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Livros de youtubers estão entre os mais vendidos na Bienal do Rio

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Douglas Vieira, no TecMundo

Entre os dias 31 de agosto e 10 de setembro, o Rio de Janeiro recebeu a XVIII Bienal Internacional do Livro. Evidentemente, uma das possibilidades encontradas por lá era a de comprar livros, e a edição deste ano revelou um dado um tanto quanto curioso: pessoas vindas diretamente do YouTube estão entre os autores mais populares.

Em sua coluna publicada nesta quarta-feira (13), Ancelmo Gois revelou que o top 10 de livros mais vendidos pela Saraiva conta com oito youtubers. O topo da lista é encabeçado por Felipe Neto, sendo seguido por outros parceiros de mídia: “Neagle” (Victor Trindade e Gabriel Fernandes) e “Kids fun” (Luiz Phellipee e Rafaella Baltar).

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Caso esteja curioso para saber quem são os outros dois, eis a revelação: Lázaro Ramos e Larissa Manoela, ambos reconhecidos por seus trabalhos na televisão. Entretanto, nada foi dito sobre a posição que eles ocupam nessa lista.
Cada vez mais influentes

Outro detalhe curioso é que recentemente foi publicado o resultado da terceira edição do estudo “Os Influenciadores – Quem Brilha na Tela dos Brasileiros”, e revelou que pela primeira vez um youtuber alcançou o primeiro lugar na opinião do público – feito conquistado por Whidersson Nunes, e você pode conferir o ranking completo clicando aqui.

E você, o que acha de toda essa popularidade alcançada pelos youtubers?

Governo paga youtubers para fazer elogios às mudanças do ensino médio

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Youtubers Lukas Marques e Daniel Molo em vídeo que fala do reforma do ensino médio

Youtubers Lukas Marques e Daniel Molo em vídeo que fala do reforma do ensino médio

 

Natalia Portinari e Paulo Saldaña, na Folha de S.Paulo

Um vídeo no YouTube que explica “tudo que você precisa saber sobre o ensino médio” já tem mais de 1,6 milhão de visualizações. Com conclusões positivas sobre a reforma, o material tem a aparência de espontaneidade, mas trata-se de publicidade e disfarçada do MEC (Ministério da Educação).

O governo Michel Temer pagou R$ 65 mil para o canal Você Sabia falar bem da reforma. Comandado por dois jovens, o canal no YouTube conta com 7,1 milhões de assinantes.

No vídeo, publicado em 31 outubro de 2016, os youtubers Lukas Marques e Daniel Molo explicam benefícios da reforma. “Com esse vídeo você aí deve estar dando pulo de alegria. Se eu tivesse que fazer o ensino médio e soubesse dessa mudança eu ficaria muito feliz”, diz um deles.

Nada no vídeo diz que se trata de conteúdo pago. Pelo contrário. “A gente achou o tema bastante interessante, uma galera [estava] discutindo nas redes sociais, e então falamos: deixa com nós que a gente explica direitinho”, reforça um deles no final.

A reforma no ensino médio foi sancionada nesta quinta-feira (16) pelo presidente Michel Temer. O governo acelerou a tramitação no Congresso Nacional por meio de uma medida provisória.

Os youtubers ressaltam aspectos do projeto, como a possibilidade de escolher as áreas de aprofundamento. “Você ai que quer trabalhar com história, não vai ficar perdendo tempo com célula”.

A Folha apurou que outros dois canais foram procurados, mas ambos recusaram. Daniel Molo disse que o conteúdo foi encomenda de sua produtora, a Digital Stars, e que frequentemente trabalham com conteúdo patrocinado. Quando julgam que o resultado será “interessante”.

“A gente já ia fazer um vídeo sobre o novo ensino médio. Como recebemos a proposta, decidimos aceitar”, diz Molo, que não comentou valores. “Recebemos uma coxinha e um refrigerante em troca”, brincou.

A produtora Digital Stars representa alguns dos youtubers mais bem-sucedidos do Brasil, como Kéfera Buchmann, Christian Figueiredo, Felipe Castanhari e Flavia Calina.

