Concurso Cultural Literário (27)

meninoouro

A família de Max não permitiria nenhum desvio na imagem perfeita que havia construído. Karen, a mãe, é uma advogada renomada, determinada a manter a fachada de boa mãe, esposa e profissional. Steve, o pai, é o exemplo do chefe de família presente em sua comunidade, favorito a um importante cargo público. O ponto fora da curva é Daniel, o caçula, que, para os padrões da família Walker, é “estranho”: não é carinhoso, inteligente ou perfeito como Max.

Melhor aluno da escola, capitão do time de futebol, atlético, simpático, sucesso entre as garotas: Max, o primogênito, é o menino de ouro. Ninguém poderia dizer que sua vida não é perfeitamente normal. Ninguém poderia dizer que Max esconde um segredo. Ele é diferente, especial. Max é intersexual: nasceu com os dois conjuntos de cromossomos, XX e XY e, portanto, é menino e menina. Ou nenhum dos dois.

É a partir do olhar de cada pessoa que orbita a vida de Max que a autora Abigail Tarttelin compõe a sua narrativa em Menino de Ouro. Cada uma das personagens esboça seu dia a dia, suas inseguranças e conquistas, e, principalmente, seu relacionamento com Max.

Apesar da dimensão de seu segredo, Max parece à vontade com sua vida. Seus questionamentos sobre sexo, relacionamentos e até sobre rejeição são tantos quanto um adolescente de 15 anos poderia ter. O cenário muda drasticamente quando Hunter, seu melhor amigo desde a infância, volta do passado e abusa de sua confiança da pior maneira que poderia.

Max se vê forçado a explorar seu segredo radicalmente, e percebe que muito mais foi escondido desde o seu nascimento. Por que sua família nunca conversou sobre suas opções? Quais eram elas? Como seria seu futuro? Como os outros lidariam com ele agora: seus amigos, seus parentes… Sua namorada? Quem é Max, realmente?

Em seu romance de estreia, Abigail Tarttelin trata de forma sensível, mas direta, as questões da identidade e do que consideramos “ser normal”. A autora traz à tona questionamentos sobre até que ponto o gênero sexual define uma pessoa e suas relações, por dentro e por fora.

“Emocionante e maravilhosamente escrito… Uma exploração corajosa e profunda da identidade social e sexual”
– Sahar Delijani, autora de Filhos do Jacarandá

“Tarttelin descreve de modo sensível a maneira como uma criança intersexuada lida com as elevadas emoções da adolescência.”
– Entertainment Weekly

“Corajoso e intenso”
– Publishers Weekly

“Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”, disse o físico Albert Einstein. Para você, esta nova geração é menos preconceituosa ou não que as anteriores?

Registre sua opinião na área de comentários, usando no máximo 4 linhas. Todos os que participarem dessa reflexão coletiva vão concorrer a 3 exemplares de “Menino de ouro“.

Caso use o Facebook para participar, por favor deixe um e-mail de contato no post.

O resultado será divulgado dia 11/11 às 17h30 neste post e também no perfil do Twitter @livrosepessoas.

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Parabéns aos ganhadores: Leandro de Matos, Olívia Meireles e Simone.

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48 horas.

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23 thoughts on “Concurso Cultural Literário (27)

  • 20 de outubro de 2013 em 13:21
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    Acredito que sim. As diferenças sempre existiram, então o fato de hoje estar completamente mais exposto que antigamente, mostra essa aceitação mais presente na sociedade atual, que é provada também pela evolução nos direitos concedidos à todas as pessoas, independente de cor, orientação sexual ou outra característica que as torne minorias. Mas claro, o preconceito ainda existe e muito, então esperemos que a sociedade continue evoluindo.

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  • 20 de outubro de 2013 em 14:44
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    Esta geração é menos preconceituosa do que em relação as outras, pelo fato que hoje em dia há uma maior sensibilidade em relação as diferenças.

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  • 23 de outubro de 2013 em 0:52
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    a nova geração ainda continua preconceituosa, mas a mídia ainda tenta abafar.

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  • 23 de outubro de 2013 em 1:45
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    A nossa geração é tão preconceituosa quanto as gerações passadas. A diferença é que antes muitos não sabiam o porquê do preconceito, eram mais ignorantes e mais declarados. Hoje temos mais conhecimento, o que não anula o preconceito, mas o deixa escondido.

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  • 23 de outubro de 2013 em 20:20
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    Isso depende da cultura. A atual geração brasileira continua preconceituosa mas em menor grau. Diversos direitos já foram conquistados por diversas classes discriminadas da sociedade, mas temos que melhorar em muito.

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  • 24 de outubro de 2013 em 19:20
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    Menos preconceituosa não. Só que preconceito hoje tem nome e é crime: bulling, homofobia, racismo, assédio moral. Isso faz ele ser mais sutil.

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  • 24 de outubro de 2013 em 19:58
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    Acredito que sim, pois essa nova geração cresceu em uma cultura de tolerância mais forte que a de tempos passados, e liberdades foram consagradas em novos direitos fundamentais. Como diria Laurell K. Hamilton, a geração de hoje tem mais consciência de que o amor é precioso demais para ser um motivo de vergonha ou culpa, independente de sua forma.

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  • 28 de outubro de 2013 em 9:53
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    O preconceito existe sim, da mesma maneira em que os pais de 1980 ensinavam seus filhos a praticarem a discriminação, hoje eles ensinam seus filhos da mesma forma, acho que o preconceito nada mais é do que a falta de dialogo entre pais e filhos e enquanto não houver um dialogo ainda existira preconceito e discriminação.

