séria

Apesar de ser uma pessoa bem humorada e descontraída, Ciritelle leva a hipnose muito a sério. “Faz seis meses que pratico a hipnose, porque foi quase um ano só de teoria”, conta o aluno, que diz que seus estudos envolvem conhecimentos de fisiologia do corpo humano e psicanálise.

A hipnose é uma técnica de atenção concentrada, segundo Miriam Farias, psicóloga especialista em hipnose clínica. É algo entre o sono e a vigília. Entre seus benefícios, especialistas acreditam que a técnica pode combater o estresse, a ansiedade e ajudar na confiança.

Atenção: a hipnose dever ser aplicada por profissionais habilitados.

Veja como famosos e profissionais bem-sucedidos encararam o vestibular

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Publicado na Folha de S.Paulo

Não há uma receita universal para domar o vestibular e entrar na universidade. O estudante que vai enfrentá-lo, no entanto, precisa saber que o teste é apenas um caminho -não o único-de construção de uma carreira profissional, segundo especialistas.

“A exigência da sociedade por um domínio técnico afasta o nosso jovem de outros conhecimentos que estão fora da academia”, diz a psicóloga Gabriela Gramkow e professora da PUC-SP. Aqui, seis profissionais do mundo das artes, dos negócios, da moda e da ciência contam como foi atravessar esse momento.

O colunista da Folha Gregório Duvivier diz que prestava muita atenção nas aulas, mas não se matava de estudar em casa. A modelo Ana Cláudia Michels deu ênfase às matérias que mais dominava e, hoje, cursa medicina.

O apresentador Marcelo Tas lia muito, o que, segundo ele, o ajudou a interpretar as questões do vestibular com facilidade. Para o pedagogo Silvio Bock, especialista em orientação profissional, não existe um jeito certo ou errado de estudar. “Tudo é uma questão de juízo de valor. Tem estudante que não se diverte porque acha que vai perder tempo. Outro já precisa relaxar para ir bem nas provas.”

Enfrentar o vestibular e perder a batalha na primeira tentativa serviu de aprendizado para Felipe Dib, empresário, dono de uma escolas de idiomas on-line. “Meu erro foi o excesso de confiança. Fiquei em 90º lugar”, afirma.

‘Me aprofundei nos assuntos que dominava’

“Queria ser médica desde criança. Comecei a trabalhar como modelo e tive que adiar o plano. Com quase 30 anos, decidi tentar. Fiz supletivo do ensino médio e entrei num cursinho.

Era muito difícil, muita matéria. Naquela época, passei a trabalhar só aos fins de semana para não perder as aulas. Durante a tarde, ficava na biblioteca.

Fiz um ano e meio de cursinho. Quando prestei vestibular pela primeira vez, não passei. Na segunda tentativa, fui aprovada em 37º lugar no curso de medicina do Centro Universitário São Camilo. Foi um dos dias mais felizes da minha vida.

Acho que fiz certo ao me aprofundar bastante nos assuntos que eu sabia bem. Ter disciplina também foi imprescindível. Estou no quarto ano da faculdade. Pensava em ser endocrinologista quando entrei, hoje tenho dúvidas.”

Ana Cláudia Michels, 35, começou a carreira de modelo aos 14; trancou a faculdade em setembro, quando sua filha nasceu

Ana Cláudia Michels em jantar do Instituto de Defesa do Direito de Defesa, na Lions NigthtClub - Zanone Fraissat/Folhapress

Ana Cláudia Michels em jantar do Instituto de Defesa do Direito de Defesa, na Lions NigthtClub – Zanone Fraissat/Folhapress

 

‘Confiante, não passei na primeira opção’

“Após ter sido reprovado no curso de inglês que fazia no Brasil, fui fazer o terceiro ano do ensino médio na Nova Zelândia, para melhorar minhas habilidades na língua. Quando voltei, queria fazer direito na UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul). Passavam 30 candidatos.

Prestei o vestibular sem me preparar e fiquei em 60º. Pensei ‘poxa, estou perto’ e resolvi focar nos estudos.

Durante seis meses, fazia cursinho de manhã e estudava à tarde, embora não abandonasse outras atividades, como academia. No fim, estava bem preparado.

