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Youtuber patrocinado pelo MEC ofendeu negros, gays e nordestinos

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Lukas Marques, do canal ‘Você Sabia’, que recebe dinheiro para defender o novo ensino médio, pediu desculpas por tuítes após revelação do Sensacionalista

Publicado na Veja

O youtuber Lukas Marques, um dos apresentadores do canal “Você Sabia?, contratado pelo Ministério da Educação (MEC) para promover a reforma do ensino médio aprovada pelo governo Michel Temer (PMDB), já publicou no Twitter dezenas de postagens em que ofende negros, gays e nordestinos, além de chamar mulheres de “vadia” e “prostituta”.

Os tuítes ofensivos foram revelados pelo Sensacionalista, site de humor que também publica textos em VEJA e VEJA.com. As publicações de Lukas divulgadas pelo blog podem ser vistas aqui .

Crítico da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), ele fez vários ataques à petista durante a campanha de 2014 e, após a vitória dela, também a seus eleitores. “Nordeste todo elegeu a Dilma porque pensa com a barriga e não com a cabeça’” e “Nordeste, c… do mundo”, foram alguns dos tuítes.

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Também há várias ofensas a homossexuais, como: “Aparece cada viado escroto me seguindo no Instagram”, “nada contra gays, mas não me diga que isso é normal” ou “a pior coisa que tem é sapatão”.

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Negros também são alvos de ataques do youtuber. “Não sou racista…só acho que os pretos poderiam se f… mais”, “Malditos pretos macumbeiros” e “Procurando quem me roubou numa multidão de pretos”.

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Quanto às mulheres, mais baixaria:

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Boa parte dos posts foi publicada entre 2011 e 2014, quando Lukas tinha entre 14 e 17 anos – ele nasceu em setembro de 1997. Logo após a publicação do Sensacionalista, Lukas retirou alguns dos posts e publicou dois tuítes em que se desculpa: “Não é como eu penso e me arrependo de ter postado. Nunca Tive a intenção de ofender ninguém”, escreveu.

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Lukas apresenta o “Você Sabia?”, junto com Daniel Miolo. O vídeo em que defendem a reforma do ensino médio teve 1,7 milhão de visualizações. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o “Você Sabia?” recebeu 65.000 reais do MEC.

Sob a aparência de espontaneidade e sem informar que se trata de comentário pago, o vídeo reforça os principais pontos da reforma, como o aumento da carga horária, e rebate as principais críticas, como as de que a nova fórmula vai excluir disciplinas e prejudicar o aprendizado básico como um todo. “Você que quer trabalhar com história não vai querer ficar perdendo tempo com célula”, diz Lukas no vídeo.
Gasto de R$ 295 mil

Outros canais no YouTube receberam dinheiro do MEC para defender a reforma. Em resposta a VEJA, o ministério revelou que a campanha com “influenciadores digitais” reuniu seis canais e custou no total 295 mil reais aos cofres públicos. Também receberam dinheiro os canais “Pyong Lee”, “Rafael Moreira”, “Malena”, “T3ddy” e “Rato Borrachudo”, escolhidos, segundo o ministério, pelo “critério de veiculação de mídias digitais”.

O MEC diz que não orientou os youtubers a omitirem em seus vídeos que se tratava de conteúdo patrocinado. Segundo o ministério, a contratação e a orientação aos canais é de responsabilidade da agência de publicidade contratada – não informou qual era – e que a recomendação era a de que os posts contivessem “informações que identificam ser conteúdo publicitário.”

Segundo o ministério, o valor gasto é inferior ao das mídias tradicionais, como rádio e televisão, e pesquisas apontam que 92% dos jovens de 15 a 25 anos se informam por meio do YouTube. A pasta diz, ainda, que os canais “complementam a estratégia de comunicação institucional” da divulgação da reforma.”

