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Para ler nas férias ou presentear: 9 livros que contam a história de superação de esportistas

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Carolina Abrantes,no WebRun

Final de ano, férias, nada melhor do que uma boa leitura para relaxar e inspirar encarar desafios seja da vida ou do esporte. Nós fizemos a nossa lista de 9 livros que cumprem bem esse papel e contam a história de grandes atletas mundiais. Confira:

Usain Bolt, 2013

O livro traz a história de vida do homem mais rápido do mundo e a descrição do que ele pensa quando está correndo cada segundo da sua corrida que costuma durar no máximo 10. ‘Mais rápido que um raio’, primeira autobiografia de Bolt, revela sua trajetória e o que pouca gente sabe, como o início da carreira onde quase desistiu por causa das insuportáveis dores nas costas e o acidente de carro que quase acabou de vez com ele em 2009, quando já era o mais famoso esportista do planeta.

Laura Hillenbrand, 2010

Quando o assunto é história de superação de um atleta, Invencível é um clássico. O livro traz a história de Louis Zamperini, um americano com raízes italianas que tinha tudo para ser um dos grandes corredores de sua época. Ele já havia participado da Olimpíada de Berlim 1936 antes de se alistar para a II Guerra Mundial, e tinha o desejo de conquistar uma medalha nos Jogos seguintes, até que precisou deixar o esporte de lado e tornar-se um artilheiro da Força Aérea Americana.

Gustavo Kuerten, 2014

Em 1997 aconteceu a maior virada da vida de Gustavo Kuerten: o torneio de Roland Garros. O desconhecido tenista, cabeludo e boa-praça abalou as tradições do esporte refinado e entrou para história do tênis mundial e brasileiro. Nesta autobiografia, Guga que cativou o coração dos brasileiros, com seu estilo modesto e o divertido, conta as passagens mais marcantes de sua vida. Ele fala de suas memórias da infância e adolescência, o que o levou a superar a descrença em si mesmo e o ajudou a enfrentar nos adversários mais temidos na época.

– Lionel Froissart, 2014

Há várias biografias publicadas sobre Senna, porém está é tida como uma das melhores, já que Froissart teve acesso a diversos arquivos e documentos da família do tricampeão de Fórmula 1. Considerado hoje um dos maiores pilotos de todos os tempos, Ayrton Senna era, no entanto, um ilustre desconhecido até a largada do Grand Prix de Mônaco de 1984. Enquanto o principado está sob um dilúvio e a maior parte dos pilotos perde o controle do carro, o jovem brasileiro causa sensação no volante de um Fórmula 1 de segunda classe e tem uma performance impressionante, que o leva à dianteira da corrida e a ameaçar o campeão AlainProst. Esse dia marca o início da lenda que se escreveu durante os dez anos seguintes.

Carol Barcellos, 2016

Fazer uma ultramaratona no deserto do Atacama, subir em árvores de 100 metros de altura, entrar em cavernas profundas no interior da China e correr no Polo Norte. A partir da vivência dessas aventuras, a jornalista e apresentadora de TV Carol Barcellos conta como aprendeu a superar o medo e ultrapassar os limites. Como nunca foi atleta, ela explica o que é preciso para sair da zona de conforto e encarar os desafios – no esporte, no trabalho, em todos os momentos da vida. O livro traz uma mensagem de incentivo e de coragem para todos.

Haruki Murakami, Cássio de Arantes Leite 2010

A corrida entrou na vida de Haruki Murakami ao mesmo tempo em que o japonês decidiu se dedicar à escrita em 1982. Um ano depois, ele já correu o trajeto entre Atenas e a cidade de Maratona, na Grécia, e o esporte não saiu mais de seu caminho. Neste livro ele detalha sua rotina de treinos fazendo 10k diários e 6 vezes por semana. E como correr longas distâncias é difícil e por isso não é para qualquer um. Não só o fator físico aparece, mas é uma constante batalha psicológica.