Meu erro foi o excesso de confiança. Acabei ficando em 90°, Só que dessa vez também havia prestado Relações Internacionais na Unaes (hoje Anhanguera). Não passei na minha primeira opção, mas depois fiz uma pós em ensino e aprendizagem da língua inglesa e comecei a lecionar.”

Felipe Dib é dono do Você Aprende Agora, escola de inglês on-line

Felipe Dib, dono do Você Aprende Agora, escola de inglês on-line

Felipe Dib, dono do Você Aprende Agora, escola de inglês on-line

 

‘Discutir é mais importante que decorar fórmula’

“Meu último ano do ensino médio foi tranquilo. Estudei num colégio que não tinha o vestibular como foco principal. Achei ótimo. A função da escola é fazer o aluno refletir, criar conteúdo, me incomoda quando a única preocupação é fazê-lo passar no exame.

Eu fazia teatro na época. É muito importante ter uma vida pessoal estável no terceiro ano. Ficar enclausurado, só estudando, é terrível.

Escolhi fazer letras porque adorava ler. Passei para a PUC-Rio, em 2004. Também fui aprovado na UFF, em cinema, mas desisti.

Eu diria para os vestibulandos se informarem sobre o mundo. Saber as questões políticas que os cercam, participar de discussões da sociedade. É mais importante que decorar fórmulas.

As pessoas acham que é o pré-vestibular é ‘o’ ano que vai definir o resto da vida, quando, na verdade, a redefinimos o tempo todo.”

O ator Gregorio Duvivier, 30, é integrante do grupo Porta dos Fundos e colunista da Folha

Gregorio Duvivier na pré-estreia do filme "Desculpe o Transtorno"

Gregorio Duvivier na pré-estreia do filme “Desculpe o Transtorno” – Bruno Poletti/Folhapress

 

‘A leitura mexe com o pensamento’

“Fiz o ensino médio na EPCAR (Escola Preparatória de Cadetes do Ar), nos anos 1970. Lá, tive acesso a uma biblioteca que nunca tinha visto na vida. Mergulhei na literatura brasileira. A leitura mexe com o pensamento, faz você se expressar melhor, me ajudou muito no vestibular. Vale até para ir bem em matemática, para entender os problemas.

Cheguei a fazer um curso intensivo em São Paulo quando me formei na escola. Foram os piores meses da minha vida, mas consegui passar para o curso de engenharia civil na USP.

Nunca abri mão de sair, de ir ao teatro. Isso ajuda a ter saúde mental.

Escolhi a engenharia no piloto automático, foi uma coisa pouco ambiciosa. Poderia ter refletido mais. Apesar de ter descoberto na comunicação a minha vocação, não me arrependo. Na reta final, o mais importante a se fazer é respirar.”

Marcelo Tas, 56, é apresentador do programa “Papo de Segunda” (GNT)

Marcelo Tas, durante pré-estreia do espetáculo "Palavra de Rainha", em 2014 - Bruno Poletti/Folhapress

Marcelo Tas, durante pré-estreia do espetáculo “Palavra de Rainha”, em 2014 – Bruno Poletti/Folhapress

 

‘Fazer novela foi uma válvula de escape’

“Decidi fazer engenharia porque queria explorar uma área diferente da que eu já trabalhava. Sempre fui boa aluna, mas nunca precisei estudar fora da escola. No pré-vestibular, tive que me dedicar muito.

Estava fazendo uma novela [“Fina Estampa”] nessa época. Foi a melhor coisa que aconteceu, serviu como uma válvula de escape.

Precisei me organizar muito bem. Nos intervalos, até no recreio, eu estudava. Andava com uma lista de tarefas para fazer ao longo do dia. Chegava a almoçar no carro, a caminho das gravações, para ganhar tempo.

Prestei para engenharia química. Fiquei em primeiro lugar na UERJ e na UFF, e passei para outras faculdades do Rio, em 2012. Acho que não precisava ter me estressado tanto. Nos momentos finais, é importante se manter motivado e pensar que o pior já passou.”