Governo paga youtubers para fazer elogios às mudanças do ensino médio

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Youtubers Lukas Marques e Daniel Molo em vídeo que fala do reforma do ensino médio

Youtubers Lukas Marques e Daniel Molo em vídeo que fala do reforma do ensino médio

 

Natalia Portinari e Paulo Saldaña, na Folha de S.Paulo

Um vídeo no YouTube que explica “tudo que você precisa saber sobre o ensino médio” já tem mais de 1,6 milhão de visualizações. Com conclusões positivas sobre a reforma, o material tem a aparência de espontaneidade, mas trata-se de publicidade e disfarçada do MEC (Ministério da Educação).

O governo Michel Temer pagou R$ 65 mil para o canal Você Sabia falar bem da reforma. Comandado por dois jovens, o canal no YouTube conta com 7,1 milhões de assinantes.

No vídeo, publicado em 31 outubro de 2016, os youtubers Lukas Marques e Daniel Molo explicam benefícios da reforma. “Com esse vídeo você aí deve estar dando pulo de alegria. Se eu tivesse que fazer o ensino médio e soubesse dessa mudança eu ficaria muito feliz”, diz um deles.

Nada no vídeo diz que se trata de conteúdo pago. Pelo contrário. “A gente achou o tema bastante interessante, uma galera [estava] discutindo nas redes sociais, e então falamos: deixa com nós que a gente explica direitinho”, reforça um deles no final.

A reforma no ensino médio foi sancionada nesta quinta-feira (16) pelo presidente Michel Temer. O governo acelerou a tramitação no Congresso Nacional por meio de uma medida provisória.

Os youtubers ressaltam aspectos do projeto, como a possibilidade de escolher as áreas de aprofundamento. “Você ai que quer trabalhar com história, não vai ficar perdendo tempo com célula”.

A Folha apurou que outros dois canais foram procurados, mas ambos recusaram. Daniel Molo disse que o conteúdo foi encomenda de sua produtora, a Digital Stars, e que frequentemente trabalham com conteúdo patrocinado. Quando julgam que o resultado será “interessante”.

“A gente já ia fazer um vídeo sobre o novo ensino médio. Como recebemos a proposta, decidimos aceitar”, diz Molo, que não comentou valores. “Recebemos uma coxinha e um refrigerante em troca”, brincou.

A produtora Digital Stars representa alguns dos youtubers mais bem-sucedidos do Brasil, como Kéfera Buchmann, Christian Figueiredo, Felipe Castanhari e Flavia Calina.

Segundo o MEC, canais de influenciadores digitais complementam a estratégia de comunicação institucional. A pasta informou que o pagamento foi realizado dentro da legalidade, por meio da agência já escolhida por licitação para atender o MEC.

Para rebater críticas à reforma, o MEC reforçou o gasto com publicidade. De outubro a janeiro, gastou R$ 13 milhões, valor 51% superior ao gasto no período anterior.

Ao menos até esta quinta-feira (16), propagandas oficiais na TV, rádio e internet divulgavam a reforma do ensino médio.

7 cursos online para quem gosta de literatura

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Na web, você também pode aprender sobre literatura (Foto: Ginny/Flicker/Creative Commons)

Na web, você também pode aprender sobre literatura (Foto: Ginny/Flicker/Creative Commons)

 

Edson Caldas na Galileu

Você nem precisa estar em época de vestibular: se curte literatura, estudá-la é o máximo. E que tal fazer isso sem sair de casa? Diversas instituições e até professores independentes disponibilizam vídeos gratuitos na web. Selecionamos sete alternativas para você:

Literatura, AulaDe.com.br
Material disponibilizado por um projeto educacional de professores brasileiros que querem democratizar o conhecimento por meio de aulas gratuitas.

Professor Wallace
O canal apresenta comentários e reflexões sobre língua portuguesa, literatura brasileira e redação para vestibulares.

Literatura, Aulalivre.net
Ministradas por Greice Cunha, as oito aulas ajudam a fixar e compreender conteúdos básicos da área.