Bernardinho, 2010

Um dos técnicos com mais títulos do mundo, a autobiografia do treinador de vôlei traz diversas facetas desconhecidas do treinador, como sua formação na faculdade e como ele se via na época que jogava. Bernardinho, conta sua trajetória mostrando que a essência da transformação para o sucesso é a junção de talento e trabalho.

– Blaza Popovic, 2013

O livro traz a história de um dos melhores tenistas do mundo, que viveu uma infância cercada por guerras e conflitos étnicos e chegou ao topo do esporte. A trajetória de Djokovic inspira atletas a buscarem seus sonhos, mostrando desde a infância, quando o servo segurou uma raquete pela primeira vez, passando pela adolescência, com a participação nos primeiros torneios internacionais, até a sai ascensão e permanência no topo do ranking mundial do tênis.

Kelly Slater, 2004

O garoto de ouro americano que dominou o esporte nos anos 90 conta sua receita para se tornar o maior surfista de todos os tempos. Contando sua vida desde criança, explica os vários trabalhos de sua carreira e os altos e baixos do lado afetivo. Homenageia grandes amigos que perderam a vida no surfe de ondas grandes e narra como é o Circuito Mundial, das fofocas com celebridades e do assédio das fãs à loucura das competições, contando histórias de bastidores de surfistas famosos, como Tom Curren, Tom Carroll, Gary Elkerton, entre outros.

15 livros recomendados por visionários da tecnologia

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Tissiani Vicentin, no TecMundo

Livros podem conter um conteúdo tão rico que são usados como uma espécie de manual para a vida. E, especialmente no mundo do empreendedorismo, esse artefato é ainda mais utilizado para guiar caminhos e mudar suas visões de mundo. Bilionários da tecnologia como Jeff Bezos, Elon Musk e Bill Gates, por exemplo, não são apenas empresários de sucesso, mas também grandes entusiastas da literatura.

Ao longo dos anos, essas três personalidades chegaram a divulgar uma lista com as leituras que mais os influenciaram no quesito gerenciamento de negócios e até mesmo os ajudaram a mudar algumas abordagens quando o assunto era inovação.

Quer saber os livros que mais chamaram a atenção desses três visionários? O site Business Insider separou uma lista com os mais interessantes. A seleção inclui uma porção de títulos de empreendedorismo, mas também há outros itens que podem ser lidos por qualquer um. A lista, você confere a seguir (spoiler: fãs de Douglas Adams, “O Guia do Mochileiro das Galáxias” está aí no meio!).

Os queridinhos de Jeff Bezos

1. “Os Vestígios do Dia”, de Kazuo Ishiguro (Companhia das Letras)

O nipo-britânico e prêmio Nobel de Literatura de 2017, Kazuo Ishiguro, entrou para a lista dos livros recomendados por Bezos. O romance de 1989 narra a história do mordomo Steven, que serviu por três décadas à mansão Darlington Hall na época da guerra e no pós-guerra. O livro não apenas conta a viagem que Steven faz pela Inglaterra em busca da ex-governanta da casa, a quem ele quer devolver o emprego, mas também mostra uma reflexão do personagem sobre o papel dos mordomos na história britânica. O livro foi adaptado para um filme estrelado por Anthony Hopkins e Emma Thompson e nomeado para oito Oscares na época.

2. “Sam Walton, Made in America”, de Sam Walton (Bantam Books)

Sam Walton pertence a uma das famílias mais ricas do mundo. O executivo foi fundador do Walmart e construiu um patrimônio familiar que, hoje, chega aos US$ 100 bilhões — se somados os valores de seus herdeiros. Ironicamente (ou não), o livro está na lista de Bezos e conta a trajetória do bilionário no comando da gigante do varejo — hoje uma das principais concorrentes da Amazon. Nas palavras de Walton, o livro é sobre “o risco e o trabalho árduo, sobre a certeza de onde se quer chegar e sobre a disposição de fazer o que é necessário para chegar lá. É uma história que fala sobre acreditar em uma ideia mesmo quando outras pessoas não acreditam (…)”, descreve. Em seus capítulos, o livro engloba itens essenciais para um bom empreendedor, como “Recrutando uma equipe”, “Construindo parcerias”, “Criando uma cultura”, “Fazendo o primeiro cliente”, “Conhecendo a concorrência”, entre outros.

