Diário da Maisa

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Livros e crianças pequenas: três recados da ciência para os pais

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Foto: Gilson Teixeira/Secap

Foto: Gilson Teixeira/Secap

 

Estudos colecionam várias evidências de que a leitura é um poderoso estimulante do desenvolvimento

Publicado no 180Graus

Pare e pense por um minuto: nas últimas semanas, quantas vezes você leu uma história para seu filho pequeno e quantas vezes você optou por colocar um vídeo em DVD ou na internet para eles? Se a segunda opção tem sido mais frequente por aí, a ciência tem bons motivos para você considerar uma mudança de hábito.

Há pelo menos duas décadas, borbulham evidências de que a leitura é um poderoso estimulante do desenvolvimento infantil, principalmente nos primeiros anos de vida, quando a criança não sabe ler e precisa da ajuda dos pais. Recentemente, três pesquisas sobre o tema reforçam achados mais antigos da ciência.

A primeira delas, publicada na revista americana Pediatrics, uma referência em saúde e desenvolvimento infantil, mostrou pela primeira vez que quando uma criança ouve uma história a partir de um livro, ela ativa uma parte do cérebro (hemisfério esquerdo) voltada à integração multissensorial, que integra som, estimulação visual e apreensão de sentido. Isso significa que com a leitura em voz alta realizada por um adulto ela consegue “enxergar” a história dentro de suas cabeças e entende-la, mesmo sem ler ou ver figuras.

Pode parecer óbvio, mas esta é uma habilidade essencial para que no futuro a criança possa compreender a leitura de livros sem imagens, por exemplo. Crianças que não ouvem muitas histórias na infância ou não têm contato com livros podem ter dificuldades com esta atividade no futuro. Ainda que alguns programas ofereçam conteúdo educativo, nenhuma animação ou desenho poderá substituir o impacto positivo no cérebro da criança causado pela leitura em voz alta realizada por um adulto.

Outra pesquisa recente, esta publicada no periódico JAMA Pediatrics, analisou o impacto de brinquedos tradicionais versus eletrônicos na comunicação entre pais e bebês. Isso porque a forma de comunicação dos pais com seus filhos desde o nascimento é fundamental para o desenvolvimento da linguagem deles. Quanto mais os pais conversam com os pequenos – e na medida em que esta conversa é de qualidade, maior será a capacidade da criança de se comunicar.

O que o estudo aponta é que brinquedos eletrônicos tendem a prejudicar a comunicação entre pais e filhos. Quando brincam estes brinquedos, eles se comunicam menos e com menos qualidade. Nesta mesma investigação, os pesquisadores descobriram que os livros são os brinquedos que mais estimulam a conversa: com eles, os pais falaram mais palavras, utilizaram um vocabulário mais rico e responderam mais aos balbucios dos bebês do que com qualquer outro tipo de brinquedo. Os bebês também vocalizaram mais quando brincavam com livros.

Por fim, uma outra pesquisa, esta coordenada pela Universidade de Nova York e pelo Instituto Alfa e Beto aqui no Brasil, descobriu avaliando um programa de leitura desenvolvido com famílias de baixa renda de Boa Vista, que as crianças cujos pais leem para elas em voz alta tendem a ter menos problemas comportamentais e a sofrer menos punições físicas em casa, indícios de que a leitura fortalece as relações familiares. Além disso, elas tiveram um incremento significativo de 14% na memória de trabalho, que a capacidade de armazenar e manipular informações necessárias para a realização de tarefas complexas.

O recado destes três estudos é simples: ler desde o início da vida faz a diferença na vida escolar das crianças; sempre que possível troque o brinquedo eletrônico ou a televisão por um livro; ler ajuda na escola, mas também em casa, estreitando laços afetivos.

E então, qual vai ser a história de hoje?

(Com informações da VEJA.com)

Alunos fazem emocionante surpresa para professor em último dia de aula

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O que você faria para agradecer alguém? Alunos de uma escola de São Paulo fizeram uma linda surpresa para professor em seu último dia de aula.

Vicente Carvalho, no Razões para Acreditar

Você lembra de algum educador que marcou sua vida escolar? Todos nós temos pessoas que marcaram nossa vida na escola, seja pela forma de ensinar os alunos de alguma forma particular, empática ou simplesmente por mostrarem que se importam com eles, e alunos da Escola Estadual Almirante Custódio José de Mello resolveram agradecer e fizeram uma surpresa para professor em seu último dia de aula – depois disso ele se aposentaria.

Lembro que tive alguns grandes professores em minha vida que me marcaram profundamente, uma professor de Física chamada Wanda, me ajudou a gostar da disciplina ao ponto de ficar encantado com a fórmula de Fahrenheit, ou ainda uma professora de matemática, que eu adorava e por isso amava os cálculos gigantescos que fazíamos. Ou ainda a professora de História que fez com que eu me encantasse em descobrir e pesquisar tudo que aconteceu, e assim entendesse um pouco mais da nossa atualidade.

Quem publicou foi a fanpage “Que História é Essa?”, focada em “História e Ensino de História de uma forma problematizadora :)”.

‘Tranquilo’, diz aluno do RS aprovado em 11 vestibulares de medicina

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Vitor José da Silva Classmann, 18 anos, é natural de São Martinho, no RS.
Além do Rio Grande do Sul, ele foi aprovado em Santa Catarina e Paraná.