Introdução à Teoria Literária, Yale
As 26 aulas ministradas por Paul H. Fry ajudam a dar o pontapé inicial para quem quer se aventurar por Teoria Literária. O curso aborda temas como semiótica, linguística e a construção institucional do estudo literário. Legendado em português.

Dante Alighieri e a Divina Comédia, Yale
Quer saber tudo sobre o poema épico de Dante Alighieri? Assista as 23 aulas de Giuseppe Mazzotta. O conteúdo é legendado em português.

Palavras, palavras, palavras!, TED
Uma seleção de palestras bem interessantes envolvendo literatura. Tem “Como a linguagem transformou a humanidade”, de Mark Pagel, “tc mata a linguagem. OMG!!!”, de John McWhorter, e muitas outras. Legendado em português.

Cervantes’ Don Quixote, Yale
As aulas comandadas por Roberto González Echevarría facilitam uma leitura aprofundada de Don Quixote, situando seu contexto artístico e histórico. Em inglês.

Bebê apaixonado por livros chora sempre que a história acaba

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As imagens da criança mais apaixonada por livros encantou os internautas. Já são mais de 7 milhões de visualizações

Publicado no Metropoles

Um vídeo publicado em 2015 no YouTube viralizou nesta última semana. Quem resgatou o vídeo, a gente não sabe, mas o motivo dele ter feito tanto sucesso é claro: o pequeno americano Emmett, na época com 10 meses, sempre chora quando um livro acaba.

As imagens da criança mais apaixonada por livros encantou os internautas. Já são mais de 7.5 milhões de visualizações. Como não se apaixonar?

Booktubers: os canais literários e uma nova forma de conhecer literatura

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Verônica Lazzeroni Del Cet, no Carta Campinas

O YouTube é uma plataforma de vídeos que consegue ser ao mesmo tempo um caminho para o aprendizado e, também, uma forma de entretenimento. É possível acessar receitas, tutoriais de maquiagem, vídeos aulas preparatórias para concursos e pré-vestibulares e já há algum tempo, para conhecer novidades literárias, além de obter opiniões sobre livros canônicos (grandes clássicos) ou não, mas que estejam na lista dos mais vendidos ou que tenham ganhado adaptação para um filme e tantas outras opções que fariam um leitor buscar opiniões antes de iniciar uma leitura.

Pesquisar sobre livros e literatura no YouTube não é algo recente, pelo menos não o é se for pensado a época em que os chamados booktubers surgiram. Booktubers são as pessoas que fazem crítica literária pelo Youtube. Entretanto, a plataforma de vídeos começa a receber mais adesão dos apaixonados por literatura. A youtuber Mellory Ferraz criou o canal Literature-se, o qual já tem mais de 48 mil inscritos. Ela criou o canal em 2010 com o intuito de se aproximar dos leitores do site que tinha até então.

“Acredito nesta proximidade que um vídeo traz, principalmente se comparado ao formato das postagens escritas, que ficam apenas no escrito mesmo, no máximo com suporte para fotos”, diz Mellory Ferraz.

Isabella Tramontina, idealizadora e criadora no canal Livrisa, fez sua estreia no Youtube este ano e já conta com mais de dois mil inscritos. Isabella ainda reforça o interesse crescente na criação de canais no YouTube. “As pessoas têm muita vontade em criar um canal, até mesmo crianças”, conta ela.

Nesse ínterim, contando com o aumento da adesão de canais literários para consulta de dicas de leituras, ambas as booktubers enfatizam o instrumento como sendo um atrativo aos leitores em razão de ser mais dinâmico, além de conseguir, através da informalidade de um vídeo, conversar, inclusive, sobre livros da literatura canônica.

“A informalidade, que creio ser o diferencial aqui (canais literários), pode atrair não apenas jovens leitores, mas o leitor no geral, e isto é incrível! Costumo dizer que é como uma conversa entre amigos”, conta Mellory Ferraz.