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  • 28 de outubro de 2013 em 10:25
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    Acho que a nova geração é bem menos preconceituosa, porque com a facilidade e a volatilidade das coisas modernas, há uma busca por algo mais consistente, por valores perdidos com a evolução rápida da humanidade. Aceitam melhor as diferenças, lutam por seus direitos e melhorarão nosso mundo com novas ideias, respeito e mais amor!

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  • 28 de outubro de 2013 em 11:53
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    Esta geração é menos preconceituosa que as anteriores, antes era tudo mais agressivo. Hoje em dia ainda é, mas acredito que não tanto quanto antigamente.

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  • 28 de outubro de 2013 em 13:51
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    Eu acredito que a nova geração está menos preconceituosa externamente devido às pressões das leis, das mídias e da própria sociedade. Porém, há muito preconceito interno, velado, manifestado em pequenas atitudes e não escancaradamente como antes, justamente por causa dessas pressões. É este o preconceito que precisa ser extirpado da sociedade.

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  • 29 de outubro de 2013 em 10:43
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    Acredito que a nova geração é menos preconceituosa, mas temos muito a melhorar. As pessoas desistem muito fácil,quando perceberem que devem dar o primeiro passo, ajudar as pessoas próximas a si, ai, sim, teremos um mundo livre de preconceito, pois somos todos iguais, a maneira como pensamos e agimos, isso sim, é totalmente diferentes uma das outras.

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  • 29 de outubro de 2013 em 14:58
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    O preconceito nunca deixará de existir, pois é passado de geração para geração, talvez a geração de hoje aceite melhor as diferenças, uma vez que muitas “minorias” resolveram se expor mais e lutar pelo seu direito de igualdade, mais a nossa sociedade ainda muito longe de estar livre de preconceitos, na verdade, eles estão mais disfarçados.

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  • 30 de outubro de 2013 em 19:42
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    Sim, atualmente o preconceito tem sido enfrentado com mais força, garra e atitude. O senso crítico maior estimulado e a integração social sendo abordada torna-o apenas um rastro a ser combatido. A chave para tudo é a educação e a informação, sem tabús e opiniões sem conhecimento.

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  • 31 de outubro de 2013 em 7:47
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    Acredito que o preconceito seja exatamente o mesmo. A diferença é que em outras épocas tudo que se fazia era de alguma maneira mais escondido, menos falado, portanto o preconceito também ficava mais silencioso. Hoje tudo é muito escancarado, e isso dá margem para que o preconceito seja mais aberto também. Tanto escondido, quanto aberto, ele sempre é errado.

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  • 3 de novembro de 2013 em 10:19
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    Não adianta sermos hipócritas e dizer q não há mais preconceito, mesmo que velados todos nós temos preconceito sobre algo, oq podemos fazer para evoluímos como pessoas é trabalhar internamente esse nosso preconceito. Assim, conseguiremos viver em comunidade respeitando a diversidade.

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  • 3 de novembro de 2013 em 14:23
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    O preconceito é inerente ao ser humano. A diferença em relação à forma como é tratado está na variação natural, ou mesmo cultural, em que o ser está inserido. Assim, ele cria concepções conforme o ambiente que o rodeia. Em outras palavras, está diretamente ligado à educação, seja ela do lar ou das instituições educacionais.

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  • 4 de novembro de 2013 em 12:20
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    Acho que não existe essa de mais ou menos preconceito de tempos em tempos,porque o preconceito sempre existiu e infelizmente acho que sempre vai existir, a não ser que haja uma grande revolução nos governos,no sistema de educação,e mais igualdade social no mundo.Atualmente vemos mais pessoas falando sobre isso,lutando contra isso.É um começo.

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  • 5 de novembro de 2013 em 15:10
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    Acredito que dependo da cultura de cada região, depende de como as mudanças aconteceram durante o tempo. Muitas vezes algumas pessoas não aceitam as mudanças pois teram de mudar junto. Acredito que o preconceito ainda existe e muito mais as pessoas começaram a praticar a tolerância, e acabam aceitando mas mesmo assim com uma visão preconceituosa sobre as pessoas.

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  • 7 de novembro de 2013 em 9:54
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    As pessoas hoje São menos preconceituosas que antigamente. Não apenas pelo fato de as diferenças estarem mais em evidência do que antes, mas pela questão da conscientização.

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  • 8 de novembro de 2013 em 16:25
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    A ”sociedade” através de seus mecanismos de formação social impôs esse tipo de caracterização. Como a educação não acompanhou e alcançou os desprovidos de informação esse caos ainda continua a ser um transtorno. O preconceito, assim como outros males que assolam o nosso meio social está realmente na formação de base. Precisamos melhorar nossa educação!!

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  • 8 de novembro de 2013 em 16:36
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    O preconceito de fato nunca deixou de existir. Mesmo que a mudança seja pouca sempre há um motivo pra deboches ou algum ato preconceituoso.

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  • 10 de novembro de 2013 em 19:07
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    Bom digamos que as pessoas não evoluíram muito atualmente… Pois ainda há preconceito e muito, afinal é o modo que o ser humano vê para se sentir superior ou para aliviar a raiva do momento… Somos seres imperfeitos e ignorantes há coisas que ainda não entendemos ou não queremos entender por arrogância de nossa parte… Sempre existiu e sempre existirá, porém isto depende de pessoa para pessoa.

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