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Publicado em G1

Um estudante de São Martinho, no Noroeste do Rio Grande do Sul, passou em 11 vestibulares para o curso de medicina, um dos mais disputados do país. Desde o final de 2014, quando concluiu o ensino médio, Vitor José da Silva Classmann, 18 anos, já prestou 15 concursos e chegou a ficar em dúvida sobre onde iria estudar.

Apesar de ter sido aprovado nas universidades federais do Paraná e de Santa Catarina, a opção foi pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), para ficar mais perto da família. Questionado sobre o segredo do sucesso, ele afirmou que não via o ingresso na universidade como uma meta principal e, por isso, enfrentou as seleções com tranquilidade.

“O vestibular não era o meu objetivo, era apenas um processo para poder passar, para que eu conquistasse o que eu quero depois. Então, assim foi muito mais tranquilo, mais fácil passar pelo vestibular enxergando ele apenas como se ele fosse necessário”, diz Vitor.

A mãe do estudante, Sueli da Silva Classmann, ficou em São Martinho enquanto ele fazia cursinho pré-vestibular em Porto Alegre. “Fez por merecer, não só neste último ano, mas como em todo vida escolar dele”, celebrou.

Quer um ano sossegado na escola? Professores contam como

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Ano novo, vida escolar nova: planeje sua rotina de estudos

Ano novo, vida escolar nova: planeje sua rotina de estudos

Publicado em UOL Educação

Aproveite o começo do ano para implantar uma nova rotina de estudos. Planeje, revise, treine. Parece papo de professor? É mesmo. São conselhos de profissionais que, ano após ano, veem seus alunos ficarem desesperados com os períodos de prova.

Para começar, é preciso acabar com a mania de deixar tudo para a última hora. Essa é a opinião de Marco Antônio Barbosa, coordenador pedagógico do Colégio Magnum, de Belo Horizonte. “O jovem, normalmente, tende a resolver só quando aperta. A orientação tem que ser exatamente para romper esse ciclo”, afirma.

Com base na programação de aulas dadas, planeje sua rotina. Estipule quantas horas diárias vai-se dedicar para revisar os conteúdos e tente sempre segui-las à risca. “Depois de quinze dias sempre é mais difícil lembrar a matéria. Por isso é importante revisar todos os dias”, diz Barbosa.

Carla Litrenta Todaro, professora do 5º ano da Escola Internacional de Alphaville (SP), orienta que os estudantes devem também aproveitar ao máximo o momento da aula, prestando atenção no professor e deixando as conversas de lado: “Assim, o aluno já economiza tempo de estudo em casa.”

Acostume-se a fazer anotações das aulas. Elas podem se tornar um guia de estudos na hora das revisões. “Tem aluno que aprende mais por meio das imagens e outros pelas notas”, lembra Barbosa. Por isso, abuse também de esquemas. Em casa, faça exercícios para fixação e antecipe as próximas aulas, lendo sobre o tema que será abordado.

Outra boa maneira de estudar é ensinando. “Quando você está ensinando alguma coisa que você sabe, está organizando todo o seu pensamento e raciocínio, e é uma forma de revisão”, lembra Carla. Por isso, participe de algum grupo de estudo.

Para relaxar, realize atividades extracurriculares, como aulas de música, esportes ou voluntariado, e não deixe de descansar. “Ter boas horas de sono é fundamental. As pesquisas já garantem que sua memória vai trabalhar muito melhor quando você está bem descansado”, diz a professora Carla, de Alphaville.

ONG lança campanha para envolver pais na educação das crianças

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“Eles não vão garantir ensino de qualidade, mas podem colaborar criando ambiente favorável à aprendizagem”, diz idealizador do projeto
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Publicado em Veja

A ONG Todos pela Educação lançou nesta terça-feira a campanha Somos Todos Educadores, que pretende engajar a sociedade, especialmente os pais, na vida escolar de seus filhos. Baseado em cinco “atitudes” (leia mais ao lado), o movimento quer chamar a atenção para a influência da família no desempenho dos estudantes.

“Pais não vão garantir um ensino de qualidade, mas podem colaborar criando um ambiente favorável à aprendizagem. Incentivar os estudos é o melhor caminho de ajudar uma criança”, explica Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna e um dos conselheiros do projeto.

A campanha se apoia em pesquisa com pais e estudantes nas cinco regiões do país que foram analisadas por especialistas de diversas áreas. Em seguinda, foram elaborados os cinco pontos da campanha.

“Pesquisas do Ibope de 2006 apontavam a educação como a sétima prioridade dos brasileiros. Em 2013, o tema passou para o segundo lugar, mostrando que as pessoas estão cada vez mais atentas a essa discussão e cobrando mais qualidade das escolas”, afirmou o publicitário e empresário Nizan Guanaes, fundador do Grupo ABC, e responsável pela comunicação da campanha.

Entre as ações sugeridas às famílias está o inventivo à leitura, a organização de um espaço de estudos em casa, e o acompanhamento das notas pelos pais. “Ir às reuniões na escola não significa participação efetiva, muito menos fazer o dever de casa para o filho. Abrir espaço para conversas sobre a escola e cobrar mais dedicação são atitudes que surtem mais efeitos positivos”, aponta Mozart.

A campanha será desenvolvida inicialmente em escolas públicas, que vão receber material de apoio para coordenadores pedagógicos, com sugestões de atividades que podem ajudar a melhorar a participação da família e com textos feitos pelos escritores Ana Maria Machado, Ricardo Azevedo e Walcyr Carrasco, entre outros.

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