Brasil é um dos 10 países mais mortais para jornalistas

Fotojornalista Andrei Stenin foi encontrado morto na Rússia, relembra estudo da PEC
Fotojornalista Andrei Stenin foi encontrado
morto na Rússia, relembra estudo da PEC

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“2014 é um ano terrível para os jornalistas”. É com essa frase que a Press Emblem Campaign (PEC), entidade com sede na Suíça, apresenta o seu relatório a respeito dos países mais perigosos para um profissional da imprensa trabalhar. No levantamento divulgado nesta segunda, 15, o Brasil aparece como o décimo Estado mais perigoso para quem atua com a produção de notícias.

A condição para definir a periculosidade em relação à vida dos jornalistas foi baseada no número de assassinatos de profissionais da classe ao longo dos últimos meses. No inglório top 10 do estudo, o Brasil teve, segundo dados colhidos pela PEC, quatro homicídios de jornalistas, mesmo número apresentado pela República Centro-Africana. México (oito assassinatos) e Paraguai (três) são as outras duas nações latino-americanas a aparecem entre as 15 primeiras posições.

Somados, os 15 assassinatos de jornalistas ocorridos nos três países da América Latina em 2014 são menores do que o mesmo tipo de crime cometido na Palestina (Faixa de Gaza), onde foram registradas 16 mortes. Os responsáveis pelo levantamento creditam o dado ao resultado da “ofensiva israelense”. Também do Oriente Médio, a Síria aparece na segunda colocação, com 13 assassinatos.

Secretário-geral da PEC, Blaise Lempen reforça que os números fazem com que a entidade busque um trabalho de união global para evitar mais assassinatos de jornalistas. “É por isso que a PEC tem apelado repetidamente para um instrumento internacional para proteger os jornalistas. A vontade política dos países mais afetados, necessária para lançar luz sobre os assassinatos e levar os responsáveis à Justiça, está faltando, e nos países em conflito muitas vezes é impossível lançar um inquérito”.

Oriente Médio, a região mais perigosa
O estudo afirma que 36% dos crimes fatais contra jornalistas ocorreram no Oriente Médio. Além de Gaza e Síria, a região aparece no levantamento com Iraque (4°, 10 mortes) e Afeganistão (7°, com seis assassinatos) na lista dos dez países mais perigosos para os trabalhadores da área. Ásia (24%), América Latina (21%), África Subsaariana (11%) e Europa (8%) completam o índice.

Os dados completos do estudo da Press Emblem Campaign estão disponíveis no site da organização.

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