Fuvest faz prova sem surpresas ou grande dificuldade, dizem professores

Publicado em Folha de S. Paulo

A Fuvest aplicou na tarde desta segunda-feira (5) a segunda prova da segunda fase do vestibular 2015. Na avaliação dos professores de alguns dos principais cursinho, a prova foi bem feita, mas sem grandes surpresas ou dificuldades para os candidatos que se prepararam para ela.

“Foi uma prova muito parecida com as de anos anteriores. Teve questões interdisciplinares, com um mesmo tema sendo abordado sob o ponto de vista de diferentes disciplinas; teve questões batidas, como o trecho de Vidas Secas, que é leitura obrigatória; e inglês sempre bastante direto, pedindo vocabulário básico”, avalia Célio Tasinafo, diretor pedagógico da Oficina do Estudante.

A professora Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora do cursinho Objetivo, também destacou a interdisciplinaridade das questões. “Uma prova básica, fácil, mas muito bem bolada. A Fuvest conseguiu fazer uma prova que pede o básico, independente da carreira que o aluno está concorrendo. Ela pediu conhecimento fundamental de todas as disciplinas e que o aluno saiba relacionar esse conhecimento”, afirma a professora.

O coordenador geral do cursinho Etapa, Edmilson Mota, porém, avaliou a prova como bastante exigente. “Os candidatos que não foram preparados para, numa mesma questão, usar o conhecimento de mais que uma disciplina, encontraram dificuldade. E mesmo para os preparados, havia questões bem complicadas”, avalia o professor.

“Houve um predomínio das áreas centrais, que são química e geografia. As outras disciplinas apareceram com complexidade menor, com exceção de inglês, que teve uma complexidade mais alta, algum vocabulário mais específico”, continuou Mota.

Já Lilio Paoliello, diretor pedagógico do Cursinho da Poli, avaliou a prova como “de média complexidade dentro do esperado na segunda fase da Fuvest”. “Foi menos complexa que a prova do ano passado, mas exigiu uma competência em inter-relacionar os conhecimento, relacionar as informações”, afirma ele.

Nesta segunda-feira (5), todos os candidatos tiveram que resolver 16 questões dissertativas de história, geografia, matemática, física, química, biologia e inglês, além de questões interdisciplinares. Na terça (6), a última prova terá 12 questões de duas ou três disciplinas, a depender da carreira escolhida.

No domingo (4), os candidatos realizaram a primeira prova da segunda fase respondendo a dez questões de português e realizaram uma redação. Segundo professores ouvidos pela Folha, foi uma prova “quase temática” e sem surpresas.

Ao todo, 29.698 pessoas foram selecionadas para a segunda etapa do vestibular, mas 8,4% não compareceram nesse segundo dia de prova. O maior índice de abstenção desta segunda foi registrado na cidade de Presidente Prudente, no interior de SP, onde ele chegou a 16,7%. Na capital paulista a ausência foi de 7,9%.

A USP oferece nesta edição do vestibular 249 cursos de graduação distribuídos em oito campi no Estado de São Paulo, nas cidades de Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto, Santos, São Carlos e São Paulo.

A nota de corte mais alta do vestibular deste ano foi para o curso de medicina com 72 pontos, seguido pelo curso de medicina em Ribeirão Preto (70), engenharia aeronáutica em São Carlos (68), engenharia civil em São Carlos (62) e engenharia na Escola Politécnica (61). Confira aqui a relação completa das notas de corte.

A primeira chamada dos aprovados será feita no dia 31 de janeiro de 2015. A partir desta data, o candidato poderá ter acesso ao seu desempenho no vestibular no site da Fuvest.

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