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Lya Luft lança novo livro que mescla ensaio, romance e ficção

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“Toda escrita é um desafio, mas pra mim é prazeroso", diz Lya Luft Foto: Divulgação

“Toda escrita é um desafio, mas pra mim é prazeroso”, diz Lya Luft
Foto: Divulgação

 

Em ‘A Casa Inventada’, a escritora gaúcha trata de fatos corriqueiros do cotidiano humano

Publicado no JCOnline

Era uma casa muito inventada essa de Lya Luft. Tinha teto, chão e paredes, mas os cômodos possuíam funções que vão muito além das utilitárias. A porta de entrada serve também para observar; o espelho para enxergar seu alter ego; a sala de estar é palco das alegrias e intrigas familiares, onde os não ditos às vezes revelam muitas coisas; o quarto das crianças representa as descobertas da infância e aquelas perguntas que deixam os adultos sem respostas; no porão, ficam guardas as dores das perdas, mortes e doenças; no pátio, a lucidez e a cotidianidade da vida tentam prevalecer; enquanto no jardim, último local por onde o visitante leitor passa, a morte deixa todos mais reflexivos. Ilusão ou soma de muitas experiências vividas?

A própria autora não se importa muito com a resposta a esta pergunta. Assim como em seus livros anteriores, a autora gaúcha tece reflexões sobre acontecimentos corriqueiros em A Casa Inventada, recém-lançado pela Record (112 páginas, R$ 29,90).
A obra é uma mescla de diversos gêneros literários, como romance, autobiografia, ensaio e até ficção surrealista. “Muitas coisas são fragmentos de lembranças trabalhados pela fantasia”, conta Lya, em entrevista por e-mail.

“Toda escrita é um desafio, mas pra mim é prazeroso. A maior parte do que escrevo é invenção, com pequenas doses de memória elaboradas pela imaginação. A realidade é uma sombra.” Conhecida por traçar muitas analogias em seus escritos, a sua casa inventada é, acima de tudo, uma grande metáfora da vida. Nela quase tudo se passa, desde as primeiras descobertas infantis às maiores perdas adultas, e questões existenciais são abordadas de maneira fluída através da vida da protagonista, uma menina sem nome, ao não ser por aquele dado pela sua amiga imaginária Pandora, outra protagonista da história.

A escolha de não nomear personagem é bastante coerente com as temáticas tratadas ao longo dos capítulos, já que são assuntos que abrangem o cotidiano de todos. “(…) o bom da vida são os desafios, o não entendido, e por favor – como já escrevi há muitos anos – não queiram me prender no alfinete da interpretação”, ela avisa na introdução. Cada capítulo – A Porta de Espiar, O Espelho de Pandora, A Sala da Família (e o biombo do silêncio), O Quarto das Crianças, O Porão das Aflições, O Pátio Cotidiano e O Jardim dos Deuses – é precedido de um poema, uma uma constante da vida e obra de Lya Luft.

Apesar dela não lançar um volume de poesias há alguns anos, sempre integra alguns versos em seus ensaios e romances. “Nunca parei de escrever poesia e gosto de abrir os capítulos com um poema, às vezes feito na hora, como um tipo de introdução para o leitor”, pontua.

VIDA E PERDAS

Nascida na cidade gaúcha de Santa Cruz do Sul, em 1938, Lya completou no último mês de setembro 79 anos e vem se dedicando à literatura há mais de 50. Formada em Pedagogia e em Letras Anglo-Germânicas, ela começou a carreira traduzindo antes de publicar. Em 1964, quando tinha 24 anos, escreveu o Canções do Limiar, livro de poemas, e 16 anos depois publicou seu primeiro romance, As Parceiras. Um de seus livros mais famosos data, entretanto, de 2003.

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Em Perdas e Ganhos, ela discorre sobre a passagem do tempo, o envelhecimento e a morte. Esta última, infelizmente, ultrapassou as páginas de seus livros e marcou alguns momentos de sua vida. Aos 49 anos, se viu viúva de seu segundo esposo e, aos 57, perdeu Celso Pedro Luft, seu primeiro marido e pai de seus três filhos, com quem tinha voltado a se relacionar. O amor conjugal voltou na vida da escritora há alguns anos quando ela conheceu o engenheiro e também autor Vicente Britto Pereira. Mas no início deste mês, ela perdeu seu filho André, vítima de um infarto.