Segundo o MEC, canais de influenciadores digitais complementam a estratégia de comunicação institucional. A pasta informou que o pagamento foi realizado dentro da legalidade, por meio da agência já escolhida por licitação para atender o MEC.

Para rebater críticas à reforma, o MEC reforçou o gasto com publicidade. De outubro a janeiro, gastou R$ 13 milhões, valor 51% superior ao gasto no período anterior.

Ao menos até esta quinta-feira (16), propagandas oficiais na TV, rádio e internet divulgavam a reforma do ensino médio.

Booktubers: os canais literários e uma nova forma de conhecer literatura

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Verônica Lazzeroni Del Cet, no Carta Campinas

O YouTube é uma plataforma de vídeos que consegue ser ao mesmo tempo um caminho para o aprendizado e, também, uma forma de entretenimento. É possível acessar receitas, tutoriais de maquiagem, vídeos aulas preparatórias para concursos e pré-vestibulares e já há algum tempo, para conhecer novidades literárias, além de obter opiniões sobre livros canônicos (grandes clássicos) ou não, mas que estejam na lista dos mais vendidos ou que tenham ganhado adaptação para um filme e tantas outras opções que fariam um leitor buscar opiniões antes de iniciar uma leitura.

Pesquisar sobre livros e literatura no YouTube não é algo recente, pelo menos não o é se for pensado a época em que os chamados booktubers surgiram. Booktubers são as pessoas que fazem crítica literária pelo Youtube. Entretanto, a plataforma de vídeos começa a receber mais adesão dos apaixonados por literatura. A youtuber Mellory Ferraz criou o canal Literature-se, o qual já tem mais de 48 mil inscritos. Ela criou o canal em 2010 com o intuito de se aproximar dos leitores do site que tinha até então.

“Acredito nesta proximidade que um vídeo traz, principalmente se comparado ao formato das postagens escritas, que ficam apenas no escrito mesmo, no máximo com suporte para fotos”, diz Mellory Ferraz.

Isabella Tramontina, idealizadora e criadora no canal Livrisa, fez sua estreia no Youtube este ano e já conta com mais de dois mil inscritos. Isabella ainda reforça o interesse crescente na criação de canais no YouTube. “As pessoas têm muita vontade em criar um canal, até mesmo crianças”, conta ela.

Nesse ínterim, contando com o aumento da adesão de canais literários para consulta de dicas de leituras, ambas as booktubers enfatizam o instrumento como sendo um atrativo aos leitores em razão de ser mais dinâmico, além de conseguir, através da informalidade de um vídeo, conversar, inclusive, sobre livros da literatura canônica.

“A informalidade, que creio ser o diferencial aqui (canais literários), pode atrair não apenas jovens leitores, mas o leitor no geral, e isto é incrível! Costumo dizer que é como uma conversa entre amigos”, conta Mellory Ferraz.

É importante salientar a influência que tais canais podem ter para leitores se inspirarem e criarem seus próprios canais literários. Para Isabella Tramontina, os booktubers que ela sempre acompanhava serviram como experiência e um divisor de águas, inclusive, funcionando como um intensificador de sua relação com livros.

Quanto ao conteúdo, ambas booktubers tratam a respeito de livros canônicos, mas é devido a informalidade e proximidade de comunicação, que tratar desses livros – muitas vezes considerados enfadonhos ou difíceis entre os adolescentes – não se torna um desafio desgastante, pelo contrário, essa atitude pode chegar a diminuir a distância entre livro e leitor.

“Tira o livro do pedestal e mostra pela língua informal que é possível tornar o livro e a leitura uma diversão e não em algo temido”, relata Isabella Tramontina. Mais do que apenas diminuir distâncias é aumentar o incentivo em ler clássicos. “É lindo saber que outras pessoas leem mais clássicos, inclusive perdendo o medo deles, porque eu postei um vídeo ou um texto no site dizendo que recomendo a leitura. É gratificante, e se tornou o maior retorno que tenho com o Literature-se”, conta Mellory Ferraz.

