Último dia da Fliporto traz debates sobre legado de Ariano Suassuna

Ariano Suassuna
Ariano Suassuna terá sua obra analisada a partir de outras linguagens além da literatura

Publicado no Diário de Pernambuco
O encerramento da Fliporto 2014, que homenageia o escritor Ariano Suassuna, traz quatro debates neste domingo. Três deles estão relacionados ao legado do escritor pernambucano em outras linguagens além da literatura: teatro, cinema, e música. A aproximação entre o cinema e a literatura também é assunto da festa literária, com a participação do escritor angolano Ondjaki.

Às 10h, a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) lança cinco e-books infantis, na Feira do Livro, no Pátio do Carmo, em Olinda. Às 16h, os jovens são contemplados no Fliporto Galera, com um bate-papo de Clarice Freire, do blog Pó de Lua, ao lado de Rayanna Pereira (Porre de livros) e Fernando Vasconcelos (Kinemail). No mesmo espaço, tem sessão de cinema às 18h, com a exibição de 16 luas (inspirado no livro de Margareth Stolh). Para crianças, também às 18h, na Fliporto Galerinha, será encenada a peça Pedrinho e a chuteira da sorte. O investimento na feira foi em torno de R$ 1,1 milhão e o público esperado para esta edição está entre 70 mil a 110 mil pessoas. Confira a programação dos debates do Congresso Literário:

14h – Roteiro, narrativas e imagens: as técnicas do cinema e da literatura: aproximações e distanciamentos, debate com Lourenço Mutarelli e Ondjaki e mediação de Sidney Rocha

Num mundo saturado de imagens e de narrativas, o que distingue o trabalho do escritor do que realiza um cineasta? E o roteirista, que papel tem para o resultado de um filme? As imagens no cinema, na literatura e na História em Quadrinhos, por exemplo, são essenciais – mas o que há de específico em cada uma delas? Dois dos mais premiados autores da atualidade contam de suas experiências nesses gêneros.

16h30 – Ariano Suassuna: do teatro ao romance e do romance ao cinema, debate com Carlos Newton Jr., Adriana Falcão e Bráulio Tavares, e mediação de Lourival Holanda

Se há algo que caracteriza toda a obra de Ariano Suassuna – na poesia, no teatro, no romance e até no que produziu sob forma pictórica – é a força narrativa e dramática. Com uma capacidade inigualável de comover, seja fazendo o seu público gargalhar, seja levando o seu leitor pensar e sentir algo tão grave como nas tragédias. Um professor especialista em seus textos, e dois escritores-roteiristas que fizeram os seus personagens vivos na tela da TV comentam suas leituras e releituras desses e outros livros.

18h30 – “Prefiro Tolstoi”: Ariano Suassuna e seus leitores, os segredos das aulas-espetáculo e as entrevistas, debate com Samarone Lima, Geneton Moraes Neto e Vladimir Carvalho

Era um entrevistado do tipo que os bons repórteres “pedem a Deus”. As frases de impacto surgiam aos borbotões e espontaneamente. Certa vez, um jornalista perguntou a ele: “O que o senhor acha da Aids?” Ariano ficou em silêncio, e em seguida, respondeu: “Prefiro Tolstoi”. As aulas-espetáculo, as entrevistas e revelações de bastidores são o tema deste bate-papo.

20h30 – Encerramento: Palestra de Raimundo Carrero em homenagem a Ariano Suassuna e concerto de Antônio José Madureira

“A morte – o sol de Deus”, “A vida – a estrada” e muitas outras obras compôs Antônio José Madureira com Ariano Suassuna, com quem fundou o Movimento Armorial, nos anos 1970. Também do movimento participou o romancista Raimundo Carrero, sua A história de Bernarda Soledade – A Tigre do Sertão tem os elementos da estética armorial.

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