Escritores apostam em fantasias para chamar atenção durante o Flipoços

Por meio das roupas, autores tentam atrair leitores e compradores.
Serial killer, garçom poeta e personagens infantis transitam pelo recinto.

Osmar é conhecido como 'Garçom Poeta' e serve poesia de bandeja (Foto: Jéssica Balbino/ G1)
Osmar é conhecido como ‘Garçom Poeta’ e serve poesia de bandeja (Foto: Jéssica Balbino/ G1)

Jéssica Balbino, no G1

Para chamar a atenção do público e alavancar as vendas, vale de tudo entre os escritores independentes que passam pelo Festival Literário de Poços de Caldas (MG), o Flipoços. Logo em uma das entradas do recinto, é possível deparar-se com um personagem vestido todo de preto, sem mostrar o rosto e segurando um banner. A autora, Poliana Nogueira, explica que a tática faz com que o livro seja vendido.

Serial killer disfarçado transita pelo recinto do Flipoços (Foto: Jéssica Balbino/ G1)
Serial killer disfarçado transita pelo recinto do
Flipoços (Foto: Jéssica Balbino/ G1)

“Trata-se de um livro de suspense onde o personagem é um serial killer que ataca as pessoas de um clube de esgrima e dois jovens, junto com um jornalista, começam a investigar um crime. O personagem degola as vítimas com uma espada e veste-se todo de preto para não ser reconhecido, por isso veio a ideia de por a fantasia e atrair as pessoas”, comentou.

De Belo Horizonte (MG), esta é a primeira vez que a escritora participa do encontro literário e comercializa a obra por R$ 25. Para o próximo semestre, Poliana pretende lançar o livro “Juca, um pobre trabalhador brasileiro” e seguir em cartaz com a peça que ela mesma fez um roteiro, “Minha nada mole vida de pobre”, em Belo Horizonte.

Autora posa ao lado do personagem criado por ela mesma (Foto: Jéssica Balbino/ G1)
Autora posa ao lado do personagem criado por ela
mesma (Foto: Jéssica Balbino/ G1)

Mas não é só ela que faz uso destes artifícios para chamar a atenção. Já conhecido na cidade, Osmar Nonato, também chamado de Garçom Poeta, serve literatura na bandeja e nesta edição lança a nova obra “Minhas idas e vindas”, para comemorar os 11 anos de carreira, desde que deixou de servir refeições e passou a oferecer “alimento para a alma”, como ele mesmo faz questão de dizer.

De Nova Resende (RJ), ele perambula vestido a caráter por todo o recinto do festival com os livros sobre uma bandeja e chama a atenção de quem vem pela primeira vez. “Eu achei incrível, porque ele é muito simpático, chega oferecendo literatura, isso é muito bonito”, comentou a professora Mariana de Paula Santos, de Campinas (SP).

Criadores de 'Edgard Blum' se vestem como nos contos (Foto: Jéssica Balbino/ G1)
Criadores de ‘Edgard Blum’ se vestem como nos contos (Foto: Jéssica Balbino/ G1)

O casal David Daniel e Pâmela Mira, criadores do personagem Edgar Blum, também andam pelo espaço vestidos para a contação de histórias da nova obra “Os novos contos de terror de Edgar Blum”. “Tudo é feito por nós mesmos, desde o roteiro da história, as ilustrações, o site, a impressão, o cenário real e o figurino. É nossa vida, e vir a caráter é uma maneira de chamar a atenção do público, de atrair mais gente, de apresentar as novidades”, comentou David Daniel.

Serviço – Os escritores independentes podem ser encontrados diariamente no Flipoços das 9h às 21h.

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