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Bruna Vieira lança De Volta aos Quinze: “É um livro que fala sobre escolhas, fases e destino”

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Leia entrevista com a blogueira e baixe o primeiro capítulo de sua nova obra

Fotos: Divulgação

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Bruno Dias, na Capricho

Depois do sucesso do livro Depois Dos Quinze – Quando Tudo Começou a Mudar (Editora Gutenberg), um apanhado de crônicas e contos publicados no blog depoisdosquinze.com, Bruna Vieira pegou gosto em escrever livros e acaba de lançar seu primeiro romance: De Volta aos Quinze (Editora Gutenberg), uma trilogia sobre uma garota de 30 anos chamada Anita, que volta no tempo para tentar entender melhor as escolhas do presente.

De Volta aos Quinze teve seu lançamento oficial no dia 1º de setembro, dentro da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, onde esgotou todos seus exemplares no local e de quebra entrou para a lista de livros mais vendidos da livraria Saraiva.

Antes de fazer mais uma sessão de autógrafos na Bienal do Rio, no próximo sábado (7), Bruna Vieira conversou com o site da CAPRICHO e falou tudo sobre sua nova empreitada literária. A blogueira e escritora também liberou com exclusividade pra gente o primeiro capítulo de De Volta aos Quinze, que vocês podem baixar aqui e aqui.

CAPRICHO – O que as meninas podem esperar do seu primeiro romance, De Volta aos Quinze?
Bruna Vieira – É um livro que fala sobre escolhas, fases e destino. Uma história que tem tudo a ver com esse nosso universo atual de blogs, redes sociais e internet, mas que também, graças a viagem no tempo, possui referências dos anos 90. A personagem principal, Anita, tem trinta anos e acha que a felicidade está nas escolhas certas que deixou de fazer, mas descobre que no final das contas, se a gente olhar de uma perspectiva diferente (no caso dela, literalmente! hehe), tudo tem um bom motivo pra acontecer – até aquelas coisas deixam nosso coração apertadinho antes de dormir.

Quanto tempo você levou para escrever o livro?
Escrevi o De Volta aos Quinze em mais ou menos cinco meses, mas passei um bom tempo só olhando pro Word em branco, esperando a inspiração aparecer. Foi complicado porque nesse mesmo período muitas coisas aconteceram na minha vida. Acabei transferindo a intensidade dos meus sentimentos para a personagem. Como já disse uma leitora do blog, sou tipo a Taylor Swift dos livros. hahaha

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Porque você optou por uma trilogia? Já começou a escrever pensando nesse formato ou ele surgiu depois que você já tinha começado?
A editora sugeriu e como a história rendia bastante, decidimos dividir em três obras. Anita volta no tempo em períodos diferentes, então cada livro fala sobre um deles. No De Volta aos Quinze, primeiro livro da trilogia, ela tem 15 anos de novo e está prestes a enfrentar o primeiro dia de aula, no ensino médio. Sabemos muito bem que isso pode ser assustador, né?

Seu primeiro livro é autobiográfico. O que tem de Bruna Vieira em De Volta aos Quinze? Em que a Anita se parece com você?
O primeiro livro foi um copilado de crônicas e contos que publiquei no blog e outros inéditos que escrevi entre os 15 e 18 anos. A ideia inicial era transformar o blog em um produto e permitir que as leitoras do Depois Dos Quinze, que acompanharam toda minha trajetória até ali, se sentissem ainda mais próximas. O projeto deu tão certo (já são 4 edições) que recebi o convite pra publicar outro livro. Apesar de termos feito essa brincadeira com os nomes das obras, a segunda não é autobiográfica. Anita também veio do interior, mas vê e vive a vida de um jeito bem diferente.

Você se inspirou em alguém para criar a personagem Anita?
Desde que mudei pra São Paulo comecei a andar com pessoas bem mais velhas. Ainda não entrei na faculdade, então acabei me aproximando da galera que conheci graças ao blog – todos de agência, editora, produtora, etc. Esse choque de gerações, já que eles estavam formados há anos e eu havia acabado de terminar o ensino médio, me ensinou muitas coisas. Conviver diariamente com pessoas de outras épocas me fez perceber que os principais conflitos de quando ainda somos adolescentes continuam com a gente de certa forma na fase adulta, só que com as experiências da vida, vamos aprendendo a lidar com eles de um jeito diferente.

