“Sarney – a biografia” é lançado hoje

Texto originalmente publicado no Diário de Cuiabá.

Obra resulta de cinco anos de pesquisas, 168 entrevistas e inúmeras horas de entrevistas com seu personagem, que lhe concedeu acesso total a seus arquivos e diários pessoais.


A jornalista Regina Echeverria lança hoje no CCBB de Brasília seu mais novo livro “Sarney – a biografia”. Resultado de cinco anos de pesquisas, 168 entrevistas e inúmeras horas de entrevistas com seu personagem, que lhe concedeu acesso total a seus arquivos e diários pessoais, o livro coloca em perspectiva a trajetória de um político que esteve presente como protagonista nos principais fatos que marcaram a história recente do Brasil.

“Sou uma contadora de histórias. E neste livro tive a feliz oportunidade e o desafio de escrever sobre um personagem diferente dos que estava acostumada”, conta Regina Echeverria.

Das histórias do grupo de jovens poetas maranhenses que pensava em mudar a literatura e a política nordestina ao Regime Militar. Dos momentos difíceis da transição democrática até a Crise do Senado, em 2009, quando a campanha do “fora Sarney” teve mais postagens no twitter do que a morte de Michael Jackson ,“Sarney – a biografia” é um trabalho rico em detalhes, que busca levar o leitor a tirar suas próprias conclusões sobre o biografado.

“Ela conversou com todos, amigos e inimigos, teve acesso a todos os meus arquivos”, disse o senador José Sarney. “Concordei com todos os pedidos dela, afinal, é uma jornalista de grande prestígio e não me interessaria, nem a ninguém, uma biografia que contivesse qualquer falsidade. E ela descobriu coisas sobre mim que nem eu mesmo sabia”, afirmou.

O livro já vendeu mais de 15 mil exemplares em sites de editoras e vendas na internet. Número de pré-venda considerado excelente por editoras e jornalistas especializados. “Sarney – A Biografia” tem 624 páginas, quatro cadernos de fotos e é um lançamento da editora LeYa. Custa R$ 44,90.

Regina Echeverria é jornalista profissional desde 1972. Trabalhou nos jornais Estado de S Paulo, Jornal da Tarde, Folha de S Paulo e nas revistas Veja, Placar, Isto É, Caras e A Revista. Publicou os filhos: Furacão Elis (1985), Cazuza, só as mães são felizes (1997), Cazuza preciso dizer que te amo (2001), Pierre Verger, um retrato em preto e branco (2002); Mãe Menininha do Gantois, uma biografia (2006), os dois últimos em parceria com Cida Nóbrega. E ainda, Gonzaguinha e Gonzagão, uma história brasileira (2006).

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4 thoughts on ““Sarney – a biografia” é lançado hoje

  • 23 de março de 2011 em 12:40
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    Acho uma perda de tempo ler um livro como esse que mostrará apenas o lado bom da moeda, enquanto os podres ficam de fora. Todos sabem que é Sarney, o “dono” do Maranhão, assim como Jader Barbalho, no Pará, e outros. Infelizmente esse ainda está na Acad. Bras. de Letras, não sei porquê.

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  • 23 de março de 2011 em 19:22
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    Certíssimo Naasom! Muito mais fiel à realidade é o livro HONORÁVEIS BANDIDOS de Palmério Dória.

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  • 24 de março de 2011 em 0:21
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    É claro que eu vou comprar o livro “autorizadíssimo” pelo Coronel e explorador do Maranhão e do Brasil, pois gosto biografias e quero comparar esta história autorizadíssima, ao genial livro ‘Honoráveis Bandidos – Um retrato do Brasil na era Sarney”, escrito por Palmério Dória, um veterano do jornalismo investigativo e pelo jornalista Mylton Severiano, o Myltainho da revista “Realidade”, dos anos 1960, e da equipe que fundou o “Jornal da Tarde”. Este livro, que já li, reconstrói toda a insólita trajetória do ex-governador do Maranhão, ex-presidente da República e atual senador José Sarney. Sua vida, seus negócios, seu destino – presidente da República por acaso – sua família, amigos e correligionários, todos envolvidos numa teia cujos meandros os jornais e revistas revelaram nos últimos anos – sem a riqueza de detalhes e revelações surpreendentes contidas no livro de Palmério Dória .

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  • 25 de março de 2011 em 16:38
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    Estou no Maranhão a trabalho cerca de cinco anos. Minha primeira impressão quando cheguei vindo do Rio de Janeiro foi a de que tinha entrado numa máquina do tempo – daquelas de filme de ficção científica – e retrocedido aos anos setenta tamanho o atrazo que encontrei… e isto por que estou na segunda maior cidade do Estado. Lamentável que ainda existam tantos “Brasis” dentro do Brasil; lamentável que toda uma população seja mantida em regime de alienação, pobreza extrema e profunda ignorância por causa da megalomania dos “HONORÁVEIS BANDIDOS”.

    Carlos Alberto

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