Bianca Salgueiro, 22, começou a atuar ainda criança; hoje, mora em Lyon, na França, onde faz intercâmbio pela faculdade

Atriz Bianca Salgueiro na pré-estreia do filme "Noé", no Rio de Janeiro, em 2014 - Adriano Ishibashi/Frame

Atriz Bianca Salgueiro na pré-estreia do filme “Noé”, no Rio de Janeiro, em 2014 – Adriano Ishibashi/Frame

 

‘Escolhi meu curso após visitara universidade’

“Entrei no curso de química da Universidade Estadual de Maringá em 2005. Enquanto eu frequentava o último ano do colégio, ingressei em um cursinho comunitário, tocado pelos alunos da UEM. Eu estava em dúvida entre farmácia e química, até que um professor do pré-vestibular me convidou para conhecer os laboratórios da instituição. Foi quando fiz a minha escolha.

Isso é importante. Se o aluno tiver a oportunidade de conhecer o curso, visitar a universidade e conversar com pessoas que já estão lá pode ajudar muito.

Sobre a minha rotina, frequentava as aulas do colégio pela manhã. À tarde, me dedicava por duas horas ao conteúdo da escola e,no restante do tempo, fazia os exercícios do cursinho. Em dezembro, sem aulas, estudava cerca de seis horas.”

Cecília de Carvalho Castro e Silva, 29, é doutora em química e pesquisadora do Mackgraphe, onde desenvolve um sensor capaz de identificar precocemente o câncer de mama

Retrato de Cecília de Carvalho Castro e Silva, doutora em química e pesquisadora do Mackgraphe - Divulgação

Retrato de Cecília de Carvalho Castro e Silva, doutora em química e pesquisadora do Mackgraphe – Divulgação

 

Com colaboração de Dhiego Maia, Bruno Lee, Júlia Zaremba e Dante Ferrasoli

Enem 2016: Como estudar para prova de inglês se divertindo

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Fonte: Shutterstock

Fonte: Shutterstock

 

Veja formas fáceis de aprender inglês para o Enem 2016 se se divertindo

Publicado no Universia Brasil

A prova de inglês do Enem dá medo em muita gente. Ela tem textos longos e exige bastante das suas habilidades de interpretação. Ela costuma pedir o significado de frases a partir de textos ou tirinhas, normalmente em português. Em outras palavras: não basta ter vocabulário para se preparar para esta prova. Você precisa ter experiência com interpretação de textos em inglês.

A boa notícia é que eles não precisam ser textos chatos. Existem vários tipos de texto fáceis de ler e até mesmo divertidos (até se você não gosta de livros). E mais: você não precisa ter um nível altíssimo de inglês para entender.

A seguir, conheça alguns meios de exercitar a sua interpretação no inglês sem morrer de tédio:

1. RELEIA (EM INGLÊS) UM LIVRO QUE VOCÊ GOSTA
Esse é um ótimo jeito de começar! Afinal, você já conhece a história. Isso diminui bastante a chance de você se perder, mesmo se as coisas começarem a se embaralhar. Outra vantagem é que você já vai entrar preparado para a linguagem do livro. Quando você for escolher o seu livro, pense se a linguagem dele é de fácil entendimento. Se o livro era complicado em português, ele vai ser muito mais difícil de entender numa língua em que você não é fluente.

2. INVISTA NOS LIVROS PARA JOVENS ADULTOS
Os livros para jovens adultos (conhecidos como YA, ou young adults), são boas escolhas por serem escritos para ser de fácil entendimento e terem histórias envolventes e divertidas. Aqui vão algumas sugestões de livros:

Percy Jackson e os Olimpianos – Rick Riordan (Percy Jackson and the Olympians)
Jogos Vorazes – Suzanne Collins (The Hunger Games)
A Saga dos Corvos – Maggie Stiefvater (The Raven Cycle)
Maze Runner – James Dashner
Os Instrumentos Mortais – Cassandra Clare (The Mortal Instruments)

Você, provavelmente, pensou também em Harry Potter, mas cuidado para não levar um susto com o inglês britânico. O inglês ensinado no Brasil costuma ser o norte-americano, e algumas expressões e construções de frase típicas dos ingleses pode acabar confundindo alguém, principalmente em uma primeira leitura.

