Como garantir que a escola seja de fato para todas as crianças

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Eduarda Mayrink, na Revista Escola

A inclusão tem ganhado importância nos últimos anos, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. A Constituição de 1988 determina o acesso ao Ensino Fundamental regular a todos, e deixa claro que as crianças com necessidades educacionais especiais (NEE) devem receber atendimento especializado complementar. Esse processo, no entanto, é uma tarefa difícil e que exige o empenho de todos os envolvidos.

Na escola que coordeno, o que mais me ajudou a lidar com as especificidades de aprendizagem dos alunos foi observar o contato entre eles e os docentes no cotidiano da sala de aula. Com isso, constatei que os professores não possuíam o preparo necessário para trabalhar com essas crianças. Eles faziam muitas perguntas: O que fazer? Quem deve fazer? Quem vai me ajudar? Eu vou ficar sozinho na sala? Assim, foi preciso elaborar um processo formativo para estudar e compreender as características dos estudantes com NEE.

Nosso caminho inicial foi planejar ações concretas para garantir a aprendizagem de todos, levando em conta as potencialidades de cada um. Foi essencial compreender a necessidade de cada aluno e identificar as medidas que poderíamos tomar não somente no aspecto pedagógico, mas também social e cultural, como a participação em apresentações, gincanas, teatros, oficinas e atividades recreativas. O ensino deve propiciar o desenvolvimento da criança em todos os aspectos, para que ela tenha condições de participar das atividades e se integrar na comunidade.

A cobrança dos pais também era algo que me preocupava muito. Como apresentar para eles o trabalho desenvolvido e promover um avanço nas aprendizagens dos estudantes? Constatei que a participação das famílias é essencial para que a inclusão seja efetiva e, por isso, elas devem ser incluídas em todo o processo. A gestão da escola precisa se comunicar com os pais e responsáveis para conhecer melhor a criança e descobrir as suas características pessoais. Isso garante que o ritmo e as singularidades de cada aluno sejam respeitados e valorizados.

Hoje, acredito que promover uma inclusão efetiva cabe na prática ao professor e à escola, por meio da observação e do planejamento das atividades e das aulas de forma eficaz. Além disso, também depende da participação ativa da família, que pode ajudar a instituição a lidar melhor com os pequenos.

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