Pais incentivam paixão dos filhos pela leitura: ‘Livraria é parada obrigatória’

Enzo gosta de ler livros e histórias em quadrinhos (Foto: Jéssica Bitencourt / G1)
Enzo gosta de ler livros e histórias em quadrinhos (Foto: Jéssica Bitencourt / G1)

Adolescente começou a ler e-books, mas irmão não aprova a escolha.
Pais acreditam que exemplo fortaleceu a paixão pelos livros.

Jéssica Bittencourt, no G1

Os livros físicos ainda são os favoritos da maioria dos brasileiros, que desde cedo são incentivados a ler nas escolas, e em alguns casos, dentro de casa. No Dia Nacional do Livro Infantil, comemorado nesta sexta-feira (18), uma família de São Vicente, no litoral de São Paulo, mostra que a paixão pela leitura foi passada de uma geração para outra.

Para os professores e coordenadores regionais Gerson Novais Silva e Luciene de Souza, ler faz parte da profissão. Ele coordena a área de Química e ela, de Língua Portuguesa. Desde pequenos, os filhos do casal observam os pais com livros nas mãos. “É a questão do exemplo. Nós sempre lemos muito, tanto pela profissão quanto pelo prazer, e eles se interessavam”, explica Gerson.

Ainda que fosse uma forma de aprendizado, os pais transformaram o hobby em um momento de aproximação com os filhos Letícia, de 14 anos, e Enzo, de 9. “Eu comprei livros de banheira para os dois, aqueles de plástico, e contava histórias durante o banho. Quando a Letícia cresceu um pouco, ela começou a contar as histórias sozinha, e eu ouvia”, conta a mãe, Luciene.

Letícia prefere os meios digitais quando se trata de leitura (Foto: Jéssica Bitencourt / G1)
Letícia prefere os meios digitais quando se trata de
leitura (Foto: Jéssica Bitencourt / G1)

Aluna do Centro Federal de Educação Tecnológica de Cubatão (SP), Letícia começou a ler bem cedo, aos 4 anos. A adolescente é adiantada nos estudos, e já chegou a terminar 30 livros em um ano. “Gosto de ler de tudo, não tenho gênero preferido”, diz a jovem, que tem trocado os livros físicos pelos e-books, os livros digitais. Ela é a única da casa que fez a opção, mas teve um bom motivo. “Vários livros são lançados antes na internet, e quando não aguento a curiosidade, eu baixo e leio no celular”, comenta a estudante.

Gerson e Luciene apoiam a escolha da filha, mas o irmão é contra. Enzo se recusa a ler os livros digitais. “Eu gosto de fazer o ritual do livro novo. Cheirar o papel, ler a contracapa e as orelhas, virar as páginas. Não troco os meus livros nem pela curiosidade de ler a história antes”, declara o menino, que também lê gibis e até arrisca desenhar alguns personagens das HQs.

Os pais da dupla sempre optaram por brinquedos educativos na criação dos filhos, e segundo eles, isso também ajudou a construir o amor pelos livros. “Os dois têm videogame, mas se controlam na hora de jogar. Os presentes preferidos eram lápis de cor, massinha e os livros também. Eles pediam para a gente comprar. A livraria sempre foi parada obrigatória para nós”, brinca Luciene.

Ela e o marido têm orgulho da escolha que os filhos fizeram. “Nunca foi obrigação para eles. Foi sempre uma coisa natural, e nos orgulhamos disso”, comemora o casal.

Pais aprovam e incentivam paixão dos filhos pela leitura (Foto: Jéssica Bitencourt / G1)Pais aprovam e incentivam paixão dos filhos pela leitura (Foto: Jéssica Bitencourt / G1)

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