Jovem se fantasia de personagem de ‘Instrumentos Mortais’ para ir à Bienal; veja vídeo

Carolina Dantas, na Folha de S.Paulo

Na sexta-feira (22), primeiro dia da 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, Raphael Bianco Silva, 22, resgatou do guarda-roupa uma fivela antiga e pintou com tinta branca. Esperou secar e escreveu em preto: “magic”. Ele é um jovem aficionado por literatura, entre outros milhares que lotaram o Pavilhão de Exposições do Anhembi.

O cinto é parte de um traje inspirado no personagem favorito de Raphael: Magnus, da série “Os Instrumentos Mortais”, da escritora norte-americana Cassandra Clare. O feiticeiro imortal está em todos os livros da série, tem personalidade complexa e desvendada ao longo da trama.

“Adoro tudo que lembra o mundo mágico, as criaturas do submundo e as histórias que escutávamos quando criança e sentíamos medo”, contou Raphael, que é estudante do último ano de enfermagem.

Rapahel Bianco caracterizado como personagem Magnus, da saga literária 'Os Instrumentos Mortais'  / Raquel Cunha/Folhapress
Rapahel Bianco caracterizado como personagem Magnus, da saga literária ‘Os Instrumentos Mortais’
/ Raquel Cunha/Folhapress

Ele decidiu vestir-se de Magnus para encontrar Cassandra no sábado (23), na Bienal. Colocou uma calça branca, um mocassim azul, uma camiseta preta, acrescentou mangas verde-musgo. Comprou lentes com olho-de-gato por R$ 90, pintou os cabelos com tinta spray rosa e azul, usou purpurina ao redor dos olhos.

“Imagina se encontro outra pessoa fantasiada de Alec na Bienal? Pode ser o amor da minha vida!”, falou Raphael no metrô, vestido de Magnus.

Nos livros, Alec, ao contrário de Magnus, é mortal. Os dois personagens vivem uma história de amor impossível devido à natureza de cada um.

No quarto de Raphael, outros livros estão na estande. “Li O Pequeno Príncipe quando ainda era criança.” Ele também leu “Harry Potter” e a série “Crepúsculo”, precursores das atuais sagas infantojuvenis.

Cassandra Clare e Kiera Cass atraíram 150 mil pessoas apenas no primeiro final de semana da 23ª Bienal Internacional do Livro.

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“Além de ser uma escritora que resgata histórias antigas, cada personagem dos livros de Cassandra parece real, com os seus dilemas e defeitos. A personalidade deles muda ao longo da história, sem o leitor nunca saber o que vai acontecer”, diz Raphael.

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