3. “Memos From The Chairman”, de Alan Greenberg (Sybex)

Alan Greenberg chegou ao topo da carreira quando foi chairman do Comitê Executivo da The Bear Stearns Companies. Foi nessa mesma empresa que ele começou sua carreira como técnico e foi crescendo pouco a pouco. Logo se tornou CEO do banco de investimentos, que foi vendido posteriormente à JP Morgan. O executivo, também conhecido filantropista, ficou conhecido por seus memorandos peculiares e sábios. O livro aborda exatamente essa sua filosofia única e simples de gestão, um manual para os empreendedores que querem ser bem-sucedidos. Algumas das valiosas dicas englobam: tomar decisões com base no senso comum, evitar a mentalidade de rebanho, controlar despesas de forma implacável, ser humilde e nunca acreditar que o seu odor corporal é perfume (sério, mesmo!).

4. “Built to Last”, de Jim Collins (HarperCollins)

Jim Collins é o autor por trás desse livro. O executivo é conhecido no mundo dos negócios por suas lições de empreendedorismo. No “Built to Last”, Collins aponta 18 empresas verdadeiramente de sucesso (com base em um estudo realizado durante seis anos na Faculdade de Negócios de Stanford). As companhias escolhidas têm, em média, 100 anos de idade — o que mostra que elas conseguiram vencer nas adversidades e, especialmente, no mercado de ações. O livro, no geral, aponta o que torna essas empresas tão diferentes das outras.

5. “A lógica do Cisne Negro”, de Nassim Taleb (Best Seller)

Nassim Taleb, autor deste best-seller, aponta coincidências (ou não) da aleatoriedade. Por exemplo: o que o sucesso do Google e o 11 de setembro têm em comum? Como a sorte, a incerteza e a probabilidade podem influenciar nos grandes acontecimentos pelos quais podemos passar ao longo da vida? E, o mais importante, Taleb ensina os leitores a tirar proveito das adversidades.

Os queridinhos de Bill Gates

6. “Os Anjos Bons da Nossa Natureza”, de Steven Pinker (Companhia das Letras)

De acordo com o The New York Times, esse é um livro “essencial para todos aqueles que se interessam pela natureza humana”. Escrito por Steven Pinker, o livro aponta como a violência diminuiu ao longo dos anos, apesar de o noticiário não indicar que o cenário mudou muito ao longo dos anos (cheio de ataques terroristas, crimes e guerra). Ao longo do texto, ele tenta esclarecer por que podemos estar no momento mais pacífico da existência humana.

7. “The Man Who Fed the World”, de Leon Hesser (Lightning Source)

Leon Hesser narra a trajetória do biólogo Norman Borlaug, também conhecido como o homem que alimentou o mundo (e que acabou ganhando o Nobel da Paz). Borlaug dedicou sua vida ao que ele achava ser um dos maiores problemas da humanidade: a fome. Se ela fosse tratada, ele acreditava que a paz no mundo poderia ser alcançada — a erradicação da fome não era a solução, mas sim fator essencial. Assim, Borlaug criou a chamada Revolução Verde, o que deu a ele o status de “pai da agricultura moderna”.

“Ele fez provavelmente mais do que muitos, mas é conhecido por menos gente do que qualquer outra pessoa que tenha feito tanto quanto ele (…). Tornou o mundo melhor”, disse o amigo Ed Runge, que trabalhou ao lado de Borlaug durante sua passagem pela Universidade do Texas.

8. “A Questão Vital – Por que a vida é como é?”, de Nick Lane (Rocco)

O premiado bioquímico Nick Lane aborda o surgimento e evolução da vida na Terra em nível celular. O livro começa há 4 bilhões de anos, quando uma pequena célula surge e se torna responsável pelo aparecimento de bactérias — basicamente a origem da vida complexa na Terra, de árvores a abelhas e humanos.