3. LEIA TRABALHOS DE FÃS
Se o seu medo é o tamanho dos livros, trabalhos escritos por fãs (conhecidos como fanfictions, ou fanfics) são uma boa opção. Sites como o Archive of Our Own oferecem uma coleção enorme de textos de todos os tamanhos sobre séries, filmes e livros. Todos são gratuitos e podem ser lidos no próprio site ou baixados para o seu celular em vários formatos (inclusive pdf e epub, o formato aceito pelo Play Books).

Por exemplo, se você leu Percy Jackson (em português ou em inglês), pesquisando o nome no AO3 é possível descobrir vários textos sobre a obra. Eles podem ser continuações da história ou histórias completamente diferentes com os personagens do livro. É só pesquisar o que você quer, e provavelmente alguém vai ter escrito algo sobre isso. Não se esqueça de conferir a classificação indicativa dos textos e as tags antes de ler, elas costumam dar uma noção bem precisa do conteúdo do trabalho.

4. LEIA LETRAS DE MÚSICAS
Essa dica é ótima para quem já gosta de músicas em inglês. A letra da maior parte das músicas é simples de interpretar. Por mais que a prova de inglês do Enem exija um pouco mais do que a interpretação necessária para entender uma letra de música, elas são ótimas para construir vocabulário e deixar lhe dar mais confiança antes de você partir para textos mais complexos.

Para aumentar a efetividade dessa técnica, é importante que as letras estejam disponíveis no seu dia-a-dia. Dificilmente você vai querer parar o seu dia para ler uma letra da Rihanna. Mas se ela estiver disponível no tempo gasto esperando um ônibus por exemplo, as chances de você parar para ler são muito maiores. Por isso, aplicativos para celular como o Musixmatch, que mostra a letra de uma música (com tradução!) quando ela começa a tocar, são muito úteis.

Se você ainda está inseguro, lembre-se que existem várias ferramentas para lhe ajudar. Se você estiver lendo um e-book, alguns aplicativos podem ser bem úteis. O Play Books, por exemplo, oferece o significado de uma palavra quando você toca nela. Para livros físicos, anotar palavras desconhecidas para consultar mais tarde oferece mais confiança e ainda ajuda você a construir seu vocabulário. E lembre-se, nos seus estudos, o Google Tradutor é seu amigo.

Estudante brasileiro ganha prêmio da Academia Americana de Neurologia

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(Foto: Arquivo Pessoal)

(Foto: Arquivo Pessoal)

 

Bruno Vaiano, na Galileu

Gusthavo Cândido não é fácil. Entre 2014 e 2015, por meio do programa Ciência sem Fronteiras (CsF), passou parte da graduação na Universidade de Wiscosin e na célebre Universidade de Harvard, considerada a melhor do mundo, ambas nos Estados Unidos. Em Boston, também fez estágio obrigatório em um hospital pediátrico.

Como se a visita não fosse suficiente, o aluno de medicina da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em Minas Gerais, superou os próprios colegas e foi agraciado pela Academia Americana de Neurologia (AAN) com um prêmio intitulado “Estudante de Medicina por Excelência em Neurologia”. A premiação é anual e exclusiva para estudantes de universidades americanas e canadenses. A avaliação considera todo o desempenho acadêmico do aluno, entre notas, cartas de recomendação e sua trajetória pessoal.

Além das disciplinas de graduação tradicionais, ele participou de projetos científicos com a pós-graduação. Em Wiscosin, pesquisou a regeneração axonal em pacientes que sofreram lesões na medula espinhal e, em Harvard, a morte súbita por epilepsia, conhecida no jargão médico como SUDEP. Nas faculdades de medicina americanas, projetos como esse, análogos à iniciação científica brasileira, são uma disciplina do currículo básico chamada “estudos dirigidos”, e não atividades paralelas à grade horária.

“No laboratório há alunos de graduação, pós-graduação e pós-doutorado”, explica Cândido em entrevista à GALILEU. Para ele, isso faz toda a diferença. “Essa disciplina tem muito mais recursos. Há um tempo já reservado para dedicar às atividades. Isso une a prática à teoria e a pesquisa.”

