Poeta paraibano é encontrado morto no Pará

(Foto: Divulgação)
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Jénerson Alves, para o Livros e Pessoas

Reconhecido como o maior poeta cordelista da atualidade, Manoel Monteiro, 77, foi encontrado morto em um quarto de hotel na cidade de Belém do Pará. O corpo foi encontrado na manhã do sábado, dia 7. Monteiro morava em Campina Grande, na Paraíba, e estava desaparecido desde o dia 30 de maio. Entretanto, foi constatado a morte ocorreu mediante causas naturais. Manoel Monteiro tinha diabetes e há alguns meses padeceu de um enfarto.

De acordo com informações, quando o poeta desapareceu de Campina, viajou de transporte alternativo até o Recife-PE, e depois soube-se que havia embarcado em um ônibus para “o norte do país”.

A notícia foi recebida com tristeza no meio poético nordestino. “É uma tristeza imensa para todos nós que amamos a poesia, perdermos o nosso amigo assim. Eu tenho esperança na ressurreição e por isso clamo a Deus todo poderoso que o guarde são e salvo e que o acolha em sua eterna morada meu caro Manoel Monteiro”, comentou o poeta Varneci Nascimento.

Trabalho

O legado de Manoel Monteiro para a poesia é relevante, sobretudo pela abordagem pedagógica que dedicou à literatura de cordel. Membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC), ele é o ícone maior do movimento denominado ‘novo cordel’ (com temáticas conectadas às demandas do século XXI). Poetas como Moreira de Acopiara, Luciano Dionísio, Marco Aurélio e Arievaldo Viana também são expoentes nesse estilo.

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