9. “How Asia Works: Success and Failure in the World’s Most Dynamic Region”, de Joe Studwell (Grove Press)

Você já deve ter ouvido falar do “milagre econômico” do Leste asiático nos anos 80 e 90. Países da região eram vistos como prodígios, um bloco em ascensão. No livro, Joe Studwell mostra a economia de nove países pertencentes a esse seleto grupo: Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Indonésia, Malásia, Tailândia, Filipinas, Vietnã e China. Uma leitura para qualquer um que queira entender (incluindo leigos) o que realmente aconteceu na Ásia e por que alguns países estiveram em rápido crescimento.

10. “The Myth of the Strong Leader – Political Leadership in the Modern Age”, de Archie Brown (Random House)

O mito do líder forte, em tradução, desmistifica exatamente esse conceito: o de que os chamados “líderes fortes” dominam. De que eles são os mais bem-sucedidos e os mais admiráveis. De Mikhail Gorbachev a Nelson Mandela e Margaret Thatcher, o livro aponta diferentes tipos de qualidades e lideranças. A ideia de Archie Brown é desconstruir essa noção do “líder forte”, muito popular, e repensar o verdadeiro significado da palavra liderar.

Os queridinhos de Elon Musk

11. “Benjamin Franklin – Uma Vida Americana”, de Walter Isaacson (Companhia das Letras)

Benjamin Franklin é considerado um dos “Pais Fundadores dos Estados Unidos” e não à toa: suas descobertas e pesquisas ajudaram no desenvolvimento de uma das nações mais poderosas do mundo. No livro, Walter Isaacson aponta as proezas que o inventor fez durante sua existência e como ele colaborou em documentos importantes como a Declaração da Independência Americana, que moldaram a modernidade no país.

12. “De Zero A Um – O Que Aprender Sobre Empreendedorismo com o Vale do Silício”, de Peter Thiel (Objetiva)

Esse livro foi escrito pelo cofundador do PayPal, uma das maiores empresas de tecnologia da atualidade. O investidor aponta uma questão que pode ser intrigante em um mundo onde cada vez mais os novos empreendedores querem ser “o próximo Bill Gates”, ou o “próximo Mark Zuckerberg”: acontece que eles certamente não serão os próximos grandes inventores de um sistema operacional e de uma rede social. Esses papéis já foram preenchidos e, se você está pensando em fazer o mesmo, é bom achar outra coisa para si. A ideia do livro não é oferecer uma receita de bolo, vale ressaltar, mas sim mostrar que cada inovação é única.

13. “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, de Douglas Adams (Objetiva)

O que falar sobre Arthur Dent e seu companheiro Ford Prefect — que mal conheço e já curto pacas? Um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, o livro conta a história das aventuras do terráqueo Dent e seu amigo extraterreste pela galáxia um pouco depois de eles saírem da Terra (por força maior). Recheado de humor satírico, o ponto central da história de Adams são as situações que debocham das burocracias e politicagens do mundo real.

14. “Our Final Invention”, de James Barrat (Thomas Dunne Books)

“Nossa Invenção Final”, em tradução, faz uma alusão à frase do matemático Jack Good, que diz que “a primeira máquina ultrainteligente será a última invenção que o homem precisará fazer”. O livro traz uma visão apocalíptica do fim dos tempos depois que a inteligência artificial ganhar força. Faz sentido Musk ter esse livro na sua lista de best-sellers, afinal ele defende ferozmente que a IA é uma arma com que não deveríamos estar mexendo.

15. “Fundação”, de Isaac Asimov (ALEPH)

A série Fundação foi eleita, em 1966, a melhor série de ficção científica de fantasia de todos os tempos. Os livros abordam, basicamente, a saga do Império Galáctico que perdeu seu poderio após 12 mil anos de atuação. Nesse cenário, surge Hari Seldon, o único homem que consegue visualizar o futuro obscuro, feito de ignorância e barbárie, que está por vir (e que vai durar 30 mil anos).