O estudante considera o modelo melhor que o adotado pela iniciação científica (IC) das nossas universidades. “Aqui a IC é algo particular, você precisa se desdobrar, arranjar um tempo. Por vezes, não temos apoio. Lá é algo muito mais formalizado”, afirma. Cândido também acredita que as universidades brasileiras devam adotar os métodos de seleção utilizados no exterior.

(Foto: Arquivo Pessoal)

(Foto: Arquivo Pessoal)

 

“Nosso vestibular é lamentável. Aqui, a avaliação teórica é 100% do processo seletivo. Lá, a prova é só um terço ou até um quinto do que é levado em consideração, é muito mais amplo”, explica o estudante. “O resto consiste em entrevistas dirigidas, que vão realmente identificar seu perfil, seus interesses, projetos e aspirações, além de seu histórico profissional e acadêmico e cartas de recomendação de gente que realmente conhece você e a área em que você quer se especializar”.

O futuro médico, porém, tem esperança. “Acho que ainda vamos avançar nisso. Precisamos ampliar as oportunidades.” Para ele, o Ciência sem Fronteiras foi uma porta aberta para a ciência e o ensino em universidades que estão entre as melhores do mundo, e uma oportunidade de conviver com pessoas de todas as origens e culturas. Sobre a supervisão de seu desempenho acadêmico, ele garante: a convivência com alunos e professores talentosos é o único estímulo necessário para manter as próprias médias em dia.

“Quando alguém vai fazer graduação fora, o objetivo é aprender. Ter um bom desempenho e se aprimorar. Quando você supera seus próprios limites e, além de aprender, contribui e propõe novas ideias, é emocionante”, comenta Cândido. “A situação da ciência brasileira não é boa, e esse é um estímulo para lidar com as adversidades que ainda vamos encarar.”

Se depender dele, que pretende continuar a carreira acadêmica na neurociência e nas ciências cognitivas, o país só pode melhorar.

*Com supervisão de Isabela Moreira

Fuvest 2017: Inscrições para o vestibular começam nesta 6ª-feira

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Candidatos aprovados no vestibular 2016 na Universidade de São Paulo (USP) recebem trote com tintas e confetes (Ricardo Matsukawa/VEJA.com)

Candidatos aprovados no vestibular 2016 na Universidade de São Paulo (USP) recebem trote com tintas e confetes (Ricardo Matsukawa/VEJA.com)

 

O prazo para os candidatos interessados começa às 10 horas de amanhã e termina às 23h59 do dia 8 de setembro

Publicado na Veja

O período das inscrições para a Fuvest 2017 começa nesta sexta feira às 10 horas da manhã. Segundo a Fundação Universitária para o Vestibular, responsável por organizar o vestibular, o prazo para os candidatos realizarem a inscrição no site termina às 23h59 do dia 8 de setembro. Este ano, a taxa custa 160 reais e pode ser paga até 9 de setembro, no horário comercial dos bancos. Em 2015, os candidatos deveriam pagar de 145 reais para realizar a prova. O resultado do pedido de isenção da taxa será divulgado também amanhã.

Nesta edição, serão selecionados 8.734 alunos para carreiras na USP e 120 para os cursos de medicina na Faculdade Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Em 21 de novembro ocorre a divulgação dos locais da primeira fase e as provas de conhecimentos gerais serão aplicadas em 27 de novembro. Já em 19 de dezembro, a Fuvest vai disponibilizar a lista dos aprovados para a segunda fase do vestibular, que ocorre nos dias 8, 9 e 10 de janeiro. Os portões se abrem 12h30 e fecham às 13 horas.

Sisu na Usp

A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) e a Escola de Comunicação e Artes (ECA) já decidiram destinar parte de suas vagas para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que prevê a entrada de candidatos pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A Escola Politécnica (Poli) reservou 10% das vagas no sistema de seleção, sem destinar vagas exclusivamente para os alunos oriundos do ensino público.

O número de vagas no Sisu subiu de 1.996 para 2.338.Em comparação com o vestibular 2016, houve um aumento de 45%.

Obras obrigatória
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Em março deste ano, os organizadores também divulgaram a lista de livros que os estudantes devem ler para realizar a prova. Estão relacionadas para a seleção deste ano nove obras, e a novidade é o romance Mayombe, do autor angolano Pepetela. É a primeira vez que um escritor africano aparece na relação da Fuvest.

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