Anita tem um pouquinho de cada amigo com mais de vinte anos que conheci durante os últimos meses. Inicialmente ela é insegura e acredita que sua vida não é exatamente como sempre sonhou porque fez as escolhas erradas quando mais nova. Com a viagem no tempo e a possibilidade de mudar o passado, vai aprendendo que os erros são tão importantes quanto os acertos.

De Volta aos Quinze esgotou na Bienal do Rio e já entrou para lista de mais vendidos da Saraiva. Você esperava essa repercussão? Como as meninas tem recebido seu novo livro?
Confesso que quando comecei a escrever o romance achei que não conseguiria chegar até a última página. Escrevo na internet desde os quinze, mas são textos bem curtos e quase sempre sobre a minha própria vida. Criar uma história e ficar tanto tempo em uma personagem só foi um desafio, mas acabei me divertindo muito. Anita virou minha amiga e me ajudou a entender certas coisas. Fico realmente muito feliz por saber que os leitores estão gostando da história e já cobrando uma continuação. Participar da Bienal e saber que todos os livros foram vendidos na primeira hora de autógrafos foi surreal. Espero que seja assim nos outros estados também.

No dia 7 de setembro você vai estar novamente na Bienal do Rio. Pretende fazer alguma surpresa pra quem aparecer por lá?
Hummmmm. Estamos preparando uma surpresa que tem tudo a ver com moda. Ainda não posso dar muitos detalhes, mas acho que os leitores vão adorar a novidade. Ah, e claro, prometo o tradicional look do dia, batom vermelho e delineador.

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Já se acostumou com o título de escritora?
Sempre quando perguntam minha profissão fico pensando na hora de responder. Algumas pessoas menosprezam o título de blogueira, como se fosse alguém que fica o dia inteiro atoa na internet, mas tenho muito orgulho em dizer que só consegui realizar meus maiores sonhos, incluindo publicar um romance, graças ao Depois Dos Quinze. Então acho que minha profissão oficial ainda é blogueira de comportamento, pois o que eu gosto mesmo de fazer é contar histórias. Seja em uma página na internet, para uma amiga no restaurante ou em um livro com 200 páginas.

Quais são os autores que te inspiram na hora de escrever?
Gosto do John Green e da Paula Pimenta, suas histórias são envolventes e sempre nos ensinam alguma coisa sobre a vida. Também costumo ler crônicas da Martha Medeiros e da Tati Bernardi. Esses autores me fazem querer terminar seus livros logo para poder ligar o computador e escrever também. Adoro!

E quem não conseguir ir até a Bienal do Rio, Bruna Vieira fará o lançamento de De Volta aos Quinze no dia 19 de setembro, às 18h, no shopping Pátio Paulista, em São Paulo.

Texto em blog rende a autor contrato em Hollywood

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Em 31 de agosto de 2011, James Erwin, um americano de Iowa e escritor de livros técnicos e manuais de tecnologia, resolveu aproveitar o seu intervalo de almoço para responder a uma pergunta postada por um usuário do Reddit, um misto de rede social e blog colaborativo no qual usuários divulgam conteúdos diversos, enquanto outros podem votar favoravelmente ou contra o conteúdo compartilhado.

Bruno Garcez, na BBC

Em poucas horas, história de Erwin atraiu milhares de comentários e convite de Hollywood

Em poucas horas, história de Erwin atraiu milhares de comentários e convite de Hollywood

Erwin, que já havia escrito uma enciclopédia sobre o Império Romano, respondeu a uma pergunta em que um usuário indagava se um batalhão de marines dos Estados Unidos que viajasse no tempo seria capaz de destruir todo o Império Romano.

