Filho de Suassuna reúne desenhos do pai para livro inédito do escritor

Filho de Suassuna reúne desenhos do pai para livro inédito do escritor

Publicado no Portal AZ

Ariano Suassuna, que morreu em julho, vai ser homenageado pelo filho, o artista plástico Dantas Suassuna, na cidade onde passou a infância. Ariano deixou obras inéditas, como o trecho de um livro, que como todos os outros, ele escrevia os livros à mão.

No horizonte os primeiros raios de luz anunciam o nascer do sol em meio à paisagem sertaneja, em Taperoá, cidade paraibana com quase 15 mil habitantes, a 216 km da capital, João Pessoa. Esta é a terra da infância de Ariano Suassuna.

A cidade é lembrada em obras como “O Auto da Compadecida” e “A Pedra do Reino”. Em uma fazenda, a oito quilômetros do centro de Taperoá, que o artista plástico Dantas Suassuna encontra inspiração para pintar. Filho do escritor Ariano Suassuna, ele diz que aqui viveu momentos marcantes com o pai.

“Um dia eu estava pensando: qual é a palavra que mais representava meu pai? Ai eu fiquei pensando e cheguei na palavra lealdade”, comenta Dantas Suassuna, artista plástico.

Ariano deixou com família o último livro ainda não publicado. Como todos os outros de uma extensa obra, escrito à mão. Dantas mostra algumas páginas com poemas e partituras de músicas. No roda-pé desenhos que lembram pinturas rupestres.

“Papai deixou um legado de… Não só o legado do livro inédito. Tem também três peças inéditas, ele tem uma vastidão de legado pra gente trabalhar. E essa pedra que a gente está fazendo eu pretendo levar à frente este legado que ele deixou”, diz Dantas.

O artista começou a esculpir em uma pedra os desenhos do pai Ariano Suassuna. A ideia dele é tirar do papel as gravuras que vão fazer parte do livro inédito de Ariano, que deve ser lançado no ano que vem.

O artista também vai reproduzir desenhos de Ariano em locais públicos da cidade. A ideia é que Taperoá guarde para sempre figuras que lembram mitos tão presentes no movimento armorial criado pelo escritor. Uma forma de eternizar o amor que Ariano sempre procurou demonstrar pelo sertão onde garimpou personagens tão ricos e imortalizados na literatura brasileira.

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