7 livros para ler em clima de Copa do Mundo

O entusiasmo com o evento chegou às livrarias. Há lançamentos para todo tipo de torcedor

Danilo Venticinque, na Época

Você pretende ler algum livro durante a Copa do Mundo? A pergunta parece despropositada. A poucas horas do início de um enorme espetáculo de barulho e imagens, até o mais apaixonado dos leitores deve deixar a estante de lado e agarrar-se à televisão. Conversei sobre o assunto com escritores, livreiros e executivos de editoras nos últimos meses. O desânimo é quase uma unanimidade: junho e julho serão meses mortos para a leitura.
Algumas editoras simplesmente desistiram de fazer lançamentos importantes nesse período. Outras, mais esperançosas, tentam aproveitar o entusiasmo com a Copa para emplacar títulos sobre futebol. O esforço mira num público muito específico: leitores apaixonados que não pretendem abrir mão dos livros durante o mundial, mas querem entrar no clima da Copa do Mundo. Para quem estiver empenhado na difícil tarefa de ler durante a Copa, separei sete livros para diferentes tipos de torcedores. Boa leitura – e boa torcida – a todos.

Para a turma do #nãovaitercopa

1Jogada ilegal, de Luís Aguilar (Gryphus, 232 páginas, R$ 44,90)

Está indignado com a Copa do Mundo no Brasil? Quer ganhar munição para atacar a FIFA em conversas com amigos? O jornalista esportivo português Luís Aguilar está no seu time. Sua investigação dos bastidores do futebol internacional mostra indícios de suborno, compra de votos, venda ilegal de ingressos e outras acusações à entidade que comanda o torneio.

 

Para os polemistas

1Guia politicamente incorreto do futebol, de Jones Rossi e Leonardo Mendes Jr. (Leya, 416 páginas, R$ 39,90)

Depois de se dedicar à história do mundo, do Brasil, da América Latina e da filosofia, a série Guia politicamente incorreto se debruça, oportunamente, sobre o futebol. É um prato cheio para quem quer criar polêmica em discussões e chamar atenção em mesas de bar. Afinal, é preciso ter muita coragem para dizer que Ricardo Teixeira fez bem ao futebol de clubes no Brasil, ou que a Democracia Corintiana era uma ditadura. Essas e outras opiniões impopulares são defendidas com maestria pelos autores do livro.

Para os intelectuais

1Futebol objeto das ciências humanas, organizado por Flavio de Campos e Daniela Alfonsi (Leya, 384 páginas, R$ 46,50)

Não precisa nem ter nascido no Brasil: basta descer do avião e caminhar pelas ruas do país por alguns minutos para perceber que o futebol, aqui, é muito mais do que um esporte. A tentativa de entender o que o futebol ensina sobre o país levou o historiador Flavio Campos e a antropóloga Daniela Alfonsi a reunir artigos de acadêmicos que decidiram pesquisar sobre o esporte nas mais diversas áreas das ciências humanas.

Para os amantes da crônica esportiva

1As coisas incríveis do futebol – As melhores crônicas de Mário Filho, organizado por Francisco Michielin (Ex Machina, 205 páginas, R$42)

Reconhecido como um dos melhores cronistas esportivos do país, Mário Filho (1908-1966) foi tão importante para a história do futebol brasileiro que deu nome ao Maracanã – uma homenagem a sua longa campanha para a construção do estádio. O livro recém-lançado reúne suas principais crônicas, publicadas nas décadas de 1940 e 1950, além de textos de José Trajano e Alberto Helena Jr.

Para os saudosistas

1A importância do futebol, de Pelé com Brian Winter (Realejo, 220 páginas, R$ 39,90)

Mesmo quem não acredita no hexacampeonato mundial pode se emocionar com a Copa do Mundo. Ela é o momento ideal para lembrar as conquistas do passado. É o que Pelé faz nesse livro, que reúne memórias das cinco copas que mais marcaram sua vida.

Para quem quer entender a paixão

1Febre de bola, de Nick Hornby (Companhia das Letras, 352 páginas, R$ 39).

É o livro menos recente da lista, mas indispensável numa estante de títulos sobre futebol. Nele, o autor britânico Nick Hornby tenta explicar seu amor pelo esporte – mais especificamente, pelo Arsenal, seu time do coração. Em meados do ano passado, o livro ganhou uma nova edição brasileira.

Para quem não abre mão de um bom romance

1O drible, de Sérgio Rodrigues (Companhia das Letras, 224 páginas, R$ 38)

O futebol rende excelentes crônicas e biografias, mas raramente inspira obras de ficção. O drible é uma bela exceção a essa regra e um dos melhores romances brasileiros que li nos últimos anos. A paixão pelo futebol e a nostalgia servem como ponto de partida para narrar a conturbada relação de um revisor de livros de autoajuda com seu pai, um medalhão da crônica esportiva.

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