A série de pequenas histórias assinadas por Erwin, intitulada Rome Sweet Rome, um relato detalhado da missão americana após sua viagem no tempo, em poucas horas havia sido avaliada favoravelmente por milhares de usuários do Reddit.

Passadas mais algumas horas, ele foi contactado por empresários de Hollywood para transformar seu post em um roteiro de cinema, um desfecho tão inusitado quanto a premissa da história assinada por ele.

“Não escrevi pensando em Hollywood. Quando criei a história, pensei: ‘bem, vou escrever isso aqui para outros nerds. E depois volto para o trabalho’. E foi assim que aconteceu.”

“Mas algumas horas depois, percebi que a coisa estava ficando extremamente popular. A cada nova postagem, era um verdadeiro frenesi. Dias mais tarde, um dos produtores de 300 de Esparta entrou em contato com meu empresário e disse: ‘Eu quero trabalhar com esse cara’.”

Trama de autor imagina viagem no tempo de marines americanos e combate contra Império Romano

Trama de autor imagina viagem no tempo de marines americanos e combate contra Império Romano

Um mês depois, Erwin havia assinado um acordo com a Warner Bros. para transformar sua história em um roteiro de longa-metragem.

De lá para cá, o projeto evoluiu bastante. No ano passado, ele deu início ao segundo tratamento do roteiro. Mas agora com a colaboração de um outro roteirista.

Para muitos dos “outros nerds” que inicialmente saudaram o feito de Erwin, a evolução do processo mostrou que Hollywood acabou levando a melhor.

‘Você se vendeu’

“Sempre haverá alguém apontando o dedo e dizendo que você se vendeu. Mas quando se trabalha em uma empreitada desse porte, com orçamentos de milhões de dólares, ao lado de um grande grupo de profissionais experientes, apaixonados e cheio de ideias fortes, sempre haverá a necessidade de se fazer concessões.”

“Um filme é muito mais do que um cara escrevendo em uma mesa, com pleno controle de tudo. Se você pretende fazer um filme, você terá de colaborar com outros.”

Agora, além do longa metragem, o autor também está escrevendo um livro. “Será uma obra de ficção científica, que falará de como coisas que estamos começando a ver hoje em dia, como inteligência artificial e viagens espaciais, também transformarão a nós mesmos”, comenta.

Mais uma vez, Erwin pretende se valer dos recursos da Internet para impulsionar as suas chances de mercado.

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Os dias em que um único artista conseguia capturar a atenção de uma nação inteira, como Elvis, Michael Jackson ou Stephen King, estão encerrados. Surgirão cada vez mais canais, diferentes audiências e diferentes formas de alcançá-las”
James Erwin

“Nos próximos meses, eu pretendo financiar o livro por meio do Kickstarter”, afirma, em referência à empresa criada em 2009 que utiliza doações em seu site para financiar projetos artísticos diferentes, que vão desde filmes ou obas musicais, até projetos jornalísticos e video games.

Erwin acredita que empreitadas como a dele em breve se tornarão rotineiras. “Creio que a minha história será a primeira de muitas. Recentemente soube de algumas pessoas conseguirem se lançar como autores de livros a partir de histórias que escreveram no Reddit.”

“Os estúdios tradicionais e as editores nunca irão desaparecer, porque eles contam com grande expertise. Mas os computadores põem muito poder nas mãos de um criador individual. Estamos vendo o surgimento de um verdadeiro efeito de rede. No futuro, os caminhos do crowdsourcing e os da mídia tradicional irão se misturar mais e mais”, comenta, em referência ao modelo de produção em rede que usa ações de voluntários na Internet para criar conteúdo, financiar projetos ou desenvolver novas tecnologias.

O processo criativo, diz ele, será profundamente afetado por esses novos modelos, que farão com que os artistas do futuro tenham um perfil radicalmente diferente dos ídolos do passado.

“Acredito que os dias em que um único artista conseguia capturar a atenção de uma nação inteira, como Elvis, Michael Jackson ou Stephen King, estão encerrados. Vamos ver o surgimento de cada vez mais canais, de diferentes audiências e de diferentes formas de alcançá-las”, afirma.

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