E é justamente por tratar de literatura canônica que jovens, hoje em dia, aumentam as buscas por resenhas literárias em canais de booktubers, fugindo assim da antiga forma de pesquisar resenhas em sites e blogs, onde era possível somente ter subsídios muito objetivos sobre a história. Esses sites não cativam os jovens leitores.

“As resenhas na internet não desenvolvem o senso crítico, fica tudo na mesma coisa. No YouTube a gente dá margem a produção de sentidos”, diz Isabella. Ademais, é uma forma de adquirir informação muito rapidamente quando a rotina é agitada. “Creio que este tipo de procura está crescendo. É natural as pessoas buscarem as informações através de vídeo por eles serem mais acessíveis e cativantes, além de práticos”, conta Mellory.

Importante ainda mencionar que o YouTube preenche o tempo livre e pode vir a funcionar como uma programação de TV. Isabella Tramontina cita a respeito dos canais semanais, com horários que os vídeos são postados, já deixando os inscritos preparados e instigando eles a seguirem a programação.

Em meio a isso tudo, tratar de livros não canônicos é, também, ponto fundamental em qualquer canal literário. Cada booktuber tem seu gosto literário e gêneros que mais lhe agradam. No canal Literature-se, Mellory reforça as discussões sobre os chamados livros jovens, incluídos no gênero infanto-juvenil, mas também faz questão de falar sobre literatura no geral, influenciando leitores já assíduos ou contribuindo para que pouco a pouco alguns deles instiguem em si mesmos o hábito de ler.

Já Isabella preza muito os livros que comovam os leitores, engrandecendo as pessoas e criando sensibilidade nelas. “Penso na oportunidade que o leitor pode ter em pensar nas atitudes (…) fazer de nós uma pessoa melhor, reconhecer no livro uma chance de refletir, de modificar”, diz ela. Isabella ainda destaca o fato de que dá preferência aos livros que façam as pessoas, incluindo ela própria, saírem de suas ‘zonas de conforto’.

Isabella ainda complementa toda a questão sobre a necessidade de haver nas escolas, dentro das salas de aulas, debates a respeito de caminhos possíveis para conhecer mais a respeito de algum livro. Ademais, discutir como a leitura enriquece o ser humano, pois “cada pessoa descobre o que gosta de ler criando um interesse”, diz ela.

A gratificação para Mellory e Isabella é o reconhecimento que recebem dos inscritos nos canais. São jovens que nem sempre têm hábito de leitura, mas que valorizam o bom conteúdo e percebem como os canais literários são a nova forma de entrar em contato com a literatura. “Mas se tem uma coisa que me deixa feliz é receber depoimentos nos comentários sobre pessoas que caíram de paraquedas no canal, como algum aluno de ensino médio procurando por alguém que fale sobre o livro que foi obrigado a ler, mas que não estava conseguindo e, por conta de um vídeo meu, teve incentivo para seguir adiante”, diz Mellory Ferraz.

Canal no YouTube faz resumos de livros clássicos em 1 minuto

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Cena do filme Dom Casmurro

Cena do filme Dom Casmurro

Publicado no Catraca Livre

O canal Temos Histórias, comandado por Rafael Bicalho, de Brasília, tem como objetivo estimular a literatura entre jovens. Por isso, de forma divertida e didática, ele faz resumos de livros clássicos em vídeos de até 1 minuto.

A ideia é muito simples. Todos os vídeos são gravados no celular, na frente de uma parede branca e têm 60 minutos de duração. Para aproximar as pessoas, animações ajudam a contar as histórias com mais descontração.

Obras clássicas, que ocupam as listas de leitura obrigatória das maiores universidades do país, estão disponíveis em vídeos no canal. “Dom Casmurro”, “Triste Fim de Policarpo Quaresmo” e “A Hora da Estrela” são alguns exemplos.

Lembrando que a assistir aos resumos não substitui a leitura dos livros indicados. A ferramenta serve para fixar melhor a história em sua totalidade.