“Acho que a vida tem mais valor se reconhecemos e admitimos tristezas e lutas, sem deixar de curtir as alegrias. Ou ficamos fúteis e infelizes”, analisa. Sobre estar completando mais de 55 anos de carreira, Lya ainda se identifica como fascinada pelo mundo e pelas pessoas. “Não tenho mais a pressa e agilidade da juventude, mas não perdi o gosto de viver e o assombro diante das coisas e do mundo. Atualmente, estou numa fase muito sombria em que procuro me isolar, pois acabo de perder tragicamente um de meus filhos. Mas não conheço revolta nem amargura: ele entrou no Mistério.”

Leia um trecho do livro:

“Os fios mais complicados, da trama maior e mais apertada – que pode ser rede de salvação, balanço de alegria tela de prisão –, são aqueles urdidos na família: onde tudo é mais complexo, mais obscuro, mais terno, mais amoroso, e às vezes mais cruel.
Onde mais nos sentimos abrigados ou julgados. Onde mais se comentem amores e injustiças. Onde os cuidados estendem braços amorosos, e o ciúme espreita sob pálpebras apertadas. Onde somos mais acompanhados, e mais sozinhos. Salvos ou condenados, euforia ou danação: família.

E a sala da família é o aposento que, como um arquiteto que mostra seu projeto, eu desenrolo agora: cenário de papel com muitos desenhos, móveis, quadros, tapetes, pessoas. A mesa de jantar. Na frente ela mais um grande espelho, que estranhamente tem um vago tom de rosa antigo.

Pandora não quer se revelar ali: ela acha, ao contrário de mim, que numa família só se desenrolam farsas. Mas eu sei que não.
– Deixa de ser cínica, Pandora.
Ela faz uma careta:
– Com família a gente só tem dois caminhos, amiga: cinismo ou ingenuidade. Você foi criada para acreditar em tudo. – E começou a desfiar, contando nos dedos: – Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Cegonha…
Ela gosta de me humilhar? Mas, se ela é meu reflexo, sou eu mesma que me humilho. Nem sempre concordo com ela.”

Hebe, A Biografia, está entre os 10 livros mais vendidos do Brasil

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O livro que conta a vida e a obra de uma das maiores divas da TV brasileira está entre os 10 mais vendidos das livrarias

Publicado no A Crítica

Durante o ano e meio em que se dedicou ao livro, Artur Xexeo conviveu com alguns dos parentes de Hebe, entrevistou seus amigos e gente que trabalhou com ela e mergulhou nos arquivos de sua trajetória. O resultado é um texto incrível, que convida o leitor a fazer parte dessa história, como se estivesse sentado em sua poltrona. Hebe abriu caminhos, foi precursora, apresentou o talk show o Mundo é das Mulheres em uma época em que isso era realmente quebrar padrões. Durante o relato sobre a vida e a obra da diva, é possível também conhecer bastidores e principais personagens que fizeram parte da TV brasileira. O livro foi o primeiro passo de um projeto maior, a Plataforma Cultural Hebe Forever, que terá um musical com estreia prevista para outubro deste ano e ainda, até 2018, exposição com acervo pessoal de Hebe, minissérie para TV, filme, documentário, livro fotográfico, entre outros. Os projetos da plataforma estão em fase de captação de recursos e já tem como principais parceiros Prossegur, EMS, Zurich Seguros, Sony Music, AGP Blindagens, Ibar Refratários, Rio Quente Resorts, Tintas Lukscolor e Global Participações.