É importante salientar a influência que tais canais podem ter para leitores se inspirarem e criarem seus próprios canais literários. Para Isabella Tramontina, os booktubers que ela sempre acompanhava serviram como experiência e um divisor de águas, inclusive, funcionando como um intensificador de sua relação com livros.

Quanto ao conteúdo, ambas booktubers tratam a respeito de livros canônicos, mas é devido a informalidade e proximidade de comunicação, que tratar desses livros – muitas vezes considerados enfadonhos ou difíceis entre os adolescentes – não se torna um desafio desgastante, pelo contrário, essa atitude pode chegar a diminuir a distância entre livro e leitor.

“Tira o livro do pedestal e mostra pela língua informal que é possível tornar o livro e a leitura uma diversão e não em algo temido”, relata Isabella Tramontina. Mais do que apenas diminuir distâncias é aumentar o incentivo em ler clássicos. “É lindo saber que outras pessoas leem mais clássicos, inclusive perdendo o medo deles, porque eu postei um vídeo ou um texto no site dizendo que recomendo a leitura. É gratificante, e se tornou o maior retorno que tenho com o Literature-se”, conta Mellory Ferraz.

E é justamente por tratar de literatura canônica que jovens, hoje em dia, aumentam as buscas por resenhas literárias em canais de booktubers, fugindo assim da antiga forma de pesquisar resenhas em sites e blogs, onde era possível somente ter subsídios muito objetivos sobre a história. Esses sites não cativam os jovens leitores.

“As resenhas na internet não desenvolvem o senso crítico, fica tudo na mesma coisa. No YouTube a gente dá margem a produção de sentidos”, diz Isabella. Ademais, é uma forma de adquirir informação muito rapidamente quando a rotina é agitada. “Creio que este tipo de procura está crescendo. É natural as pessoas buscarem as informações através de vídeo por eles serem mais acessíveis e cativantes, além de práticos”, conta Mellory.

Importante ainda mencionar que o YouTube preenche o tempo livre e pode vir a funcionar como uma programação de TV. Isabella Tramontina cita a respeito dos canais semanais, com horários que os vídeos são postados, já deixando os inscritos preparados e instigando eles a seguirem a programação.

Em meio a isso tudo, tratar de livros não canônicos é, também, ponto fundamental em qualquer canal literário. Cada booktuber tem seu gosto literário e gêneros que mais lhe agradam. No canal Literature-se, Mellory reforça as discussões sobre os chamados livros jovens, incluídos no gênero infanto-juvenil, mas também faz questão de falar sobre literatura no geral, influenciando leitores já assíduos ou contribuindo para que pouco a pouco alguns deles instiguem em si mesmos o hábito de ler.

Já Isabella preza muito os livros que comovam os leitores, engrandecendo as pessoas e criando sensibilidade nelas. “Penso na oportunidade que o leitor pode ter em pensar nas atitudes (…) fazer de nós uma pessoa melhor, reconhecer no livro uma chance de refletir, de modificar”, diz ela. Isabella ainda destaca o fato de que dá preferência aos livros que façam as pessoas, incluindo ela própria, saírem de suas ‘zonas de conforto’.

Isabella ainda complementa toda a questão sobre a necessidade de haver nas escolas, dentro das salas de aulas, debates a respeito de caminhos possíveis para conhecer mais a respeito de algum livro. Ademais, discutir como a leitura enriquece o ser humano, pois “cada pessoa descobre o que gosta de ler criando um interesse”, diz ela.

A gratificação para Mellory e Isabella é o reconhecimento que recebem dos inscritos nos canais. São jovens que nem sempre têm hábito de leitura, mas que valorizam o bom conteúdo e percebem como os canais literários são a nova forma de entrar em contato com a literatura. “Mas se tem uma coisa que me deixa feliz é receber depoimentos nos comentários sobre pessoas que caíram de paraquedas no canal, como algum aluno de ensino médio procurando por alguém que fale sobre o livro que foi obrigado a ler, mas que não estava conseguindo e, por conta de um vídeo meu, teve incentivo para seguir adiante”, diz Mellory Ferraz.

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