“O maior medo era que nossos vídeos recebessem muitos comentários negativos, já que o spoiler quase nunca é recebido com bons olhos”, contou Rafael. O que é acontece é o contrário, as pessoas não ficam incomodadas.

Além de dar uma mãozinha para vestibulando desesperados, o canal é incentiva a leitura. “Saber que estamos estimulando as pessoas que não sabiam como ler era legal a encherem suas estantes com livros clássicos nos deixa muito felizes”, disse o youtuber.

Além de livros para exames, Rafael Bicalho também já fez vídeos de fenômenos entre os jovens e de obras internacionais renomadas, como “Dom Quixote”, “Jogos Vorazes”, “Romeu e Julieta”, “Crepúsculo” e mais.

O projeto começou a partir do site do Temos Histórias, uma iniciativa de economia colaborativa em que novos escritores têm a chance de publicar seus livros digitalmente e começar a lucrar com a literatura. Conheça mais clicando aqui.

Livros de youtubers viraram a grande aposta do mercado editorial

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Eles são as principais atrações da Bienal do Livro de São Paulo

Nina Finco, na Época

Era a noite do último dia 7 de julho, uma quinta-feira. Na Livraria Cultura da Avenida Paulista, uma das maiores de São Paulo, uma fila enorme se formava no interior da loja, se estendia para uma rua nas imediações e dobrava o quarteirão do centro comercial onde ela está localizada. Jovens e adultos se amontoavam para conseguir um autógrafo do autor de um novo livro. Das 19 horas até a 1 hora, 800 pessoas obtiveram seus exemplares autografados, mas alguns azarados ficaram do lado de fora. O escritor não era nenhum expoente da literatura nacional, muito menos ganhador de algum prêmio das letras. Na verdade, um dos galardões que ostenta é o Shorty Awards, o Oscar da internet.

Por trás da mesa de autógrafos estava Paulo Cezar Siqueira, o PC Siqueira, de 30 anos, um dos youtubers mais influentes do Brasil, com mais de 2 milhões de inscritos em seu canal. A seu lado estava o jornalista Alexandre Matias, que escreveu o livro PC Siqueira está morto (Suma de Letras, 248 páginas, R$ 29,90). O livro reúne narrativas nas quais PC é o personagem principal, mas é uma ficção que não deixa claro onde acaba a realidade e começa a imaginação. “Eu não queria que fosse mais um livro de youtuber, sobre carreira ou sobre minha vida”, diz PC.

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QUERIDINHA A influenciadora Maju Trindade. A forte presença nas redes sociais conquistou uma legião de fãs (Foto: Stefano Martini/ÉPOCA)

 

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Apesar de ser um dos primeiros youtubers do país, PC está longe de ser pioneiro nessa movimentação rumo ao mundo literário. Desde o ano passado, livros de autoria de youtubers vêm tomando as prateleiras das livrarias a passos firmes. Segundo a Nielsen BookScan, empresa que monitora o mercado editorial, cerca de 33 youtubers lançaram títulos nos últimos 12 meses. Eles seguem a trilha aberta pela youtuber Kéfera Buchmann, do canal 5inco minutos. Seu livro Muito mais do que 5inco minutos (Paralela, 144 páginas, R$ 24,90) vendeu mais de 400 mil exemplares em 2015, o que colocou Kéfera em 6o lugar na lista dos dez autores brasileiros com mais vendas de livros no ano passado.Em média, um lançamento de um autor brasileiro contemporâneo fica em torno de 3 mil exemplares por edição.

Em 2016, no encalço de Kéfera, vieram Julia Tolezano, do canal Jout Jout Prazer, cujo livro Tá todo mundo mal (Cia. das Letras, 200 páginas, R$ 29,90) vendeu 35 mil cópias desde maio, e Karol Pinheiro, cuja biografia As coisas mais legais do mundo figura entre os 20 mais vendidos da lista de não ficção de 2016 da Nielsen. A mais recente integrante do clube das youtubers literárias é a transexual Amanda Guimarães, do canal Mandy Candy, que acaba de lançar a biografia Meu nome é Amanda (Fábrica 231, 136 páginas, R$ 19,50).