O livro de Artur Xexeo e que conta a trajetória de vida e obra de uma das maiores divas da TV brasileira / Divulgação

O livro de Artur Xexeo e que conta a trajetória de vida e obra de uma das maiores divas da TV brasileira / Divulgação

Sobre o autor

Carioca, 65 anos, formado em Comunicação Social, Artur Xexéo é jornalista há quarenta anos. Nesse período, trabalhou nas redações do Jornal do Brasil, do Globo e das revistas Veja e IstoÉ. Autor da biografia Janete Clair: A usineira de sonhos e do livro de crônicas O torcedor acidental, é comentarista da Globo News e da Rádio CBN e colunista do jornal O Globo. Autor teatral, escreveu os musicais Nós sempre teremos Paris e Cartola: O mundo é um moinho. Foi roteirista dos seriados Pé na cova e Sexo e as Negas, da Rede Globo. E espectador a vida inteira dos programas da Hebe Camargo.

Sobre a Plataforma Cultural

Liderado por Cláudio Pessutti, o projeto iniciado com a biografia de Hebe e que segue com o Musical terá ainda diversos eventos culturais, que serão lançados em 2017 e 2018, como a EXPOSIÇÃO com todo o acervo da apresentadora, como roupas e joias, e um FILME, que será desmembrado em uma MINISSÉRIE para TV e um DOCUMENTÁRIO. O anúncio dos próximos passos será realizado em breve, bem como as parcerias de peso que cada produto terá.

De desempregada a bilionária: conheça a história da autora da saga Harry Potter

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Ben Pruchnie/Getty Images

J. K. Rowling tem uma fortuna estimada pela Forbes em US$ 1 bilhão

Livia Maria, no Administradores

O ano era 1990 e Joanne Rowling estava em um trem, viajando entre a cidade inglesa de Manchester e a capital Londres, exatamente para a estação ferroviária de King’s Cross. Durante o trajeto de quatro horas, as ideias sobre a história de um jovem bruxo de cabelos negros, óculos redondos e sobrenome Potter tomaram sua atenção. Ela começou a rabiscar o que se tornaria a saga literária infanto-juvenil com adaptação para o cinema mais lucrativa da história.

Nos quatro anos seguintes, Rowling elaborou uma complexa história envolvendo criaturas mágicas, mitologias, mas principalmente histórias de amizade e amor. A hoje riquíssima e reconhecida autora, entretanto, não percorreu um caminho fácil até a publicação do seu primeiro “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, exatamente há 17 anos. No fim de 1994, Joanne era uma mãe solteira que morava em Edimburgo, na Escócia, dependia do seguro-desemprego concedido pelo governo britânico e não via nenhuma perspectiva financeira. Seus dias eram dedicados aos afazeres domésticos e cuidados com a filha recém-nascida, que quando dormia era arrastada pela mãe em um carrinho para o café mais próximo, onde Rowling se dedicava por horas e horas às aventuras e dramas de Harry Potter – muitos dos quais refletiam momentos específicos da sua vida igualmente bagunçada.

Com o manuscrito em mãos, Joanne o enviou para um agente literatário, que o devolveu com uma educada carta de recusa. Sorte de Christopher Little, que acreditou no potencial da autora e ofereceu o manuscrito à editora Bloomsbury, que sugeriu o uso de iniciais em vez do nome da autora, por acreditar que os garotos teriam preconceito com uma autora mulher. Harry Potter chegaria às livrarias inglesas em 26 de junho de 1997, sob autoria de J. K. Rowling.

Com o adiantamento recebido da editora, J. K. Rowling, que dava aulas de francês para se sustentar, pode enfim se dedicar exclusivamente à literatura. Hoje, todos seus livros viraram best-sellers, com mais de 600 milhões de cópias vendidas e traduzidos para 68 idiomas em mais de 200 países.

O sucesso dos seus livros a transformou de desempregada e bilionária, em 2004. Sua fortuna era estimada pela Forbes em 1 bilhão de dólares, colocando-a financeiramente a frente até da Rainha Elizabeth II, que tinha uma fortuna pessoal estimada em 660 milhões de dólares. Além do dinheiro que ganha com os livros, Rowling ainda recebe royalties pela venda dos diversos produtos baseados na franchising criada pelo igual sucesso da série no cinema.

Apesar de bilionária, ela não perdeu seu ar pacato e simples, sendo que uma de suas primeiras extravagâncias foi a compra de uma mansão do século XIX, na Escócia. Hoje, Rowling dedica-se à ajuda de causas humanitárias, escrita de novas histórias, à criação dos filhos e ao casamento com o médico Neil Murray.

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