Ler Jorge Amado desgraçou minha cabeça

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Marcella Franco, no Do Meu Folhetim

Um desconhecido magrelo e enxerido foi quem fez a primeira provocação. “Se não gosta de Jorge Amado, não é brasileira de verdade”, gorfou ali mesmo, nas gôndolas do sebo. Não era um bom dia, vá lá, mas nada desculpa o desejo ardente que tive de enfiar três Gabriela e duas Dona Flor em sua boca, e sufocá-lo com todo o patriotismo que me coubesse. Sinto muito, Deus, perdão. É só que, um, ninguém tinha te perguntado nada, moço, e, dois, havia uma explicação para minhas preferências literárias (e não que eu a devesse a você, cagador de regra anônimo).

Começa que fazem com a gente o mesmo que eu quis fazer com o homem do sebo: empurram goela abaixo em adolescentes de 13 anos obras que, muitas vezes, moleque não está preparado para compreender. E isso em relação ao desenvolvimento cognitivo mesmo – não é novidade nenhuma que cada jovem progride no seu ritmo, e que estilos que exigem mais competência intelectual podem escapar a alunos ainda imaturos.

Quem aqui não foi obrigado a encarar um Capitães da Areia, um Dom Casmurro, um Amor de Perdição (pedagogos do mundo, uni-vos e me descasquem à vontade, que essas caixas de comentários são uma várzea mesmo) quando ainda brincava de Comandos em Ação no recreio? E, quem daqui garante que, àquela altura da vida, sacou real & oficial o que diziam os olhos de ressaca da Capitu? Me poupem.

Injustamente, o bando de Pedro Bala me deu trauma de Jorge Amado. Nunca mais peguei o baiano. Se virava o assunto nas rodinhas de amigos, era momento de levantar para pegar um drinque. Para facilitar a rejeição, inventei uma tese escrota da qual eu era a autora e também a banca toda, e que dizia que Jorge Amado não passava de um copião babaca de Gabriel García Márquez. Seu recalcado.

Era essa a pegada quando o tiozão de regata me flagrou no sebo. Eu: uma hatter, ignorante como o são todas as pessoas cegas de ódio. Tipo as crianças aqui em casa, que nunca provaram vagem, mas que odeiam vagem muito, muito, muito. Jorge Amado era minha vagem. E eu não sabia o que eu estava perdendo.

Foi começar o Tieta do Agreste comprado naquela tarde que minha vida se acabou. Ler Jorge Amado desgraçou minha cabeça a um ponto que, hoje, não como, não durmo, não trabalho. A, ainda, mais de 300 páginas do final, quero que o mundo todo se exploda, só pra que eu continue em paz a minha leitura.

Tem meia Tieta que não brinco com meus filhos, que não converso com meu marido, que não saio de casa nem para pegar correspondência. Estamos todos na família à base de miojo já há dois capítulos, porque, como leva três minutos, é questão de perder apenas uns poucos parágrafos, paciência. A casa de Mangue Seco começou a ser erguida, desmaiam de inanição as gatas e cactos. A roupa suja se acumula, e o cesto está igualzinho às dunas do romance.

Quando é hora de deitar (que desperdício dormir, passei a achar), o Luiz Caldas dentro de mim canta enlouquecido mil vezes Tieta, e o cérebro projeta a abertura da novela. Sonhos todos com sotaque baiano. Padre Ricardo é a cara do meu vizinho malhado. Cogito implantes de silicone para ter peitos parecidos com os da cabrita do agreste. E se eu virar amiga de político? E se eu inaugurar um puteiro?

Completamente viciada, um fato. Tiete fiel sem qualquer possibilidade de salvação. Vou peregrinar à Bahia, tirar foto diante do seu muro, danou-se, estacionou a vida, onde você andava por esse tempo todo? Jorge Amado, seu canalha. Se você já não estivesse morto, eu te matava todinho – daqui a 300 páginas, mas eu juro que matava.