O YouTube surgiu como uma plataforma para vídeos amadores em 2005. O mote original era “transmita-se”. Com o tempo, o site tornou-se o palco para todo tipo de criador de conteúdo. A gama de produtos vai de videoblogs a webséries, passando por vídeos de “faça você mesmo”. Munidos de uma câmera e um programa de edição, eles contam causos da vida, comentam acontecimentos do mundo da política e da cultura, fazem piadas de si próprios, criam tutoriais de maquiagem e ensinam receitas culinárias. Tudo ao alcance de um clique.

QUIMERA PC Siqueira em seu apartamento, em São Paulo. Seu livro mistura realidade e ficção (Foto: Anna Carolina Negri)

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PC Siqueira em seu apartamento, em São Paulo. Seu livro mistura realidade e ficção (Foto: Anna Carolina Negri)

 

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Os youtubers evoluíram junto com a plataforma. Alguns canais têm audiências de fazer inveja a programas de televisão e muitos youtubers criaram suas próprias marcas. Passaram a usá-
las como trampolim para turnês, carreiras musicais, aparições em filmes e no teatro. PC, Kéfera Buchmann, Christian Figueiredo e Jout Jout, que também têm contas no Instagram, no Twitter, no Snapchat, no Facebook e em qualquer nova rede social que surgir, tornaram-se estrelas com milhões de seguidores ávidos por consumir qualquer conteúdo produzido por eles. Os fãs pagam para participar de encontros com as webcelebridades na esperança de conseguir um autógrafo ou um selfie.

Não tardou para que as editoras brasileiras passassem a ver nos youtubers uma oportunidade para alavancar os negócios de um mercado com queda nas vendas e alta nos custos de produção. Como grande parte dos livros comercializados é internacional, o dólar mais caro fez com que os preços de aquisição de títulos quadruplicassem. Era preciso focar em algo local e mais barato. Para as editoras, os youtubers se tornaram uma fonte de autores nacionais acessíveis e conhecidos do público. Acabaram virando uma âncora do mercado, depois do fim da febre dos livros para colorir.

NO CONTROLE O gamer Pedro Afonso Rezende Posso. Além de divertir os jovens com seus vídeos, ele quer incentivar a leitura (Foto: Stefano Martini/ÉPOCA)

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O gamer Pedro Afonso Rezende Posso. Além de divertir os jovens com seus vídeos, ele quer incentivar a leitura (Foto: Stefano Martini/ÉPOCA)

 

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“O youtuber é produtor e vendedor do próprio conteúdo e traz consigo um consumidor voraz”, afirma Ismael Sousa, gestor da Nielsen BookScan Brasil. “A matemática é simples: mais conteúdo, plataformas e mídia equivalem a mais fãs e mais receita”, afirma David Craig, especialista em transmídia e professor de comunicação da Universidade do Sul da Califórnia. “Esses livros apelam para os superfãs, que querem um livro físico em suas mãos como prova de que são membros vitais da comunidade do youtuber.”

Por causa desse senso de comunidade existente entre os youtubers e os fãs, as biografias figuram entre os subgêneros mais explorados pelas editoras. No domingo do Dia dos Pais, 14 de agosto, 200 adolescentes se reuniram na praça de alimentação do Botafogo Praia Shopping, no Rio de Janeiro, para a sessão de autógrafos do livro Maju (Paralela, 168 páginas, R$ 29,90), de Maju Trindade. A youtuber fez 18 anos em junho, mas já lançou sua biografia, escrita em parceria com a escritora e ex-VJ da MTV Jana Rosa. Ainda pré-adolescente, Maju publicava vídeos no YouTube nos quais falava sobre o dia a dia na escola e suas crises – ela filmava tudo escondido com a câmera da avó.

Do YouTube, Maju migrou para outras redes sociais como (mais…)

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