O preço do livro no Brasil

O Entrelinhas discute um assunto que sempre gera polêmica: o preço do livro no Brasil. A reportagem entrevistou editores e leitores para saber como se calcula o preço de capa dos livros, se ele é mesmo caro (argumento comum para justificar o baixo índice de leitura no país) e o que pesa na decisão de comprar ou não um livro.

dica do Tom Fernandes

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5 thoughts on “O preço do livro no Brasil

  • 25 de março de 2013 em 14:32
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    Como leitora e compradora [compulsiva] eu ainda acho os preços dos livros no Brasil caros, digo isso porque eu compraria bem mais se eles fossem mais baratos [e olha que já compro muito] e apesar de existirem outros bens de consulmo mais caros, acho que não deve existir essa comparação, como houve a do jantar, claro que um jantar é caro, mas você estará interagindo com outras pessoas, você estará na rua vendo outras pessoas [o que é necessário para todo ser humano, interação social]. Os momentos de lazer não podem ser apenas livros, mas devemos passar com amigos, pra sair você já tem que sair com dinheiro pra transporte,pra lanche e etc., mas o ser humano precisa disso!
    Achei bacana um carinha do vídeo comparar o fato de que no mínimo você lê um livro durante 10 dias e pagar pela diversão 3 ou 4 reais por dia é bacana essa visão, mas quem compra livros e é um leitor em potencial não vai querer comprar apenas Um livro e as vezes não passa 10 dias para lê-lo, mas bem menos. Sem contar que em país nenhum a prioridade de um ser humano é comprar livros e, sim, comida, pagar água, luz, escola [em alguns casos] pagar transporte, aluguel etc…
    Ainda acredito que o primeiro ponto salientado: que o brasileiro ganha pouco é o que mais tem peso. Porque necessariamente há outras coisas que são mais urgentes, principalmente para quem tem casa e filhos.
    Eu, particularmente, já deixei de passear p/ poder comprar livro [justamente pq ganho pouco e os livros são caros], já deixei de lanchar na faculdade pra poder economizar, já andei a pé uma distância enorme p/ economizar pra comprar livros…. já fiz de tudo um pouco pra poder comprar livros. Mas não aconselho isso a ninguém, porque a gente precisa conviver com outras pessoas e sair com os amigos é importante, a gente precisa se alimentar bem pra ter saúde, e andar a pé sozinha nas cidades de hoje é correr um grande risco de ser assaltada.
    Eu amo os livros, amo ler e nunca vou deixar de comprá-los, só acho que se os livros fossem mais baratos eu compraria mais ou se ganhasse mais.
    Outra coisa, não concordo quando as pessoas argumentam dizendo que o Brasil não é um país leitor, tem pessoas quem conseguem ler 100 livros por ano aqui no Brasil, essas pessoas são o que se não leitoras? Embora eu saiba que há outros que lêem apenas um ou dois livro durante o ano todo, mas aí é que está, falta incentivo… tem muita editora e livraria que só quer vender e não incentiva a leitura com projetos e outras dessas coisas… A leitura e a compra de livros é uma questão social, e a nossa sociedade está mais interessada em lucros e não em incetivar a leitura, construir uma nova visão cultural.
    Já chega de jogar a culpa nisso e naquilo, é hora de fazer algo. E digo isso me referindo a educação também, as escolas não incentivam a leitura [eu sou professora e as aulas de literatura são ínfimas e desprestigiadas], não, elas estão incentivando a cumprir metas e índices que o governo disse que elas devem cumprir.
    Aí na escola nasce aquela visão distorcida que a leitura é uma obrigação… e a leitura é sobretudo um lazer [como foi apontado no vídeo um divertimento de pelo menos 10 dias].
    E a literatura é despretigiada porque ela é vista socialmente em segundo plano, porque nem na televisão não se passa tantas propagandas de livros como se passa de creme pra pele [o culto do corpo ao invés da inteligência], de carros super na moda [pra se ter um carro precisa trabalhar eestudar muito e não ler livros], novelas que o foco é envolvimentos amorosos e jamais exposição intelectual do personagens…
    Esta é a minha visão…Sei que pode ser radicalista, mas em casos assim não se pode ficar no meio, ou se está de um lado ou do outro.

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  • 26 de março de 2013 em 17:36
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    A conta é simples, se vendemos poucos livros, o custo é alto, se vendemos muitos livros, o custo diminui. Concordo com a Camila quando ela diz que as editoras e escolas pouco fazem para incentivar a leitura. Precisamos incentivar mais, mudar a ideia de que leitura é obrigação. É uma questão cultural e de prioridade. E entendo que o problema da educação no Brasil também seja um fator que dificulta a cultura da leitura no país.

    Outro ponto: não acho que o livro no Brasil seja, em média, caro. Se compararmos por exemplo, o livro O Alquimista, de Paulo Coelho, vendido pela Barnes and Noble (livraria americana) custa U$ 22,99 (R$ 46,35 com o dólar a R$ 2,016) e no Brasil o valor é de R$ 19,90 (Saraiva). Outra comparação: o livro O Lado Bom da Vida, vale U$ 10,98 (R$ 22,14) lá fora e aqui no Brasil (R$ 24,90). Lembrando sempre que o consumo de livros nos EUA é muito superior ao do Brasil, ou seja, nossos preços são até baratos. Mais um? Então lá vai: o livro A Hospedeira que está para passar a versão em filme agora no cinema, vale U$ 11,55 (R$ 23,28) nos EUA e aqui vale R$ 39,90. O fato é: o livro é “caro” por que vende pouco no Brasil! Mas vende pouco no Brasil por que é caro também? Em parte sim, mas vende pouco principalmente, como já foi dito, por falta de incentivo e visão deturpada do que seja leitura.

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  • 17 de maio de 2013 em 22:05
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    É importante mediar o tipo de livro e o seu preço. Best-sellers são baratos. O autor que tá na moda é barato. Mas os livros clássicos são CARÍSSIMOS e com uma PÉSSIMA TRADUÇÃO grande parte das vezes. Sem contar na dificuldade para encontrá-los. Em vários países os livros clássicos estão disponíveis em qualquer prateleira, mas aqui é praticamente impossivel achar uma versão nas livrarias de shopping, por exemplo.

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