O Livro do Cemitério de Neil Gaiman, adaptado em HQ, chega ao Brasil

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Gabriel Faria, no Torre de Vigilância

Bestseller do The New York Times e premiado com as medalhas Newberry (EUA) e Carnegie (Reino Unido), o romance O Livro do Cemitério, do cultuado escritor Neil Gaiman, ganha versão em quadrinhos adaptada por P. Craig Russell, parceiro de Gaiman em diversos livros, incluindo a versão em HQ de outro clássico do autor, Coraline. Esta adaptação chega ao Brasil em lançamento da Editora Rocco. Confira detalhes abaixo.

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O livro é o primeiro de dois volumes que acompanham a trajetória de Ninguém Owens, ou Nin, um garoto como outro qualquer, exceto pelo fato de morar em um cemitério e ser criado por fantasmas. Cada capítulo nesta adaptação de Russell acompanha dois anos da vida do menino e é ilustrado por um artista diferente, apresentando uma variedade fascinante de estilos que dão ainda mais vida à atmosfera ao mesmo tempo afetuosa e sombria da história.

O livro original contém ilustrações de Dave McKean, outro parceiro de Gaiman há alguns anos. As páginas da adaptação em quadrinhos foram feitas por artistas que também trabalharam com Gaiman em séries de HQs como Sandman e Pequenos Perpétuos.

Assim como fez em Coraline e Os lobos dentro das paredes, Neil Gaiman neste livro cria um mundo fantástico e fascinante, enquanto Ninguém e seus companheiros de cemitério são personagens adoráveis e mesmo os mortos são cheios de vida e alegria como raramente se acha em outros livros.

Ama livros? confira seis romances para você ler durante o feriadão

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Foto: reprodução/internet

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Amanda Falcão, no Cada Minuto

Para o feriadão, a reportagem do Cada Minuto separou seis romances para você ler, se emocionar e mergulhar nas histórias. Todos os livros se tornaram filmes também, então, você também pode assistir após terminar o livro. Vamos conferir a lista abaixo?

A Culpa é das Estrelas – John Green

Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

Como Eu Era Antes de Você – Jojo Moyes

Em Como Eu Era Antes de Você, a jovem Louisa vai trabalhar como cuidadora de um tetraplégico, Will, de 35 anos. Antes atleta, Will sofre um acidente de moto e, com isso, torna-se um homem amargurado. O que Will não imagina é que Louisa pode dar um novo sentido à sua vida.

O morro dos Ventos Uivantes – Emily Bronte

Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. ‘Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff’, diz a apaixonada Cathy.

Orgulho e Preconceito – Jane Austen

Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica às mulheres na voz dessa heroína.

Um amor para recordar – Nicholas Sparks

Isso era 1958, e Landon Carter já tinha namorado uma ou duas meninas. Ele sempre jurou que já tinha se apaixonado antes. Certamente a última pessoa na cidade que pensava em se apaixonar era Jamie Sullivan, a filha do pastor da Igreja Batista da cidade. A menina quieta que carregava sempre uma Bíblia com seus materiais escolares. Jamie parecia contente em viver num mundo diferente dos outros adolescentes. Ela cuidava de seu pai viúvo, salvava os animais machucados, e auxiliava o orfanato local. Nenhum menino havia a convidado para sair. Nem Landon havia sonhado com isso. Em seguida, uma reviravolta do destino fez de Jamie sua parceira para o baile, e a vida de Landon Carter nunca mais foi a mesma.

Um dia – David Nicholls

Na história, Emma e Dexter se conhecem, mas sabem que, após a formatura da Universidade, cada um vai seguir a sua própria vida. Mas isso não quer dizer que eles vão deixar de pensar um no outro. Durante 20 anos, momentos do relacionamento deles são contados. Porém, depois de tanto tempo, Dexter e Emma precisam compreender melhor o amor em suas próprias vidas.

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