Idosa encontra em museu diário de namorado morto na Segunda Guerra Mundial, há quase 70 anos

Laura Mae Davis Burlingame, de 90 anos, mostra a foto que estava no diário do então namorado Foto: Michael Conroy / AP
Laura Mae Davis Burlingame, de 90 anos, mostra a foto que estava no diário do então namorado Foto: Michael Conroy / AP

Publicado por Extra

Antes de morrer na Segunda Guerra Mundial, em 1944, aos 22 anos, o oficial Thomas Jones escreveu o que chamou de “último pedido de vida”: quem encontrasse o diário dele, deveria entregá-lo a Laura Mae Davis, a garota que amava. Mas moça em questão só encontrou o diário na semana passada, quase 70 anos após a morte do rapaz, em uma visita ao Museu Nacional da Segunda Guerra Mundial, em Nova Orleans, nos Estados Unidos.

Jones morreu em uma batalha contra os japoneses, em uma ilha no Pacífico Sul. Ele foi atingido por uma bala na cabeça, por um atirador de elite. Laura se casou um ano depois, em 1945, e nunca imaginou que o diário que ela deu para Jones havia sobrevivido à guerra. A mulher, de 90 anos, encontrou o documento em uma vitrine do museu, e reconheceu a própria foto nele.

– Eu não tinha ideia de que havia um diário aqui – disse ela, emocionada, em entrevista à agência de notícias Associated Press.

O rapaz de 22 anos pediu que o diário fosse entregue para a namorada Foto: / AP
O rapaz de 22 anos pediu que o diário fosse entregue para a namorada Foto: / AP

Laura foi até o museu na esperança de encontrar alguma foto de Jones, com quem havia namorado ainda na adolescência. Ela era líder de torcida e ele jogava na equipe de basquete da mesma escola. Os dois foram ao baile de formatura juntos. Laura ficou empolgadíssima ao descobrir o registro do romance de tantos anos.

– Eu pensei que poderia encontrar fotos dele e dos companheiros que serviram na guerra com ele, e artigos sobre o local onde eles serviram – contou a anciã.

Laura só encontrou o diário 70 anos depois Foto: / AP
Laura só encontrou o diário 70 anos depois Foto: / AP

Laura recebeu permissão para olhar o diário de perto. Afinal, foi a primeira vez em 17 anos que alguém se reconhecia nos documentos expostos ali.

Após a morte de Jones, o diário foi encaminhado para a irmã dele. Depois, o documento ficou com o sobrinho dele, e foi entregue ao museu em 2001. Ele disse que não chegou a entrar em contato com Laura por receio de que causasse problemas no casamento dela. Coisa que a americana jurou ser impossível:

– Meu marido e Tommy eram ótimos amigos – garante.

Laura ficou emocionada com a quantidade de vezes que Jones mencionou o nome dela no diário, onde havia inúmeras cartas nunca enviadas para a amada e para os pais. Laura teve que deixar o documento para trás, no museu, mas saiu com a garantia de que receberia uma cópia digitalizada, conforme pediu o oficial, há 69 anos:

“Todo o meu amor para Laura, por quem o meu coração está completamente preenchido. Então, se você tiver a chance, por favor devolva o diário a ela. Estou escrevendo isso como meu último desejo”, suplicou Jones.

Thomas “Cotton” Jones morreu em 1944 Foto: / AP
Thomas “Cotton” Jones morreu em 1944 Foto: / AP

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13 thoughts on “Idosa encontra em museu diário de namorado morto na Segunda Guerra Mundial, há quase 70 anos

  • 30 de maio de 2013 em 6:30
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    Linda história, pelo o viés da história de amor, pode-se perceber a contextualização histórica das nações e das pessoas que a constituem, ultrapassando o tempo nos ensinando valores já esquecidos ou talvez adormecidos…Belo!

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  • 30 de maio de 2013 em 10:17
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    Ah fala serio! Historia linda a dele com ela mas a dela com ele não, o cara foi pra guerra e a mulher se casa com um grande amigo dele. O que que tem de lindo nisso e romântico nisso?

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  • 30 de maio de 2013 em 22:19
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    Isso e muito lindo.Meu Deus

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  • 31 de maio de 2013 em 20:06
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    É lindo demais! Tenho pena de quem não sabe ver isso.
    O destino deu o seu jeitinho, depois de tantos anos…

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  • 1 de junho de 2013 em 11:04
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    A história é bonita sim!
    Ela se casou porque estava viva, queriam que ela ficasse de luto para sempre!
    Com certeza o rapaz que a amava desejou que ela fosse feliz.

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  • 2 de junho de 2013 em 13:56
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    Os jovens pensam pela forma sem graça que hoje eles chamam de “ficar”. Ninguém “ficava” antigamente. As pessoas se respeitavam e amavam de verdade! linda esta história. Pena que não devolveram o que é dela por direito.

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  • 4 de junho de 2013 em 11:24
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    A história é bastante bela, mas como dizia minha mulher que já morreu “viúvo(a) é quem morreu” eu casei novamente porque o ser humano não é uma ilha para viver só, até porque a vida é uma só

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  • 1 de dezembro de 2013 em 14:33
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    Atitude nobre dele, atitude indiferente dela. Mulher velha mas atual nisso.

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