Medalha Fields de Artur Avila inspira alunos do Colégio São Bento, onde ele estudou

Fãs de matemática: Antônio Ferreira (esquerda), Lucas Guerreiro (centro) e Joao Pedro Homem, alunos do Colégio São Bento - Leo Martins / Agência O Globo
Fãs de matemática: Antônio Ferreira (esquerda), Lucas Guerreiro (centro) e Joao Pedro Homem, alunos do Colégio São Bento – Leo Martins / Agência O Globo

Publicado em O Globo
RIO – No rastro de Artur Avila, estudantes que já investiam na matemática viram suas ambições ganharem ainda mais força com o prêmio. Aluno do terceiro ano do ensino médio do Colégio São Bento, onde o brasileiro já estudou, João Pedro Homem, de 16 anos, é um deles.

– Foi uma conquista para o Brasil. Mostra que não estamos alheios à matemática mundial e que não somos dependentes do ensino aplicado fora do país. A matemática brasileira tem potencial e, cada vez mais, se insere no contexto internacional – diz.

Homem já foi medalha de prata na Olimpíada Estadual de Matemática do Rio de Janeiro e conquistou ouros e pratas no Canguru Matemático, um concurso internacional. Agora, se prepara para cursar ciência da computação ou matemática em respeitadas instituições americanas. Ele pretende focar em pesquisas acadêmicas e não descarta a possibilidade de ser um novo brasileiro a alcançar prestígio como Avila.

– Acredito que posso ganhar uma medalha Fields como ele. Quando vemos o primeiro latino-americano a chegar lá, percebemos o quanto isso é possível – vislumbra.

Outro medalhista em competições de matemática, o estudante Lucas Guerreiro, de 16 anos, está no segundo ano do ensino médio no São Bento e também achou a conquista inspiradora.

– Ele é um herói, mas não da ficção, com poderes inatingíveis. É uma pessoa que se esforçou para conquistar seu legado. Já é um ídolo para nós – avalia o garoto que está empenhando em conhecer melhor as pesquisas de Avila.

O professor Cleuber Nascimento na turma preparatória para olimpídas do Sistema Elite de Ensino - Leo Martins / Agência O Globo
O professor Cleuber Nascimento na turma preparatória para olimpídas do Sistema Elite de Ensino – Leo Martins / Agência O Globo

Para seguir esse caminho, muita gente investe desde cedo nos estudos. Aluna do sexto ano do ensino fundamental do Colégio Militar, Rebeca Pena, de 12 anos, faz parte da turma preparatória do Sistema Elite de Ensino para olimpíadas. Seu foco é no futuro:

– Com as olimpíadas, ganharei mais disciplina e rapidez no raciocínio. Além disso, as medalhas serão importantes para o nosso currículo – diz.

Professor de Rebeca na turma preparatória, Cleuber Nascimento conta que alunos que participam de olimpíadas ganham mais concentração e passam a valorizar mais os estudos. Agora, com a premiação de Avila, ele acha que tudo isso será potencializado.

– Espero que o brasileiro deixe de entender a matemática como um carma ruim. Desejo que isso incentive mais pesquisas e desenvolvimento – afirma. – Já tive a oportunidade de conhecê-lo e sei o quanto há pessoas tão inteligentes como ele que também podem chegar lá.

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